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Notícias

Ações de prevenção e conscientização sobre a Síndrome de Burnout

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A Síndrome de Burnout é um transtorno relacionado ao esgotamento profissional, caracterizado por sintomas como exaustão física e emocional, distanciamento afetivo e redução da eficiência no trabalho. Esse fenômeno tem recebido atenção devido ao impacto significativo sobre a saúde mental dos trabalhadores e a produtividade nas organizações.

A realização de rodas de conversa sobre o tema tem sido uma das estratégias empregadas para promover conscientização e prevenção. Uma dessas ações foi conduzida por uma instituição pública em parceria com grupos de residência multiprofissional, envolvendo servidores de uma unidade de saúde da família. Durante a atividade, foram abordados aspectos como o reconhecimento dos sinais da síndrome, os fatores que contribuem para seu desenvolvimento e estratégias de prevenção e enfrentamento.

Essas iniciativas buscam esclarecer como o transtorno pode se manifestar no cotidiano e propor soluções que minimizem seus impactos. Além disso, reforçam a importância de um ambiente profissional equilibrado e do suporte àqueles que enfrentam desafios diários em suas funções, contribuindo para a melhoria da saúde mental e da qualidade dos serviços prestados à população.

Fonte: Agência de Notícias do MPAC

Economia e Empreender

Mais da metade das mulheres no Brasil sofre impacto das bets, aponta pesquisa

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Mais da metade das mulheres brasileiras tem contato direto com os efeitos das apostas online. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17) mostra que 42% já apostaram ou continuam usando plataformas de bets, enquanto outras 12% nunca jogaram, mas são afetadas pelas apostas de parentes ou amigos. Com isso, 54% das mulheres aparecem entre apostadoras e pessoas atingidas pelo comportamento de alguém próximo.

Entre as entrevistadas, 20% afirmaram que ainda fazem apostas online, com diferentes frequências. Outras 22% disseram que já apostaram, mas abandonaram a prática. O levantamento foi realizado entre junho e agosto de 2026 e reuniu dados sobre o comportamento de homens e mulheres em diferentes regiões do país.

A presença de filhos aparece como um dos fatores que diferenciam o perfil das apostadoras. Mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que aquelas sem filhos. Do total de mulheres que fazem apostas, 72% são mães.

O comportamento também varia quando observado o recorte racial. Entre as mulheres pardas, 45% disseram que apostam ou já apostaram. O percentual foi de 39% entre as brancas e de 37% entre as pretas.

Para parte das mulheres, as apostas entram na rotina como tentativa de conseguir dinheiro para despesas familiares. Pagamento de contas, compra de alimentos, material escolar e gastos com os filhos aparecem entre as razões para buscar as plataformas. O jogo, nesses casos, deixa de ser tratado apenas como entretenimento e passa a ocupar espaço na administração do orçamento doméstico.

O uso das plataformas também ocorre de forma escondida dentro de algumas famílias. Entre as apostadoras, 30% costumam jogar principalmente à noite ou de madrugada. Entre os homens, o percentual é de 20%. No conjunto dos entrevistados, 15% acreditam que alguém que mora na mesma casa aposta sem contar aos familiares e acumula dívidas em segredo.

Outro dado mostra que 25% das mulheres acreditam que habilidade ou conhecimento podem ajudar a vencer nas apostas. Entre aquelas que jogam com frequência, esse percentual chega a cerca de 40%. A percepção alcança inclusive jogos de cassino online, nos quais os resultados dependem do acaso.

Os cassinos online são a modalidade mais presente entre as apostadoras. Cerca de 49% jogam opções como roleta, Tigrinho e caça-níquel. Outros 29% participam de jogos de resultado instantâneo, como Aviator e raspadinhas digitais, enquanto 26% fazem apostas relacionadas ao futebol.

As perdas provocadas pelos jogos também levam parte das mulheres a buscar dinheiro emprestado. Entre as apostadoras, 7% disseram já ter recorrido a agiotas para financiar apostas. Entre mulheres atingidas pelo comportamento de outras pessoas, 8% afirmaram que elas próprias ou alguém próximo precisou tomar dinheiro emprestado com agiotas.

Os problemas aparecem ainda dentro das relações familiares. Entre as mulheres afetadas pelas apostas de parentes, 24% relataram conflitos familiares e outros 24% citaram perda de confiança. O desgaste emocional foi mencionado por 21%, enquanto 12% apontaram mudanças na qualidade de vida.

A pesquisa também encontrou relatos relacionados à violência. No total, 23% dos brasileiros afirmaram ter presenciado ou conhecer alguma situação em que as apostas contribuíram para casos de violência dentro das famílias. Entre mulheres afetadas por familiares apostadores, foram relatados comportamentos agressivos, xingamentos e perda de controle após prejuízos financeiros.

A avaliação negativa das bets é maior entre as mulheres. Para 67% delas, as apostas estão acabando com famílias brasileiras. Entre os homens, essa percepção aparece em 59% das respostas.

A publicidade das plataformas também é vista como fator de estímulo ao jogo. Para 72% das mulheres, a propaganda faz com que as pessoas apostem mais do que deveriam. Depois do primeiro acesso a uma plataforma, 79% afirmaram ter percebido aumento do conteúdo sobre apostas apresentado pelas redes sociais. Entre as mulheres que jogam com maior frequência, o percentual chega a 82,2%.

O apoio a medidas mais duras contra as bets também é maior entre elas. A proibição dos jogos online no Brasil é defendida por 62% das mulheres e por 50% dos homens. Além disso, 41% das entrevistadas aceitam que as empresas continuem funcionando no país, desde que sejam impedidas de fazer publicidade.

A pesquisa identificou ainda a presença das apostas entre crianças e adolescentes, apesar da proibição para menores de 18 anos. O acesso pode ocorrer por meio do CPF de adultos da família, com ou sem autorização.

O levantamento quantitativo ouviu 2.008 homens e mulheres de todo o Brasil. A etapa qualitativa reuniu 60 participantes, principalmente mulheres entre 18 e 58 anos das classes C, D e E, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.

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Ciência

Plantas raras consideradas extintas são reencontradas em Minas Gerais após décadas

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Pesquisadores reencontraram espécies de plantas raras que não eram vistas na natureza havia décadas e chegaram a ser consideradas possivelmente extintas. Os exemplares foram localizados em áreas protegidas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, durante trabalhos de campo voltados à conservação de espécies raras e endêmicas da região.

Entre as plantas redescobertas estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, conhecidas como sempre-vivas ou chuveirinho. As espécies são características das serras mineiras e ocorrem em ambientes associados a solos ricos em ferro, com vegetação adaptada a condições específicas de temperatura e disponibilidade de água.

A busca faz parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas do Quadrilátero Ferrífero, desenvolvido por universidades, instituições de pesquisa e pela Vale dentro da Rede Propagar. Algumas das espécies incluídas no levantamento não eram encontradas havia mais de um século e estavam classificadas como potencialmente desaparecidas da natureza.

A Paepalanthus magalhaesii cresce rente ao chão, entre rochas, e tem ocorrência restrita ao Quadrilátero Ferrífero. Exemplares foram encontrados em áreas de Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre os municípios de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto.

A Coracoralina amoena também é exclusiva da região e vive em ambientes rochosos onde o solo é fino, a exposição ao sol é intensa e a disponibilidade de água permanece baixa durante parte do ano. A espécie já havia sido apontada na literatura científica como possivelmente desaparecida da natureza.

A capacidade dessas plantas de sobreviver em ambientes com estresse hídrico e térmico aumenta a importância delas para a conservação da biodiversidade regional. O Quadrilátero Ferrífero concentra elevado número de espécies endêmicas, que não são encontradas naturalmente em outras partes do mundo.

Após a coleta, o material vegetal foi enviado para laboratórios da Rede Propagar. As amostras vão passar por sequenciamento genético e estudos destinados ao desenvolvimento de métodos de reprodução das espécies. Parte dos exemplares também ficará armazenada em coleções de referência para novas pesquisas.

O objetivo seguinte é produzir mudas e desenvolver técnicas que permitam ampliar as populações dessas plantas e, futuramente, reintroduzi-las em áreas adequadas. O trabalho também envolve a recuperação dos ambientes necessários para que as espécies consigam se estabelecer novamente na natureza.

A redescoberta amplia o conhecimento sobre a flora brasileira e abre novas possibilidades de pesquisa em áreas como genética, biotecnologia e conservação ambiental. Os pesquisadores esperam que novas expedições encontrem outras espécies conhecidas que deixaram de ser registradas por longos períodos e até plantas ainda não descritas pela ciência.

Fonte: Agência Brasil

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Rio Branco

Aeroporto Velho completa 62 anos e ganha reforma do Centro Cultural Lydia Hammes

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O bairro Aeroporto Velho completou 62 anos neste sábado (15), em Rio Branco, com a assinatura da ordem de serviço para a reforma do Centro Cultural Lydia Hammes. O espaço, que está sem utilização há cerca de seis anos, será recuperado para voltar a receber atividades culturais, esportivas, de lazer e ações comunitárias.

A assinatura ocorreu durante a programação de aniversário do bairro e reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes da Prefeitura de Rio Branco. A reforma atende a uma antiga reivindicação da comunidade da Baixada, onde o centro cultural se tornou referência ao longo de décadas.

Construído entre 1947 e 1950, o Centro Cultural Lydia Hammes faz parte da história do Aeroporto Velho e de bairros próximos. O prédio recebeu por anos eventos, atividades esportivas e iniciativas voltadas à convivência entre moradores, antes de deixar de ser utilizado.

A obra prevê a recuperação da estrutura do imóvel para permitir a retomada das atividades. O prazo de execução, o valor do investimento e os detalhes dos serviços que serão realizados não foram informados na divulgação da ordem de serviço.

Durante a cerimônia, o prefeito afirmou que a revitalização atende a um pedido antigo dos moradores. “Era uma vontade, um desejo dessa comunidade ver esse espaço revitalizado e agora, de fato, a gente vai estar entregando essa ordem de serviço”, declarou.

O presidente do bairro, conhecido como Negão da Baixada, afirmou que o centro cultural está abandonado há seis anos e lembrou a importância que o local teve para a região. “Esse Centro Cultural era um dos mais movimentados de Rio Branco”, disse.

Com a reforma, a previsão é que o Lydia Hammes volte a funcionar como ponto de encontro para moradores do Aeroporto Velho e de comunidades vizinhas. A recuperação do prédio também busca preservar um espaço ligado à formação e à memória da região da Baixada.

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