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Educação

Acre apresenta avanços na aprendizagem segundo dados do Saeb e Ideb, afirma gestor em artigo

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O secretário de Educação e Cultura do Acre, Aberson Carvalho, publicou um artigo destacando a leitura dos dados do Ideb e do Saeb como instrumentos de orientação para a formulação de políticas públicas educacionais. No texto, Carvalho analisa os números divulgados em 2023, reconhece os desafios enfrentados e aponta medidas em curso para melhorar o desempenho educacional no estado.

De acordo com o secretário, embora o Acre ainda esteja abaixo da média nacional em alguns indicadores do Ideb, o estado apresentou resultados expressivos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com destaque para a proficiência dos estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo ele, o Acre alcançou o melhor desempenho da Região Norte em todas as etapas avaliadas, com destaque em Língua Portuguesa e Matemática.

O artigo também destaca que o principal fator que influencia negativamente o Ideb no estado é o fluxo escolar, que envolve taxas de reprovação, abandono e distorção idade-série. Para enfrentar essa realidade, a gestão estadual tem investido em políticas como a ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), programas de aceleração de fluxo escolar e o incentivo à permanência dos alunos por meio do programa federal Pé-de-Meia.

Outro ponto abordado pelo secretário é o concurso público realizado em 2024, considerado o maior da história da educação no Acre. Foram ofertadas 3 mil vagas, sendo 2.500 para professores e 500 para apoio administrativo, com mais de 52 mil inscritos. Para Aberson Carvalho, essa iniciativa representa um reforço importante na estrutura da rede estadual de ensino e no atendimento à população.

Ele ressalta ainda a importância de ações contínuas, como a expansão de escolas integrais, o fornecimento regular de merenda escolar e a entrega de uniformes, como estratégias para garantir a permanência dos estudantes nas unidades de ensino.

Ao final do artigo, o secretário afirma que os dados devem refletir a realidade das escolas e servir como base para decisões estratégicas. Segundo ele, a orientação é não suavizar diagnósticos, mas utilizar as evidências para ajustar as políticas públicas e garantir avanços sustentáveis na educação do Acre.

Educação

Brasil sobe seis posições no ranking mundial de pesquisas clínicas após nova legislação

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O Brasil avançou da 18ª para a 12ª posição no ranking mundial de países que mais realizam pesquisas clínicas entre 2025 e o primeiro semestre de 2026. O crescimento ocorreu após a implementação do marco legal que regulamenta os estudos com seres humanos e reduziu os prazos de análise e autorização de novos projetos científicos.

Os dados são da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que projeta a possibilidade de o país alcançar a 10ª colocação nos próximos anos. A expectativa está relacionada à ampliação dos investimentos no setor, que podem superar R$ 2 bilhões por ano.

A Lei nº 14.874, sancionada em maio de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pelo governo federal em outubro de 2025, estabeleceu as primeiras regras legais específicas para pesquisas clínicas no país. Antes, os procedimentos eram disciplinados principalmente por normas do Conselho Nacional de Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre as mudanças está a redução dos prazos para aprovação dos estudos. A análise dos comitês de ética deve ocorrer em até 30 dias úteis, enquanto a avaliação da Anvisa tem prazo de até 90 dias úteis, sem contar períodos destinados a recursos e esclarecimentos.

A legislação também permite que as avaliações ética e sanitária ocorram simultaneamente, diminuindo o tempo necessário para iniciar os testes. Em pesquisas realizadas em diferentes unidades de saúde, um comitê acreditado pode coordenar a análise ética, evitando a repetição de procedimentos.

A presidente da Roche Brasil, Lorice Scalise, afirmou que as mudanças tornaram o país mais competitivo na atração de estudos internacionais. Segundo ela, processos que anteriormente poderiam levar cerca de um ano apenas na etapa de avaliação ética passaram a contar com procedimentos mais rápidos.

A indústria farmacêutica também prevê a ampliação das pesquisas voltadas a doenças como Alzheimer, Parkinson, câncer de mama e lúpus, além do desenvolvimento de medicamentos para tratamento da obesidade. Somente a Roche pretende investir aproximadamente R$ 590 milhões por ano em estudos clínicos no Brasil.

Outro objetivo é ampliar a participação de centros de pesquisa das regiões Norte e Nordeste, reduzindo a concentração histórica das atividades científicas no Sul e Sudeste. A iniciativa envolve a capacitação de profissionais e a preparação de unidades de saúde para receber estudos com voluntários.

As pesquisas clínicas são fundamentais para avaliar a segurança e a eficácia de medicamentos, tratamentos e tecnologias antes de sua disponibilização à população. No Brasil, os estudos com participantes humanos dependem de avaliação ética e autorização sanitária, conforme as exigências aplicáveis.

O avanço brasileiro foi discutido durante o fórum Saúde como Investimento, realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em San José, na Costa Rica. Pesquisadores e representantes da indústria farmacêutica defenderam a ampliação da infraestrutura científica na América Latina e a formação de profissionais especializados para aumentar a participação da região no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Educação

Escolas públicas têm até 31 de outubro para escolher livros da educação infantil

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As escolas públicas de todo o Brasil têm até o dia 31 de outubro para selecionar os livros que serão utilizados na educação infantil. O período de escolha começou nesta terça-feira (13) e faz parte do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A seleção contempla obras literárias e informativas destinadas a crianças de creches e pré-escolas, além de materiais de apoio pedagógico para professores. Os livros serão distribuídos gratuitamente às unidades de ensino participantes do programa.

Podem participar as escolas das redes públicas que aderiram previamente ao PNLD e possuem estudantes matriculados na educação infantil, conforme os registros do Censo Escolar de 2025.

A escolha deve ser realizada exclusivamente pelos diretores escolares, por meio do sistema PNLD Gestão. O acesso ocorre pela plataforma Gov.br, utilizando CPF e senha. As secretarias de Educação são responsáveis pela análise e autorização dos cadastros dos gestores.

Antes de registrar a seleção, os diretores devem discutir as opções disponíveis com professores e coordenadores pedagógicos. A decisão precisa considerar a faixa etária das crianças, a proposta educacional da escola e as necessidades da comunidade atendida.

O programa organiza os materiais em três categorias. Para crianças de até 3 anos, os conjuntos possuem 46 ou 47 obras. Na pré-escola, destinada à faixa etária de 4 a 5 anos, os acervos reúnem de 50 a 52 títulos. A terceira categoria contempla materiais de apoio aos professores, também com conjuntos de 50 a 52 obras.

A quantidade de livros distribuídos dependerá do número de estudantes de cada instituição. As escolas deverão escolher os acervos completos, sem a possibilidade de substituir individualmente os títulos que integram cada conjunto.

Para orientar o processo, o MEC disponibilizou o Guia do PNLD Educação Infantil 2026-2029, que reúne informações sobre as obras aprovadas, avaliações, propostas metodológicas e conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

As escolas que não fizerem a seleção dentro do prazo poderão receber materiais conforme critérios técnicos estabelecidos pelo FNDE. O ministério recomenda que os gestores verifiquem antecipadamente suas condições de acesso ao sistema para evitar problemas durante o período de escolha.

Fonte: Agência Brasil

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Acre

Ifac leva estudantes dos seis campi para experiência internacional na Colômbia

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Um estudante de cada um dos seis campi do Instituto Federal do Acre (Ifac) foi selecionado para representar a instituição em uma experiência acadêmica internacional em Bogotá, na Colômbia. O grupo embarcou neste domingo (4) e ficará no país até 18 de outubro, participando de atividades voltadas à ciência, tecnologia, inovação e cultura.

A delegação reúne alunos dos campi Baixada do Sol, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri. Todos cursam o Ensino Médio integrado a cursos técnicos do instituto e passaram por um processo seletivo antes da viagem.

Participam da programação Kayk Felismino Nogueira, da Baixada do Sol; Valéria da Costa Nicácio, de Cruzeiro do Sul; Luís Fernando Correia da Silva, de Rio Branco; Cauã Bezerra Maciel, de Sena Madureira; Anny Vitória de Araújo, de Tarauacá; e Anna Lya Menezes Cardoso, de Xapuri.

A seleção levou em consideração o desempenho escolar e outros critérios previstos em edital. Os candidatos precisavam ter entre 15 e 18 anos, média mínima de 7, matrícula regular e não poderiam apresentar reprovação no histórico. O processo ainda contou com análise documental, entrevista e avaliação de conhecimentos em espanhol.

Na Colômbia, os estudantes terão contato com estruturas acadêmicas da Universidad de La Sabana e da Universidad Nacional de Colombia. A agenda prevê atividades em laboratórios de eletrônica, espaços de fabricação digital, ambientes de simulação e projetos ligados às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A programação também amplia a experiência para além das salas de aula. Os acreanos devem visitar locais como o Jardim Botânico de Bogotá, o Museu do Ouro, o Museu Nacional, o Museu Botero, o Planetário e o Museu Maloka, além de pontos históricos e culturais da capital colombiana.

A viagem faz parte do Programa de Mobilidade STEM Internacional, realizado pelo Ifac em parceria com a AFS Intercultura Brasil. As despesas previstas no edital são custeadas pelo programa, que também assegura bolsa aos participantes.

Com representantes de todas as unidades do instituto no Acre, a iniciativa amplia a participação de estudantes da educação profissional em programas de mobilidade internacional e promove contato direto com universidades e centros de pesquisa fora do país.

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