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Política

Caravana da Aleac parte em defesa da BR-364 e reforça apelo por união e recursos federais

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Nesta quinta-feira, 5 de junho, parte de Rio Branco a caravana organizada pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) com destino a Cruzeiro do Sul. A mobilização tem o objetivo de registrar e transmitir ao vivo os trechos mais críticos da BR-364, principal rodovia de ligação entre a capital e o interior do estado. A ação reúne 20 deputados estaduais, cinco deputados federais e o senador Sérgio Petecão.

O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), afirmou que esta é a segunda caravana organizada pela Assembleia com foco na rodovia. Segundo ele, o objetivo é sensibilizar o Governo Federal e a bancada federal sobre a importância estratégica da BR-364. “É uma caravana que vai ver de perto a situação da estrada e levar esse recado pra Brasília. Essa BR é fundamental para mais de 200 mil pessoas que moram nos municípios ao longo do trajeto”, declarou.

A programação prevê paradas em pontos considerados críticos, como a ponte do rio Caeté, em Sena Madureira, que está parcialmente interditada, e o trecho do rio Jurupari. A comitiva também fará uma parada em um trecho de 8 km onde o DNIT aplicou a técnica do macadame hidráulico. O material tem custo estimado de até R$ 8 milhões por quilômetro, mas tem apresentado melhor desempenho em comparação aos recapeamentos tradicionais.

A caravana como instrumento político de articulação e reposicionamento

A iniciativa liderada por Nicolau Júnior se insere em uma estratégia de articulação institucional e visibilidade pública. Ao reunir deputados estaduais e federais, além de um senador, a Assembleia busca formar uma frente de pressão conjunta sobre o Governo Federal, com foco na liberação de recursos para a reconstrução da rodovia. A transmissão ao vivo da viagem reforça o uso da comunicação institucional como ferramenta de mobilização política.

O movimento também projeta a Aleac e seu presidente como protagonistas no debate sobre infraestrutura no estado, tradicionalmente liderado por membros do Executivo. A antecipação da pauta e a convocação de lideranças regionais indicam uma tentativa de centralizar o tema no Legislativo, reposicionando o papel da Casa no debate sobre desenvolvimento e integração do Acre.

Nicolau Júnior defende que a estrada tem papel central no desenvolvimento do estado. “A Assembleia sempre esteve à frente dos grandes temas e essa estrada é prioridade. Sem ela, aumenta o custo de vida, o preço dos produtos e o sofrimento da população. Com uma estrada em boas condições, as pessoas podem ir e vir com mais segurança, acessar saúde e escoar a produção”, afirmou.

Durante a viagem, a equipe de comunicação da Aleac irá transmitir as imagens ao vivo pela TV da Assembleia. A Polícia Rodoviária Federal coordena o deslocamento da frota. O percurso será encerrado em Cruzeiro do Sul, onde haverá ato público na sexta-feira, 6, com a presença de prefeitos, vereadores, empresários e lideranças regionais.

Nicolau também comentou sobre a preocupação com os custos da obra e a necessidade de antecipação de recursos. “Sabemos que o projeto de reconstrução é caro, mas mais caro foi deixar a situação se deteriorar por 20 anos. Já passou da hora de o Acre ter uma solução definitiva para essa rodovia. A luta agora é por compromisso e orçamento”, concluiu

Política

Ex-prefeito Tião Bocalom discute modelo econômico do Acre, segurança e desafios de gestão no Bar do Vaz

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Em entrevista concedida ao jornalista Roberto Vaz no podcast Bar do Vaz, nesta semana, o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou um balanço detalhado de sua trajetória administrativa e detalhou sua visão sobre as prioridades estruturais para o desenvolvimento do Acre. Durante a conversa, o gestor enfatizou a necessidade de uma transição econômica no estado, defendendo o fortalecimento do setor produtivo em detrimento de modelos baseados exclusivamente no assistencialismo ou na preservação sem exploração econômica sustentável.

Bocalom criticou os resultados históricos do conceito de “florestania” aplicado em gestões anteriores, argumentando que a política não gerou a emancipação financeira da população. “A minha tristeza é de ver o Acre com muito mais Bolsa Família do que carteira assinada. Rondônia tomou o rumo do produzir para empregar… Então, lá atrás faziam muita gozação de ‘ah, o Bocalom só fala em agricultura, o Bocalom só fala em terra’, e eu provei ao longo do meu tempo de trabalho”, declarou. O ex-prefeito reforçou que sua filosofia central baseia-se no projeto “Produzir para Empregar”, cujo objetivo é fixar o homem no campo com dignidade e gerar circulação de riqueza local: “O que melhora a vida das pessoas é dinheiro no bolso… Eu quero é deixar o povo trabalhar, criar condições para o povo poder ganhar dinheiro”.

No âmbito da gestão urbana e da infraestrutura, o entrevistado abordou a complexidade de administrar Rio Branco, uma cidade cujo crescimento periférico ocorreu, em grande parte, por meio de ocupações espontâneas. Ao rebater críticas sobre as condições das vias públicas na reta final de seu mandato, Bocalom apontou falhas estruturais em projetos de pavimentação executados pelo governo estadual no passado e ressaltou os investimentos feitos em maquinário próprio pela prefeitura. “Não é fácil cuidar de uma cidade que foi feita de invasão… Depois que eles invadem, o pessoal quer asfalto, quer energia, quer água, quer esgoto, e tudo de forma errada porque não foi planejado nada”, explicou. Ele defendeu que problemas complexos como a manutenção de ramais rurais exigem uma atuação conjunta e coparticipativa entre o governo estadual e as prefeituras locais.

A segurança pública e a modernização tecnológica também foram destaques na fala de Bocalom, que citou o convênio firmado entre a Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Federal como um marco de eficiência na utilização de monitoramento por câmeras com identificação facial. No campo da assistência social, o gestor detalhou o funcionamento da distribuição de insumos e alimentos na capital, rechaçando práticas de clientelismo político em períodos eleitorais. “Eu não sou aquele político que compra voto… Eu sou daquele que quero ganhar a eleição com compromisso de cumprir depois da eleição, e é por isso que o povo acredita muito no Bocalom”, afirmou.

Ao final, Bocalom justificou sua postura diante da vida pública e a decisão de se manter ativo nos debates políticos do estado após encerrar seu ciclo no Executivo municipal, definindo sua atuação como um compromisso vocacionado. “Eu não faço política para ganhar dinheiro, eu não faço política por causa de poder… Eu estou aqui como sacerdócio. Eu tenho a política para mim como sacerdócio, não é forma de ganhar dinheiro nem nada, mas a forma de ajudar pessoas”, concluiu.

Foto: Sérgio Vale

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Política

Lula defende Pix e reage a ameaça de tarifa dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 2 de junho, o Pix como um sistema público, gratuito e mais vantajoso que plataformas privadas de pagamento dos Estados Unidos. Em evento em Catalão, em Goiás, Lula disse que o modelo brasileiro “assusta eles” e reagiu ao relatório do governo norte-americano que atacou o Pix e sugeriu sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

No discurso, Lula afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana” e associou a ofensiva ao interesse de proteger empresas de cartão de crédito que atuam no país. O relatório foi publicado na segunda-feira, 1º de junho, e abriu prazo até 15 de julho para manifestação do governo brasileiro e de empresas afetadas antes de eventual adoção de medidas pelos Estados Unidos.

Lula também classificou a iniciativa como fora de hora, ao lembrar que havia uma negociação em curso entre os dois países. Segundo o presidente, ele e Donald Trump haviam acertado em maio um prazo de 30 dias para tratar da questão comercial. Lula disse ainda que entregou documentos apontando superávit norte-americano de US$ 415 bilhões na relação com o Brasil nos últimos 15 anos e cobrou um telefonema do presidente dos EUA para explicar o avanço da recomendação tarifária.

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Bocalom leva a Sena Madureira proposta de governo com foco em produção e emprego

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O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, cumpre agenda em Sena Madureira nesta segunda-feira (1º), onde apresenta a proposta de governo “Produzir para Empregar” a empresários, lideranças locais e moradores do município. A visita faz parte da série de compromissos políticos no interior do estado e segue até terça-feira (2), com reuniões e entrevistas sobre desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da produção rural.

Durante a passagem pela cidade, Bocalom participa de encontros com diferentes segmentos da sociedade e concede entrevistas a veículos de comunicação locais. Nas agendas, ele defende a ampliação da atividade produtiva como caminho para estimular a economia acreana e criar novas oportunidades de trabalho.

Ao falar com a população, o pré-candidato também destacou a experiência acumulada em cargos públicos no interior e na capital. Segundo ele, planejamento e uso eficiente dos recursos públicos são pontos centrais para tirar projetos do papel e ampliar resultados na administração.

Bocalom ainda citou obras e ações de infraestrutura realizadas ao longo de sua trajetória política, com destaque para iniciativas voltadas à modernização urbana, à implantação de tecnologias e a melhorias em diferentes áreas da gestão pública. Para ele, essas experiências reforçam a capacidade de conduzir um projeto administrativo com impacto social e econômico.

A programação em Sena Madureira será mantida nesta terça-feira (2), com novos encontros e compromissos voltados à apresentação de propostas e ao diálogo com representantes de vários setores do município.

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