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Política

Aleac realiza sessão especial para homenagear indústria acreana

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O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga (PSDB), suspendeu a sessão ordinária desta quarta-feira (24) para a realização de uma sessão especial voltada para a indústria acreana. Durante a solenidade, foi proposta a criação da Frente Parlamentar de Defesa e Incentivo da Indústria e Comércio (FRENDIC). O ato político visa a adesão dos deputados estaduais e, com isso, o fortalecimento e celeridade de pautas relacionadas ao setor.

Luiz Gonzaga, que conduziu a solenidade, cumprimentou e agradeceu a presença dos representantes do setor industrial do Estado. Destacou também a importância desse departamento para o fortalecimento da economia e geração de emprego.

“Cumprimento todos os representantes da indústria no Acre aqui presentes. Sejam todos muito bem-vindos! É com muita alegria que a Aleac realiza esse ato solene para a Federação das Indústrias, principalmente pela importância que o setor tem para o desenvolvimento e geração de empregos. A Casa do Povo está de braços abertos para recebê-los sempre”, disse.

O secretário de Indústria e Comércio do governo, Assurbanipal Barbary, que representou o governador Gladson Cameli (PP), pontuou que já existem bons resultados gerados pelo investimento no setor e que a atual gestão tem trabalhado para fomentá-lo cada vez mais.

“Vivemos um momento de grande integração institucional, com a participação dos governos federal e estadual, parlamento e as instituições. Estamos aqui agradecendo a Aleac por enfatizar a indústria como um elo de grande importância para o desenvolvimento do Estado. Nosso grande desafio hoje é industrializar cada vez mais o Acre e aumentar a riqueza, e a industrialização é o principal caminho para isso, pois a cada real produzido, são gerados mais R$ 3 na economia, então nada mais justo do que investir cada vez mais no setor”, destacou.

Assurbanipal apresentou a proposta para criação da Frente Parlamentar de Defesa e Incentivo da Indústria e Comércio aos parlamentares, pontuando o papel a ser cumprido pelo grupo. Em seguida, colheu a assinatura dos deputados presentes para ser dado início ao trabalho.

Em sua fala, José Adriano, presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), frisou que o Acre, como todos os estados das regiões norte e nordeste, depende muito dos investimentos públicos. “Sendo assim, o Acre pega carona na performance da indústria brasileira e sente os reflexos negativos de sua inércia.  A pergunta é: Qual a causa disso? Existem muitos motivos, a ausência de uma estratégia de desenvolvimento social, um sistema tributário complexo, uma infraestrutura deficiente e a insegurança jurídica é um dos fatores que contribuem para isso”, explicou.

José Adriano agradeceu ainda o empenho de alguns parlamentares que segundo ele, ajudaram a aprovar em 2021, o Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, que cria o Programa de Compras Governamentais de Incentivo às Indústrias – CG Indústria. Ele frisou que o programa ajudou a melhorar o ambiente de negócios no Estado.

“Desde 2016, a Fieac tem procurado alternativas que incentivem os empresários acreanos a continuar investindo aqui e foi com o apoio desta casa, que aprovamos esse projeto importantíssimo. Por isso, agradeço ao governador Gladson e o empenho dos parlamentares, especialmente do ex-deputado José Bestene, que tomou as dores do empresário acreano para si naquele momento; do presidente da Aleac na época, Nicolau Junior, e Edvaldo Magalhães, que defenderam a importância desse programa para o fortalecimento da economia acreana. E por mais que tenhamos patinado quatro anos por outros motivos, a estruturação está a caminho e nós confiamos muito neste programa”, enfatizou.

“Uma homenagem justa e necessária. A indústria acreana não sobrevive sem um forte programa de investimento público e esse pacto não pode ser ideológico e nem político partidário, esse pacto tem que ser a favor da economia do Estado do Acre. (…)parabenizo a todos neste momento e aos que ainda resistem em permanecer na atividade industrial do Estado.” Edvaldo Magalhães (PCdoB)

No ano de 2021, a indústria no Acre gerou mais de 13 mil empregos diretos. No primeiro trimestre desse ano houve um saldo de 334, sendo 58 deles apenas no mês de março. Em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre foi de R$ 16.476.371 milhões e a porcentagem de participação da indústria na transformação foi de 7,2%, correspondendo a R$ 1.191.345 milhões.

Participaram da solenidade representantes dos sindicatos e trabalhadores das indústrias.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães Fotos: Sérgio Vale

Política

Mailza oficializa candidatura à reeleição e aposta em força feminina, continuidade e presença nas ruas

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A governadora Mailza Assis oficializou, na noite desta terça-feira, 4 de agosto, sua candidatura à reeleição ao Governo do Acre durante a convenção Avança Acre, realizada no Ginásio do Sesc Bosque, em Rio Branco, diante de militantes, apoiadores e lideranças da Federação União Progressista, MDB, PL, PDT e Democrata.

Ao lado da candidata a vice-governadora, Jéssica Sales, e dos candidatos ao Senado, Gladson Cameli e Márcio Bittar, Mailza transformou a convenção em uma apresentação pública dos pilares que pretende levar para a campanha: continuidade administrativa, protagonismo feminino, presença nos municípios, fortalecimento dos serviços públicos e alinhamento político com a direita.

No Ginásio do Sesc Bosque, a disposição dos quatro candidatos no mesmo palanque construiu a imagem de unidade que a coligação procurou apresentar ao eleitor. Sob o lema de um Acre unido para continuar avançando, Mailza e Jéssica também deram ao ato um caráter histórico ao formarem a primeira chapa composta exclusivamente por mulheres para o comando do Executivo estadual.

A promessa de realizar o melhor governo da história do Acre ocupou o centro do discurso de Mailza e antecipou a medida pela qual ela pretende ser avaliada. “Eu me preparei a minha vida inteira para este momento e posso assegurar que será o melhor governo da história do Acre”, declarou, diante dos apoiadores reunidos na convenção.

A fala reuniu dois elementos que deverão caminhar juntos durante a campanha. O primeiro é a tentativa de apresentar sua trajetória como preparação para governar o estado. O segundo é a defesa da continuidade do projeto iniciado por Gladson Cameli, mas agora sob a liderança de uma governadora que precisa mostrar identidade própria e capacidade para responder diretamente pelas decisões administrativas.

Essa linha ficou mais clara quando Mailza afastou a ideia de uma gestão limitada ao gabinete e prometeu percorrer os municípios ao lado de Jéssica. “Nós estaremos nas ruas, nós estaremos com vocês”, afirmou. A declaração colocou proximidade, escuta e presença territorial dentro da mesma mensagem e indicou que o contato direto com a população será uma das marcas da campanha.

A declaração cumpre uma função política precisa. A coligação procura reunir o eleitorado bolsonarista em torno das candidaturas de Mailza, Jéssica, Gladson e Bittar sem tratar essa aproximação como uma escolha circunstancial. Ao mesmo tempo, tenta combinar a identidade ideológica com a defesa das ações realizadas pelo grupo que governa o Acre.

O discurso de Mailza aproximou a continuidade administrativa da promessa de ampliar os serviços públicos. A candidata destacou saúde, educação, proteção de crianças e mulheres, apoio ao produtor rural e cooperação com as prefeituras. Na saúde, defendeu a descentralização de diagnósticos e exames de maior complexidade para reduzir o deslocamento de pacientes acreanos em busca de atendimento fora do estado.

As metas, os prazos e as fontes de financiamento para essas áreas deverão ser detalhados durante a campanha.

Mailza chegou ao Sesc Bosque acompanhada de Jéssica Sales, Gladson Cameli e Márcio Bittar, numa demonstração da centralidade que os quatro candidatos terão na estratégia eleitoral. A composição procura dividir funções: Mailza representa a continuidade no Governo do Estado, Jéssica amplia a presença no Juruá, Gladson oferece seu legado administrativo e Bittar conecta a chapa ao campo nacional da direita.

A candidatura à reeleição marca uma nova etapa na trajetória de Mailza. Ex-senadora, ex-vice-governadora e ex-secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, ela assumiu o Governo do Acre em abril, após a saída de Gladson Cameli. Agora, precisa transformar a experiência acumulada em uma relação direta com o eleitor e demonstrar que está preparada para conquistar nas urnas um mandato próprio.

A escolha de Jéssica Sales para vice levou à chapa uma liderança ligada a Cruzeiro do Sul e ao Vale do Juruá. Médica e ex-deputada federal por dois mandatos, Jéssica retorna às disputas eleitorais depois de enfrentar um câncer e chega com a responsabilidade de ampliar a presença do grupo fora da capital. Sua candidatura também fortalece o discurso de representatividade feminina e oferece à chapa uma ligação política com uma das regiões mais estratégicas do estado.

Para uma das vagas no Senado, o nome homologado foi o de Gladson Cameli. Depois de mais de sete anos à frente do Governo do Acre, ele entra na campanha como candidato e principal referência administrativa do projeto defendido por Mailza. Gladson rejeitou a ideia de vitória antecipada e afirmou que o resultado dependerá do diálogo com a população, enquanto tenta transformar sua passagem pelo Executivo em apoio para uma nova função no Congresso Nacional.

Na segunda vaga, Márcio Bittar disputará a reeleição apresentando sua atuação no Senado e a ligação com o bolsonarismo como credenciais. O parlamentar deverá concentrar seu discurso em temas nacionais, como mudanças na legislação ambiental, desenvolvimento da Amazônia, segurança pública e decisões do Supremo Tribunal Federal, acrescentando à chapa um componente ideológico mais definido.

A presença conjunta de Gladson e Bittar procura construir um pedido de voto combinado para o Senado. A estratégia é apresentar os dois candidatos como uma dupla capaz de ampliar a representação do Acre em Brasília, atrair recursos federais e oferecer sustentação política a um eventual novo governo de Mailza. O desafio será transformar essa complementaridade em unidade durante uma disputa na qual os dois também precisarão buscar votos individualmente.

Dentro do ginásio, bandeiras, discursos e manifestações de apoio construíram a imagem de força política que o grupo pretendia apresentar. Fora dele, os quatro candidatos entrarão em uma disputa que exigirá mais do que estrutura partidária. Mailza e Jéssica terão de apresentar respostas para os problemas do estado, enquanto Gladson e Bittar precisarão convencer o eleitor de que suas candidaturas ao Senado podem produzir resultados concretos para o Acre.

A convenção mostrou que a coligação pretende iniciar a campanha com funções definidas para cada integrante da chapa majoritária. Mailza aposta na continuidade com liderança própria; Jéssica acrescenta força feminina, superação e presença no Juruá; Gladson coloca seu legado administrativo à disposição do grupo; e Bittar assume a ligação com a direita nacional. A partir do início oficial da campanha, essa composição passará pelo teste das ruas, dos municípios e das urnas.

Foto: Sérgio Vale Segue ele no Instagram @sergiovaleac

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Política

Bocalom leva Adonis a cafezal em Acrelândia e defende fortalecimento do setor produtivo

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O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, levou o pré-candidato a vice-governador Sargento Adonis a propriedades produtoras de café em Acrelândia, na segunda-feira, 3 de agosto. A visita teve como objetivo apresentar ao policial militar a produção desenvolvida no município e reforçar a proposta de geração de emprego e renda por meio da agricultura. Adonis Souza foi escolhido por Bocalom para compor a chapa na disputa estadual de 2026.

Bocalom passou com Adonis pela propriedade de um irmão e depois seguiu para a própria lavoura. Durante o percurso, afirmou que o pré-candidato a vice ainda não conhecia pessoalmente o trabalho realizado na produção de café.

“Eu fiz questão de convidá-lo para primeiro vir conhecer Acrelândia. A gente já rodou por Acrelândia, mostrei para ele a cidade que eu planejei, que eu ajudei a desenvolver, e falei: agora nós vamos ver café”, declarou Bocalom.

A visita faz parte da apresentação das propostas que Bocalom pretende defender na pré-campanha ao Governo do Acre. O ex-prefeito voltou a usar o lema “produzir para empregar”, adotado por ele para defender investimentos públicos e privados em atividades capazes de gerar trabalho e movimentar a economia estadual.

“Agora ele veio presencialmente conhecer Acrelândia e conhecer o trabalho que eu estou fazendo aqui no setor produtivo, que é a produção de café”, afirmou.

Adonis apoiou a defesa da agricultura como uma das bases para o desenvolvimento econômico do Acre. “A terra é vida. Eu estou aqui sentindo o cheiro suave do perfume exalado destas plantas de café. Realmente, o Acre tem um potencial extraordinário de potencializar a sua economia através do fortalecimento do setor produtivo”, disse.

O pré-candidato a vice também repetiu o principal lema político de Bocalom. “Parabéns, Bocalom. Você sempre estava certo: produzir para empregar”, declarou.

Sargento Adonis é policial militar da ativa e natural de Cruzeiro do Sul. A escolha do nome dele para a vaga de vice amplia a presença da chapa no Vale do Juruá, onde Adonis já disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul nas eleições de 2020.

Ao comentar os próximos compromissos do aliado, Bocalom afirmou que Adonis seguirá para o Juruá depois de conhecer a produção de café em Acrelândia. “Ele vai agora cuidar da campanha lá para a região do Juruá, se Deus quiser, com conhecimento de causa”, disse.

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Bocalom culpa “problema de gestão” por crises no Acre e promete cortar desperdícios

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O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) afirmou, durante sabatina realizada pelo ContilNet Notícias na noite de segunda-feira (3), na Expoacre 2026, em Rio Branco, que a falta de eficiência na administração pública está na origem dos principais problemas enfrentados pelo Estado. Ele prometeu iniciar um eventual mandato com revisão de despesas e corte de desperdícios.

Questionado sobre o maior desafio do Acre, Bocalom citou dificuldades na saúde, na infraestrutura e no acesso aos municípios isolados. Para o candidato, porém, esses problemas estão ligados à maneira como os recursos públicos são administrados há décadas.

“Eu não tenho dúvida nenhuma que tem muitos problemas, mas o problema sério que nós temos hoje no Estado não é de hoje não, já vem de uns 40 anos, é o famoso problema de gestão”, afirmou.

Bocalom disse que a primeira medida de um eventual governo seria promover um “choque de gestão”. A proposta, segundo ele, começaria pela identificação de despesas que poderiam ser reduzidas e pelo controle da aplicação do dinheiro público.

“A primeira coisa é dar um choque de gestão. Primeiro de tudo tem que cortar as torneiras de que vazam recurso para tudo quanto é lado, e a gente precisa cortar isso daí”, declarou.

O candidato defendeu que o Estado possui recursos para ampliar os serviços oferecidos à população, desde que o orçamento seja administrado com controle e responsabilidade. Durante a entrevista, ele voltou a usar uma frase recorrente em seus discursos políticos para resumir essa posição: “Se não roubar, o dinheiro dá.”

Ao defender que tem condições de aplicar esse modelo no governo estadual, Bocalom citou as administrações que comandou em Acrelândia e Rio Branco. O candidato apresentou a experiência nas duas prefeituras como a principal credencial de sua campanha.

“Volto a insistir: eu tenho experiência com a Acrelândia, com Rio Branco. Eu provei que eu sei gerir a coisa pública, eu provei que o dinheiro na minha mão rende, e é isso que eu quero fazer assumindo o governo do Estado”, disse.

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