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Notícias

Prefeitura de Rio Branco substitui tubulação antiga e reforça abastecimento de água

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A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta sexta-feira (15) uma intervenção emergencial em uma tubulação antiga do Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (Saerb), localizada no bairro Oscar Passos, região do São Francisco. A rede, com mais de três décadas de uso, rompeu devido ao aumento da pressão no sistema, após melhorias recentes feitas pela gestão municipal.

O encarregado da obra, José André Silva, explicou que a modernização do abastecimento, com instalação de novas bombas e ampliação da rede, tem causado sobrecarga em tubulações antigas que não suportam a pressão. Segundo ele, esses problemas vêm sendo identificados e corrigidos gradualmente. “Com o reforço no sistema, situações como essa devem se repetir em pontos específicos, e nossa equipe está atuando de forma rápida para substituição das redes antigas”, afirmou.

Após o reparo, moradores da região relataram normalização do fornecimento. O nutricionista José Bispo destacou a eficiência da ação: “A água voltou a chegar com mais força, enchendo as caixas em pouco tempo”, relatou.

Nos últimos meses, a Prefeitura investiu na modernização da Estação de Tratamento de Água II (ETA II), ampliando a capacidade de distribuição e adquirindo bombas para garantir mais segurança no fornecimento. Como parte desse processo, outra tubulação será substituída neste sábado (16), na região do bairro Preventório, entre as ruas Rio Grande do Sul e Floriano Peixoto, aproveitando o fim de semana para minimizar impactos no trânsito.

Rio Branco

Rio Branco cria plano de georreferenciamento para reorganizar atendimento na Atenção Primária

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A Prefeitura de Rio Branco apresentou um plano para reorganizar a distribuição dos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) com uso de georreferenciamento. A iniciativa vai mapear moradores, imóveis, áreas de vulnerabilidade e características dos territórios para adequar a atuação das unidades e equipes de saúde às necessidades de cada comunidade da capital acreana.

O Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde terá vigência prevista entre 2025 e 2028 e integra a Política Municipal de Reorganização e Aprimoramento do Território da APS. A medida tem como base o Decreto Municipal nº 160, de 5 de fevereiro de 2026.

O trabalho pretende reorganizar espacialmente as Unidades de Saúde da Família (USF), as equipes de Saúde da Família e as microáreas atendidas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O levantamento vai considerar regiões urbanas, rurais, periurbanas e ribeirinhas de Rio Branco.

Além da quantidade de moradores e domicílios, o planejamento vai considerar fatores demográficos, geográficos, sociais, econômicos, culturais, sanitários e de segurança. As condições de acesso e o grau de vulnerabilidade de cada local também farão parte dos critérios usados para definir as áreas de atuação.

A metodologia será desenvolvida em três etapas. Primeiro, as equipes vão levantar e coletar dados diretamente nos territórios. Depois, as informações serão analisadas para a elaboração de croquis e mapas. Na última fase, os dados serão digitalizados e processados.

A chefe da Divisão de Gestão Territorial da Secretaria Municipal de Saúde, Elisangela dos Santos, afirmou que o modelo permitirá transformar o conhecimento acumulado pelos agentes comunitários em informações para o planejamento da rede.

“O território é onde a Atenção Primária realmente acontece. É onde o agente comunitário conhece as famílias, identifica as necessidades e percebe as dificuldades de acesso. Com esse plano, conseguimos transformar esse conhecimento em uma organização mais técnica e mais próxima da realidade de cada comunidade, fortalecendo o trabalho das equipes e melhorando a assistência à população”, afirmou.

O plano também estabelece critérios para a distribuição e reorganização das microáreas dos agentes comunitários. As decisões sobre lotação e realocação devem considerar proximidade, vínculo territorial, número de famílias atendidas, condições de deslocamento e vulnerabilidades existentes em cada região.

O Sindicato dos Trabalhadores em Agentes Comunitários de Saúde, de Endemias, de Zoonoses e Técnicos em ACS e ACE de Rio Branco (STACEZTAERB) participa da iniciativa. O presidente da entidade, Euderli Freire, afirmou que a reorganização precisa levar em conta tanto a demanda da população quanto as condições enfrentadas pelos profissionais.

“Não é simplesmente dividir o município em áreas no mapa. É considerar distância, acesso, quantidade de famílias, vulnerabilidades e o vínculo que o ACS constrói com aquela comunidade”, declarou.

A implantação será feita de forma gradual. A Unidade de Saúde da Família Mariano Gonzaga de Oliveira, vinculada ao segmento da URAP Rosangela Pimentel Figueira, na Regional Calafate, foi escolhida para funcionar como unidade-piloto. A experiência será usada como base para a expansão do modelo às demais unidades e territórios da Atenção Primária de Rio Branco.

A proposta é formar uma base territorial atualizada para orientar decisões da rede municipal, definir áreas de cobertura e aproximar o planejamento dos serviços de saúde das condições encontradas em cada comunidade.

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Justiça do Acre

Violência contra mulheres persiste após separação e desafia rede de proteção no Acre

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Mesmo após o fim de um relacionamento, a denúncia e o início de processos judiciais, mulheres podem continuar expostas a perseguições, violência psicológica e conflitos envolvendo os filhos. Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em agosto de 2026, relatos registrados no Acre mostram que o rompimento com o agressor nem sempre encerra o ciclo de violência.

Uma das mulheres atendidas pela rede de proteção, identificada pelo nome fictício de Hannah para preservar sua identidade, relata que enfrenta conflitos com o ex-companheiro desde a separação, em 2018. Desde então, o caso passou por diferentes áreas da Justiça, incluindo violência doméstica, família e infância e juventude.

“Nós nos separamos em 2018. De lá para cá, processos judiciais em todas as searas: violência doméstica, família, infância e juventude”, afirmou. Ela também relata que os filhos foram atingidos pelos conflitos vividos dentro e depois do relacionamento. “As coisas que eles viam e a gente acha que criança não vê nada, mas criança vê tudo.”

Entre as formas de violência que podem continuar após a separação está a perseguição. Em 2025, o Brasil registrou 123.871 casos de stalking contra mulheres, número 30,1% maior que os 94.836 registros de 2024. No Acre, as ocorrências passaram de 240 para 281 no mesmo período, crescimento de 16,6%.

O crime de perseguição está previsto no artigo 147-A do Código Penal e ocorre quando alguém persegue outra pessoa de forma reiterada, ameaça sua integridade física ou psicológica, restringe sua capacidade de locomoção ou invade sua liberdade e privacidade.

A violência psicológica também permanece entre as principais formas de agressão contra mulheres. Em 2025, foram registrados 60.830 casos desse tipo no país. A prática pode envolver ameaças, humilhações, manipulação, chantagens e outras condutas destinadas a controlar ou causar sofrimento emocional.

Outra situação ocorre quando filhos, familiares ou pessoas próximas são usados como instrumentos para atingir a mulher. A chamada violência vicária passou a fazer parte da legislação brasileira em 2026 e ampliou a discussão sobre casos em que crianças são envolvidas em disputas ou usadas para prolongar agressões depois do fim do relacionamento.

Hannah conta que demorou a reconhecer que vivia uma relação abusiva. Os comportamentos de controle começaram ainda durante o namoro e avançaram para agressões verbais e físicas. A dependência financeira e emocional dificultou o rompimento.

Em um primeiro momento, ela chegou a deixar o relacionamento quando a filha mais velha tinha três anos, mas retornou diante das dificuldades financeiras. O medo de julgamentos também contribuiu para o silêncio. Mulheres que permanecem em relações violentas, segundo o relato, muitas vezes evitam procurar ajuda por receio de serem responsabilizadas pela própria situação.

Os números de feminicídio reforçam a dimensão da violência. O Brasil registrou 1.571 vítimas em 2025, contra 1.504 no ano anterior, aumento de 4%. No Acre, foram 14 feminicídios em 2025, ante oito em 2024, crescimento de 74,3%. Dois terços dos homicídios de mulheres registrados no estado naquele ano foram classificados como feminicídio.

No Acre, a rede de enfrentamento à violência doméstica reúne ações de proteção às vítimas e iniciativas voltadas à prevenção de novas agressões. Entre elas estão grupos reflexivos destinados a homens condenados por violência contra mulheres. O primeiro grupo foi implantado em 2018, na Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas de Rio Branco, com atividades voltadas à mudança de comportamentos relacionados à violência e ao machismo.

O Tribunal de Justiça também mantém o Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, no Fórum Criminal da Cidade da Justiça, em Rio Branco. O serviço oferece atendimento psicossocial, orientação e encaminhamento para outros órgãos da rede de proteção.

Outra iniciativa é o Programa Ewa, criado para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no sistema de Justiça.

Depois da separação, Hannah retomou os estudos, foi aprovada em concurso público, publicou livros e reorganizou a vida pessoal. A experiência, no entanto, deixou marcas que não terminaram com o fim do relacionamento.

Ela defende que mulheres em situação de violência procurem ajuda e que os profissionais responsáveis pelo atendimento mantenham uma postura de escuta e acolhimento. Para muitas vítimas, o primeiro pedido de ajuda pode representar o início de uma tentativa de romper definitivamente com o ciclo de violência.

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Rio Branco

Rio Branco terá CAPS III 24 horas a partir de 18 de setembro

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A Prefeitura de Rio Branco vai inaugurar na sexta-feira, 18 de setembro, o CAPS III Samaúma 24h, que passará a funcionar de forma ininterrupta na Estrada do Aviário, nº 214, no bairro Aviário. A unidade será voltada ao atendimento de adultos com sofrimento mental grave e persistente e terá seis vagas de hospitalidade noturna para pacientes que precisam de acompanhamento intensivo.

O serviço funcionava anteriormente como CAPS II e, com a mudança de modalidade, ficará aberto 24 horas por dia, inclusive durante noites, fins de semana e feriados. A ampliação integra a Rede de Atenção Psicossocial de Rio Branco e busca oferecer acompanhamento especializado sem que todos os casos necessitem de internação hospitalar.

Das seis vagas destinadas à hospitalidade noturna, três serão para mulheres e três para homens. O paciente poderá permanecer temporariamente no CAPS por até sete dias, conforme avaliação da equipe multiprofissional e as necessidades apresentadas em cada caso.

Apesar do funcionamento durante as 24 horas, o CAPS III não substituirá os serviços de urgência e emergência. Casos com risco imediato à vida devem ser encaminhados para unidades de pronto atendimento, Pronto-Socorro ou hospitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também poderá ser acionado pelo número 192.

O CAPS funcionará em regime de porta aberta. Os novos acolhimentos serão feitos das 8h às 11h e das 14h às 17h, períodos em que os profissionais vão realizar a avaliação inicial dos pacientes e definir o acompanhamento adequado.

A rede municipal mantém a Atenção Primária como referência para pessoas com quadros leves e moderados de sofrimento mental. Atualmente, Rio Branco conta com 12 Unidades de Referência em Atenção Primária, que também oferecem atendimento em saúde mental, incluindo acompanhamento psicológico.

Os casos graves e persistentes ficam concentrados nos serviços especializados. Enquanto o CAPS III Samaúma será destinado ao público adulto, crianças e adolescentes menores de 18 anos são atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Damião Nunes da Costa, inaugurado em janeiro e também estruturado em modelo de porta aberta.

A nova estrutura do CAPS III Samaúma terá 25 profissionais. A equipe será formada por médicos clínicos e psiquiatra, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, educadores sociais, nutricionista, farmacêutico, profissionais de Educação Física e oficineiro.

A diretora de Atenção Especializada em Saúde, Carolina Querente, afirmou que o acompanhamento não se limita a consultas individuais e ao uso de medicamentos. “A pessoa em sofrimento mental necessita de terapias voltadas à arte, atividade física, socialização, autonomia, autocuidado e fortalecimento dos vínculos familiares”, afirmou.

Com a mudança, Rio Branco passa a contar com atendimento contínuo no CAPS III para adultos que necessitam de assistência especializada e acompanhamento intensivo, enquanto casos leves e moderados permanecem sob responsabilidade da rede de Atenção Primária.

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