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Política

Audiência Pública discute piso salarial dos farmacêuticos

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Atualmente, operam no país, 265 mil farmacêuticos, sendo 702 no Acre trabalhando em 10 linhas de atuação e em 135 especialidades. O salário médio de um farmacêutico no Brasil é de R$ 3.724, 95, em Rio Branco Acre, é de R$ 2,511,39 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais.

Fruto do requerimento de autoria da deputada Dra. Michelle Melo (PDT), Aleac realizou audiência pública para discutir piso salarial dos farmacêuticos. Com a participação de farmacêuticos, empregadores, coordenadores dos cursos de farmácia, estudantes, representantes da secretaria de Saúde de Rio Branco, da Sesacre e do Conselho Regional e Federal de Farmácias.

A deputada Michelle Melo destacou a importância do debate. “É uma honra receber vocês nesta Casa, essa categoria que tão honradamente se organiza para a valorização, estudo, adequação e fortalecimento da área. Então bem-vindos a Casa do Povo, é aqui que vocês precisam ser ouvidos e espero que saiamos daqui com bons encaminhamentos para atender as reivindicações de vocês”, disse.

Representando o Conselho Regional dos Farmacêuticos do Acre, o conselheiro Dr. João Vitor Italiano, frisou que atualmente o farmacêutico trabalha num regime de plantão em que a média salarial a nível nacional não dá para sequer suprir suas necessidades no final do mês.

“É quase um regime de escravidão. A remuneração é tão baixa que o farmacêutico precisa trabalhar em três lugares para conseguir complementar a sua renda. Não compensa você morar no Acre sendo farmacêutico com o salário que pagam hoje”, disse.

Os deputados estaduais Eduardo Ribeiro (PSD), Adailton Cruz (PSB) e o deputado federal Eduardo Veloso também participaram do encontro e se uniram à luta do piso salarial da categoria.

“Estou na política por causas como essa, vamos lutar pelo reconhecimento e valorização da categoria.”Deputado Federal Eduardo Veloso – Foto Sérgio Vale/Aleac

Veloso destacou a importância do encontro, “…é com mobilização e união que a classe vai conseguir sensibilizar a categoria, os políticos com mandato e a comunidade, a que mais ganha com profissionais qualificados” Colocando seu mandato à disposição, ele disse que está pronto para a luta e defesa da valorização do farmacêutico.

Também participaram da audiência a conselheira fundadora do Conselho dos Farmacêuticos do Acre, Rossana Freitas, Márcia Rafaela, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Acre, o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Acre, Caetano Camargo, Representando o Conselho Federal de Farmácia do Acre, Isabela Sobrinho, Representando na reunião o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, Ana Cristina.

Política

Bocalom inicia agenda no Alto Acre em Assis Brasil e abre giro por municípios da região neste começo de maio

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O pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom iniciou na sexta-feira, 1º de maio de 2026, em Assis Brasil, uma agenda no Alto Acre com reuniões com lideranças locais, empresários, comerciantes e representantes políticos, além de entrevistas em rádios do município. A visita marcou o começo de um giro pela região e foi usada para ampliar conversas sobre demandas locais e fortalecer articulações políticas.

Durante os encontros, Bocalom tratou do cenário econômico do Alto Acre, citando atividades tradicionais como o extrativismo da seringueira e da castanha, e defendeu medidas para conciliar preservação ambiental e geração de renda no campo. Ao falar de alternativas para a economia rural, ele citou o incentivo ao cultivo de café como caminho de renda para famílias que vivem na zona rural.

“Hoje, a prefeitura tem dado incentivo ao plantio do café na região. É isso que tem que ser feito. O café é uma ótima saída para quem vive no campo. Famílias estão prosperando lá em Acrelândia e no Juruá. É esse modelo econômico que queremos incentivar no Acre”, afirmou.

O roteiro anunciado para o início de maio inclui ainda passagens por Xapuri, Brasiléia e Epitaciolândia, dentro da mesma agenda no Alto Acre, sem divulgação de datas e horários para cada etapa.

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Política

Mailza completa 30 dias no governo do Acre com pacote de R$ 144,9 milhões e ofensiva municipalista no interior

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Trinta dias após assumir o governo do Acre, em 2 de abril, Mailza Assis fechou o primeiro mês com um conjunto de medidas concentrado em obras, reforço de efetivo e entregas fora da capital, apostando em uma agenda de presença no interior para marcar ritmo e consolidar sustentação política. O Palácio Rio Branco soma mais de R$ 144,9 milhões em ações anunciadas no período, com foco em segurança pública, infraestrutura, saúde, educação e assistência social.

No eixo administrativo, o governo informou a contratação de 357 servidores em um mês, entre 49 efetivos e 308 temporários, para atender órgãos como Idaf, Iapen, Polícia Militar, Secretaria de Educação e Cultura e Saneacre. Ao justificar a linha de atuação, Mailza afirmou que “colocar as pessoas em primeiro plano significa dar oportunidades” e vinculou a política de recomposição de quadros à prestação de serviços e à geração de empregos.

A educação foi apresentada como uma das vitrines do início da gestão. Em 17 de abril, 142 novos servidores tomaram posse — 90 professores e 52 profissionais de apoio administrativo — para atuação em 15 municípios, incluindo áreas rurais. O governo também assinou ordens de serviço de R$ 13,4 milhões para manutenção de 32 escolas e incluiu a construção de três unidades, com investimento de R$ 2,44 milhões. Na mesma agenda de interiorização, foram entregues 10.497 kits escolares para estudantes de escolas indígenas, estaduais e municipais em Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, com investimento acima de R$ 652,3 mil.

Na segurança pública, a gestão abriu o ciclo com um plano que prevê 118 entregas entre abril e junho, orçado em R$ 111,1 milhões, e reforçou a presença em municípios do interior com inaugurações e repasses de equipamentos. Em Feijó, Mailza entregou o Núcleo de Perícias do IML. Em Cruzeiro do Sul, em 24 de abril, o governo entregou três viaturas, um barco e equipamentos operacionais à Polícia Civil, além de sete computadores e um drone, em um pacote de R$ 623 mil. “Prezamos por uma Segurança Pública atuante, bem equipada e em diálogo com a população”, disse a governadora.

Na saúde, o governo associou o começo do mandato ao programa Opera Acre, com mutirões para reduzir filas de cirurgias eletivas. Em 11 de abril, a agenda na Fundhacre, em Rio Branco, registrou um mutirão com mais de 500 pacientes atendidos em um dia. No interior, a gestão concluiu em 30 de abril a reforma e ampliação do Hospital Geral de Feijó, com orçamento de R$ 5,27 milhões, classificada pelo Executivo como a primeira intervenção estrutural ampla na unidade em mais de quatro décadas.

O componente político da estratégia apareceu com força nas agendas municipalistas. Em Porto Walter, Mailza assinou em 18 de abril um convênio de R$ 1 milhão para recuperação de ramais e somou anúncios e entregas que chegaram a R$ 5 milhões, com pavimentação da Rua da Restinga, ordens de serviço para ampliar o CRAS e construir uma quadra poliesportiva, além da entrega de uma pá-carregadeira. Em Tarauacá, em 24 de abril, o governo lançou o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos, com investimento de R$ 4,2 milhões para compra direta da produção de agricultores familiares, com previsão de beneficiar cerca de 1,5 mil famílias.

A agenda social também entrou no pacote de ações do primeiro mês, em meio a ocorrências de cheias e chuvas fortes no início de abril. O governo informou o envio de ajuda humanitária para Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Brasiléia, com mais de 900 itens distribuídos, entre cestas básicas, colchões e água potável, e indicou que o apoio será estendido a outras cidades atingidas.

Com o primeiro mês encerrado, o governo tenta sustentar uma narrativa de início acelerado com entregas e anúncios de curto prazo, ao mesmo tempo em que prepara a marca de 100 dias ancorada em obras e execução de investimentos. A tendência é que o ritmo de agendas no interior siga como eixo de disputa por protagonismo e de construção de base, especialmente em áreas de maior pressão pública, como segurança, saúde e infraestrutura.

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Política

Ato do 1º de Maio leva às ruas pedido pelo fim da escala 6×1 e mais descanso ao trabalhador

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Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas voltaram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, com a principal reivindicação de encerrar a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, sem redução salarial. Em Brasília, a mobilização ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, em um ato unificado organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal, com atrações culturais e discursos em defesa de uma jornada menor.

No protesto na capital federal, a empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, foi ao local com a família para cobrar direitos trabalhistas e relatou casos de trabalhadores convocados a cumprir expediente mesmo no feriado. “Conheço pessoas que, agora, estão no trabalho, pois o patrão fala que hoje não é feriado, mas ponto facultativo”, disse. O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, afirmou que um único dia de descanso amplia o desgaste e defendeu a mudança como medida de justiça social e também de produtividade, ao criticar o que chamou de “terrorismo” de parte das empresas contra a redução da jornada.

Em São Paulo, centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na Praça Roosevelt, no centro, para pressionar o Congresso pela aprovação do fim da escala 6×1 e também cobrar ações de enfrentamento ao feminicídio. O professor Marco Antônio Ferreira criticou a precarização e a “pejotização” e disse que, na escala 6×1, “é desumano” conciliar trabalho com vida pessoal e participação em lutas coletivas.

As manifestações ocorrem em meio à tramitação de propostas para reduzir a jornada semanal. Em 14 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para substituir a escala 6×1 por cinco dias de trabalho e dois de descanso, reduzir o limite de 44 para 40 horas semanais e vedar corte de salário, com aplicação geral também a categorias regidas por leis especiais. Em publicação, Lula escreveu que a proposta “devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras” para convívio familiar, lazer, descanso e cuidado.

Em Brasília, o ato ainda teve um princípio de tumulto após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro levarem um boneco em tamanho real, o que gerou troca de insultos e socos. A Polícia Militar do Distrito Federal informou que equipes atuaram para conter o confronto e “restabelecer a ordem pública sem registro de ocorrências graves”.

Com a pauta ganhando centralidade no 1º de Maio e com proposta do Executivo já em análise no Legislativo, sindicatos e movimentos indicam que a pressão deve continuar nas próximas semanas, enquanto o debate sobre jornada, descanso remunerado e preservação de direitos trabalhistas entra no radar de empresas e parlamentares.

Fonte e foto: Agência Brasil

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