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Saúde

Bebês são resgatados com suporte aéreo em aldeia no Acre

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As forças públicas de saúde e segurança continuam salvando vidas. Em atuação conjunta, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram o resgate de dois bebês indígenas, com  quadro clínico de insuficiência respiratória, neste feriado de Carnaval. A ação ocorreu próximo ao município de Assis Brasil, na Aldeia Alves Rodrigues, com início no sábado, 18, mas finalizada somente na manhã deste domingo, 19, por conta das fortes chuvas.

O transporte aéreo, de Rio Branco até o local do resgate, durou cerca de uma hora e dez minutos. E neste domingo, 19, as esquipes de resgate chegaram em Rio Branco, com um dos bebês indígena do Povo Manchineri.

“As duas crianças estavam com um quadro clínico de insuficiência respiratória, mas o bebê de 2 meses está com um quadro clínico mais delicado, por isso foi intubado para que pudesse ter uma melhora na saúde”, disse a pediatra Wanda Andrade. 

Os profissionais do Samu, a médica pediatra e a enfermeira tiveram todos os cuidados para estabilizar o bebê de 2 meses, que retornou de helicóptero. O outro bebê, de 1 mês de vida, está estável e chegará em Rio Branco de ambulância.

Participaram também desta missão de resgate o piloto Carlos Negreiros, o copiloto Roger Filgueira, o tripulante operacional Bruno Dantas e a enfermeira Thais Dhaer.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

Saúde

Nova regra reduz espera para doação de sangue após tatuagem e procedimentos estéticos

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Novas regras para doação de sangue entram em vigor em outubro em todo o Brasil e reduzem o período de impedimento para pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos. A mudança faz parte do novo regulamento técnico de hemoterapia do Ministério da Saúde e busca ampliar o número de candidatos aptos sem deixar de lado os critérios de segurança das transfusões.

Quem fizer tatuagem, maquiagem definitiva, aplicação de botox, preenchimento ou microagulhamento poderá doar sangue depois de sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento que cumpra as normas de segurança. Quando não for possível verificar as condições do local, o período de espera será de quatro meses.

Para pessoas com piercing na boca ou na região genital, a doação será permitida quatro meses após a retirada do acessório. Também haverá redução no prazo para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Nesses casos, o intervalo cai de seis para quatro meses.

As mudanças foram estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em julho. O regulamento atualiza os critérios usados pelos serviços de hemoterapia e incorpora avanços nos exames laboratoriais utilizados para analisar o sangue coletado.

Outra mudança permitirá que doadores regulares continuem doando depois dos 70 anos. Até agora, essa era a idade máxima. A partir da nova regra, pessoas que já mantêm o hábito de doar poderão continuar desde que estejam saudáveis, sejam aprovadas na avaliação clínica e respeitem os intervalos definidos para a faixa etária.

A triagem laboratorial também passa por mudanças. O teste NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz e utilizado para detectar HIV e hepatites B e C, passa a incluir a identificação do parasita causador da malária. Com isso, o período de impedimento para quem esteve em áreas endêmicas ou teve exposição em regiões de mata, bosque ou floresta será de 30 dias. Antes, a espera podia chegar a um ano.

As bolsas e amostras de sangue também passarão a seguir o padrão internacional ISBT 128, que permite acompanhar o material desde a coleta até a transfusão ou o envio do plasma para produção de medicamentos. A medida busca reduzir riscos de erros de identificação.

O novo regulamento ainda permite ampliar de cinco para até sete dias a validade dos concentrados de plaquetas quando forem cumpridas as exigências de controle de qualidade. O componente é usado principalmente em pacientes com câncer, doenças hematológicas, pessoas em tratamento com quimioterapia e outros casos que exigem transfusões frequentes.

Em 2025, o Sistema Único de Saúde registrou 3.264.138 coletas de sangue, equivalente a 15,29 doações para cada mil habitantes. Para doar, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto. Pessoas a partir de 16 anos podem se candidatar, desde que menores de idade apresentem autorização do responsável.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Acre

Acre terá novo contrato para ampliar atendimentos no SUS

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O Acre foi incluído em uma nova rodada de contratos do programa Agora Tem Especialistas, publicada na sexta-feira, 24 de julho. O estado receberá um novo contrato para ampliar a oferta de serviços especializados aos pacientes do Sistema Único de Saúde e reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e tratamentos.

A etapa reúne 101 contratos firmados com instituições privadas e filantrópicas de 20 estados. Os serviços contratados somam R$ 327,4 milhões e serão oferecidos à população por meio do componente Crédito Financeiro do programa federal.

Pela primeira vez, clínicas e unidades que realizam Terapia Renal Substitutiva passaram a participar da modalidade. Foram habilitadas 58 instituições para prestar R$ 155,6 milhões em atendimentos a pacientes com doença renal crônica, incluindo sessões de hemodiálise.

Outros R$ 171,8 milhões serão destinados à contratação de hospitais privados e filantrópicos para ampliar consultas, exames e procedimentos nas áreas de oncologia, oftalmologia, diagnóstico por imagem, saúde da mulher e cirurgias.

O Acre ficou com um contrato nesta rodada, mesmo número registrado em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A instituição selecionada, o valor específico e os atendimentos que serão oferecidos no estado não foram detalhados.

São Paulo lidera a relação nacional, com 20 novos contratos, seguido por Rio Grande do Sul, com 14; Minas Gerais, com nove; Paraná, com oito; e Santa Catarina, com sete. Com as novas adesões, o programa Agora Tem Especialistas alcançou R$ 730,5 milhões em serviços contratados para ampliar a capacidade da rede pública.

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Ciência

IBGE inicia Pesquisa Nacional de Saúde 2026 em 140 mil domicílios

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística iniciou a coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026, realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão, até 30 de novembro, aproximadamente 140 mil domicílios em todos os estados para levantar dados sobre as condições de saúde da população brasileira e orientar políticas públicas.

A pesquisa vai reunir informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso a tratamentos, uso dos serviços de saúde e fatores relacionados à qualidade de vida. Os resultados serão usados no planejamento de ações do Sistema Único de Saúde, na avaliação de programas governamentais e no acompanhamento de metas nacionais e internacionais.

Além das entrevistas, moradores selecionados poderão passar por medições de pressão arterial, peso e altura. Um integrante com 15 anos ou mais será escolhido aleatoriamente em cada domicílio para responder ao questionário individual e participar das avaliações físicas.

A edição de 2026 também terá exames gratuitos de sangue e urina. Entre julho e outubro, de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, serão convidados a participar dessa etapa. A adesão será voluntária e os participantes receberão os resultados dos exames.

As análises incluem hemograma, colesterol, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio e sorologia para Chikungunya. Também será investigada a presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio. Os dados permitirão avaliar doenças crônicas, alterações metabólicas, função renal e exposição a contaminantes ambientais.

O questionário aborda diabetes, hipertensão, colesterol alto, saúde mental, saúde bucal, alimentação, atividade física, consumo de álcool, tabagismo, acidentes, violência, deficiência, planos de saúde e atendimento médico. Também serão pesquisadas doenças transmissíveis, como dengue e Chikungunya, além das condições de saúde de mulheres e idosos.

As informações fornecidas pelos moradores serão mantidas em sigilo. Os entrevistadores devem apresentar crachá, uniforme institucional e equipamento eletrônico de coleta. A identidade do profissional pode ser confirmada pelo telefone gratuito 0800 721 8181, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 8h às 21h30, no horário de Brasília.

Esta será a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde. As anteriores foram realizadas em 2013 e 2019. A comparação dos levantamentos permitirá acompanhar as mudanças no perfil de saúde dos brasileiros e identificar diferenças entre regiões e grupos da população.

Fonte e foto: Agência Brasil.

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