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Economia e Empreender

Brasil busca plano para transformar terras raras em cadeia industrial até 2040

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O Brasil ganhou nesta semana um novo roteiro para ampliar a exploração de terras raras e transformar as reservas nacionais em uma cadeia produtiva de maior valor agregado até 2040. O plano foi lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e propõe que o país deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima para avançar em etapas como separação, refino, metalurgia, produção de componentes e reciclagem.

As terras raras reúnem 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos de defesa, catalisadores, ligas metálicas e ímãs permanentes. A demanda mundial por esses insumos cresceu com a transição energética e com a disputa entre países por segurança em cadeias de suprimento consideradas estratégicas.

O desafio brasileiro é converter potencial mineral em capacidade industrial. O país aparece entre os maiores detentores de reservas do mundo, mas ainda tem participação pequena na produção global e não ocupa posição relevante nas etapas mais rentáveis da cadeia, como o refino e a fabricação de componentes. Esse descompasso mantém o Brasil dependente da importação de itens de alto valor agregado, mesmo tendo recursos minerais no subsolo.

O mapa proposto para o período de 2026 a 2040 organiza a estratégia em frentes de curto, médio e longo prazo. Entre as medidas previstas estão a criação de uma governança nacional para terras raras e minerais críticos, a ampliação do mapeamento geológico, o apoio a projetos de mineração em estágio avançado, a implantação de uma planta industrial de separação, o desenvolvimento de refino de óxidos de alta pureza e a formação de mão de obra especializada.

A agenda também prevê linhas de financiamento, cooperação tecnológica com parceiros internacionais, integração com políticas de defesa e um programa de reciclagem de magnetos e resíduos eletrônicos. A proposta tenta posicionar o país em um mercado no qual a simples extração gera retorno menor do que a venda de produtos processados, componentes e equipamentos finais.

O debate ocorre em paralelo à tramitação do Projeto de Lei 2.780 de 2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda despacho no Senado. O texto prevê instrumentos para fomentar pesquisa, extração, beneficiamento e transformação de minerais considerados essenciais para a transição energética, a segurança nacional e setores-chave da economia.

A escolha agora é industrial. Sem escala, financiamento, tecnologia e coordenação pública e privada, o país tende a repetir nas terras raras o modelo de exportação de commodities aplicado a outros recursos naturais. Com planejamento e investimento, a exploração pode abrir espaço para uma nova base produtiva ligada à energia limpa, à defesa, à eletrônica e à indústria de alta tecnologia.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Carta Capital

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Abertura de pequenos negócios cresce quase 14% no Brasil em 2026

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A abertura de pequenos negócios no Brasil cresceu quase 14% nos primeiros sete meses de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho, 3,6 milhões de empresas foram abertas no país, das quais 3,4 milhões, ou 96,7% do total, são microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

O avanço ocorreu pelo quarto mês consecutivo. A abertura de novos registros de microempreendedores individuais cresceu 14,5% na comparação com os sete primeiros meses de 2025. Entre as micro e pequenas empresas, o aumento passou de 11%.

Os microempreendedores individuais concentraram a maior parcela dos novos pequenos negócios. Eles representaram cerca de 77% das 3,4 milhões de empresas abertas no período. As microempresas responderam por 19% e as empresas de pequeno porte ficaram próximas de 4%.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que os pequenos negócios também mantêm participação relevante na geração de empregos formais no país, com seis de cada dez vagas. “Nosso desafio é trabalhar para que o ambiente de negócios se torne cada vez mais favorável”, afirmou.

Amapá, Maranhão e Rondônia registraram os maiores crescimentos na abertura de MEIs entre janeiro e julho. O Amapá liderou, com alta de 39%, seguido por Maranhão e Rondônia, ambos com 26,5%.

Entre microempresas e empresas de pequeno porte, Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento no número de novos CNPJs, com avanço de 27%. O Distrito Federal apareceu na sequência, com 23%, e Rondônia registrou alta de 21%.

O setor de serviços concentrou a maior parte dos pequenos negócios abertos em julho. Foram 308 mil novas empresas, equivalentes a 65% do total registrado no mês. O comércio teve mais de 96 mil novos CNPJs, com participação de 20%, enquanto a indústria somou mais de 37 mil negócios, ou 8%.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Uso de inteligência artificial chega a 52% dos pequenos negócios no Brasil

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A inteligência artificial já faz parte da rotina de 52% dos pequenos negócios brasileiros, mais que o dobro dos 21% registrados entre empresas dos Estados Unidos. O levantamento, realizado entre 24 de março e 8 de maio de 2026, ouviu 7.182 microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte e mostra que a tecnologia tem sido usada principalmente para melhorar tarefas existentes, sem impacto expressivo sobre o número de funcionários.

A intenção de ampliar o uso da IA também é maior no Brasil. Seis em cada dez empresários brasileiros pretendem começar a utilizar ou aumentar o uso dessas ferramentas nos próximos seis meses. Entre os norte-americanos, a proporção é de 24%.

A pesquisa mostra ainda que a adoção da tecnologia não provocou mudanças no quadro de funcionários da maioria das empresas. Entre os pequenos negócios brasileiros que usam IA, 90% mantiveram o número de trabalhadores nos últimos seis meses. Apenas 5% reduziram postos de trabalho por causa da tecnologia, enquanto 3% ampliaram as contratações.

O principal uso da inteligência artificial está relacionado ao aperfeiçoamento de atividades já desempenhadas pelos funcionários, citado por 28% dos empresários. Outros 19% passaram a utilizar as ferramentas para incluir novas funções na rotina das empresas.

Mesmo nos casos em que a IA assumiu atividades antes realizadas por trabalhadores, a substituição ficou concentrada em poucas tarefas. Para 55% dos empresários que passaram por esse processo, a mudança atingiu apenas um pequeno número de atividades específicas.

A incorporação da tecnologia também exigiu adaptações dentro das empresas. No Brasil, 46% dos negócios precisaram desenvolver novos fluxos de trabalho para utilizar as ferramentas de IA. Nos Estados Unidos, esse percentual ficou em 15%. Entre os norte-americanos, 64% afirmaram não ter feito mudanças significativas na estrutura da empresa, contra 33% dos brasileiros.

A presença da IA é maior entre as empresas de pequeno porte, com taxa de utilização de 61%. O setor de serviços lidera entre as atividades econômicas, com 62%.

A idade e a escolaridade dos empreendedores também fazem diferença. Entre empresários de 18 a 29 anos, 78% utilizam inteligência artificial. O percentual chega a 75% entre aqueles que possuem pós-graduação.

Para quem ainda está fora desse processo, a falta de conhecimento aparece como um dos principais obstáculos. Entre os empresários brasileiros que não pretendem adotar IA nos próximos seis meses, 38% afirmaram não conhecer suficientemente as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Nos Estados Unidos, 62% dos que não planejam utilizar as ferramentas disseram que elas não se aplicam aos próprios negócios.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a tecnologia passou a ocupar espaço nas atividades cotidianas das empresas. “O nosso empresário percebeu que a IA não é uma realidade distante de grandes corporações, mas sim uma ferramenta de competitividade diária que cabe no bolso e ajuda no dia a dia da empresa”, disse.

A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2026 foi realizada pelo Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa. Os dados dos Estados Unidos usados na comparação são do U.S. Census Bureau.

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Rio Branco recebe Inova Amazônia Summit 2026 em setembro

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Rio Branco vai receber, entre os dias 17 e 19 de setembro, a quarta edição do Inova Amazônia Summit, encontro que reúne empreendedores, startups, pesquisadores, investidores e representantes dos setores público e privado em torno da bioeconomia e da inovação na Amazônia Legal. O evento será realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac) e terá participação gratuita.

Com o tema “Da floresta ao mercado global: a inovação que nasce na Amazônia”, a edição de 2026 terá como foco a transformação da biodiversidade amazônica em negócios, produtos e soluções capazes de combinar geração de renda, desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais.

Durante os três dias de programação, o público terá acesso a palestras, painéis, apresentações de startups, rodadas de negócios e encontros com investidores, empresas e instituições de pesquisa. A proposta é aproximar quem desenvolve soluções na Amazônia de quem pode financiar, incorporar ou ampliar essas iniciativas no mercado.

A realização no Acre ocorre depois de uma edição que movimentou Macapá, no Amapá, em 2025. O encontro anterior reuniu cerca de 7 mil participantes, 75 palestrantes, 35 painéis e 120 expositores. As rodadas e conexões comerciais realizadas durante o evento resultaram em aproximadamente R$ 800 mil em negócios.

A edição deste ano amplia a atenção sobre o papel da bioeconomia como alternativa para transformar recursos e conhecimentos da região em atividade econômica. Startups, pesquisadores e empreendedores ligados à biodiversidade estarão entre os públicos do encontro, ao lado de investidores e representantes de grandes empresas interessados em projetos desenvolvidos na Amazônia.

Além da exposição de produtos e soluções, o Summit terá espaço para negociações e formação de parcerias. A intenção é aproximar negócios em diferentes estágios de desenvolvimento de possíveis compradores, financiadores e instituições capazes de apoiar a expansão dos projetos.

Apesar da proximidade do evento, a programação detalhada ainda está em construção. Até esta segunda-feira (17), os horários, as trilhas de conteúdo e os nomes dos palestrantes da edição de 2026 ainda não haviam sido divulgados. As inscrições, no entanto, já estão abertas.

O encontro também coloca o Acre na rota de eventos nacionais voltados à inovação em 2026. Na agenda do setor, o Inova Amazônia Summit ocorre depois do Startup Summit, marcado para o fim de agosto, em Florianópolis, e antes do ELI Summit, previsto para novembro, em Londrina.

Ao trazer o evento para Rio Branco, o Acre passa a receber durante três dias representantes de diferentes áreas envolvidas na construção de negócios ligados à floresta, desde pesquisa e tecnologia até financiamento, comercialização e expansão de empresas.

O Inova Amazônia Summit 2026 será realizado presencialmente nos dias 17, 18 e 19 de setembro, no Centro de Convenções da Ufac, em Rio Branco. A participação é gratuita e exige inscrição prévia.

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