A Câmara Municipal de Rio Branco abriu oficialmente, na manhã de 2 de fevereiro de 2026, o ano legislativo com um café da manhã realizado no Hotel Nobile Suítes, na Avenida Ceará, reunindo vereadores, integrantes do Executivo, assessores e representantes da imprensa. O encontro marcou o início dos trabalhos parlamentares com a indicação de pautas prioritárias como o Plano Diretor, o transporte público e a conclusão da nova sede do Legislativo.
Durante o evento, o presidente da Câmara, vereador Joabe Lira, afirmou que a Casa inicia o ano com expectativa de manter o ritmo de produção registrado em 2025, apontado por ele como o período de maior produtividade do Legislativo municipal . Segundo o parlamentar, o novo ciclo será marcado pela análise de projetos considerados estruturantes para a capital. “Temos projetos importantes que serão analisados e votados, como o Plano Diretor e a questão do transporte público, que temos compromisso em ajudar a resolver”, declarou.
Em outra fala, Joabe reforçou que 2026 será um ano de trabalho intenso. “Temos pautas importantes que serão votadas agora no ano de 2026. O Plano Diretor é uma delas. Temos também a questão do transporte público. Nós vamos também dar uma resposta que a população espera. Então, vai ser um ano, com certeza, de muito trabalho, de muito empenho”, afirmou .
Além das pautas urbanísticas e de mobilidade, o presidente comentou sobre a situação orçamentária do Legislativo. O orçamento da Câmara foi ampliado para R$ 67 milhões após alteração na Lei Orçamentária, podendo alcançar entre R$ 69 milhões e R$ 70 milhões, a depender do fechamento da arrecadação do exercício anterior . O parlamentar também informou que não pretende disputar nova eleição para a Mesa Diretora e que deseja concluir o mandato com a entrega da nova sede da Casa, cuja infraestrutura está finalizada e aguarda aquisição de mobiliário e equipamentos de informática, com previsão de inauguração entre 60 e 90 dias.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, participou do encontro e destacou a relação institucional entre Executivo e Legislativo. Ele afirmou que a gestão tem mantido os repasses ao Parlamento dentro do limite máximo permitido e que a valorização da Câmara pode ser observada nas emendas e na conquista da sede própria . “Sempre procurei respeitar os limites e as funções de cada poder. O vereador tem um papel fundamental, assim como o Executivo”, declarou.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Márcio Mustafá, apontou a expectativa de avanços em 2026, citando a ampliação de creches com berçário entre as ações previstas . Já o vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a manutenção do diálogo entre os poderes e destacou investimentos na área da Educação, afirmando que o município pretende dar continuidade às políticas em andamento.
Sargento Adônis leva a voz do Juruá para a chapa de Tião Bocalom ao Governo do Acre
Policial militar de carreira e uma das principais lideranças políticas do Vale do Juruá, Adônis reforça a representatividade do interior e soma experiência regional ao projeto de governo liderado por Tião Bocalom.
A candidatura do Sargento Adônis a vice-governador na chapa encabeçada por Tião Bocalom representa um importante passo para ampliar a participação do Vale do Juruá nas decisões políticas do Acre. Natural de Cruzeiro do Sul e policial militar de carreira, Adônis construiu sua trajetória pública pautada pelo serviço à população, pela defesa da segurança pública e pelo contato permanente com as comunidades da região.
Sua projeção política ganhou destaque nas eleições municipais de 2020, quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Mesmo em sua estreia nas urnas, conquistou uma votação expressiva e consolidou seu nome como uma das principais lideranças políticas do Juruá, tornando-se uma referência para milhares de eleitores que buscavam renovação na política regional.
Desde então, manteve atuação política e comunitária constante, fortalecendo o diálogo com lideranças municipais, produtores rurais, comerciantes, representantes da sociedade civil e profissionais da segurança pública. Sua atuação se estende por todo o Vale do Juruá, especialmente nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.
A escolha de seu nome para compor a chapa majoritária do PSDB foi construída com o objetivo de fortalecer a representatividade do interior e consolidar um projeto de governo voltado para todas as regiões do Acre.
Durante a Convenção Estadual do PSDB/Cidadania, Tião Bocalom destacou o significado político da composição da chapa.
“Adônis representa não só Cruzeiro do Sul, mas todo o Juruá. Ele é um guerreiro, uma pessoa simples.” — Tião Bocalom
A declaração sintetiza o papel que o candidato a vice-governador passa a desempenhar na campanha: representar uma das regiões mais estratégicas do estado e contribuir para que o desenvolvimento alcance todos os municípios acreanos.
Para Sargento Adônis, integrar a chapa representa a oportunidade de levar para todo o Acre um modelo de gestão que já demonstrou resultados concretos.
“Eu não tenho dúvidas por que esse time vai sair vencedor. É porque o Tião Bocalom não vai apresentar propostas, não, não vai. Ele vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo.”— Sargento Adônis
Segundo Adônis, a experiência administrativa construída por Tião Bocalom à frente da Prefeitura de Rio Branco permite que a chapa apresente aos acreanos não apenas compromissos para o futuro, mas resultados concretos de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com os recursos públicos, incentivo à produção, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.
A candidatura foi homologada durante a Convenção Estadual do PSDB/Cidadania, oficializando uma chapa que reúne a experiência administrativa de Tião Bocalom, a representatividade regional do Sargento Adônis e a candidatura de Eduardo Veloso ao Senado Federal.
Mais do que uma composição eleitoral, a chapa simboliza a união entre a capital e o interior em torno de um projeto que acredita na força do trabalho, da produção e da boa gestão para transformar a realidade do Acre. Ao unir experiência administrativa, representatividade regional e compromisso com as pessoas, Tião Bocalom, Sargento Adônis e Eduardo Veloso apresentam aos acreanos um projeto voltado para o desenvolvimento equilibrado, a valorização de todas as regiões do estado e a construção de um Acre que avance com quem sabe fazer.
O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom oficializou, na noite desta sexta-feira, 31 de julho, sua candidatura ao Governo do Acre nas eleições de 2026, diante de um Ginásio do Sesi ocupado por militantes, candidatos e lideranças da Federação PSDB-Cidadania, Solidariedade e PRD. Ao lado do candidato a vice-governador, Sargento Adonis Souza, e do candidato ao Senado, deputado federal Eduardo Velloso, Bocalom transformou a convenção partidária em uma apresentação pública dos pilares que pretende levar para a campanha: identificação com a direita, defesa da fé cristã, discurso de honestidade e apelo direto ao eleitor.
No centro da quadra, cercado pelas cores azul, amarela e branca, Bocalom procurou afastar a ideia de que a disputa será conduzida apenas por acordos partidários ou estruturas políticas. A frase usada para abrir sua convocação resumiu o caminho escolhido para a campanha. “Juntos vamos mudar a história do Acre!”, afirmou, diante de apoiadores que vestiam camisas com o número 45 e carregavam bandeiras com seu nome.
A palavra “povo” atravessou o discurso como resposta à pergunta que acompanha qualquer candidatura construída fora do grupo que atualmente controla o governo estadual: de onde virá a força eleitoral necessária para chegar ao Palácio Rio Branco? Bocalom respondeu sem recorrer a cálculos de bastidores. “Eleição se ganha é com o povo que conhece cada um dos candidatos. Deus botou a mão nesse projeto!”, declarou.
A fala reuniu dois elementos que deverão caminhar juntos durante a campanha. O primeiro é a tentativa de transformar sua trajetória política e administrativa em uma relação direta com o eleitor, sem depender apenas das alianças firmadas entre dirigentes partidários. O segundo é o uso da fé como parte da identidade política da chapa, apresentada não como um detalhe pessoal, mas como uma fronteira entre o grupo reunido no Sesi e seus adversários.
Essa linha ficou ainda mais clara quando Bocalom descreveu a composição do palanque. “Aqui nesse palanque só quem é cristão, quem quer cuidar bem do Acre! Quem está comigo é o povo!”, afirmou. A declaração colocou religião, governo e representação popular dentro da mesma frase. Ao fazer isso, o candidato deixou antecipada uma das marcas da disputa: a tentativa de reunir o eleitorado conservador em torno de valores religiosos e de uma visão de desenvolvimento ligada à direita.
Bocalom também assumiu de forma aberta sua ligação com o senador Flávio Bolsonaro. “Eu nunca deixei de dizer que sou Flávio Bolsonaro, não tenho vergonha! Eu gosto é da honestidade, minhas mãos são limpas. O Acre é direita, quer se desenvolver”, disse.
A menção a Flávio Bolsonaro cumpre uma função política precisa. Bocalom procura ligar sua candidatura ao eleitorado bolsonarista sem esconder essa escolha ou tratá-la como uma aproximação circunstancial. Ao mesmo tempo, usa a expressão “minhas mãos são limpas” para colocar a honestidade como credencial pessoal diante dos eleitores, embora não tenha apresentado, durante o trecho divulgado do discurso, casos concretos, acusações ou comparações com adversários.
O discurso também aproximou a identidade de direita da promessa de desenvolvimento econômico. Quando afirmou que “o Acre é direita” e “quer se desenvolver”, Bocalom tentou converter uma posição ideológica em resposta para problemas históricos do estado, como a baixa industrialização, a dependência do setor público, a dificuldade de geração de empregos e os limites da infraestrutura produtiva. A convenção, porém, teve como objetivo central a homologação das candidaturas. As propostas detalhadas para essas áreas deverão aparecer durante a campanha.
Bocalom chegou ao Ginásio do Sesi ao lado do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e da primeira-dama, que tiveram papel importante na articulação e na mobilização política para a convenção. Bestene afirmou que deseja ver Bocalom no Governo do Acre e destacou que, com sua gestão à frente da Prefeitura e Bocalom no comando do Estado, Rio Branco continuará avançando e se desenvolvendo.
A candidatura ao governo marca o retorno de Bocalom a uma disputa estadual depois de sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco. Ele deixou o comando do município em abril para concorrer ao Palácio Rio Branco e havia retornado ao PSDB em março, legenda pela qual participou de outras eleições no Acre. A volta ao partido reconstruiu uma ligação política antiga e ofereceu a estrutura para a formação da chapa apresentada no Sesi.
A escolha do Sargento Adonis Souza para vice levou à composição um nome ligado ao Vale do Juruá. Adonis disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020 e chega à chapa com a responsabilidade de ampliar a presença do grupo fora da capital, sobretudo na segunda maior cidade do estado e nos municípios próximos. A decisão também procura reduzir a concentração geográfica da candidatura em Rio Branco, onde Bocalom construiu sua experiência administrativa mais recente.
Para o Senado, o nome homologado foi o do deputado federal Eduardo Velloso. Médico e parlamentar, Velloso entrou na aliança defendendo a aproximação entre geração de emprego, fortalecimento da produção e melhoria dos serviços públicos. O entendimento com Bocalom foi anunciado na véspera da convenção e passou a compor uma chapa que busca reunir presença na capital, entrada no Juruá e atuação no Congresso Nacional.
Além da chapa majoritária, a convenção definiu candidatos à Assembleia Legislativa do Acre e à Câmara dos Deputados. Os partidos envolvidos tentam organizar uma estrutura capaz de sustentar a candidatura ao governo e, ao mesmo tempo, ampliar suas bancadas proporcionais. Essa etapa será decisiva porque uma campanha estadual não se mantém apenas com o candidato a governador. Ela depende de candidaturas espalhadas pelos municípios, lideranças locais, vereadores, prefeitos aliados e equipes capazes de levar a mensagem da chapa para bairros, ramais e comunidades do interior.
Dentro do ginásio, bandeiras, balões e camisas partidárias construíram a imagem de unidade que o grupo pretendia apresentar. Fora dele, a candidatura entrará em uma disputa que exigirá mais do que mobilização de militantes. Bocalom terá de transformar as frases lançadas do palanque em propostas para emprego, produção rural, saúde, segurança, educação, infraestrutura e equilíbrio das contas públicas.
A convenção mostrou que o ex-prefeito pretende começar essa caminhada sem suavizar sua identidade. Bocalom não escondeu sua ligação com a família Bolsonaro, colocou a fé cristã no centro da composição política, apresentou a honestidade como marca pessoal e afirmou que sua principal aliança será com o eleitor. A partir do registro da candidatura e do início oficial da campanha, essas declarações passarão pelo teste das ruas, dos municípios e das urnas.
Representantes da indústria, do comércio, da agricultura e do empresariado entregaram, nesta quinta-feira (30), propostas para o desenvolvimento econômico do Acre aos pré-candidatos ao governo Tião Bocalom (PSDB), Thor Dantas (PSB), Alan Rick (Republicanos) e Mailza Assis (PP). O encontro ocorreu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre, em Rio Branco.
A iniciativa reuniu a Federação das Indústrias do Estado do Acre, a Fecomércio-AC, a Federação da Agricultura e Pecuária do Acre e o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre. Cada pré-candidato recebeu os documentos elaborados pelas entidades, teve 20 minutos para apresentar propostas e respondeu a perguntas do público.
Entre os materiais entregues está a Agenda de Desenvolvimento da Indústria 2027-2030, preparada pela FIEAC para orientar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção industrial. O presidente em exercício da federação, João Paulo de Assis Pereira, defendeu a aproximação entre o setor produtivo e os futuros gestores estaduais.
“Não existe transformação social verdadeira, saúde pública eficiente e educação de qualidade se não houver, antes, uma economia robusta e dinâmica para sustentar os investimentos do Estado”, afirmou. Para ele, o incentivo à indústria funciona como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento social.
O presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, e o presidente da Faeac e do Fórum Empresarial, Assuero Veronez, também participaram da abertura. As entidades defenderam a inclusão das propostas nos planos de governo e a manutenção de um diálogo permanente entre o poder público e os setores que produzem e geram empregos no Acre.
Tião Bocalom concentrou sua apresentação na agroindústria. O pré-candidato afirmou que o estado precisa ampliar a produção de matérias-primas para atrair novas empresas. “No momento em que tivermos soja em grande volume, acima de 50 mil hectares, uma indústria de óleos e derivados irá se instalar aqui”, disse.
Thor Dantas defendeu investimentos em industrialização, tecnologia e formação profissional. Segundo ele, a economia acreana ainda agrega pouco valor aos produtos e permanece dependente da produção primária. “Esse é o debate que o Acre precisa fazer: o da nova economia, dos serviços e da indústria agregando valor aos nossos produtos”, declarou.
Alan Rick apontou a logística e a estrutura aduaneira como obstáculos ao crescimento industrial. Ele citou as dificuldades enfrentadas por empresas que buscam comercializar produtos com o Peru e criticou a falta de resultados da Zona de Processamento de Exportação. “Precisamos apoiar a indústria, garantindo infraestrutura básica, com estradas adequadas. Não existe desenvolvimento sem logística”, afirmou.
Mailza Assis defendeu a participação do setor produtivo na formulação das políticas estaduais. “Precisamos ouvi-los, manter esse diálogo entre quem empreende e quem governa, compreender as expectativas do setor produtivo e dividir a responsabilidade de governar o Estado para todos”, disse.
Ao fim do encontro, as entidades reforçaram que as propostas apresentadas devem ser consideradas na elaboração dos programas dos pré-candidatos. O documento reúne medidas voltadas à indústria, ao comércio, à agropecuária, à inovação, à infraestrutura e à criação de um ambiente mais favorável aos investimentos no Acre.