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Empresa peruana apresenta plano para voos entre Acre e Peru

Reunião discutiu transporte aéreo de passageiros e cargas visando fortalecer laços comerciais

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O governador em exercício do Acre, Luiz Gonzaga, recebeu nesta quarta-feira (6) representantes da empresa aérea Peru Air no Palácio Rio Branco. A reunião teve como objetivo apresentar o projeto de operação de voos comerciais e de cargas entre o Peru e o Acre.

Transporte e integração econômica

O diretor da Peru Air, Omar Rebaza, destacou o interesse em explorar a rota e suas vantagens comerciais. “Estamos muito interessados em cobrir essa rota entre Acre e Peru, não apenas para entregar produtos, mas também para auxiliar na venda e distribuição”, afirmou. Ele também mencionou a possibilidade de promover produtos acreanos, como arroz, bebidas e ração animal, no mercado peruano.

Interesse do governo acreano

Luiz Gonzaga, governador em exercício, ressaltou os benefícios que os voos podem trazer para a economia do estado. “O governo do Acre, empresários e a população têm total interesse na oferta desses voos, pois vai facilitar essa integração comercial entre o Acre e o Peru.” Ele informou que questões pendentes com o governo brasileiro ainda estão em negociação para viabilizar a operação.

Fortalecimento do turismo e comércio

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Mesquita, afirmou que a integração aérea contribuirá para o aumento do turismo e das transações comerciais entre as duas regiões. “Essa parceria consolida a relação comercial com o Peru e gera oportunidades de crescimento para o Acre.”

Além de Luiz Gonzaga e Omar Rebaza, participaram do encontro o secretário de Governo, Luiz Calixto, a diretora de Turismo, Bianca Marques, e o superintendente do MAPA, Paulo Trindade, entre outras autoridades.

Fonte: Assessoria do Presidente Luiz Gonzaga

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Saúde na Floresta faz 427 atendimentos e leva cidadania a famílias no Parque Chandless

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O Programa Saúde na Floresta levou atendimento de saúde e serviços de cidadania a moradores do Parque Estadual Chandless, uma das áreas mais remotas do Acre, neste sábado (11 de abril de 2026), após uma viagem de mais de oito horas pelo rio Purus. A ação chegou a 22 famílias que vivem dentro da unidade de conservação, cerca de 80 pessoas, no território localizado a aproximadamente 220 quilômetros de Manoel Urbano.

A operação foi coordenada pelas secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Saúde (Sesacre), com participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Prefeitura de Manoel Urbano, além do apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No local, foram feitas consultas, vacinação e exames laboratoriais, com distribuição de kits de cuidados pessoais doados pela Natura, além de atendimentos veterinários, com vacinação de cães e gatos.

A gestora do Parque Estadual Chandless, Jomara Katrine Vitoriano, afirmou que a iniciativa amplia o acesso a direitos em territórios historicamente isolados. “Levar saúde até essas famílias é reconhecer as especificidades de quem vive na floresta. São pessoas que enfrentam grandes distâncias e desafios logísticos para acessar atendimentos simples. Quando o poder público chega até elas, estamos reduzindo desigualdades e fortalecendo a permanência dessas comunidades em seus territórios”, disse.

Moradora do Chandless, a dona de casa Rosilene Souza relatou que foi atendida em uma edição anterior, em dezembro do ano passado, quando recebeu diagnóstico de uma doença no útero e conseguiu encaminhamento para cirurgia. “Consegui fazer meu tratamento e estou me recuperando bem. Só tenho a agradecer ao programa Saúde na Floresta. Também quero destacar o apoio que recebi da Sema, que teve um papel muito importante nesse processo, principalmente no transporte daqui do Chandless até Rio Branco”, afirmou.

Pela Sesacre, o atendimento incluiu profissionais de clínica geral e infectologia e a realização de exames laboratoriais. A chefe da Divisão de Saúde Itinerante da secretaria, Rosemary Ruiz, disse que a ação buscou inverter a lógica do deslocamento. “Hoje fizemos o caminho inverso: levamos os profissionais até a população. Essa é uma preocupação da nossa governadora e do nosso secretário de Saúde, para garantir mais dignidade e assistência a quem vive em locais tão distantes, onde a oferta desses serviços é mais difícil”, declarou.

A Fiocruz realizou consultas pediátricas, exames laboratoriais e assistência veterinária. O pediatra Felipe Costa afirmou que a iniciativa também está ligada a uma cooperação voltada ao estudo da circulação de patógenos entre pessoas e animais silvestres dentro do parque. “Essa iniciativa integra uma cooperação entre a Fiocruz e o governo, voltada ao estudo da circulação de patógenos entre pessoas e animais silvestres dentro do parque, mas que também se traduz em atendimento concreto à comunidade”, disse.

A Prefeitura de Manoel Urbano complementou a ação com serviços de atenção primária, incluindo aferição de sinais vitais, testes rápidos, atendimento odontológico, distribuição de medicamentos, vacinação e assistência social para cadastro e atualização do Bolsa Família, além de vigilância epidemiológica e aplicação de vacina antirrábica. O prefeito Raimundo Toscano acompanhou a atividade e afirmou que a parceria ajudou a levar serviços a moradores com dificuldade de acesso ao município. “Essa iniciativa vem para ajudar moradores que tanto precisam, especialmente por conta das dificuldades de acesso até o município”, disse.

Ao todo, foram contabilizados 427 atendimentos: 51 consultas médicas (clínica geral, pediatria e infectologia), 205 exames laboratoriais, 51 atendimentos de enfermagem, 33 prescrições de medicamentos, 32 testes rápidos, 8 atendimentos odontológicos e 47 vacinações. Criado em 2 de setembro de 2004, o Parque Estadual Chandless tem mais de 690 mil hectares e mantém 99,96% da cobertura florestal preservada; as famílias que vivem na unidade sobrevivem da caça, pesca e agricultura de subsistência.

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Governo do Brasil lança Programa Nacional de Saneamento Indígena, com investimento de R$ 187 milhões

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O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 9 de abril, uma série de ações para ampliar a assistência e o cuidado integral nos territórios indígenas. Dentre as medidas, está o lançamento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), com investimento de R$ 187 milhões previsto para 2026, sendo R$ 132 milhões para abastecimento de água, R$ 36 milhões para esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos.

Em encontro com lideranças indígenas de todo o país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o novo programa de saneamento representa uma mudança de paradigma na execução das políticas públicas. “O lançamento do PNSI é um marco. Não é apenas um programa. É um compromisso com soluções que respeitam a realidade de cada território. O desafio agora é fazer diferente, com escuta, tecnologia adequada e execução eficiente”, disse.

A secretária da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Lucinha Tremembé, destacou que o saneamento é uma das maiores demandas históricas dos territórios indígenas. “Esse programa nasce da escuta direta das comunidades e traz soluções construídas a partir da realidade de cada povo”, afirmou.

MUTIRÕES — Em outra frente de atuação, o Ministério da Saúde vai promover cerca de 12 mil atendimentos e procedimentos de saúde, por meio de expedições de atenção especializada, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS).

As ações integram o programa Agora Tem Especialistas e contam com assistências nas áreas de clínica médica, pediatria, ginecologia, oftalmologia e dermatologia, além de exames de imagem e laboratoriais. Serão cinco expedições em áreas estratégicas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que devem alcançar cerca de 650 aldeias, muitas delas localizadas em regiões de difícil acesso.

CARRETAS — Além dos mutirões, o programa também conta com as Carretas de Saúde, que ampliam o acesso a serviços especializados. Durante o Abril Indígena, as carretas de saúde da mulher vão oferecer consultas especializadas, exames ginecológicos e diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo do útero nos municípios de Santarém (PA), Pacaraima (RR), São João das Missões (MG) e Barra do Garças (MT).

PAC SAÚDE — O ministro também assinou ordens de serviço para a construção de 22 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), distribuídas em seis estados (Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Paraíba e Santa Catarina. Esse é o maior conjunto de obras a ser entregue à população indígena em 2026.

A ação conta com investimento de R$ 20,7 milhões, por meio do novo PAC, com estimativa de beneficiar cerca de seis mil indígenas. Outras seis UBSI foram inauguradas em abril. Até 2027, com investimentos do Novo PAC, a meta é entregar 109 novas UBSI. Dessas, 42 já foram concluídas e 67 estão em construção.

Segundo o ministro, o conjunto de medidas integra o maior plano de investimentos já realizado na saúde indígena. “Estamos diante do maior esforço de investimento da história, com ampliação da atenção primária, novas unidades de saúde e inclusão inédita da SESAI no Novo PAC. Esse é um ponto de partida para acelerar ainda mais os avanços e garantir que não haja retrocessos”, completou.

FORÇA DE TRABALHO — O Governo do Brasil também anunciou ações para oportunizar vagas de trabalho e cursos de qualificação exclusivos para indígenas. Serão 150 vagas por meio do Programa Primeiro Emprego Indígena e 110 vagas com o Jovem Aprendiz, para qualificar indígenas de 14 a 22 anos. O Primeiro Emprego vai ampliar o acesso de indígenas ao mercado de trabalho nos 34 DSEI, em todo o país.

BALANÇO — Ainda no encontro, o ministro da Saúde apresentou um balanço com as principais conquistas da saúde indígena nos últimos três anos. Somente a oferta de médicos cresceu 288% entre 2022 e 2025, passando de 188 profissionais para 731. A rede de saúde indígena aumentou 128% com novas edificações, de 38 para 87 no mesmo período, reforçando a assistência em diversos territórios.

Somente no território Yanomami, houve ampliação significativa da força de trabalho em saúde no território. Desde 2023, o número de profissionais mais que triplicou, passando de 690 para mais de 2.130 trabalhadores atuando diretamente nas aldeias, Casai e estruturas do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. Esse reforço tem sido fundamental para garantir maior presença assistencial, continuidade do cuidado e fortalecimento das ações de vigilância em saúde.

Entre 2022 e 2025, 738 aldeias receberam sistemas de água potável. No período, houve um crescimento de 189% nas obras de saneamento concluídas — de 96 para 278, garantindo água de qualidade e mais saúde a milhares de indígenas.

Padilha também ressaltou o crescimento histórico do investimento em saúde indígena, que passou de R$ 1,5 bilhão em 2022 para R$ 2,9 bilhões em 2025 — aumento de 93%. Em 2026, pela primeira vez, todos os estados do país passaram a contar com estruturas de saúde indígena. Foram inauguradas cinco novas UBSI no Piauí e Rio Grande do Norte.

Ao todo, o país conta com 34 DSEI, 388 polos base de saúde indígena nos territórios, 70 CASAI e 1.003 UBSI.

Encontro do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com lideranças Indígenas, em Brasília (DF). Foto: Carolina Antunes/MS

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco mobiliza equipes e amplia ações emergenciais no Plácido de Castro após enxurrada

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A Prefeitura de Rio Branco mobilizou equipes de diferentes áreas para atuar no bairro Plácido de Castro, na Baixada da Sobral, após a enxurrada que provocou alagamentos e agravou pontos de erosão com o transbordamento de igarapés. Na manhã deste sábado (11), o prefeito Alysson Bestene esteve no local para acompanhar as frentes emergenciais, vistoriar trechos críticos e cobrar um levantamento técnico que permita ir além do atendimento imediato e chegue a uma solução definitiva.

A operação reuniu secretarias municipais e a Defesa Civil, com a presença do coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão. A atuação começou com intervenções paliativas para reduzir riscos em áreas mais afetadas, enquanto técnicos mapeiam as causas e os pontos de maior vulnerabilidade. Para a gestão municipal, o diagnóstico é etapa central para definir obras estruturais e um plano de prevenção que diminua a repetição dos alagamentos em períodos de chuva.

A prefeitura também reforçou o apelo para que moradores evitem descarte de lixo e entulho em ruas, bueiros e margens de igarapés, uma vez que o material acumulado contribui para entupimentos e elevação do nível da água. A orientação integra o conjunto de medidas de resposta adotadas no bairro, que incluem limpeza, desobstrução e retirada de resíduos para melhorar o escoamento.

No trabalho de campo, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade intensificou o mutirão com cerca de 40 colaboradores e ampliação de frentes de serviço. O secretário Tony Roque afirmou que a equipe atua na região há mais de uma semana e já retirou mais de 60 toneladas de entulhos, em uma tentativa de reduzir os impactos das chuvas e evitar novos pontos de alagamento.

A prefeitura mantém as equipes no bairro enquanto finaliza a avaliação técnica que deve orientar os próximos passos, incluindo intervenções de maior porte para conter erosões, proteger áreas próximas aos cursos d’água e aumentar a segurança de quem mora e circula no Plácido de Castro e em bairros influenciados pelo mesmo sistema de igarapés.

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