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Política

FGTS para trabalhadores atingidos pela cheia do Rio Juruá já está liberado em Cruzeiro do Sul

Liberação do FGTS para trabalhadores atingidos pela cheia do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, através da Defesa Civil Municipal, enviou para a Caixa Econômica Federal a documentação necessária, o que possibilitou a liberação dos recursos

Em Cruzeiro do Sul Já está disponível na Caixa Econômica Federal- CEF, o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, para os trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada, que foram atingidos pela enchente do Rio Juruá deste ano. A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, através da Defesa Civil Municipal, enviou para CEF a documentação necessária, o que possibilitou a liberação dos recursos. O dinheiro ficará disponível até o próximo dia 26 de maio, sendo necessária a solicitação do mesmo pelo aplicativo FGTS no próprio celular.

De acordo com a Defesa Civil, foram inseridos nos dados da Caixa Econômica os bairros, nome das ruas e sequência numérica das residências atingidas pela enchente. A Defesa Civil também pode emitir Declarações para o banco.

A Caixa Econômica informou que o valor do saque será o saldo disponível no FGTS, na data da solicitação, limitado à quantia correspondente a R$ 6.220,00 (seis mil, duzentos e vinte reais) para cada evento caracterizado desastre natural, desde que o intervalo entre um saque e outro não seja inferior a 12 meses.

A Caixa Econômica também disponibilizou um link para que as pessoas possam ter mais informações
https://www.fgts.gov.br/Pages/sou-trabalhador/saque-calamidade.aspx

Política

Boca de urna é crime e pode levar à detenção no dia da eleição

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Eleitores de todo o país vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições 2026. No dia da votação, pedir votos, distribuir material de campanha, abordar eleitores para tentar influenciar a escolha ou promover propaganda eleitoral são condutas proibidas e podem configurar crime de boca de urna.

A legislação eleitoral considera crime o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comícios ou carreatas, a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna. Também fica proibida, até o fim da votação, a formação de aglomerações com roupas padronizadas ou materiais de campanha quando houver manifestação coletiva ou tentativa de convencimento do eleitor.

A manifestação individual e silenciosa da preferência política continua permitida. O eleitor pode usar camiseta, broche, adesivo, bandeira ou outro adorno que identifique sua escolha, desde que a manifestação seja individual e não seja usada para abordar ou tentar convencer outras pessoas.

As restrições também alcançam a internet. No domingo, fica proibida a publicação de novos conteúdos de propaganda eleitoral e o impulsionamento de conteúdos nas plataformas previstas pela legislação. Publicações feitas anteriormente podem continuar disponíveis, desde que não sejam impulsionadas no dia da votação.

Quem cometer os crimes previstos para o dia da eleição pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, com possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa. A regra está prevista no artigo 39 da Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições.

Neste sábado (3), véspera do primeiro turno, a propaganda eleitoral nas ruas pode ocorrer somente até as 22h. Até esse horário são permitidas atividades como distribuição de material gráfico, caminhadas, passeatas, carreatas e uso de carros de som dentro das regras eleitorais. Depois desse prazo, essas ações ficam proibidas.

Denúncias de propaganda eleitoral irregular podem ser encaminhadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite informar o local da ocorrência e anexar fotos, vídeos, áudios e outras informações que auxiliem na apuração. Crimes eleitorais também podem ser comunicados às autoridades policiais e ao Ministério Público Eleitoral.

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Política

Vice-presidente da Bolívia acusa governo de preparar prisão e diz temer pela própria vida

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O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara, acusou o governo do presidente Rodrigo Paz de preparar um processo com provas falsas para justificar sua prisão. A denúncia foi feita nesta sexta-feira (2), enquanto Lara está na Espanha, e amplia o confronto político entre os dois integrantes da cúpula do Executivo boliviano.

Lara afirmou ter recebido informações de integrantes da Polícia Boliviana sobre uma suposta articulação para envolvê-lo em um crime que, segundo ele, não cometeu. O vice-presidente apontou diretamente o coronel Marcelo Ferrufino, chefe da Inteligência da Polícia.

“Denuncio ao país que fui informado, por diversos camaradas da Polícia Boliviana que decidiram me alertar, que o coronel Marcelo Ferrufino está fabricando um processo falso contra mim para prosseguir com minha prisão ilegal”, declarou.

O vice-presidente também afirmou que recebeu advertências atribuídas a pessoas ligadas ao Poder Executivo e disse temer por sua segurança. Lara não apresentou publicamente provas que confirmem a existência do suposto plano denunciado.

“Temo por minha integridade física e por minha vida. Neste cenário de incerteza, recebi avisos de dentro do Poder Executivo que buscam me intimidar por minhas posições em defesa da Constituição e da democracia”, afirmou.

Lara e Rodrigo Paz romperam politicamente depois do início do atual governo. Desde então, o vice-presidente passou a fazer críticas públicas à administração e a questionar decisões tomadas pelo Executivo.

A nova acusação ocorre em meio à crise provocada pela prisão do procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, detido sob acusações relacionadas a uma suposta rede de proteção a traficantes. Mariaca e pessoas próximas a ele contestaram as acusações e houve questionamentos sobre o procedimento adotado em sua prisão.

Lara vinha cobrando explicações sobre o caso e defendendo respeito ao devido processo. “Existem denúncias e questionamentos sobre a legalidade e os procedimentos adotados. Cabe, então, às autoridades competentes explicar essa situação”, afirmou.

A prisão de Mariaca também elevou a tensão entre o Executivo e outras instituições bolivianas. O governo sustenta que a operação faz parte do combate ao crime organizado e à corrupção. Os Estados Unidos apoiaram publicamente as medidas contra autoridades acusadas de ligação com o narcotráfico.

Até a divulgação da denúncia de Lara, o governo de Rodrigo Paz não havia apresentado resposta pública às acusações feitas pelo vice-presidente.

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Política

TRE-AC reforça proibição de celular na cabine e alerta que vender voto também é crime

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A dois dias das Eleições 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) reforçou nesta sexta-feira (2) as regras para o dia da votação e alertou que celulares e equipamentos capazes de registrar imagens não poderão entrar na cabine. O presidente da Corte, desembargador Lois Arruda, também chamou atenção para a compra de votos e lembrou que a responsabilização criminal pode alcançar tanto quem oferece vantagem quanto quem solicita ou recebe benefício em troca do voto.

No Acre, a votação do primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro, das 6h às 15h, no horário local. O TRE-AC afirma que a estrutura está preparada para o pleito, inclusive nas regiões de difícil acesso, onde urnas e equipes começaram a ser deslocadas com antecedência.

Uma das principais orientações envolve o uso do celular. Telefones, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento que permita registrar o voto devem ficar fora da cabine. Antes de ir até a urna, o eleitor deverá deixar o aparelho sob responsabilidade da mesa receptora. Quem se recusar a cumprir a determinação não poderá votar enquanto estiver com o equipamento.

Segundo Lois Arruda, a restrição busca garantir o sigilo e a liberdade de escolha do eleitor. A fiscalização também poderá alcançar objetos capazes de esconder equipamentos de gravação, como óculos, canetas, bonés ou outros acessórios com dispositivos eletrônicos. “Qualquer equipamento que possa capturar o voto do eleitor […] não será admitido dentro da cabine”, afirmou.

A proibição também dificulta que alguém seja obrigado a produzir uma fotografia ou vídeo como prova de que votou em determinado candidato. O TRE-AC orienta que os números dos candidatos sejam levados anotados em papel. A Justiça Eleitoral disponibilizou inclusive uma cola eleitoral para auxiliar na sequência dos seis votos que serão registrados neste domingo.

O presidente do TRE-AC também reforçou o alerta contra a compra de votos. Pelo Código Eleitoral, oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro, presente ou qualquer vantagem para obter ou dar voto, ou para conseguir a abstenção do eleitor, configura crime. A pena prevista no artigo 299 é de reclusão de até quatro anos, além de multa.

Arruda chamou atenção especialmente para a responsabilidade de quem aceita a negociação. “Tanto quem compra quanto quem vende”, afirmou ao explicar que os dois lados podem responder criminalmente. Em situações de flagrante ou após investigação, o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e posteriormente à Justiça Eleitoral.

O desembargador também pediu colaboração da população na fiscalização das eleições, mas ressaltou a importância da apresentação de provas para que eventuais denúncias sejam apuradas. Irregularidades eleitorais podem ser comunicadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O TRE-AC também mantém o Disque-Eleições 148 para orientar eleitores em todo o estado até o dia da votação.

Foto: AC24h

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