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MEIO AMBIENTE

Ministra dos Povos Indígenas é homenageada em Hollywood, junto ao ator Leonardo DiCaprio

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, recebeu o prêmio no Green Carpet Fashion Awards, evento organizado pela indústria da moda e do entretenimento, que premia “forças positivas na moda e no entretenimento, e agentes de mudança que olham a crise e o conflito nos olhos para defender a esperança ativa e o trabalho profundo e verdadeiro para a transformação”.

A homenagem foi entregue pelas mãos do ator Leonardo DiCaprio, dias antes do Oscar, nos Estados Unidos. O prêmio foi da categoria Healer, que seria algo como “Curadora da Terra”. A homenagem reconheceu os esforços da ativista “pelas extraordinárias conquistas na defesa das florestas e por reposicionar os povos indígenas no centro da agenda climática global”.

Na entrega do prêmio, Leonardo DiCaprio destacou o trabalho da ministra no Brasil, que tem o foco na Amazônia.

“A ministra Guajajara tem sido uma feroz ativista ambiental por muitos anos. Muitas vezes em circunstâncias difíceis e perigosas. Durante o reinado desastroso do governo anterior, ela foi um constante farol de esperança. Diante de graves ameaças aos povos indígenas, ela tem sido uma força poderosa”, disse o ator.

Ao finalizar, o ator disse a Re:wild e seus parceiros estão agora trabalhando em estreita colaboração com a ministra Guajajara e a nova administração do presidente Lula para ajudá-los a implementar rapidamente as prioridades ambientais.

“Para ajudar a enfrentar as ameaças crescentes à sua casa-floresta, minha organização Re:wild lançou nosso Fundo Florestal da Amazônia em 2019, para aprofundar nossa parceria com Sônia e outros defensores indígenas na linha de frente com os quais estamos lado a lado. A Re:wild e seus parceiros estão agora trabalhando em estreita colaboração com a ministra Guajajara e a nova administração do presidente Lula para ajudá-los a implementar rapidamente as prioridades ambientais”, finalizou.

Confira a fala da ministra Sônia Guajajara, na entrega do Prêmio:

“É uma alegria e uma honra receber este importante prêmio, que reconhece a luta, que é

não só minha, mas de milhões de defensores da natureza, dos animais e da vida no planeta Terra! Essa luta não tem sido fácil, muitos camaradas e companheiros têm perdido a vida diariamente.

Os povos indígenas representam apenas 5% da população mundial, mas juntos protegemos o equivalente a 80% da biodiversidade do planeta. Por isso, o reconhecimento e uma premiação tão importante como esta são fundamentais para que esta causa seja vista e reconhecida por diversas pessoas. Porque a luta pela causa indígena é uma luta humanitária. 

Ao proteger o meio ambiente e territórios indígenas, também conseguimos proteger a vida no planeta, o ar e a água que respiramos e bebemos aqui deste lado do mundo, que também vem destes territórios. Agora, como primeiro Ministra dos Povos Indígenas do Brasil, vou ampliar essa luta pela proteção e justiça para o nosso povo, que tem sido cruelmente atacado por séculos!

A parceria com outros países é fundamental para ganharmos mais força nessa luta humanitária. Então, obrigado Green Carpet Fashion Awards, obrigado Leonardo DiCaprio.”

MEIO AMBIENTE

Seminário aborda desafios e políticas para os Povos Indígenas no Acre

Evento reúne lideranças e autoridades para discutir questões territoriais, educacionais e de saúde

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Nesta sexta feira, líderes, autoridades e representantes das comunidades indígenas se reuniram em um seminário no Dia dos Povos Indígenas para discutir políticas e desafios enfrentados por essas populações. Organizado pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), o evento abordou temas como gestão territorial, educação, saúde, cultura e direitos sociais. Durante os painéis realizados ao longo do dia, foi destacada a importância da criação de um grupo de trabalho para lidar com os impactos das inundações nas comunidades indígenas.

Uma das prioridades discutidas foi a necessidade de fortalecer as políticas públicas destinadas aos povos indígenas, considerando os desafios enfrentados, como a gestão territorial e os direitos sociais. A presença de representantes de instituições como o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Estado do Acre (IMC), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-AC) evidenciou a importância da colaboração entre diferentes órgãos na busca por soluções eficazes.

O evento também destacou a necessidade de enfrentar as ameaças à cultura indígena e promover ações que garantam a autonomia e os direitos dos povos originários. A criação de espaços de diálogo como esse seminário demonstra um compromisso com a construção de políticas inclusivas e respeitosas com as diversas comunidades indígenas do estado do Acre.

Foto: Neto Lucena/Secom

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MEIO AMBIENTE

Encontro Transfronteiriço Debate Desafios Climáticos e Proteção aos Povos da Floresta das regiões do Acre e Ucayali

Organizações indígenas e aliados unem esforços para enfrentar ameaças e exigem ações dos governos brasileiro e peruano

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Entre os dias 10 e 14 de março deste ano, em Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil, ocorreu o encontro “Diálogo Transfronteiriço: impactos climáticos e ameaças aos povos da floresta do Acre/Ucayali”, reunindo membros da Comissão Transfronteiriça Yurúa/Alto Tamaya/Alto Juruá. A organização é por conta da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa), Organização Asociación de Comunidades Nativas Para el Desarrollo Integral del Yurua – Yono – Sharakoiai (ACONADIYSH) e Organización Regional AIDESEP Ucayali (ORAU).

Este encontro teve como foco debater as principais ameaças às áreas protegidas e estratégias para sua conservação, destacando a colaboração entre organizações indígenas e instituições desde a década de 1990.

Durante o evento, foram discutidos os impactos negativos das construções de estradas e concessões florestais, especialmente no Peru, e como essas ações afetam ambos os lados da fronteira. Os participantes expressaram preocupações sobre como tais ameaças violam direitos fundamentais, incluindo a consulta livre, prévia e informada, conforme estabelecido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

O encontro resultou em uma Carta Aberta aos governos e à sociedade, apontando perigos como o Projeto de Lei nº 6960/2023, em tramitação no Congresso Peruano, que propõe a pavimentação da estrada “Pucallpa-Nueva Itália-Sawawo-Breu”, que nega direitos indígenas e impacta modos de vida tradicionais, nos dois países, na fronteira nas regiões de Marechal Thaumaturgo, pelo lado brasileiro, e no Ucayali, no Peru.

Outras questões levantadas incluem a construção ilegal de estradas, o aumento da presença de não indígenas, impactos ambientais e sociais negativos, e a necessidade de proteção contra a exploração ilegal de recursos naturais. A carta enfatiza a importância do diálogo entre os governos do Brasil e do Peru com as organizações indígenas para o desenvolvimento regional e a implementação de políticas públicas transparentes.

As organizações indígenas e aliados estratégicos que assinam a carta pedem que os governos respeitem e cumpram os direitos indígenas, realizem estudos ambientais adequados e garantam a proteção dos territórios e biodiversidade. Além disso, exigem o arquivamento do Projeto de Lei nº 6960/2023 e apelam ao Governo do Peru para alinhar suas ações com as Prioridades Climáticas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Confira a carta completa no site opirj.org

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MEIO AMBIENTE

Cidade limpa: Secretarias unem esforços para combater riscos à saúde da população

Mutirão de limpeza em Cruzeiro do Sul busca reduzir riscos pós-enchentes

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul está promovendo um mutirão de limpeza nos bairros afetados pelas enchentes. O trabalho é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente. A operação, chamada de ‘Cidade Limpa’, visa remover entulhos, destroços e lama, além de desobstruir córregos e sarjetas para reduzir os riscos de doenças causadas pelo acúmulo de resíduos nas ruas.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Limpeza Pública, Ygoor Neves, anunciou a mobilização de 14 máquinas pesadas e mais de 150 pessoas para trabalhar em 38 bairros, 19 avenidas, sete vilas e nove conjuntos habitacionais. O objetivo é prevenir doenças e problemas de saúde relacionados ao acúmulo de entulhos após as enchentes.

Durante o mutirão, os agentes também fornecerão orientações à população sobre os riscos de doenças como infecções diarreicas, leptospirose e hepatite A. A Secretária Municipal de Saúde, Valéria Lima, ressaltou a importância da iniciativa conjunta das duas secretarias para minimizar o impacto das enchentes na saúde pública.

O Prefeito Zequinha Lima enfatizou o compromisso da gestão municipal em garantir a saúde e o bem-estar das famílias afetadas pelas enchentes do Rio Juruá. Ele destacou a necessidade de cuidados durante o retorno das famílias às suas casas após a inundação, para evitar problemas de saúde. O mutirão começou pelo bairro Boca do Moa, com a colaboração dos moradores na remoção dos entulhos de seus quintais para as ruas.

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