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MEIO AMBIENTE

Noruega anuncia doação de R$ 275 milhões ao Fundo Amazônia

Recurso será usado para projetos de conservação ambiental; Acre se destaca como pioneiro na Amazônia Legal

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A Noruega anunciou uma nova doação de US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia, equivalente a cerca de R$ 275 milhões na cotação atual, durante o Fórum sobre Florestas Tropicais em Oslo. Este repasse, formalizado junto ao BNDES, reforça o apoio internacional a projetos de conservação na Amazônia Legal, com o Acre se destacando como o primeiro estado a receber recursos do fundo, exemplificando a eficácia das suas iniciativas ambientais.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 com o objetivo de apoiar projetos para conservação e uso sustentável das florestas na Amazônia Legal, abrangendo nove estados brasileiros. O BNDES é responsável pela gestão dos recursos e coordenação das iniciativas financiadas, em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e um Comitê Orientador que inclui representantes governamentais e da sociedade civil.

Desde sua criação, o Fundo apoiou 111 iniciativas com um total desembolsado de R$ 1,57 bilhão. A Noruega tem sido historicamente a maior doadora, seguida pela Alemanha. Em anos recentes, houve interrupções nas doações devido a mudanças na estrutura de governança sob o governo anterior, mas essas foram revertidas após a eleição do presidente Lula em 2022.

Além da Noruega, outros países como Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Japão e até mesmo a Petrobras têm contribuído com o Fundo Amazônia, destacando a importância internacional desses esforços de preservação ambiental na maior floresta tropical do mundo.

O Acre que é conhecido por sua vasta cobertura florestal preservada, tem desempenhado um papel de destaque no contexto do Fundo Amazônia. Como o primeiro estado da Amazônia Legal a receber recursos desse fundo, o estado exemplifica a eficácia das iniciativas em prol da conservação ambiental. Recentemente, durante encontros sediados na Noruega, o governador Gladson Cameli reafirmou o compromisso do estado com políticas ambientais sustentáveis, destacando o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa) como um modelo essencial para promover práticas de uso sustentável da floresta.

Com informação Agência Brasil e Agência de Notícias do Acre / Foto: Arison Jardim

MEIO AMBIENTE

Labic Biomas vai formar 4 mil líderes comunitários em cultura digital no Brasil

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O Ministério da Cultura e a Universidade Federal do Rio de Janeiro lançaram, em 26 de junho, no Rio de Janeiro, o Labic Biomas, programa nacional de formação em cultura digital voltado a lideranças comunitárias, agentes culturais e comunicadores dos biomas brasileiros. A iniciativa pretende preparar cerca de 4 mil pessoas para atuar em redes locais de comunicação, enfrentar a desinformação e ampliar o acesso às tecnologias digitais nos territórios.

O programa integra a Rede de Formação em Cultura Digital, conhecida como Labic Brasil, e terá ações voltadas à Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. A proposta une formação técnica, práticas comunitárias, cultura, meio ambiente e comunicação, com atenção especial à juventude e aos coletivos que já atuam em comunidades tradicionais, movimentos sociais e organizações locais.

A execução começa no segundo semestre de 2026, com parcerias entre universidades nas cinco regiões do país. O Labic Biomas também prevê a seleção de 30 coletivos e projetos regionais, que desenvolverão ações nos próprios territórios a partir de temas como memória, cultura popular, inovação cidadã e tecnologias sociais.

O secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, afirmou que a iniciativa trabalha a relação entre cultura, natureza e clima. “A gente vai estar trabalhando nesses territórios, compreendendo a relação entre as políticas e cultura, mas também de meio ambiente e mudança do clima”, disse.

A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, afirmou que o programa parte das características culturais de cada bioma para pensar ações digitais ligadas às realidades locais. A formação também vai abordar temas como inteligência artificial, negacionismo climático, saúde mental, trabalho e os efeitos dos ambientes digitais na vida das comunidades.

Diferente da etapa anterior do Labic Brasil, que passou por grandes capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Fortaleza, a nova fase será concentrada em cinco cidades pequenas. O formato combinará atividades presenciais e remotas para ampliar o alcance da formação e facilitar a participação de comunidades fora dos grandes centros urbanos.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Sérgio Vale

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MEIO AMBIENTE

Ecologista John Terborgh alerta que enfraquecimento da democracia ameaça a conservação da natureza

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O ecologista norte-americano John Terborgh defendeu, em junho, durante a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para Biodiversidade, em Curitiba, que a proteção da natureza depende diretamente da força das sociedades democráticas. Para o pesquisador, a concentração de riqueza e de poder reduz o espaço de participação pública e enfraquece as vozes que historicamente ajudaram a criar parques, reservas e outras áreas protegidas.

Professor emérito da Universidade Duke e referência em ecologia tropical, Terborgh afirmou que a desigualdade econômica alimenta oligarquias e abre caminho para regimes autoritários, com impacto direto sobre políticas ambientais. “A desigualdade leva ao surgimento de oligarquias, o que leva ao fascismo e a rivalidades entre superpotências”, disse o ecologista, ao relacionar a crise democrática aos desafios da conservação, das mudanças climáticas e da inteligência artificial.

A avaliação foi feita em um contexto de avanço da concentração de riqueza no mundo. Elon Musk chegou a cruzar temporariamente a marca de US$ 1 trilhão em patrimônio após a abertura de capital da SpaceX, mas voltou a ficar abaixo desse patamar dias depois, com a queda de ações ligadas à empresa e à Tesla. Para Terborgh, esse tipo de concentração de poder econômico reforça uma visão utilitarista da natureza, tratada como mercadoria em vez de patrimônio comum.

O pesquisador afirmou que a criação de áreas de proteção integral sempre dependeu de decisões políticas, pressão social, ciência, filantropia e ativismo. Sem participação democrática, esse conjunto perde força. “Nós, como membros de sociedades democráticas, precisamos nos organizar ou todos nós corremos o risco de um futuro de oligarquias nas quais nossas vozes não irão mais contar”, declarou. Diante da plateia brasileira, fez um apelo direto: “não deixem isso acontecer no Brasil”.

Terborgh também defendeu que países capazes de proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas sem destruir empregos ou a economia terão papel central nos próximos anos. Para ele, a conservação exige ação contínua, porque os interesses contrários à proteção da natureza são persistentes.

A trajetória científica do ecologista ajuda a explicar o peso de suas declarações. Terborgh dedicou décadas ao estudo de florestas tropicais, especialmente na Amazônia peruana, e ajudou a ampliar o entendimento sobre o papel dos predadores de topo no equilíbrio dos ecossistemas. Espécies como onças, lobos e ursos precisam de grandes áreas preservadas para manter populações viáveis. Sem esses animais, cadeias ecológicas inteiras podem se desorganizar.

O pesquisador também apontou a refaunação como uma das principais ferramentas para restaurar ecossistemas degradados. A estratégia consiste em reintroduzir espécies extintas localmente para recompor funções ecológicas perdidas. Para Terborgh, trazer de volta predadores e outros animais-chave é essencial para evitar o colapso de ambientes que perderam parte de sua fauna.

Fontes: ((o))eco (((o))eco); UCBIO 2026 (UCBIO); Duke University (Nicholas Institute); Reuters (Reuters); Investopedia (investopedia.com)

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MEIO AMBIENTE

Fauna do Acre entra na nova lista nacional de espécies ameaçadas de extinção

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Espécies da fauna acreana aparecem na nova Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e publicada no Diário Oficial da União por meio da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. A relação substitui a versão de 2022 e orienta ações de conservação, recuperação de populações e proteção da biodiversidade no país.

No Acre, a lista reúne animais com ocorrência registrada no estado entre mamíferos, aves e répteis. As espécies aparecem em três níveis de risco: Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo. Entre os mamíferos classificados como Vulneráveis estão a onça-pintada, a anta, a queixada, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira, o cachorro-vinagre e o macaco-barrigudo.

A relação também inclui mamíferos em situação mais grave. A ariranha, o macaco-aranha-de-cara-preta, o boto-cor-de-rosa e o tucuxi aparecem na categoria Em Perigo, usada para espécies com risco elevado de desaparecimento na natureza.

Entre as aves com registro no Acre, estão o tecelão-do-acre, o barranqueiro-de-topete, o flautim-rufo, a choquinha-do-bambu, o jacu-estalo, o ferreirinho-de-cara-branca, o limpa-folha-de-bico-virado e a azulona, todos classificados como Vulneráveis. O bicudo aparece como a ave em situação mais crítica nesse recorte, na categoria Criticamente em Perigo.

A lista também alcança répteis encontrados no estado. O jabuti-açu e o iaçá foram classificados como Em Perigo. A nova relação nacional reúne 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. Peixes e invertebrados aquáticos foram tratados em portaria específica publicada em abril.

Em todo o país, a atualização inclui 180 espécies ou subespécies que não estavam na lista anterior e retira 150 da relação. O documento também mantém nove espécies na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas. A classificação serve como base para políticas públicas, planos de ação e medidas de controle sobre atividades que possam ampliar o risco de desaparecimento dessas espécies.

Foto: Ian Thompson/eBird

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