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Notícias

Prefeitura de Rio Branco aplica macadame hidráulico em trecho da Dias Martins com Avenida Ceará

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, uma intervenção estrutural na ligação entre a Avenida Ceará e a Estrada Dias Martins, nas proximidades do Elevado, em um ponto de fluxo intenso de veículos na capital. Segundo a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), o trecho apresentava fragilidade na base do pavimento, o que vinha causando surgimento recorrente de buracos e desgaste da pista.

O serviço executado é a implantação de macadame hidráulico, técnica usada na base e sub-base do pavimento. De acordo com a descrição divulgada pela Prefeitura, o método utiliza pedras de maior dimensão, com preenchimento dos vazios por agregados menores, e finaliza com adensamento com água para aumentar compactação e resistência. O responsável técnico Francinildo Cacau informou que a intervenção substitui o solo original por uma base mais robusta e foi planejada para suportar o tráfego, inclusive de veículos pesados, com a expectativa de eliminar a repetição de buracos no trecho.

A Emurb apontou que a escolha pela recomposição estrutural, e não apenas tapa-buracos, está ligada ao diagnóstico de falha na base, que compromete a durabilidade do asfalto quando o local recebe carga elevada e circulação constante. O engenheiro civil João Vieira afirmou que a intervenção busca ampliar a vida útil do pavimento e manter a trafegabilidade no entorno do Elevado, onde a via funciona como corredor de ligação entre áreas de circulação e acessos da cidade.

A obra ocorre em um momento em que a Estrada Dias Martins também aparece no mapa de intervenções viárias em Rio Branco por integrar um eixo de deslocamento entre a zona industrial e o Conjunto Universitário. Em outra frente, o governo do Acre, por meio do Deracre, informou que atua na pavimentação da Dias Martins no trecho do Conjunto Universitário, com execução de base em brita graduada simples, drenagem e etapas que antecedem a aplicação da massa asfáltica, em um investimento total divulgado de R$ 6,5 milhões.

Economia e Empreender

Embrapa firma acordo com agência de pesquisa da Coreia do Sul e amplia cooperação em agricultura, clima e bioeconomia

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A Embrapa assinou em 23 de fevereiro de 2026 um memorando de entendimento com a Rural Development Administration (RDA), agência de pesquisa da Coreia do Sul, para ampliar a cooperação científica e tecnológica em agricultura, recursos naturais e desenvolvimento sustentável, com previsão de intercâmbio de pesquisadores, diretrizes de governança e regras sobre propriedade intelectual, proteção de dados e circulação de material genético.

O ato foi formalizado durante a agenda da comitiva presidencial brasileira na Ásia, entre 19 e 24 de fevereiro, em compromissos na Índia e na Coreia do Sul voltados ao comércio e a parcerias estratégicas. A assinatura ocorreu em Seul, em cerimônia de atos realizada na Casa Azul (Cheong Wa Dae), com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Na mesma visita, o Brasil e instituições coreanas firmaram outros nove atos envolvendo pastas como Agricultura e Pecuária, Saúde, Fazenda, Empreendedorismo e Ciência e Tecnologia, além de Anvisa e Polícia Federal.

O memorando estabelece uma frente ampla de temas para cooperação, incluindo mudanças climáticas, bioeconomia, biotecnologia, agricultura digital e de precisão, inteligência artificial, sistemas de produção animal e vegetal, segurança alimentar, nutrição, saúde e desenvolvimento rural, além de formação e intercâmbio de recursos humanos. As bases do acordo também incluem parâmetros para disseminação de resultados científicos e mecanismos de governança, com adequação às legislações nacionais dos dois países.

Durante a etapa da viagem na Índia, Silvia Massruhá participou da inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Déli e esteve no Fórum Empresarial Brasil–Índia, em 21 de fevereiro, quando relacionou o avanço da agricultura tropical brasileira ao papel da ciência e da inovação em um cenário de transformação climática e de desafios ligados à produtividade com sustentabilidade. “A pesquisa foi o principal instrumento para destacar o País entre as nações que são referência tecnológica na produção de alimentos, em especial no momento em que o cenário mundial está em total transformação climática e enfrenta desafios relacionados à produtividade com sustentabilidade”, afirmou. Ainda no evento, ela reforçou a convergência de interesses entre Brasil e Índia. “A experiência da Embrapa mostra que a pesquisa e a inovação são fundamentais para gerar produtividade com sustentabilidade. Brasil e Índia compartilham desafios e oportunidades e têm muito a avançar juntos na transferência de tecnologia e na construção de uma agricultura mais resiliente”, disse.

No recorte técnico que ganha prioridade imediata com a Coreia do Sul, o acordo prevê um plano de trabalho voltado ao avanço da fungicultura em regiões tropicais e subtropicais, com foco em novas linhagens, automação e aproveitamento de resíduos. No Brasil, a execução ficará a cargo do Laboratório de Cultivo de Cogumelos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, com previsão de intercâmbio de materiais genéticos e desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições de cultivo brasileiras, especialmente às variações climáticas, buscando eficiência produtiva.

A cooperação também inclui troca de conhecimento sobre máquinas e sistemas automatizados para produção de substrato em escala industrial e manejo do cultivo, além de pesquisa conjunta para prospecção, isolamento e domesticação de espécies nativas brasileiras com potencial econômico, biotecnológico, medicinal e nutricional. Outro eixo do plano é o aproveitamento do substrato pós-colheita, com a perspectiva de transformá-lo em insumos biológicos, como fertilizantes e biocontroles, destinados a aplicações na agricultura, pecuária e aquicultura. O memorando prevê, ainda, programas de treinamento e intercâmbio de pesquisadores e técnicos para transferência de tecnologias.

A analista Loeni Ludke Falcao, responsável pelo laboratório, relacionou o acordo ao amadurecimento de uma cadeia produtiva que ainda tem escala reduzida no país, mas segue em crescimento, e conectou o tema a demandas de alimentação e inovação tecnológica. “É uma cadeia ainda pequena, mas com crescimento anual e grande potencial, uma vez que agrega muito na busca de alimentação de funcionais, saudáveis e com produçao sustentável”, afirmou. Ela também apontou o interesse científico global por tecnologias que ampliem o teor proteico desses alimentos e destacou o uso do cogumelo como fonte de matéria-prima para bioinsumos e para o desenvolvimento de moléculas com aplicação na indústria farmacêutica.

Com a assinatura, a Embrapa passa a consolidar uma frente de cooperação com a RDA em um momento em que agendas de segurança alimentar, adaptação climática e inovação em sistemas produtivos ganham centralidade em acordos bilaterais. A expectativa é que os projetos combinando intercâmbio de material genético, automação de processos e reaproveitamento de resíduos acelerem a transferência de conhecimento para cadeias produtivas no Brasil, com impactos potenciais em produtividade, geração de bioinsumos e abertura de novas rotas de pesquisa aplicada no campo e na indústria.

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Notícias

Juntos Pelo Acre leva mais de 50 serviços ao Tancredo Neves neste sábado em Rio Branco

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Moradores da regional do bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, vão receber neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, um mutirão com mais de 50 serviços gratuitos de saúde, cidadania, assistência social, qualificação profissional e ações de lazer, dentro da segunda edição do ano do programa Juntos Pelo Acre. Os atendimentos estão previstos para ocorrer das 7h às 14h, nas escolas estaduais Pedro Martinello e Joelma Oliveira de Lima, que ficam lado a lado na comunidade, com cobertura voltada para 14 bairros da parte alta da capital.

A programação reúne atendimentos de saúde e serviços básicos, além da coleta de sangue com a carreta do Hemoacre, e inclui suporte voltado ao emprego, como inscrições em cursos profissionalizantes, organização e impressão de currículos e orientações para entrevistas. A agenda também prevê oficinas práticas de culinária, produção de salgados, preparo de drinks e implantação de hortas, além de ações de autocuidado com barbearia, carreta da beleza, serviços de cabelo e atividades recreativas para crianças, como o “cabelo maluco”.

Na frente de cidadania e direitos, o mutirão oferece negociação de dívidas e balcão de informações do Procon, orientações sobre Bolsa Família pela SEASDH, atendimento jurídico com a Defensoria Pública e apoio do Tribunal de Justiça do Acre, além de serviços itinerantes como a Carreta da Defensoria e o Ônibus Lilás da Secretaria de Estado da Mulher. O atendimento ao público inclui ainda orientações e encaminhamentos ligados a documentação e regularização, como carteira de identidade, registro civil e título de eleitor, além de ações como Projeto Cidadão, Receita Federal Cidadã, atendimentos da OCA, regularização fundiária com o Iteracre, emissão de carteira de transporte e informações sobre Tarifa Social de energia.

O evento também prevê atividades educativas e de lazer, com ações voltadas ao público infantil e jovem, como a Minicidade do Detran, atrações culturais e competições de games entre bairros. Segundo a divulgação oficial, o atendimento será por ordem de chegada e aberto aos moradores da região.

Em declaração sobre a ação, a vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, afirmou que a proposta do programa é levar serviços para áreas com dificuldade de acesso a atendimentos e orientação, reduzindo a distância entre a população e os órgãos públicos. “Sabemos que regiões mais afastadas do centro de Rio Branco historicamente enfrentam desafios maiores, como dificuldade de acesso a atendimentos de saúde, orientação jurídica e serviços básicos de cidadania. Quando o poder público chega mais perto dessas famílias, a realidade começa a mudar”, declarou.

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Economia e Empreender

Finep abre subvenção de R$ 100 milhões para projetos de bioeconomia na Amazônia Legal

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Empresas com sede ou filial na Amazônia Legal, incluindo o Acre, podem apresentar projetos para disputar recursos não reembolsáveis da Finep em uma chamada de subvenção econômica voltada à bioeconomia e ao desenvolvimento regional, em fluxo contínuo. O orçamento total anunciado é de R$ 100 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), e a proposta é financiar iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação com risco tecnológico, conectadas à valorização da sociobiodiversidade e a soluções para gargalos estruturais do território amazônico.

A chamada foi ajustada para ampliar o acesso de empresas de diferentes portes. A Finep informa que retirou a exigência de faturamento mínimo que existia anteriormente e reduziu o valor mínimo financiado por projeto para R$ 2 milhões, mantendo a seleção aberta para envio de propostas enquanto o instrumento estiver vigente.

O regulamento aponta três grandes frentes de apoio. A primeira é a bioeconomia a partir da biodiversidade amazônica, com espaço para desenvolvimento ou aprimoramento de produtos e processos ligados a intermediários químicos, compostos bioativos, bioinsumos, biomateriais, fármacos, biocombustíveis, cosméticos, alimentos e fitoterápicos, além de soluções para restauração florestal e recuperação de áreas degradadas e implantação de biorrefinarias em escala piloto dentro da Amazônia Legal. A segunda trata de comunidades resilientes e sustentáveis, com foco em remover gargalos das cadeias produtivas da bioeconomia por meio de soluções em saneamento, energia renovável, logística e maquinário para etapas iniciais de produção. A terceira frente é o desenvolvimento do território amazônico, abrangendo bioeconomia, cidades sustentáveis, descarbonização, transformação digital e economia digital, com a exigência de parceria com pelo menos uma instituição científica e tecnológica sediada na Amazônia Legal.

Entre os requisitos técnicos, a chamada indica que os projetos devem se enquadrar em atividades compatíveis com níveis de maturidade tecnológica entre TRL 3 e TRL 7, e que as empresas devem realizar as principais atividades do projeto no território da Amazônia Legal. O edital também aponta a necessidade de participação de pelo menos uma ICT, com previsão de contratação de serviços dessas instituições no orçamento do projeto.

Os valores máximos variam conforme o porte da empresa, com teto que pode chegar a R$ 20 milhões para grandes empresas, e a contrapartida financeira é obrigatória, com percentuais mínimos que aumentam de acordo com o porte, partindo de 5% para micro e pequenas e chegando a 50% para grandes empresas. Além disso, a chamada descreve itens financiáveis que incluem desde equipamentos e material de consumo até pagamento de pessoal, diárias e serviços de terceiros, incluindo contratação de ICTs, e prevê a apresentação de documentação e de um vídeo de até 10 minutos como parte da submissão.

Para o Acre, o edital abre uma janela de captação para empresas e startups que atuam em cadeias como alimentos, bioinsumos, cosméticos, manejo, restauração e soluções digitais e logísticas para cadeias produtivas, desde que a operação e a execução principal do desenvolvimento ocorram dentro do recorte da Amazônia Legal.

Chamada Pública FINEP

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