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Economia e Empreender

Simples Nacional 2027: empresas têm de 1º a 30 de setembro para pedir adesão

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Empresas que já estão em atividade e ainda não fazem parte do Simples Nacional terão de 1º a 30 de setembro de 2026 para solicitar a adesão ao regime tributário com validade a partir de 1º de janeiro de 2027. O prazo também vale para negócios excluídos do Simples em 2026, mesmo quando os efeitos da exclusão ocorrerem somente no próximo ano.

O pedido poderá ser feito pelo Portal do Simples Nacional ou pelo e-CAC. Antes da confirmação, o sistema fará uma análise para verificar a existência de pendências que possam impedir o ingresso no regime. Se não houver irregularidades, a solicitação poderá ser confirmada e aprovada.

Caso sejam encontradas pendências com a Receita Federal, estados, Distrito Federal ou municípios, serão emitidos Termos de Indeferimento. A empresa terá até 30 dias corridos, contados da ciência do termo, para regularizar os problemas que impedem a adesão. Nos casos de indeferimento pela Receita Federal, a contestação poderá ser apresentada em até 20 dias úteis. Para pendências apontadas por outros entes, deverão ser observados os prazos informados em cada termo.

Mesmo com irregularidades, a orientação é que a empresa confirme o pedido dentro do prazo de setembro para não perder a oportunidade de ingresso em 2027. A atualização das informações sobre pendências ocorre uma vez por dia no sistema, e débitos regularizados junto a estados e municípios podem levar algum tempo para aparecer como resolvidos.

A solicitação de adesão feita por empresas já constituídas poderá ser cancelada até 30 de novembro de 2026. O cancelamento será definitivo para aquele período de apuração, sem possibilidade de apresentação de um novo pedido para o mesmo período.

Para empresas em início de atividade, o procedimento é diferente. Desde dezembro de 2025, a intenção de aderir ao Simples Nacional deve ser informada no momento da solicitação do CNPJ, por meio do Módulo Administração Tributária, acessado pelo acompanhamento do protocolo da Redesim. Quando aprovada, a opção produz efeitos desde a data de inscrição do CNPJ.

Há uma regra específica para empresas abertas em setembro de 2026. Se o empreendedor não escolher o Simples durante a inscrição do CNPJ, ainda poderá solicitar a adesão como empresa já constituída até 30 de setembro. Já o pedido feito como empresa em início de atividade não poderá ser cancelado.

Para os microempreendedores individuais, as regras permanecem diferentes. A opção pelo Simei para 2027 deverá ser solicitada durante janeiro, com prazo até 29 de janeiro, último dia útil do mês. Se o negócio ainda não estiver no Simples Nacional, o próprio sistema criará automaticamente o pedido de adesão ao regime.

A Reforma Tributária também muda a forma como empresas do Simples poderão recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Por padrão, os dois tributos serão apurados dentro do Simples Nacional e recolhidos no Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS.

A empresa poderá, no entanto, escolher a apuração regular do IBS e da CBS, com recolhimento fora do Simples. Essa opção estará disponível nos meses de março e setembro de cada ano. Quem fizer a escolha em setembro de 2026 terá os efeitos aplicados a partir de 1º de janeiro de 2027. Para utilizar essa modalidade, a empresa precisa ser optante do Simples Nacional.

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Crédito para taxistas e motoristas de aplicativo sobe para até R$ 200 mil

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Taxistas, motoristas de aplicativo e cooperativas de taxistas poderão financiar veículos de até R$ 200 mil pelo programa Move Brasil. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (27) a ampliação do limite, que antes era de R$ 150 mil, e aumentou de 72 para 84 meses o prazo máximo para pagamento.

As novas regras permitem a compra financiada de veículos novos destinados ao transporte individual remunerado de passageiros. A carência para pagamento do principal continua em até seis meses, enquanto as condições relacionadas aos encargos financeiros, à análise de crédito e ao público atendido permanecem sem alteração.

O aumento do prazo de financiamento busca evitar que a elevação do valor dos veículos provoque um crescimento maior das prestações mensais. Com a dívida distribuída por até sete anos, o valor das parcelas pode diminuir, dependendo da taxa de juros e das demais condições oferecidas pela instituição financeira.

A ampliação do teto também aumenta o número de automóveis que podem ser adquiridos pelo programa. Com o limite anterior de R$ 150 mil, cerca de 63% do mercado considerado estava dentro da faixa de preço permitida. Com o novo teto de R$ 200 mil, aproximadamente 486 mil unidades adicionais passam a atender ao critério, elevando a cobertura estimada para 88% do mercado analisado.

O Move Brasil utiliza recursos autorizados pela Medida Provisória 1.359/2026, editada em maio. A medida destinou até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento reembolsável voltadas aos profissionais do setor de transporte individual de passageiros. O volume total disponível não mudou com a decisão do CMN.

A ampliação já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas dependia da regulamentação do Conselho Monetário Nacional. A decisão também adequa as regras financeiras do programa ao novo limite de preço dos veículos estabelecido pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A resolução passa a valer a partir da data de sua publicação.

Fonte: Agência Brasil

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Startup Summit 2026 reúne 30 mil participantes e conecta startups a investidores em Florianópolis

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A 9ª edição do Startup Summit começou nesta quarta-feira (26), em Florianópolis (SC), com a expectativa de mobilizar mais de 30 mil pessoas até sexta-feira (28). Realizado pelo Sebrae em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o encontro reúne empreendedores, investidores, grandes empresas e representantes do poder público para discutir inovação, internacionalização e geração de negócios.

Do público estimado, cerca de 10 mil participantes devem acompanhar a programação presencialmente no CentroSul, enquanto outros 20 mil terão acesso às atividades pela internet. A edição deste ano também recebe 29 delegações internacionais, dentro de uma estratégia para ampliar a conexão do ecossistema brasileiro de tecnologia com outros mercados.

A programação conta com 10 palcos simultâneos, entre nove espaços temáticos e uma plenária principal, além de 283 palestrantes distribuídos em 17 trilhas de conteúdo. Inteligência artificial, DeepTech, AgTech, HealthTech, internacionalização e fusões e aquisições estão entre os temas previstos ao longo dos três dias.

O evento também concentra ações voltadas diretamente à geração de negócios. Mais de 200 startups participam como expositoras, enquanto 180 grandes empresas integram as atividades de conexão. A organização também prevê a participação de mais de 150 fundos de investimento e venture capital.

Na abertura, o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a inovação tem papel direto no aumento da produtividade e da competitividade das micro e pequenas empresas. “A inovação é a ferramenta essencial para ampliar a produtividade, a eficiência e a competitividade das micro e pequenas empresas”, afirmou.

Representantes do setor público e de entidades empresariais também participaram da abertura. Os discursos concentraram-se na integração entre empresas, ciência, tecnologia e governos e nos efeitos da inteligência artificial sobre os pequenos negócios, especialmente diante das mudanças provocadas pela automação e pela adoção de novas ferramentas digitais.

A agenda internacional inclui tradução simultânea, rodadas de conexão entre empresas e investidores e visitas técnicas ao ecossistema de inovação de Santa Catarina. Entre as atividades previstas também está o Tech Tour Rota da Inovação, além do lançamento da sexta edição do programa nacional Inova Startups.

O Startup Summit 2026 segue até 28 de agosto no CentroSul, em Florianópolis. A programação reúne atividades voltadas à formação empresarial, investimentos, expansão de startups e aproximação entre negócios brasileiros e mercados internacionais.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Embrapa identifica arroz resistente à cigarrinha, praga que pode causar perda total da lavoura

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A Embrapa Arroz e Feijão identificou dois materiais de arroz com maior resistência à cigarrinha-do-arroz, inseto que passou a preocupar produtores após surtos registrados em diferentes regiões do Brasil. A cultivar BRS A705 e o genótipo BGA 6914 tiveram os melhores resultados nos experimentos realizados em Santo Antônio de Goiás (GO). Dependendo da intensidade da infestação, a praga pode provocar perdas de até 100% em lavouras irrigadas e de terras altas.

Conhecida também como sogata, a cigarrinha-do-arroz, da espécie Tagosodes orizicolus, mede entre 2 e 3 milímetros e se alimenta da seiva das plantas. O ataque pode provocar amarelecimento, secamento e morte das folhas, além de comprometer o desenvolvimento da cultura.

Durante a alimentação, o inseto também elimina uma substância rica em açúcar que favorece o crescimento de fungos e a formação de fumagina. A camada escura formada sobre as folhas reduz a área disponível para fotossíntese e amplia os prejuízos provocados pela infestação.

Os pesquisadores avaliaram diferentes materiais ao longo de dois anos, em testes realizados em laboratório e casa telada. A análise levou em consideração a preferência alimentar da cigarrinha, a reprodução do inseto e os efeitos das plantas sobre seu desenvolvimento e sobrevivência.

A BRS A705, cultivar lançada em 2022, e o BGA 6914, preservado no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Arroz e Feijão, foram menos procurados pela praga e provocaram maior interferência em seu desenvolvimento. Os materiais poderão ser utilizados em programas de melhoramento genético para a criação de novas variedades de arroz com resistência à cigarrinha.

A busca por alternativas ganhou importância com o aumento de surtos no País. Registros de populações elevadas ocorreram em lavouras irrigadas de Santa Catarina a partir de 2018. Em 2020, infestações também foram relatadas em outras regiões, entre elas o Vale do Paraíba, em São Paulo.

Entre as hipóteses estudadas para explicar o crescimento das populações estão períodos com verões mais secos e quentes, que podem favorecer a reprodução da espécie, e o uso de inseticidas capazes de reduzir a presença de inimigos naturais da cigarrinha.

A situação exige atenção porque ainda não existem inseticidas registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária especificamente para o controle da praga. A resistência genética das plantas, portanto, pode se tornar uma ferramenta importante dentro do manejo integrado.

Mesmo cultivares que não apresentem resistência total podem ser combinadas com outras estratégias para reduzir a população do inseto e a necessidade de controle químico. A proposta é reunir diferentes métodos para impedir que a cigarrinha alcance níveis capazes de causar perdas econômicas.

As próximas etapas das pesquisas incluem o desenvolvimento de cultivares mais resistentes, sistemas de monitoramento das infestações nas lavouras, estudos com agentes biológicos para obtenção de bioinseticidas e testes com produtos químicos.

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