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Saúde

Prefeitura de Rio Branco lança Programa Saúde na Comunidade Fluvial

Iniciativa visa melhorar qualidade de vida em comunidades ribeirinhas

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A Prefeitura de Rio Branco lançou mais uma etapa do Programa Saúde na Comunidade – Itinerante Fluvial, no sábado (16), com o objetivo de proporcionar melhor qualidade de vida aos moradores das comunidades ribeirinhas da região. A cerimônia inaugural ocorreu na comunidade Barro Alto, localizada na região da Transacreana.

Esta iniciativa itinerante, em sua terceira edição, conta com a participação de 70 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos e equipe de apoio. O programa visa atender mais de 2 mil pessoas em 167 comunidades ao longo de um período de 30 dias, percorrendo rios e igarapés da região. Os serviços oferecidos incluem atendimento médico e odontológico, exames como PCCU e pré-natal, vacinação, distribuição de medicamentos, além de palestras e orientações para os moradores locais.

O prefeito de Rio Branco expressou sua satisfação com o programa, destacando o impacto positivo que está sendo proporcionado à população da zona rural. Ele ressaltou o compromisso da prefeitura em fornecer uma série de outras ações para melhorar a vida dos moradores das áreas rurais.

“Aqui nessa comunidade, por exemplo, é a primeira vez, mas daqui são mais dez comunidades para cima e que a gente vai atender mais de três mil pessoas, não tenho dúvida disso”, afirmou o prefeito.

A secretária de Saúde de Rio Branco, Sheila Andrade, também enfatizou a importância dessas ações para os moradores, afirmando que a prefeitura continuará realizando esforços para oferecer mais serviços como este.

“Nós ficamos muito felizes, porque essa é a determinação do nosso prefeito, trazer dignidade, trazer saúde para a zona rural, para os ribeirinhos”, disse Sheila Andrade.

Além disso, foram feitas intervenções nos ramais ao redor da comunidade do Barro Alto, recebendo elogios dos moradores, que expressaram sua gratidão pelo trabalho realizado pela prefeitura.

Acre

Acre soma 62 mortes por síndrome respiratória grave em 2026; metade das vítimas tem até 19 anos

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O Acre contabilizou 62 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e a 35ª semana epidemiológica de 2026. Crianças e adolescentes de até 19 anos respondem por 31 desses óbitos, metade do total registrado no estado no período.

O maior número de mortes entre os mais jovens aparece na faixa de até 1 ano e 11 meses. Foram 12 óbitos entre bebês e crianças menores de 2 anos. Em 2024 e 2025, essa faixa etária havia registrado oito mortes em cada ano. A comparação mostra aumento de 50% em 2026.

Entre crianças de 2 a 4 anos, cinco mortes foram contabilizadas. Outras nove ocorreram na faixa de 5 a 9 anos e cinco entre adolescentes de 10 a 19 anos.

Nas faixas adultas, os números são menores. O estado registrou uma morte entre pessoas de 20 a 29 anos, duas entre 30 e 39 anos e nenhuma entre 40 e 49 anos. Entre pessoas de 50 a 59 anos, foram contabilizados dois óbitos.

A população com 60 anos ou mais soma 26 mortes por SRAG em 2026. O grupo representa aproximadamente 42% de todas as vítimas registradas no Acre até a 35ª semana epidemiológica.

Os números colocam crianças e idosos como os grupos que concentram a maior parte das mortes por síndromes respiratórias graves no estado neste ano. Somadas, as faixas de até 19 anos e de 60 anos ou mais representam 57 dos 62 óbitos registrados no período.

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Saúde

Álcool e cigarro podem provocar perda da visão e até cegueira

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O consumo crônico de álcool e tabaco pode provocar danos graves ao nervo óptico e levar à perda da visão, inclusive à cegueira. O alerta foi divulgado neste sábado (12), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, onde especialistas apresentaram um panorama sobre doenças neuro-oftalmológicas e os efeitos de substâncias tóxicas sobre o sistema responsável pela visão.

O álcool e o cigarro podem comprometer a produção de energia das células ligadas à visão. O problema faz parte das chamadas neuropatias ópticas tóxicas e carenciais, condições que afetam o trajeto responsável por transmitir ao cérebro as informações captadas pelos olhos.

Nos casos associados ao uso prolongado de álcool e tabaco, a perda visual costuma ocorrer de maneira lenta e sem dor, atingindo os dois olhos ao mesmo tempo. Essa característica pode fazer com que a pessoa demore a perceber a redução da capacidade visual.

Entre os primeiros sinais estão o aparecimento de um borrão no centro do campo de visão e alterações na percepção das cores. A visão periférica pode continuar preservada, enquanto tons antes intensos passam a parecer desbotados. O vermelho, por exemplo, pode assumir aparência mais clara.

O risco também envolve o metanol, substância tóxica que pode estar presente em bebidas adulteradas. Nesse tipo de intoxicação, os sintomas geralmente aparecem entre seis e 24 horas após o consumo e podem incluir visão turva, sensibilidade à luz, dilatação das pupilas e dificuldade para distinguir cores.

Quadros graves de intoxicação por metanol podem evoluir rapidamente para cegueira irreversível, convulsões e coma. A substância causa danos ao longo do sistema que liga a retina ao córtex cerebral e exige atendimento médico de emergência.

Alterações repentinas na qualidade da visão, visão dupla, queda da pálpebra, dor ao movimentar os olhos e dores de cabeça persistentes acompanhadas de escurecimento da visão exigem avaliação médica especializada.

A neuro-oftalmologia atua no diagnóstico de problemas visuais relacionados ao cérebro, aos nervos ópticos e a outras estruturas do sistema nervoso. A investigação pode identificar desde inflamações associadas à esclerose múltipla até infartos do nervo óptico, tumores, aneurismas e alterações provocadas pelo aumento da pressão dentro do crânio.

O diagnóstico começa pela avaliação do histórico do paciente, incluindo alimentação, cirurgias anteriores, medicamentos utilizados, casos semelhantes na família e consumo de álcool e tabaco. Também podem ser realizados exames de pupila, percepção de cores, campo visual, movimentos dos olhos e fundo de olho.

Outros procedimentos, como tomografia de coerência óptica, ressonância magnética, dosagem de vitamina B12 e testes eletrofisiológicos, ajudam a identificar alterações nas fibras nervosas e determinar a causa da perda visual.

Quando o problema é provocado por substâncias tóxicas, a principal medida é interromper imediatamente a exposição ao agente responsável. Deficiências nutricionais podem exigir reposição de vitaminas. Nos casos de intoxicação aguda por metanol, o tratamento pode envolver antídotos, correção de alterações metabólicas e diálise. O atendimento rápido aumenta as chances de preservar a visão.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Saúde

Uso excessivo de telas pode causar olho seco em crianças e adolescentes

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O uso prolongado de celulares, tablets e computadores pode reduzir a frequência com que crianças e adolescentes piscam e favorecer casos de olho seco. O problema tem aparecido com mais frequência nos consultórios de oftalmologia pediátrica e foi discutido nesta quinta-feira (10), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador.

O olho seco ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção inadequada de lágrimas, seja pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que a concentração diante das telas, principalmente quando os aparelhos ficam próximos ao rosto, diminui o número de piscadas. Com os olhos abertos por mais tempo, a lágrima evapora com maior facilidade e aumenta a sensação de ressecamento.

Adolescentes estão entre os grupos que exigem maior atenção por acumularem horas de exposição ao longo do dia. Além do uso de computadores e tablets para estudar, muitos continuam conectados ao celular durante o período de lazer. O hábito de utilizar o aparelho dentro do quarto, em ambientes com pouca iluminação, também pode aumentar o desconforto visual.

“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, relatou a oftalmologista durante o congresso. O aumento das piscadas pode surgir como uma resposta da criança à irritação e à secura nos olhos.

A recomendação é reduzir o tempo de exposição e estabelecer limites para o uso recreativo dos dispositivos. Para crianças com mais de 6 anos e adolescentes, a orientação citada durante o congresso é de até duas horas diárias de telas, além do período necessário para atividades escolares.

O 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia reúne especialistas na capital baiana até sábado (12) para discutir doenças oculares, prevenção, diagnóstico e novas formas de tratamento.

Fonte: Agência Brasil

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