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Produtores de café do vale do Juruá recebem capacitação sobre cooperativismo

Parceria entre o Sistema OCB/Sescoop Acre, Prefeitura de Mâncio Lima, Secretaria de Estado de Agricultura e Coopercafé possibilitou a realização de curso.

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Por: Andréia Oliveira

Mais de 80 produtores, empresários, técnicos, pesquisadores e estudantes da região do vale do Juruá participaram esta semana no município de Mâncio Lima, de capacitação sobre os Fundamentos do Cooperativismo.

O curso, inicialmente voltado para os cooperados da Coopercafé, contou também com a presença de gestores públicos e produtores dos municípios da região, e acadêmicos do curso de Agronomia da Universidade Federal do Acre (UFAC). O objetivo da capacitação é aprofundar o conhecimento dos participantes sobre o cooperativismo, de forma a promover o desenvolvimento do setor de forma integrada e sustentável.

Na abertura do evento a prefeita em exercício de Mâncio Lima, Ângela Valente, destacou a importância da capacitação como forma de gerar mais valor para as cooperativas do município.

“O movimento cooperativista tem uma vantagem em relação a outros, pois ele ensina a trabalhar em grupo visando o lucro coletivo. Este evento é de extrema importância para o fortalecimento das cooperativas já existentes, ele vai contribuir e incentivar o surgimento de novas cooperativas em áreas diferentes. Nós no Acre, na Amazônia, trazemos uma herança do individualismo, “se tá bom para mim os outros que se virem” e, este curso é para mudar este pensamento, esta cultura, o sonho que se sonha sozinho é apenas um sonho, mas quando sonhamos em grupo o sonho se realiza”, falou Ângela Valente, Prefeita em exercício.

Valdemiro Rocha, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC) e técnico da Secretaria de Estado de Agricultura, ministrou palestra na capacitação e detalhou a finalidade e importância do curso.

“A Coopercafé é umas das cooperativas mais organizadas e estruturadas no vale do Juruá, podemos classificá-la como uma das cooperativas que mais cumpre obrigatoriedades exigidas pela lei, entre elas está a capacitações para seus cooperados. Este curso em específico é para todos os segmentos cooperativistas, nele abordamos as questões legais, sobre como funciona um conselho fiscal, quais os deveres e direitos dos cooperados, como constituir o fundo e noções gerais sobre cooperativa”, explicou o palestrante.

Coopercafé

A Coopercafé foi criada em 2021 e tem atualmente 42 cooperados da região do vale do Juruá. O conteúdo do curso foi desenhado de forma a contribuir com a gestão e governança das cooperativas, e personalizado para gerar vantagem competitiva para esse tipo de organização.

Cooperativismo como ferramenta de inclusão

Jonas Lima, presidente da Coopercafé destacou a importância do cooperativismo como ferramenta de inclusão.

“A Coopercafé começou pelo caminho certo, com produtores rurais que tinham interesse em entrar no mercado da cafeicultura, o movimento que começou tímido, já tem um grupo expressivo de produtores rurais. O cooperativismo é a ferramenta mais importante na vida de um cidadão que quer empreender e, o apoio que estamos tendo da prefeitura tem sido fundamental para o sucesso do movimento. Eu vejo o cooperativismo como uma ferramenta de inclusão e geração de renda justa e igualitária, eu acredito neste projeto e continuo buscando fortalecer mais ainda e que possamos aproveitar o máximo dos ensinamentos deste curso”, ressaltou Jonas Lima, Presidente da Coopercafé.

Já a secretária de Produção de Mâncio Lima, Alana Souza, destacou os benefícios do modelo de cooperativismo para o desenvolvimento do setor produtivo no município e na região do Juruá.

“Mâncio Lima têm quatro cooperativas consolidadas e em pleno funcionamento, Cooper Frutos, Cooper Café, Cooper Peixes e Cooperativa dos Pecuaristas do Vale do Juruá. Quando o movimento se junta em torno de um bem comum os resultados vem, são positivos e todos ganham, estamos trabalhando para organizar as nossas cadeias produtivas, capacitando as pessoas e fortalecendo os movimentos para melhorar mais o setor produtivo”, destacou Alana Souza, Secretária Municipal de Produção.

O curso teve duração de oito horas e contou com a presença de cerca de 80 participantes. Autoridades como o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, a vice-prefeita de Mâncio Lima, Ângela Valente, e o presidente da Coopercafé, Jonas Lima, a secretária de Produção de Mâncio Lima, Alana Souza e a secretária de Agricultura, Pesca e Abastecimento de Cruzeiro do Sul, Aldeni Menezes participaram da atividade.

Rio Branco

Rio Branco envia à Câmara projeto do Refis 2026 com desconto de até 90% em juros e multas

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A Prefeitura de Rio Branco encaminhou nesta terça-feira, 16 de junho, à Câmara Municipal o projeto de lei do Refis 2026, programa de recuperação fiscal que prevê descontos de até 90% sobre juros e multas para contribuintes com débitos junto ao município. A proposta alcança pessoas físicas e jurídicas com pendências de IPTU, ISS e outros tributos municipais e permite quitação à vista ou parcelada.

Assinado pelo prefeito Alysson Bestene, o texto foi apresentado como uma medida para facilitar a regularização fiscal e reforçar a arrecadação municipal. Entre os pontos destacados pela prefeitura está a previsão de parcelamento em até 96 vezes para dívidas consolidadas acima de R$ 1 milhão, com desconto de 30% sobre juros e multas nessa faixa.

A gestão municipal afirma que o programa foi desenhado para atender desde pequenos contribuintes até empresas com débitos mais altos. A expectativa é recuperar créditos tributários e ampliar a capacidade de investimento da prefeitura em áreas como infraestrutura, saúde, educação e assistência social.

O Refis 2026 ainda depende de aprovação da Câmara. Depois dessa etapa, a Secretaria Municipal de Finanças deverá regulamentar o período de adesão e divulgar os prazos e critérios para negociação das dívidas.

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Acre

Deracre intensifica obras na Estrada Velha em Epitaciolândia

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O Deracre executa uma nova etapa da pavimentação da Estrada Velha, em Epitaciolândia, com foco na implantação das camadas de sub-base e base, etapas que preparam o solo para receber o pavimento e aumentam a resistência da via. A obra atinge um trecho importante para o deslocamento de moradores e para o transporte da produção rural no município.

Os serviços em andamento incluem aplicação de piçarra, espalhamento de areia, regularização da pista, irrigação e compactação. Esse conjunto de intervenções é usado para dar mais estabilidade ao terreno e garantir melhores condições para as próximas fases da pavimentação.

A expectativa é que a melhoria da estrada facilite o tráfego local, reduza dificuldades no acesso e fortaleça o escoamento da produção agrícola da região. A frente de obra faz parte das ações de infraestrutura mantidas pelo governo do Acre no Alto Acre.

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Notícias

Rio Branco lidera ranking nacional com menor tarifa de água do país

Levantamento do Saerb aponta tarifa residencial de R$ 40,79 para consumo de 15 m³; resultado coloca Rio Branco em destaque nacional e reforça a defesa da gestão pública do abastecimento.

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Levantamento divulgado pelo Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), com base em dados do Índice de Competitividade Global (ICG), aponta que o Acre possui atualmente a menor tarifa residencial de água do país. Para um consumo mensal de 15 metros cúbicos, o valor cobrado é de R$ 40,79, menos da metade da média nacional, estimada em R$ 90,99.

O resultado chama atenção para o modelo de gestão do saneamento básico adotado em Rio Branco. Enquanto diversos estados e capitais transferiram serviços à iniciativa privada por meio de privatizações ou concessões, a capital acreana manteve o abastecimento de água sob controle público, por meio do Saerb.

Durante os cinco anos em que esteve à frente da Prefeitura de Rio Branco, Tião Bocalom defendeu a manutenção do sistema público de abastecimento e conduziu um amplo programa de investimentos em água e saneamento. Segundo dados da administração municipal, os aportes realizados entre 2021 e 2025 ultrapassaram R$ 300 milhões, contemplando ampliação da capacidade de tratamento, modernização de estações, perfuração de poços, recuperação da rede e redução das perdas no sistema.

Bocalom defendeu o sistema público de abastecimento e conduziu investimentos para ampliar e recuperar a rede de água em Rio Branco. Dados divulgados pelo Saerb colocam Rio Branco em destaque nacional e reforçam posição já defendida por Tião Bocalom pela manutenção do abastecimento de água sob controle público.

Os investimentos ocorreram em um cenário de sucessivas crises no abastecimento enfrentadas pela capital acreana ao longo das últimas décadas. A gestão municipal afirma que o objetivo foi recuperar a capacidade operacional do sistema e ampliar o acesso da população aos serviços essenciais.

Além da tarifa reduzida, a Prefeitura destaca avanços em indicadores de saneamento, especialmente na expansão da cobertura de esgotamento sanitário e na melhoria da infraestrutura de abastecimento. Dados oficiais apontam que a cidade vive uma das maiores fases de investimentos da história do setor.

O desempenho do Saerb também dá sustentação a uma posição defendida por Tião Bocalom, hoje pré-candidato ao Governo do Acre, desde sua gestão em Rio Branco: a permanência do abastecimento de água sob controle público. Para ele, os números indicam que o modelo estatal pode apresentar resultados quando há investimentos, planejamento e continuidade administrativa.

Por outro lado, especialistas em saneamento observam que a comparação entre sistemas públicos e privados exige análise de múltiplos fatores, incluindo cobertura, qualidade do serviço, capacidade de investimento e características regionais.

Os dados divulgados pelo Saerb colocam Rio Branco em posição de destaque nacional. Em um momento em que a privatização do saneamento avança em diversas regiões do país, a capital acreana apresenta um cenário singular: uma das menores tarifas do Brasil associada à manutenção de um modelo de gestão pública que, segundo seus defensores, foi fortalecido por uma política contínua de investimentos.

O resultado transforma a experiência de Rio Branco em um dos principais argumentos do debate sobre o futuro do saneamento no Acre e no restante do país.

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