O Rio Juruá chegou a 12,73 metros às 9h deste domingo, 22 de fevereiro de 2026, em Cruzeiro do Sul, ficando a 27 centímetros da cota de transbordamento de 13 metros e colocando bairros ribeirinhos em atenção, com monitoramento da Defesa Civil Municipal e indicação de que “a tendência é de elevação do nível do manancial”.
Com a aproximação da marca crítica, a água já alcança quintais de casas em áreas como Lagoa, Várzea e Miritizal, sem registro, até o momento, de pedidos de retirada de moradores, enquanto a cidade acompanha a oscilação do rio registrada desde o fim de 2025.
O avanço deste fim de semana ocorreu após a elevação observada na sexta-feira, 20, quando o Juruá estava em 12,18 metros no início da tarde, em tendência de subida, cenário que também acendeu alerta para o rio Tarauacá, no município de Tarauacá, por risco de aproximação da cota de transbordamento nos dias seguintes.
Em 2026, o nível máximo citado no município foi de 13,49 metros em 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas, sem necessidade de remoção de famílias, marco usado como referência local para dimensionar risco, proteção de áreas ribeirinhas e resposta rápida.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul já vinha estruturando medidas formais de resposta desde o pico anterior da cheia: em 26 de janeiro, o município publicou decreto de Situação de Emergência – nível II nas áreas afetadas, após o rio superar a cota de transbordamento de 13 metros, com estimativa de cerca de 1.650 famílias atingidas (aproximadamente 6.600 pessoas) e previsão de uso de quatro escolas municipais como abrigos caso haja necessidade de retirada em áreas de risco.
O decreto também autorizou a mobilização dos órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil para ações de assistência e recuperação e apontou impactos em serviços essenciais, além de listar bairros e comunidades vulneráveis ao avanço das águas, como Várzea, Lagoa, Beira Rio, Remanso e Miritizal e localidades ribeirinhas ao longo do Juruá, base que tende a orientar o acionamento de rotas de apoio, abrigamento e logística se o nível ultrapassar os 13 metros nas próximas horas.
Foto: Secom/AC