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Rio Acre ultrapassa cota de transbordo em Rio Branco e mantém alerta ao longo da bacia

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O Rio Acre voltou a ultrapassar a cota de transbordo em Rio Branco nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, ao atingir 14,01 metros, superando o limite de 14 metros estabelecido para transbordamento na capital. O avanço das águas mantém o município em estado de alerta máximo e mobiliza a estrutura da Prefeitura para monitoramento contínuo e possíveis atendimentos à população, enquanto outros pontos da bacia apresentam sinais de desaceleração, estabilização ou recuo do nível do rio.

Em Rio Branco, a elevação marca o segundo transbordamento em menos de um mês e o terceiro em menos de um ano. Antes de alcançar a cota de transbordo, o manancial permaneceu por seis dias acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A Defesa Civil Municipal relaciona o cenário ao volume acumulado de chuvas registrado nas últimas semanas, que já ultrapassa a média prevista para todo o mês de janeiro. Diante da situação, equipes da Defesa Civil, saúde e assistência social permanecem de prontidão, e áreas para acolhimento de famílias já começaram a ser estruturadas, embora não haja, até o momento, determinação oficial de retirada de moradores.

O histórico recente reforça a atenção na capital. No transbordamento anterior, ocorrido no fim de dezembro, o rio permaneceu por vários dias acima da cota de transbordo antes de iniciar recuo gradual, impactando bairros próximos às margens e afetando residências e estabelecimentos comerciais. A repetição do fenômeno em curto intervalo mantém o monitoramento intensificado enquanto o nível segue acima do limite considerado crítico.

Ao longo da bacia, o comportamento do Rio Acre apresenta diferenças. Em Xapuri, a montante de Rio Branco, o rio continua em elevação, mas em ritmo mais lento. A última medição registrou 12,32 metros, mantendo o nível abaixo da cota de alerta local, fixada em 12,50 metros, e distante da cota de transbordo, que no município é de 13,40 metros. Segundo a Defesa Civil, a desaceleração da subida indica tendência de estabilização, mesmo com o deslocamento do volume acumulado de água ao longo do curso do rio.

Em Brasileia, o cenário é de recuo. O nível do Rio Acre marcou 9,84 metros na tarde desta sexta-feira, após ter ultrapassado os 10 metros pela manhã. Apesar da queda, o manancial permanece acima da cota de alerta do município, que é de 9,80 metros, e abaixo da cota de transbordo, fixada em 11,40 metros. As medições mais recentes indicam estabilização do nível, mantendo o acompanhamento permanente por parte da Defesa Civil local.

Técnicos explicam que a diferença de comportamento entre os municípios está relacionada ao tempo de propagação das águas ao longo da bacia do Rio Acre. Enquanto áreas a montante começam a registrar desaceleração ou recuo, localidades a jusante, como Rio Branco, ainda recebem o volume acumulado das chuvas ocorridas dias antes. A expectativa dos órgãos de monitoramento é de que, sem novos episódios de chuva intensa, o nível do rio na capital possa se estabilizar e iniciar recuo nos próximos dias.

Até que haja confirmação dessa tendência, Rio Branco segue acima da cota de transbordo e em estado de alerta, com monitoramento hidrológico contínuo e ações preventivas mantidas em toda a extensão urbana do Rio Acre.

Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

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Economia e Empreender

São João amplia espaço para pequenos negócios e impulsiona vendas em todo o país

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As festas de São João abriram uma nova temporada de oportunidades para pequenos negócios em várias regiões do país, com impacto que vai da venda de comidas típicas ao turismo de experiência, moda, decoração, fotografia, papelaria e serviços de beleza. O período junino, que se estende até o fim de julho em muitos destinos, virou uma vitrine para empreendedores ampliarem faturamento, ganhar visibilidade e se conectar com o público em torno da cultura popular brasileira.

O movimento ocorre em um cenário de forte circulação de dinheiro. Os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões em 2025, segundo estimativas citadas na cobertura. A avaliação é que o peso econômico do calendário vai além das barraquinhas tradicionais e alcança cadeias ligadas a turismo, economia criativa, alimentação, vestuário e experiências culturais. O consumidor tem buscado cada vez mais vivências completas, ligadas à memória afetiva, à autenticidade e à identidade local.

Em Campina Grande, um dos principais polos juninos do país, a empresária Albaniza Farias aposta nesse filão com o Ônibus do Forró, roteiro turístico que reúne transporte, música e interação cultural para oferecer ao visitante uma imersão no ambiente da festa. Na mesma cidade, a microempreendedora Edileuza de Almeida relatou aumento de 50% no faturamento com a produção de roupas e acessórios para quadrilhas, em uma demanda que começou a crescer meses antes da abertura oficial da temporada.

A orientação para 2026 é que os empreendedores se antecipem. Entre as recomendações estão a revisão de estoque, a organização da operação, o reforço da presença digital, a ambientação temática e a formação de parcerias entre pequenos negócios para ampliar alcance e vendas. A coincidência entre o calendário junino e o período da Copa do Mundo deste ano também deve exigir mais planejamento de bares, restaurantes, comércios e serviços voltados ao público das festas.

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Economia e Empreender

FMI aponta resiliência da economia brasileira e estima PIB de 2,5% no médio prazo

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O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta segunda-feira que a economia brasileira mantém capacidade de resistência diante de choques externos e projetou crescimento de 2,5% no médio prazo. A avaliação foi divulgada após a missão técnica do organismo ao país e ocorre em um cenário de incertezas internacionais, inflação ainda pressionada e juros em trajetória de ajuste.

Na análise do Fundo, o Brasil atravessa o atual ambiente global em posição relativamente favorável por causa do peso das exportações de petróleo e da forte presença de fontes renováveis na matriz elétrica. Esse quadro ajuda a reduzir parte do impacto provocado pela alta dos preços internacionais de energia, embora os riscos para a atividade econômica ainda permaneçam no radar.

O organismo também avaliou que a inflação desacelerou no começo de 2026, mas voltou a sofrer pressão com o encarecimento da energia no mercado externo. Nesse contexto, considerou adequados os cortes de juros adotados recentemente pelo Banco Central, ao mesmo tempo em que defendeu cautela na condução da política monetária até que os índices de preços se aproximem da meta.

Na área fiscal, o FMI voltou a defender medidas para melhorar a trajetória da dívida pública, com reforço de receitas, preservação de ganhos extraordinários e revisão de rigidezes no orçamento. Para a instituição, esse conjunto pode reduzir o custo de financiamento do país e abrir espaço para investimentos em áreas consideradas prioritárias.

O relatório ainda aponta que o avanço de reformas estruturais, a ampliação de acordos comerciais e a agenda de transição ecológica podem elevar a produtividade e dar sustentação a um ciclo de crescimento mais duradouro. A leitura do Fundo é que, apesar das pressões no curto prazo, o país reúne condições para manter estabilidade e ampliar o ritmo de expansão nos próximos anos.

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Tendência