O Sebrae planeja investir aproximadamente R$ 400 milhões em 2024 para fortalecer as atividades de micro e pequenas empresas no Brasil por meio de inovação e soluções tecnológicas. A nova fase do programa Sebraetec, que comemora seu vigésimo ano, visa atender pelo menos 70 mil negócios, proporcionando acesso a uma rede de prestadores de serviços tecnológicos e subsídios de até 90% do valor das consultorias.
No último ano, os negócios atendidos pelo Sebratec experimentaram um aumento significativo no faturamento, atingindo 60%. As empresas destacaram melhorias no atendimento (81%) e na qualidade de produtos e serviços (85%). Além disso, 78% delas obtiveram retorno do valor investido.
O agronegócio lidera as demandas no programa, com empreendedores buscando soluções para aumentar a produtividade no campo, tanto na agricultura quanto na pecuária. O uso de tecnologias como inseminação artificial (IATV) e fertilização in vitro (FIV) também é uma prioridade.
Em evento que celebrou os 15 anos do programa ALI e 20 anos do Sebraetec, o presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância dos Agentes Locais de Inovação para a transformação nos territórios brasileiros. Ele projetou um alcance ainda maior das iniciativas nos próximos anos, visando tornar o país líder em startups e inteligência artificial. “Seremos o país mais criativo no campo das startups, da inteligência artificial e vamos ajudar a revolucionar a economia global. Precisamos lembrar que o ALI e o Sebraetec são ferramentas para que nesse mundo sustentável e inovador haja inclusão social. Não podemos mais conviver com um mundo em que milhões de pessoas passam fome”, disse.
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O Sebraetec alcançou 80% dos municípios brasileiros em 2023, atendendo especialmente pequenos municípios do norte e nordeste. O programa, segundo o gerente de Inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato Cabral, tem impactado os negócios e transformado vidas de maneira significativa.
O gestor nacional do Sebraetec, Arthur Carneiro, ressaltou que o programa evoluiu ao longo dos anos para atender às necessidades das micro e pequenas empresas, ampliando seu portfólio de serviços para disponibilizar novas soluções. Nos últimos quatro anos, foram destinados cerca de R$ 1 bilhão, impactando aproximadamente 190 mil micro e pequenas empresas. Os investimentos totais entre 2014 e 2022 superam R$ 2,3 bilhões em serviços tecnológicos e R$ 1,9 bilhão em aporte de recursos do Sistema Sebrae.
O SEBRAE no Acre atua em todos os municípios, oferecendo suporte e orientação aos empreendedores locais. Sua presença abrangente visa atender às necessidades das micro e pequenas empresas em todas as regiões do estado.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), anunciou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, sua pré-candidatura ao Governo do Acre durante uma coletiva de imprensa realizada no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (ACISA), em Rio Branco, ao afirmar que, “a partir de hoje nós estaremos colocando o nosso nome à disposição da sociedade acreana” para que, até o início de abril, seja definida a consolidação do projeto eleitoral.
Diante de apoiadores, empresários e representantes da imprensa, Bocalom disse que a decisão está vinculada a um projeto político que, segundo ele, já vinha sendo apresentado à população ao longo dos últimos anos e que não sofreu alterações. “Tem um projeto lá de trás que a gente vai defender o vídeo inteiro. Como você entendeu, não mudou nada, não vai mudar”, afirmou, ao relacionar a pré-candidatura à continuidade do que classifica como uma agenda administrativa em execução na capital.
O prefeito também associou sua entrada formal na disputa ao volume de obras realizadas em sua gestão municipal. “Eu acho que Rio Branco nunca viu tantas obras da prefeitura como tem agora”, declarou, ao destacar que pretende manter o foco na administração da capital mesmo após o anúncio. “Tenho aí três anos de prefeitura ainda pela frente. Não tem nenhum problema. Vamos trabalhar”, disse.
Durante o discurso, Bocalom avaliou que seu nome já aparecia em posição competitiva nas pesquisas, mesmo antes de se declarar pré-candidato. “Não tenho dúvida nenhuma que hoje o nosso nome já era o segundo colocado, sem nunca ter falado que era pré-candidato, mas a gente coloca e eu tenho certeza que vai dar uma mexida boa nesse tabuleiro”, afirmou, ao pedir apoio político e eleitoral aos presentes.
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O prefeito também fez referência à relação construída com eleitores e setores que mantêm vínculo com a Prefeitura de Rio Branco. “Para todos aqueles que se relacionaram com a prefeitura, com negócios, ou que precisam de servir da prefeitura, viram que a prefeitura é de todo mundo. Então, que nos ajudem”, declarou, ao defender que a mobilização antecipada pode influenciar a formação de alianças.
Ao encerrar a fala, Bocalom mencionou sua trajetória pessoal no estado e agradeceu à população. “O nosso nome está à disposição do povo acreano, de Rio Branco, que me acolheu tão bem. O Acre me acolheu quando eu cheguei”, disse.
A entrada de Bocalom no cenário eleitoral deve influenciar a composição de chapas, alianças partidárias e o posicionamento de outros pré-candidatos, além de repercutir na gestão municipal, que seguirá sob sua responsabilidade até eventual desincompatibilização do cargo.
A coletiva convocada pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), para tratar de seu futuro político não é apenas mais um ato protocolar de pré-campanha. Ela sinaliza, de forma clara, que 2026 se desenha como o ano das grandes decisões e, sobretudo, das renúncias. No Acre, o velho ditado político “rei morto, rei posto” ganha contornos bastante literais.
A eventual renúncia de Bocalom ao comando da capital inaugura um efeito dominó que vai muito além da Prefeitura de Rio Branco. Trata-se de um movimento que precisa ser analisado sob três eixos centrais: viabilidade eleitoral, apoios partidários reais e o rearranjo de poder que se seguirá ao gesto político.
Bocalom: renuncia para disputar, mas com quais cartas na mão? A pergunta central não é apenas se Bocalom renunciará, mas para quê e com que sustentação. Seu nome circula como possível candidato majoritário em 2026, mas o caminho está longe de ser linear.
Dentro do PL, partido ao qual está filiado, há uma equação nacional e regional a ser resolvida. O partido tende a priorizar projetos com alta competitividade e alinhamento estratégico com a direção nacional. O apoio formal ao prefeito dependerá menos de sua lealdade partidária e mais de sua capacidade real de entregar votos e construir alianças além do núcleo bolsonarista tradicional.
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Renunciar sem garantia de musculatura política pode transformar o gesto em um salto no escuro. Em política, renúncia não é ato simbólico: é ruptura definitiva com o cargo e com o poder imediato.
O efeito colateral: Alysson, Mailza e o redesenho do poder estadual
No plano estadual, o cenário é ainda mais complexo. Com a anunciada renúncia do governador Gladson Cameli para disputar o Senado, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do Estado já declarada candidata à reeleição. Diferentemente de outros atores, Mailza não começa do zero.
Ex-senadora, com trânsito consolidado junto à direção nacional de seu partido, Mailza entra no jogo com máquina, visibilidade institucional e relações partidárias consolidadas. Isso muda completamente a correlação de forças. Ela reúne três elementos decisivos: Caneta na mão; Estrutura administrativa e Apoio partidário nacional.
Em política, isso não é detalhe, é vantagem objetiva. (Leia-se fundo partidário)
Enquanto outros ainda discutem candidaturas, Mailza pode discutir governabilidade, entregas e alianças, falando como chefe do Executivo.
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O vice-prefeito Alysson (PP) assumindo a Prefeitura de Rio Branco. Esse movimento, por si só, já reposiciona o Progressistas no jogo local, fortalecendo o partido na capital em pleno ano pré-eleitoral.
A ascensão de Alysson (PP) à Prefeitura de Rio Branco, em decorrência da renúncia de Bocalom, cria uma situação política curiosa: dois chefes do Executivo, Estado e capital, sem terem sido eleitos diretamente para esses cargos em 2026, mas com o poder da caneta na mão. Isso, por si só, altera alianças, prioridades e lealdades.
Se há algo que este cenário deixa claro, é que não é um ano para amadores. Marqueteiros já estão atentos, analisando movimentos, testando narrativas e antecipando riscos. Articuladores políticos estão de prontidão. Os chamados “bajuladores”, figuras sempre presentes nos ciclos de poder, já começam a migrar conforme o vento sopra.
A política entra em modo de sobrevivência. Quem aposta errado fica para trás. Quem hesita perde espaço. Renúncia, nesse contexto, não é apenas abrir mão de um cargo: é assumir o risco total de um novo jogo, onde não há direito a pedido de desculpas nem retorno ao ponto de partida.
Ainda é cedo para cravar vencedores, mas algumas tendências já se mostram evidentes no cenário político que se desenha. Quem assume cargos estratégicos passa a contar imediatamente com maior visibilidade pública, estrutura administrativa e capacidade de articulação política.
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Por outro lado, quem opta pela renúncia coloca todas as fichas em um projeto futuro que, por definição, é incerto e sujeito a múltiplas variáveis. Os partidos, por sua vez, tendem a agir de forma pragmática, direcionando apoio a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas e demonstrar maior viabilidade eleitoral.
Nesse contexto, o eleitor, cada vez mais atento e menos passivo, começa a se perguntar se a sucessão de renúncias atende de fato a um projeto coletivo de governo ou se responde, prioritariamente, às ambições individuais de seus protagonistas.
2026 caminha para ser lembrado como o ano em que o Acre viveu uma política de ruptura. Renunciar não é estratégia neutra, nem discurso de coragem. É uma decisão definitiva, com custos claros e consequências irreversíveis.
No fim, a regra permanece válida: uma renúncia é uma renúncia. Não há meia-volta. Não há cargo em espera. O jogo segue, e quem ficar para trás não volta ao tabuleiro. Renunciou, acabou. Rei morto, rei posto.
E o PL? Não é diferente, atua com lógica de mercado político: investimento, retorno e viabilidade.
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É possível afirmar uma coisa: não é hora de improvisos. Quem renunciar sem rede de proteção política corre o risco de sair do jogo antes da largada. E, ao que tudo indica, o ano da renúncia será também o ano da redefinição do poder.
Em entrevista recente ao Programa F5 com Josemir Melo, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (Progressistas), abriu o jogo sobre suas articulações para as próximas eleições e comentou sobre a possibilidade de disputar o executivo de sua terra natal.
Ao ser questionado sobre os passos para o pleito de 2026 e se almejaria um cargo federal, Nicolau reafirmou seu compromisso com a reeleição para o legislativo estadual, mas deixou claro que sua postura é de alinhamento total com a sigla.”Eu sou candidato a deputado estadual, tô à disposição do partido. […] Eu sou partidário, eu sou Progressista, eu tenho lealdade ao nosso grupo político… eu sou um soldado do Progressista”, afirmou o parlamentar.
O deputado também destacou a importância da união do grupo político liderado pelo governador Gladson Cameli, mencionando o respeito à hierarquia e aos nomes postos para a disputa majoritária, como o da vice-governadora Mailza Assis.
O sonho da Prefeitura de Cruzeiro do Sul
Um dos momentos de maior destaque da conversa ocorreu durante o quadro “Rapidinhas”, quando o apresentador tocou no tema “Prefeitura de Cruzeiro do Sul”. Nicolau Júnior não se esquivou e revelou que comandar o executivo municipal é um desejo pessoal, citando sua experiência à frente do legislativo estadual como credencial para o desafio. “Eu nasci em Cruzeiro, né… eu acho que todo político tem um sonho de ser candidato a prefeito da sua cidade. Eu particularmente administro o segundo poder do estado que é a Assembleia. Então tenho certeza que eu tenho capacidade também de ir pro executivo”, declarou.
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Nicolau enfatizou sua visão de gestão pública, traçando um paralelo com sua origem no comércio e a responsabilidade com o erário. “A prefeitura é um órgão público. Aquele dinheiro que tá ali é público, tem que voltar… tem que ter cuidado e voltar pra população com boas ações”, completou o deputado.
A entrevista completa, onde o parlamentar também discute o desenvolvimento do município de Mâncio Lima e a situação da BR-364, pode ser conferida no canal do Programa F5.