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Ações do governo do Acre em 2025 ampliam produção, exportações e qualificação profissional

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A inauguração de uma unidade de beneficiamento de café no Vale do Juruá, a participação de empresas acreanas em uma feira internacional de alimentos e a execução de cursos gratuitos de qualificação profissional integraram, ao longo de 2025, a estratégia do governo do Acre para ampliar a produção local, fortalecer empresas e inserir o estado de forma mais consistente no comércio exterior, com coordenação da Agência de Negócios do Acre (Anac).

Em outubro, Cruzeiro do Sul passou a concentrar uma nova etapa da cadeia produtiva do café com a entrada em operação da primeira unidade de beneficiamento da região. A estrutura resulta de parceria entre a Anac e a empresa Manave Comércio e Indústria de Beneficiamento de Café e permite que o processamento dos grãos seja realizado no próprio território. Com investimento total de R$ 4 milhões, majoritariamente privado, a unidade tem capacidade inicial para beneficiar 3.500 sacas em 2025, com previsão de alcançar 7.700 sacas em 2026, reduzindo custos logísticos e ampliando as possibilidades de comercialização do produto.

A operação gerou 35 empregos diretos e cerca de 200 indiretos e se insere em um cenário de crescimento da cafeicultura no estado. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a produção de café no Acre passou de 3.079 toneladas em 2024 para 6.581 toneladas em 2025. Na comparação entre novembro de 2024 e novembro de 2025, o aumento foi de 113,3%, indicando expansão da atividade agrícola vinculada ao grão.

De acordo com a presidente da Anac, Waleska Bezerra, a iniciativa busca integrar produção e processamento como forma de ampliar a competitividade dos produtores locais. “A implantação dessa unidade soma-se às demais ações de governo, capazes de criar condições reais para que o pequeno produtor tenha acesso a um processo de beneficiamento moderno, agregando valor ao seu produto, aumentando a competitividade no mercado e fortalecendo o ambiente de negócios no estado”, afirmou.

No campo da inserção internacional, empresas acreanas participaram da Expoalimentaria 2025, realizada em Lima, no Peru, considerada uma das principais feiras do setor de alimentos da América Latina. Com apoio da Anac, da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e de parceiros institucionais, 20 empresas do estado apresentaram produtos como café, castanha e açaí, além de alimentos processados, em rodadas de negócios com compradores e investidores de diferentes países. A participação teve como foco ampliar contatos comerciais, fortalecer empresas que já atuam no mercado externo e preparar novos empreendimentos para exportação, especialmente para Peru e Bolívia.

Paralelamente às ações voltadas à produção e ao comércio exterior, a Anac concentrou esforços na qualificação profissional. Desde 2023, por meio do projeto Centro de Inovação e Qualificação para Negócios (CIQN), foram investidos R$ 320 mil, provenientes de emendas parlamentares estaduais, em cursos realizados em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ao todo, 871 pessoas foram qualificadas na capital e no interior do Acre.

Somente na área de segurança do trabalho, cursos ofertados pelo Sesi alcançaram 371 participantes. Já entre 2024 e 2025, a parceria com o Senai, com aporte adicional de R$ 270 mil, possibilitou a formação de cerca de 500 profissionais em áreas como eletricidade, construção civil, processos administrativos, informática básica, sistemas fotovoltaicos e rotinas de recursos humanos e contabilidade.

Em 2025, a Anac também participou da realização de um curso específico de comércio exterior, em parceria com a Seict, a Federação das Indústrias do Acre (Fieac) e o Fórum Empresarial. A formação reuniu empreendedores, trabalhadores do setor produtivo e estudantes, com conteúdos voltados à documentação aduaneira, logística, câmbio e estratégias de marketing internacional.

Ao avaliar o conjunto das ações, Waleska Bezerra destacou o papel das parcerias institucionais e do apoio do governo estadual para a execução das iniciativas. “Nosso foco é criar oportunidades, fortalecer negócios locais e preparar o Acre para competir com qualidade, tanto no mercado interno quanto no internacional”, afirmou. As medidas adotadas ao longo de 2025 consolidam uma política de estímulo à produção, à qualificação da mão de obra e à ampliação da presença do Acre em mercados externos.

Assessoria

Expoacre 2026: setor gráfico celebra ano de incremento nas vendas

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Tecnologia, novos hábitos de consumo e um mercado cada vez mais competitivo estão transformando a indústria gráfica. Ao mesmo tempo, 2026 tem sido um ano de oportunidades para o segmento no Acre, impulsionado por eventos que ampliam a demanda por serviços gráficos. Esse cenário foi discutido na noite desta sexta-feira (7), no Espaço Indústria, durante a Expoacre 2026, que reuniu empresários do setor.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Acre (Sindigraf/AC), José Afonso Boaventura, o ano tem sido extremamente positivo para as empresas do segmento.

“É um ano ímpar, em virtude de eventos como a Copa do Mundo e as eleições, que contribuem diretamente para aquecer o setor. A Expoacre também resulta em muitas demandas para as gráficas”, celebrou.

O empresário também ressaltou as importantes parcerias mantidas pelo Sindigraf com instituições como a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), o Sebrae, o Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco. Segundo ele, essas iniciativas têm contribuído para fortalecer as empresas e ampliar as oportunidades para o setor.

“A FIEAC, assim como o Sebrae, nos possibilitam capacitações, cursos e a participação em importantes feiras, para que possamos acompanhar as tendências do setor. E o Governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco têm valorizado nossas indústrias por meio das Compras Governamentais”, pontuou Boaventura.

Durante o encontro no Espaço Indústria, o presidente do Sindigraf também aproveitou a oportunidade para fazer um convite aos candidatos que disputarão as eleições de 2026: priorizar as empresas gráficas acreanas na contratação de serviços.

“O setor gráfico se preparou, adquiriu equipamentos de ponta e nosso parque tecnológico não deixa nada a desejar em relação ao que é feito nos grandes centros do país”, assinalou.

A participação do Sindigraf na Expoacre reforça a proposta do Espaço Indústria de aproximar os diferentes segmentos produtivos da sociedade, apresentando a força, os desafios e as oportunidades da indústria acreana.

Texto: Whilley Araújo Fotos: Sérgio Vale e Gleilson Miranda

Assessoria FIEAC

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Rio Branco

Rio Branco Street Music é lançado na Expoacre 2026 para valorizar artistas locais

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O Rio Branco Street Music foi lançado na noite de sexta-feira (7), durante a Expoacre 2026, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco. O projeto reúne músicos, poder público e iniciativa privada com a proposta de criar oportunidades para artistas locais e levar apresentações musicais a praças, bairros e outros espaços públicos da capital acreana.

A apresentação ocorreu em frente ao espaço da Prefeitura de Rio Branco na feira e contou com a participação do prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Branco (CDL), Marcelo Moura, além de músicos e parceiros da iniciativa.

A proposta poderá ter como um dos primeiros locais de expansão a Praça da Revolução. O espaço da prefeitura na Expoacre reproduz elementos do ponto turístico do centro da capital, e a estrutura apresentada durante a feira deve servir de referência para futuras atividades culturais aos finais de semana.

Alysson Bestene afirmou que a administração municipal pretende ampliar o apoio aos músicos por meio da Fundação de Cultura e Lazer Garibaldi Brasil e trabalhar em parceria com a CDL. “Esse é um exemplo. Podemos dizer que é o pontapé inicial”, declarou o prefeito.

O Rio Branco Street Music também pretende avançar além da região central. A intenção dos organizadores é levar apresentações para praças e outros locais nos bairros, aproximando os artistas do público e ampliando a ocupação dos espaços públicos por atividades culturais.

Marcelo Moura defendeu a participação conjunta do poder público, iniciativa privada e comunidade musical para ampliar o projeto. O presidente da CDL também apontou a geração de oportunidades de trabalho como uma das frentes da iniciativa, que pretende criar novos espaços para apresentações de profissionais da música.

Um dos artistas envolvidos, o cantor Bruno Damasceno, afirmou que o projeto nasceu da articulação da própria comunidade musical com apoiadores. “A ideia é ocupar os lugares com cultura”, disse o músico ao explicar que as apresentações também devem chegar aos bairros.

Entre os objetivos apresentados pelos envolvidos está transformar o projeto em uma programação permanente e ampliar gradualmente sua presença na cidade. A articulação deverá envolver a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil, a CDL, músicos e outros parceiros.

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Acre

Acre registra 18 focos de incêndio em 24 horas; agosto marca início do período mais crítico

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O Acre registrou 18 focos de incêndio em um intervalo de 24 horas e chegou a 119 ocorrências entre 1º de janeiro e 7 de agosto de 2026. O avanço acontece no início do período mais crítico da estiagem no estado, quando agosto e setembro costumam concentrar a maior quantidade de queimadas.

Apesar dos novos registros, o número acumulado em 2026 permanece baixo em relação aos anos anteriores. O Acre encerrou 2025 com 2.184 focos de calor, queda de cerca de 75% na comparação com 2024, quando foram contabilizadas 8.658 ocorrências. Em 2023, o estado havia registrado 6.562 focos.

Os números de 2024 e 2023 correspondem aos totais anuais. Em 2022, o Acre terminou o ano com 11.840 focos de calor. O maior volume da série histórica ocorreu em 2005, quando foram contabilizados 15.993 registros no estado.

Somente em agosto de 2005, foram detectados 7.669 focos, maior quantidade registrada para um único mês no período analisado. O histórico mostra uma concentração das ocorrências durante o verão amazônico, quando a redução das chuvas e a vegetação mais seca favorecem a propagação do fogo.

A média histórica para agosto é de 1.761 focos, enquanto setembro registra média de 3.280 ocorrências. Em julho, a média cai para 242. Até 7 de agosto deste ano, foram contabilizados 22 focos no Acre, número ainda distante da média mensal.

O monitoramento de focos de calor é feito por imagens de satélite. Os registros permitem acompanhar a evolução das queimadas em grandes áreas e identificar mudanças na distribuição das ocorrências durante o período de estiagem.

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