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Saúde

Acre começa vacinação contra dengue para quase 7 mil profissionais da Atenção Primária

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O Ministério da Saúde iniciou nesta semana, no Acre, a aplicação da vacina contra a dengue em 6.852 profissionais da Atenção Primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), com o envio inicial de 2.966 doses ao estado e previsão de novas remessas até contemplar todo o público definido.

A medida integra a estratégia nacional de imunização contra a doença e prioriza trabalhadores que mantêm contato direto com a população nas Unidades Básicas de Saúde. Além de médicos, enfermeiros e agentes comunitários, também estão incluídos servidores administrativos e de apoio, como recepcionistas, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância, seguranças e cozinheiros, que atuam no funcionamento das unidades. Segundo o Ministério da Saúde, a decisão busca reduzir o risco de infecção entre os profissionais que realizam visitas domiciliares, orientações e atendimento de casos suspeitos de dengue.

A vacina utilizada é a desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante é de dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. A adoção do produto integra um plano mais amplo de enfrentamento à dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que tem impactado sistemas de saúde em diferentes estados.

O cronograma prevê que a vacinação da população em geral tenha início no segundo semestre de 2026, começando por pessoas de 59 anos e avançando gradualmente até alcançar o público de 15 anos, de acordo com a ampliação da capacidade produtiva. Para viabilizar a estratégia, o governo federal investiu R$ 368 milhões na aquisição de 3,9 milhões de doses e anunciou parceria internacional com potencial de ampliar a produção em até 30 vezes.

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que a vacina tem eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e 89% de proteção contra formas graves da doença. A expectativa é que a imunização dos profissionais contribua para manter o funcionamento das unidades básicas durante períodos de maior circulação do vírus e fortaleça as ações de prevenção e atendimento no estado.

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Notícias

Rio Branco realiza mutirão com até 100 inserções de Implanon para prevenir gravidez na adolescência

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A Prefeitura de Rio Branco realizou, no sábado (7), um mutirão para inserção do contraceptivo Implanon na Unidade de Referência de Atenção Primária (Urap) Hidalgo de Lima, no bairro Palheiral, como parte da programação da Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, teve como objetivo ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração e reduzir os índices de gravidez entre adolescentes no município.

O atendimento ocorreu com equipe multiprofissional e incluiu testagem rápida e teste de gravidez antes da inserção do método. A unidade contou com o apoio de sete médicos, o que possibilitou a realização de até 100 procedimentos durante o mutirão . A estratégia integra a política de atenção à saúde do adolescente desenvolvida pelo município e se insere no calendário nacional voltado à prevenção da gravidez nessa faixa etária.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, a ação reforça o compromisso da gestão com o cuidado integral das adolescentes. “Essa é uma ação que demonstra o cuidado da gestão com as nossas adolescentes. Estamos garantindo acesso à informação, à prevenção e a métodos seguros, para que essas jovens possam fazer escolhas com mais tranquilidade e construir seus projetos de vida”, afirmou.

A chefe da Divisão do Adolescente, Kathyelly Cordeiro, informou que a iniciativa busca reduzir os índices de gravidez na adolescência, especialmente em períodos como o Carnaval. “Sabemos da incidência de gravidez na adolescência e, por isso, nosso objetivo é reduzir esses índices. Já conseguimos visualizar o impacto positivo que essa ação pode gerar no futuro dessas jovens”, declarou.

Segundo a médica Suelen Martins, o método de longa duração pode contribuir para a diminuição de gestações não planejadas, sobretudo entre adolescentes que não contam com rede de apoio familiar. “A inserção do método tem impacto direto na redução dessas gestações, especialmente em um cenário em que muitas adolescentes não contam com uma rede de apoio familiar. Isso, muitas vezes, leva à interrupção dos estudos e ao aumento da vulnerabilidade social”, explicou . A profissional destacou ainda que o Implanon não exige uso diário, o que reduz o risco de falhas associadas ao esquecimento, comum em métodos como a pílula.

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Entre as participantes do mutirão, a jovem Érika Nonato, mãe de um bebê de quatro meses, afirmou que decidiu aderir ao método para organizar sua rotina. “Tenho um bebê de quatro meses e, como quero aproveitar bastante essa fase com ele, prefiro me prevenir. Ter um filho é uma responsabilidade muito grande”, disse . Aos 19 anos, Katrine de Assis também realizou a inserção e relatou que pretende priorizar a formação profissional. “Agora estou prevenida e não pretendo ter filhos neste momento”, afirmou.

A ação integra a Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência e faz parte das estratégias do município para ampliar o planejamento reprodutivo, reduzir a evasão escolar associada à maternidade precoce e diminuir situações de vulnerabilidade social relacionadas à gravidez não planejada. A Secretaria Municipal de Saúde informou que novas ações poderão ser realizadas ao longo do ano, conforme a demanda identificada nas unidades de saúde.

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Notícias

Prefeitura de Rio Branco qualifica mais de 80 médicos para reforçar atendimento infantil na Atenção Básica

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A Prefeitura de Rio Branco concluiu, nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2026, a qualificação de mais de 80 médicos da Atenção Básica com foco no atendimento infantil, em capacitação realizada na Biblioteca Pública Estadual, com o objetivo de alinhar condutas, atualizar protocolos e organizar o fluxo de encaminhamentos ao Ambulatório de Pediatria da rede municipal.

A formação foi coordenada pelo Departamento de Ciclos de Vida, por meio da Divisão de Saúde da Criança, e reuniu profissionais de diferentes unidades de saúde do município. A iniciativa integra a estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) como ordenadora da rede, com ênfase na puericultura, no manejo dos principais agravos clínicos na infância e na definição de critérios de estratificação de risco.

Durante os dois dias de programação, foram apresentados indicadores de crescimento e desenvolvimento infantil de Rio Branco, além de orientações sobre fluxos regulatórios e encaminhamentos para atendimento especializado. A proposta, segundo a gestão municipal, é garantir maior integração entre as unidades básicas e os serviços de referência, reduzindo falhas no percurso do paciente dentro do sistema público de saúde.

A chefe da Divisão de Saúde da Criança, Manoella Moura, afirmou que a qualificação reforça o compromisso da gestão com a melhoria do cuidado infantil. “Nosso objetivo é fortalecer e atualizar as condutas para apoiar o trabalho cotidiano desses profissionais no atendimento às crianças. Do ponto de vista da gestão, investir em qualificação é essencial, porque melhora diretamente o atendimento e impacta de forma positiva os indicadores de saúde da criança em Rio Branco”, declarou.

A gerente do Departamento de Regulação do Município, Sulamita Guedes, destacou a participação dos médicos reguladores na capacitação como medida para otimizar o fluxo de encaminhamentos. “Estamos qualificando médicos da Atenção Primária para que possam atender melhor as crianças e encaminhar, de forma adequada, aquelas que necessitam de atendimento especializado, garantindo mais eficiência e resolutividade na rede”, afirmou.

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A qualificação ocorre em um contexto em que a Atenção Primária é responsável pelo acompanhamento contínuo do crescimento e desenvolvimento infantil, pela identificação precoce de agravos e pela articulação com serviços de média complexidade. Ao reforçar a capacitação dos profissionais e padronizar procedimentos, a Prefeitura busca melhorar a organização do atendimento e ampliar a capacidade de resposta da rede municipal às demandas relacionadas à saúde da criança.

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Saúde

SUS inicia transição para insulina glargina e amplia tratamento para diabetes tipo 1 e 2

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O Ministério da Saúde iniciou a transição do uso da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS), com projeto-piloto no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, voltado a crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e a idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2.

A estimativa da pasta é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nesta primeira fase. Segundo o ministério, a mudança será feita de forma gradual, a partir da avaliação individual de cada paciente, e os profissionais da atenção primária nos quatro estados já passam por treinamentos para acompanhar a implementação.

A insulina glargina é de ação prolongada, com duração de até 24 horas, e requer apenas uma aplicação diária, o que permite a manutenção dos níveis de glicose ao longo do dia . De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento “é de ação prolongada, que facilita a rotina dos pacientes”. A pasta informou ainda que, após os primeiros meses de execução, será realizada uma avaliação para definir um cronograma de expansão aos demais estados.

A ampliação da oferta da glargina no SUS ocorre no âmbito de uma parceria para o desenvolvimento produtivo que envolve o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. A iniciativa prevê a transferência de tecnologia para o Brasil. Em 2025, a parceria resultou na entrega de mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões, e a previsão é alcançar, até o fim de 2026, capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para abastecimento do SUS.

Segundo o ministério, “a autonomia na produção de insulina é fundamental diante de cenário de escassez global deste insumo”. A pasta também destacou que o tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250 para dois meses na rede privada, e que a ampliação da oferta no SUS está alinhada a práticas adotadas internacionalmente.

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Fonte: Agência Brasil – Foto: Rafael Nascimento/MS

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