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Acre concorre ao Prêmio Excelência Sindical da Indústria 2026 com três projetos

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O Acre concorre ao Prêmio Excelência Sindical da Indústria 2026 com três iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor industrial, do associativismo e da qualificação profissional. A Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) inscreveu os projetos “Integrar para Fortalecer” e “Feito no Acre”, enquanto o Sindicato das Indústrias de Panificação do Estado do Acre (Sindpan) participa com o “Pão na Estrada”. O resultado será divulgado em dezembro.

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o prêmio chega à segunda edição com o objetivo de reconhecer práticas que ampliem a representação sindical e estimulem o associativismo na indústria. A premiação faz parte do Programa Excelência Sindical e reúne experiências desenvolvidas por entidades do Sistema Indústria em diferentes regiões do país.

A disputa é dividida em duas categorias. Na modalidade Federação, são avaliados projetos desenvolvidos pelas federações estaduais em áreas como fortalecimento sindical, associativismo e ações setoriais. A categoria Sindicato contempla iniciativas conduzidas diretamente pelos sindicatos industriais para ampliar a representatividade e fortalecer a atuação institucional.

O projeto “Integrar para Fortalecer”, da FIEAC, trabalha a aproximação entre empresários e entidades representativas. A proposta inclui imersões presenciais destinadas à troca de experiências, ao alinhamento de estratégias e à ampliação do conhecimento sobre o funcionamento dos sindicatos e das instituições que integram o Sistema FIEAC.

A primeira atividade foi a 1ª Imersão Sindical, direcionada a presidentes recém-empossados e integrantes das diretorias de sindicatos patronais. A programação abordou governança sindical, atribuições das entidades e integração entre as lideranças empresariais.

Também inscrita pela FIEAC, a campanha “Feito no Acre” busca incentivar o consumo de produtos industrializados e produzidos no estado. A estratégia reúne ações de comunicação, marketing, mobilização social, educação empreendedora e transformação digital para ampliar a visibilidade da produção acreana e a competitividade das empresas locais.

Entre as ações estão a criação de identidade visual própria, campanhas publicitárias, atividades em supermercados, feiras e eventos, produção de conteúdo para plataformas digitais, capacitações e o desenvolvimento de uma plataforma virtual de negócios.

Na categoria Sindicato, o Acre é representado pelo “Pão na Estrada”, projeto do Sindpan que leva cursos gratuitos de qualificação profissional a municípios do estado. A iniciativa é realizada em parceria com FIEAC, Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Os cursos são definidos de acordo com as necessidades das localidades atendidas e concentram-se na área de panificação. A proposta é ampliar oportunidades de trabalho e geração de renda, formar novos profissionais e aproximar o setor produtivo das comunidades fora da capital.

Os projetos selecionados no prêmio também serão incluídos no Catálogo do Prêmio Excelência Sindical da Indústria, publicação da CNI que reúne experiências de federações e sindicatos de todo o país para compartilhar práticas, metodologias e estratégias adotadas pelas entidades.

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Irã ameaça elevar enriquecimento de urânio a 90% se voltar a ser atacado

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O Irã avisou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que pode levar o enriquecimento de urânio a 90% de pureza — patamar associado a uso militar — caso volte a sofrer ataques. A sinalização partiu do porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, em meio a negociações com os Estados Unidos para encerrar o conflito iniciado em fevereiro e sob a avaliação de que o cessar-fogo em vigor vive um “estado crítico”.

Rezaei, que fala pela Comissão Parlamentar de Segurança Nacional e Política Externa, escreveu na rede social X que “uma das opções do Irã, em caso de um novo ataque, poderia ser o enriquecimento [de urânio] a 90%” e acrescentou: “Iremos analisá-la no Parlamento”.

A declaração ocorre depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que instalações nucleares iranianas foram “destruídas” em ataques dos Estados Unidos e de Israel durante uma guerra de 12 dias, o que, segundo ele, teria limitado a capacidade de Teerã de enriquecer urânio. Ainda assim, permanece incerto o destino de cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60% — nível que, tecnicamente, está a um passo do grau de armamento.

Avaliações de serviços de inteligência americanos apontam que o programa nuclear iraniano não seria efetivamente interrompido a menos que esse estoque de urânio altamente enriquecido seja removido ou destruído. A questão nuclear está no centro do impasse nas conversas entre Washington e Teerã para encerrar o conflito: o Irã quer deixar o tema para uma fase posterior, enquanto os Estados Unidos exigem que o país transfira todo o material para o exterior e renuncie ao enriquecimento em território nacional.

Foto: canielz (Unsplash)

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Prefeitura de Rio Branco reforça transparência e controle sobre projeto Aedes do Bem

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A Prefeitura de Rio Branco anunciou, na sexta-feira (6), a adoção de medidas administrativas para garantir transparência e controle na execução do projeto Aedes do Bem, iniciativa voltada ao combate ao mosquito transmissor da dengue. A decisão foi divulgada após vistoria de rotina realizada no depósito do município, com a presença de órgãos de fiscalização, e inclui a instauração de procedimento administrativo para apurar responsabilidades e resguardar recursos públicos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a abertura do procedimento tem como objetivo verificar eventuais responsabilidades de agentes públicos e privados envolvidos na contratação e execução do projeto, além de assegurar que qualquer possível prejuízo seja analisado e, se for o caso, ressarcido aos cofres municipais. A apuração conta com acompanhamento da Procuradoria-Geral do Município.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que “quanto à gestão municipal, todas as medidas foram tomadas com o objetivo de preservar os recursos públicos e responsabilizar eventuais envolvidos, de modo a possibilitar que qualquer prejuízo seja ressarcido aos cofres do município”. A declaração reforça o posicionamento da administração de agir preventivamente diante de questionamentos relacionados ao projeto.

A vistoria contou com representantes do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que acompanharam a verificação das condições do espaço e dos materiais armazenados. O auditor de Controle Externo do TCE-AC, Arthur Viana, explicou que a visita ocorreu a convite do Conselho Municipal de Saúde e da própria Prefeitura para tratar da contratação do projeto, com o objetivo de avaliar riscos e as condições do local destinado às ações de combate ao vetor.

O projeto Aedes do Bem utiliza mosquitos geneticamente modificados como parte das estratégias de enfrentamento à dengue. Paralelamente à apuração administrativa, a Prefeitura informou que mantém ações contínuas de prevenção e controle da doença por meio dos agentes de combate às endemias e da Diretoria de Vigilância em Saúde. De acordo com a Secretaria, mesmo em período considerado crítico, os indicadores permanecem sob monitoramento, sem registro de aumento de casos ou de ocorrências graves.

Com a abertura do procedimento e a atuação conjunta com órgãos de controle, a gestão municipal busca assegurar a regularidade das ações e fortalecer mecanismos de fiscalização. As medidas adotadas devem orientar decisões futuras sobre o andamento do projeto e sobre a aplicação de recursos destinados ao combate à dengue em Rio Branco.

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Educação

Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de ex-cotistas para avaliar política de ações afirmativas

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A criação de mecanismos permanentes de acompanhamento da trajetória profissional e acadêmica de ex-cotistas é fundamental para avaliar os efeitos das políticas de ação afirmativa no ensino superior, defendeu o sociólogo Luiz Augusto Campos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ao analisar os 20 anos de adoção do sistema de cotas na instituição, pioneira no país. A proposta foi apresentada no Rio de Janeiro, no início de dezembro de 2025, durante debates com egressos da universidade, com o objetivo de medir os impactos das cotas para além do período de formação acadêmica .

Segundo Campos, que é professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj e um dos organizadores do livro Impacto das Cotas: Duas Décadas de Ação Afirmativa no Ensino Superior Brasileiro, a política de cotas deve ser entendida como um meio de redução das desigualdades no mercado de trabalho e não como um fim em si mesma. Para ele, a ausência de efeitos concretos na inserção profissional dos formados indicaria falhas da política pública, o que torna necessário o acompanhamento sistemático das trajetórias dos egressos. “A Lei de Cotas não é uma política fim. Ela é uma política meio para diminuir desigualdades no mercado de trabalho”, afirmou o pesquisador .

A Uerj adotou o sistema de cotas em 2003 e, desde então, conjuga critérios raciais e socioeconômicos para o ingresso na graduação e na pós-graduação. Atualmente, o limite de renda bruta por pessoa da família é de R$ 2.277, valor que, segundo Campos e ex-cotistas ouvidos nos debates realizados no fim de novembro, restringe o acesso de estudantes pretos e pardos à pós-graduação. Durante o encontro, realizado no mês da Consciência Negra, participantes defenderam a revisão desse corte para ampliar o número de pessoas negras que chegam ao mestrado e ao doutorado .

Dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que pessoas pretas representam 4,1% dos mestres e 3,4% dos doutores no país, enquanto pessoas pardas somam 16,7% dos mestres e 14,9% dos doutores. Indígenas correspondem a 0,23% das titulações de mestrado e 0,3% das de doutorado. No mesmo período analisado, entre 1996 e 2021, pessoas brancas concentraram 49,5% dos títulos de mestrado e 57,8% dos de doutorado, o que evidencia desigualdades persistentes no acesso aos níveis mais altos de formação acadêmica .

A legislação estadual que rege as ações afirmativas na Uerj, a Lei nº 8.121, de 2018, só poderá ser revista em 2028. Até lá, Campos avalia que as universidades podem utilizar a autonomia universitária para ajustar critérios em seus editais de ingresso, especialmente na pós-graduação, onde a judicialização é frequente. Para o pesquisador, limites socioeconômicos rígidos acabam inviabilizando a permanência de estudantes de baixa renda nos programas de mestrado e doutorado, sobretudo quando a concessão de bolsas altera o enquadramento do candidato como beneficiário das cotas .

A proposta de criação de redes de acompanhamento de ex-cotistas busca produzir dados sobre inserção profissional, continuidade dos estudos e condições de trabalho após a formatura, fornecendo subsídios para o aprimoramento das políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior. Para os pesquisadores envolvidos, a análise dessas trajetórias é central para medir se as ações afirmativas cumprem o papel de reduzir desigualdades estruturais no Brasil e orientar ajustes futuros na legislação e nas práticas institucionais.

Fonte: Agência Brasil

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