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Política

Bocalom oficializa candidatura ao Governo do Acre e aposta em povo, fé e direita

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O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom oficializou, na noite desta sexta-feira, 31 de julho, sua candidatura ao Governo do Acre nas eleições de 2026, diante de um Ginásio do Sesi ocupado por militantes, candidatos e lideranças da Federação PSDB-Cidadania, Solidariedade e PRD. Ao lado do candidato a vice-governador, Sargento Adonis Souza, e do candidato ao Senado, deputado federal Eduardo Velloso, Bocalom transformou a convenção partidária em uma apresentação pública dos pilares que pretende levar para a campanha: identificação com a direita, defesa da fé cristã, discurso de honestidade e apelo direto ao eleitor.

No centro da quadra, cercado pelas cores azul, amarela e branca, Bocalom procurou afastar a ideia de que a disputa será conduzida apenas por acordos partidários ou estruturas políticas. A frase usada para abrir sua convocação resumiu o caminho escolhido para a campanha. “Juntos vamos mudar a história do Acre!”, afirmou, diante de apoiadores que vestiam camisas com o número 45 e carregavam bandeiras com seu nome.

A palavra “povo” atravessou o discurso como resposta à pergunta que acompanha qualquer candidatura construída fora do grupo que atualmente controla o governo estadual: de onde virá a força eleitoral necessária para chegar ao Palácio Rio Branco? Bocalom respondeu sem recorrer a cálculos de bastidores. “Eleição se ganha é com o povo que conhece cada um dos candidatos. Deus botou a mão nesse projeto!”, declarou.

A fala reuniu dois elementos que deverão caminhar juntos durante a campanha. O primeiro é a tentativa de transformar sua trajetória política e administrativa em uma relação direta com o eleitor, sem depender apenas das alianças firmadas entre dirigentes partidários. O segundo é o uso da fé como parte da identidade política da chapa, apresentada não como um detalhe pessoal, mas como uma fronteira entre o grupo reunido no Sesi e seus adversários.

Essa linha ficou ainda mais clara quando Bocalom descreveu a composição do palanque. “Aqui nesse palanque só quem é cristão, quem quer cuidar bem do Acre! Quem está comigo é o povo!”, afirmou. A declaração colocou religião, governo e representação popular dentro da mesma frase. Ao fazer isso, o candidato deixou antecipada uma das marcas da disputa: a tentativa de reunir o eleitorado conservador em torno de valores religiosos e de uma visão de desenvolvimento ligada à direita.

Bocalom também assumiu de forma aberta sua ligação com o senador Flávio Bolsonaro. “Eu nunca deixei de dizer que sou Flávio Bolsonaro, não tenho vergonha! Eu gosto é da honestidade, minhas mãos são limpas. O Acre é direita, quer se desenvolver”, disse.

A menção a Flávio Bolsonaro cumpre uma função política precisa. Bocalom procura ligar sua candidatura ao eleitorado bolsonarista sem esconder essa escolha ou tratá-la como uma aproximação circunstancial. Ao mesmo tempo, usa a expressão “minhas mãos são limpas” para colocar a honestidade como credencial pessoal diante dos eleitores, embora não tenha apresentado, durante o trecho divulgado do discurso, casos concretos, acusações ou comparações com adversários.

O discurso também aproximou a identidade de direita da promessa de desenvolvimento econômico. Quando afirmou que “o Acre é direita” e “quer se desenvolver”, Bocalom tentou converter uma posição ideológica em resposta para problemas históricos do estado, como a baixa industrialização, a dependência do setor público, a dificuldade de geração de empregos e os limites da infraestrutura produtiva. A convenção, porém, teve como objetivo central a homologação das candidaturas. As propostas detalhadas para essas áreas deverão aparecer durante a campanha.

Bocalom chegou ao Ginásio do Sesi ao lado do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e da primeira-dama, que tiveram papel importante na articulação e na mobilização política para a convenção. Bestene afirmou que deseja ver Bocalom no Governo do Acre e destacou que, com sua gestão à frente da Prefeitura e Bocalom no comando do Estado, Rio Branco continuará avançando e se desenvolvendo.

A candidatura ao governo marca o retorno de Bocalom a uma disputa estadual depois de sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco. Ele deixou o comando do município em abril para concorrer ao Palácio Rio Branco e havia retornado ao PSDB em março, legenda pela qual participou de outras eleições no Acre. A volta ao partido reconstruiu uma ligação política antiga e ofereceu a estrutura para a formação da chapa apresentada no Sesi.

A escolha do Sargento Adonis Souza para vice levou à composição um nome ligado ao Vale do Juruá. Adonis disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020 e chega à chapa com a responsabilidade de ampliar a presença do grupo fora da capital, sobretudo na segunda maior cidade do estado e nos municípios próximos. A decisão também procura reduzir a concentração geográfica da candidatura em Rio Branco, onde Bocalom construiu sua experiência administrativa mais recente.

Para o Senado, o nome homologado foi o do deputado federal Eduardo Velloso. Médico e parlamentar, Velloso entrou na aliança defendendo a aproximação entre geração de emprego, fortalecimento da produção e melhoria dos serviços públicos. O entendimento com Bocalom foi anunciado na véspera da convenção e passou a compor uma chapa que busca reunir presença na capital, entrada no Juruá e atuação no Congresso Nacional.

Além da chapa majoritária, a convenção definiu candidatos à Assembleia Legislativa do Acre e à Câmara dos Deputados. Os partidos envolvidos tentam organizar uma estrutura capaz de sustentar a candidatura ao governo e, ao mesmo tempo, ampliar suas bancadas proporcionais. Essa etapa será decisiva porque uma campanha estadual não se mantém apenas com o candidato a governador. Ela depende de candidaturas espalhadas pelos municípios, lideranças locais, vereadores, prefeitos aliados e equipes capazes de levar a mensagem da chapa para bairros, ramais e comunidades do interior.

Dentro do ginásio, bandeiras, balões e camisas partidárias construíram a imagem de unidade que o grupo pretendia apresentar. Fora dele, a candidatura entrará em uma disputa que exigirá mais do que mobilização de militantes. Bocalom terá de transformar as frases lançadas do palanque em propostas para emprego, produção rural, saúde, segurança, educação, infraestrutura e equilíbrio das contas públicas.

A convenção mostrou que o ex-prefeito pretende começar essa caminhada sem suavizar sua identidade. Bocalom não escondeu sua ligação com a família Bolsonaro, colocou a fé cristã no centro da composição política, apresentou a honestidade como marca pessoal e afirmou que sua principal aliança será com o eleitor. A partir do registro da candidatura e do início oficial da campanha, essas declarações passarão pelo teste das ruas, dos municípios e das urnas.

Texto: Edilene Nobre – Fotos: Sérgio Vale / Vale Comunicação

Política

Sargento Adonis relembra origem no Juruá e fala sobre pré-candidatura a vice de Bocalom

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Pré-candidato a vice-governador do Acre na chapa de Tião Bocalom, Sargento Adonis leva para a disputa estadual uma trajetória que começou no Alto Juruá, passou pelo trabalho ainda na infância, pela Polícia Militar e chegou à política. Ao falar sobre a própria história, ele relaciona a origem familiar e as dificuldades enfrentadas desde cedo à formação de seu caráter e à maneira como conduz a vida pública.

Filho de um regatão de Marechal Thaumaturgo e de uma mulher nascida em Porto Walter, Adonis nasceu dentro de um batelão, na comunidade Belo Jardim, acima da foz do Rio Tejo. Os pais percorriam os rios comprando e vendendo mercadorias para comunidades isoladas.

“Eu sou resultado desse amor e nasci dentro de um batelão, no Alto Rio Juruá, numa comunidade por nome Belo Jardim”, conta.

A família deixou a embarcação quando Adonis ainda era criança para que os filhos pudessem estudar. Aos 12 anos, ele já trabalhava retirando areia, vendendo bolinhos de trigo e comercializando produtos pelas ruas de Cruzeiro do Sul.

“Eu comecei a trabalhar quando tinha 12 anos de idade. Vendia bolinho de trigo na rua e outras coisas para ter o meu dinheirinho, levar para a escola e comprar o meu lanche”, afirma.

Adonis diz que as experiências daquele período ajudaram a construir uma relação baseada em responsabilidade e cumprimento da palavra. Mais tarde, a entrada na Polícia Militar reforçou princípios que, segundo ele, já faziam parte de sua formação.

“O que me forjou a ser essa pessoa de caráter e ter essa personalidade firme não foi necessariamente o fato de eu ser policial militar. Logicamente, isso contribuiu. A hierarquia e a disciplina me deram mais robustez para ter esse posicionamento firme de dizer sim quando é sim e não quando é não”, declara.

Ele também coloca o respeito às diferenças entre os valores que pretende levar para a atuação política. “Eu não sou melhor do que ninguém, nem dono da razão. Posso não concordar com alguma coisa que você venha a me falar, mas vou defender o seu direito de falar. A gente vive em um país democrático. Para mim, o respeito está acima de tudo”, diz.

Depois de disputar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020, Adonis agora se prepara para uma eleição estadual como pré-candidato a vice-governador ao lado de Tião Bocalom. A composição leva para a chapa um nome ligado ao Vale do Juruá e com trajetória construída entre o comércio, os estudos, a segurança pública e a política.

A entrevista completa com Sargento Adonis, com mais detalhes sobre sua história, visão política e participação na chapa de Tião Bocalom, está disponível no canal no YouTube.

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Política

Binho Marques fica fora da suplência de Jorge Viana e atuará na coordenação de campanhas no Acre

Ex-governador atribuiu a retirada a um erro no registro e confirmou participação nas campanhas de Jorge Viana ao Senado e Thor Dantas ao governo

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O ex-governador Binho Marques anunciou que não integrará, como primeiro suplente, a chapa de Jorge Viana ao Senado nas eleições de 2026. Segundo ele, um erro relacionado a prazos e datas impediu o registro da candidatura.

Em carta aberta divulgada em agosto, Binho informou que acatará a decisão da Justiça e não pretende contestar o processo.

“Houve um erro técnico no registro da minha candidatura como primeiro suplente do senador Jorge Viana. Um erro de prazos, de datas, daqueles detalhes que não parecem importantes até o dia em que o juiz diz que são. Erramos”, declarou.

Foto: Sergio Vale

Mesmo fora da chapa, Binho afirmou que continuará participando da campanha eleitoral. Ele integrará a coordenação das candidaturas de Jorge Viana ao Senado e de Thor Dantas ao governo do Acre.

“Vou trabalhar mais ainda pela vitória da Frente Ampla, seja na coordenação das campanhas do Jorge e do Thor, seja nas ruas”, escreveu.

Binho também declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. “Voto Jorge Viana senador. Voto Thor Dantas governador. Voto Lula presidente. E vou trabalhar todos os dias para que eles vençam”, afirmou.

Ex-secretário de Educação e ex-governador do Acre, Binho Marques também trabalhou no Ministério da Educação e em organizações do setor. Em sua trajetória, participou de discussões sobre o financiamento da educação básica, incluindo a criação do Valor Aluno Ano Total (VAAT), incorporado ao Fundeb.

Com a saída da suplência, Binho concentrará sua atuação eleitoral na coordenação política das campanhas apoiadas pela Frente Ampla no Acre.

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Política

Bocalom celebra nota 6,8 no Ideb e Alysson Bestene projeta liderança nacional para Rio Branco

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O prefeito em exercício à época da avaliação, Tião Bocalom, celebrou a nota 6,8 alcançada pela rede municipal de Rio Branco no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. O resultado, divulgado na quarta-feira (5), superou os 6,4 registrados em 2023 e manteve a capital acreana na segunda colocação entre as capitais brasileiras nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

A avaliação foi realizada durante a gestão de Bocalom, quando o atual prefeito Alysson Bestene ocupava o cargo de secretário municipal de Educação. Rio Branco ficou atrás apenas de Curitiba e Teresina, que alcançaram nota 6,9.

Bocalom atribuiu o avanço ao trabalho dos profissionais da educação e aos investimentos feitos pela prefeitura na estrutura das escolas, na valorização dos servidores e na adoção de novas tecnologias de ensino.

“Estou muito feliz porque esse resultado é fruto da dedicação dos nossos professores, das equipes gestoras e de todos aqueles que fazem a educação do município de Rio Branco”, afirmou.

O desempenho da rede municipal também colocou três escolas da capital nas primeiras posições do Acre. A Escola Municipal Maria Lúcia Moura Marim, localizada no bairro Morada do Sol, obteve nota 8,7, a maior do estado. A Escola Luiz de Carvalho Fontenele ficou em segundo lugar, com 8,3, seguida pela Escola Chico Mendes, com 8,1.

Ao comentar a nota alcançada pela capital, Bocalom lembrou que Rio Branco já havia ficado perto da liderança nacional na avaliação anterior. Em 2023, o município terminou a um décimo de Goiânia. Na edição de 2025, a diferença para as primeiras colocadas também foi de um décimo.

“Mais uma vez ficamos em segundo lugar por apenas um décimo, mas isso nos enche de orgulho”, declarou.

Entre as medidas adotadas pela administração municipal, Bocalom citou o reajuste salarial dos profissionais da educação, a reforma e climatização das unidades, a instalação de internet nas escolas urbanas e rurais, além da entrega de notebooks aos professores e tablets aos alunos.

O prefeito também relacionou o resultado à implantação do programa Mente Inovadora e das atividades de robótica na rede municipal. “Quando recebemos a prefeitura, a maioria das escolas não tinha ar-condicionado. Hoje todas têm climatização, internet e mais tecnologia dentro das salas de aula”, disse.

Alysson Bestene, que comandava a Secretaria Municipal de Educação durante a aplicação da avaliação, afirmou que o resultado reforça o trabalho desenvolvido pela gestão e estabeleceu como próximo objetivo a conquista da primeira colocação entre as capitais.

“Ficamos atrás apenas de cidades grandes, como Curitiba e Teresina. Estamos orgulhosos pelo resultado e enfatizamos que queremos, agora, o primeiro lugar. Por isso, teremos muito trabalho”, afirmou Alysson.

O Ideb combina o desempenho dos estudantes nas avaliações nacionais com as taxas de aprovação escolar. A prova é aplicada aos alunos do 5º ano, mas o resultado considera o trabalho pedagógico desenvolvido durante os primeiros anos da trajetória escolar.

Bocalom agradeceu aos professores, gestores, servidores e familiares dos estudantes e afirmou que os investimentos na educação municipal devem continuar. “Esse resultado mostra que estamos no caminho certo e que nossas crianças estão tendo mais oportunidades para construir um grande futuro”, declarou.

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