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Cultura

Câmara de Cruzeiro do Sul reconhece música de Alberto Lôro como patrimônio cultural do município

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A Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul aprovou, na terça-feira (14), o Projeto de Lei nº 7/2025, que declara a música Cruzeiro do Sul, do compositor e cantor Alberto Rodrigues de Brito Filho, conhecido como Alberto Lôro, como patrimônio cultural e imaterial do município. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, vereador Elter Nóbrega, e segue para sanção do Executivo Municipal.

De acordo com o texto aprovado, a canção passa a integrar o acervo de bens imateriais de Cruzeiro do Sul e deverá ser incentivada em eventos cívicos, culturais e educacionais. O projeto assegura que os direitos autorais permanecem com os herdeiros do compositor, sem interferência do poder público municipal.

Durante a votação, Elter Nóbrega afirmou que a iniciativa busca valorizar a história e a memória do povo cruzeirense. “Estamos reconhecendo, valorizando e preservando esse legado. A música Cruzeiro do Sul fortalece o sentimento de pertencimento do nosso povo. É um símbolo da nossa cultura que deve continuar inspirando gerações presentes e futuras”, declarou o parlamentar.

O vereador também lembrou a trajetória de Alberto Lôro, que faleceu em 2019. “Lôro foi um artista que deixou saudade e marcou a história de nossa cidade. Precisamos reconhecer as pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Cruzeiro do Sul, seja na política, na cultura, na educação ou em qualquer outro setor”, completou.

Natural do Acre, Alberto Lôro morreu no dia 16 de novembro de 2019, em Rio Branco, onde tratava um câncer no fígado. Além da canção homenageada, ele é autor de músicas como Vale do Juruá e BR-364, que retratam aspectos culturais e socioambientais da região.

Cultura

Filme O Agente Secreto e Wagner Moura são indicados ao Globo de Ouro 2026

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O filme brasileiro O Agente Secreto foi indicado ao Globo de Ouro 2026 em três categorias — Melhor Filme de Drama, Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Ator para Wagner Moura — conforme anúncio divulgado nesta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, em São Paulo, colocando o cinema brasileiro novamente entre os destaques da principal premiação da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa chega à temporada internacional de prêmios após circulação por festivais ao longo de 2025 e agora passa a disputar espaço com produções de vários países. Na categoria de Melhor Filme de Drama, concorre com Frankenstein, Hamnet: A Vida de Hamlet, It Was Just An Accident, Valor Sentimental e Pecadores. Já na disputa por Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, enfrenta títulos da França, Coreia do Sul, Noruega, Espanha e Tunísia, em um cenário de ampla diversidade de cinematografias.

A indicação de Wagner Moura ao prêmio de Melhor Ator o coloca ao lado de Joe Edgerton (Train Dreams), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Sinners) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido). O reconhecimento marca mais um momento de projeção internacional do ator brasileiro, que protagoniza a produção nacional em sua estreia no circuito do Globo de Ouro nesta categoria.

As indicações de 2026 ocorrem meses após a premiação de Fernanda Torres, que venceu o Globo de Ouro 2025 como Melhor Atriz em Filme de Drama por sua atuação em Ainda Estou Aqui, ampliando a presença do Brasil nas principais disputas da cerimônia. A expectativa do setor audiovisual é de que o desempenho de O Agente Secreto no Globo de Ouro influencie sua trajetória na temporada de prêmios do próximo ano, incluindo a corrida ao Oscar, já mencionada por analistas do mercado internacional.

Fonte: Agência Brasil

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Cultura

IV Vivência da Sitoakore reúne mulheres indígenas em evento cultural em Rio Branco

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A Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia, Sitoakore, realiza no dia 13 de dezembro de 2025, das 9h às 17h, a IV Vivência Cultural da Sitoakore, na Casa da Cultura da Gameleira, em Rio Branco, com entrada gratuita e aberta ao público, como parte do encerramento das atividades do ano da entidade. O evento é financiado pela Fundação Garibaldi Brasil, por meio da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal, e tem coordenação de Xiú Shanenawa.

A vivência reúne mulheres de diferentes povos indígenas que vivem em contexto urbano e propõe o compartilhamento de práticas tradicionais ligadas à cultura, espiritualidade e modos de vida. Ao longo do dia, o público poderá participar de atividades como pintura corporal com kenes, feira de artesanato, brincadeiras tradicionais para crianças, cantos, danças, banhos e defumações, além de apresentações musicais com artistas indígenas e um banquete de culinária indígena. Também estão previstas as palestras “Mulheres Indígenas em Contexto Urbano”, com Xiú Shanenawa, e “O fazer tradicional das parteiras indígenas”, com Maristela Shanenawa. A expectativa da organização é receber cerca de 200 pessoas, entre indígenas e não indígenas.

Criada a partir da articulação de mulheres indígenas de diferentes territórios, a Sitoakore atua na formação política, cultural e ambiental, tanto em aldeias quanto em áreas urbanas. Nos últimos anos, a entidade executou projetos voltados à escuta, formação de lideranças e debate sobre territórios, clima e políticas públicas. Entre as ações realizadas estão o projeto Raízes da Mudança – Mulheres Indígenas Moldando o Amanhã, em parceria com o FILAC, voltado à escuta de mulheres em comunidades, e o Raízes da Mudança – Mulheres Indígenas na Defesa do Clima e dos Territórios, com apoio do Fundo Podály, Conservação Internacional, CIMI e DSEI, que promoveu debates sobre legislação, acesso a políticas públicas e justiça climática. Em parceria com a Funai, a Sitoakore coordenou o programa Fortalecendo Mulheres Indígenas como Líderes Climáticas, com foco na atuação de mulheres na implementação do PNAGTI, além de ações de formação com apoio da Sesai, Sepi e DSEI em 2024. De acordo com a coordenação, a IV Vivência integra esse conjunto de iniciativas ao reunir cultura, formação e intercâmbio entre povos no contexto urbano.

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Cultura

‘Fórum das Amazônias: Linguagens e Identidades’ promove confluência de vozes e saberes no Acre

Com uma programação rica e diversificada, o Fórum das Amazônias acontece no Centro de Convivência da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, das 14h às 19h30, e está sendo organizado para reunir o ecossistema cultural amazônico, incluindo artistas, pesquisadores, escritores, comunicadores, lideranças indígenas, mestres da cultura, produtores culturais, gestores e demais agentes que constroem e fortalecem a diversidade cultural da Amazônia.

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A capital acreana sedia no próximo dia 11 de dezembro o Fórum Das Amazônias: Linguagens e Identidades – Cultura em Movimento Criativo. O evento, realizado pelo Comitê de Cultura do Acre, marca o encerramento das ações promovidas pelo comitê em 2025, que se consolida como um espaço fundamental para a reflexão estratégica da vida cultural no estado.

“Linguagens e Identidades” é o terceiro fórum de cultura promovido pelo Comitê, que em novembro de 2024 realizou no território indígena Puyanawa (Mâncio Lima) o Fórum Cultura do Vale e, em março deste ano, consolidou o Fórum Cultura do Vale Acre Purus.

Com uma programação rica e diversificada, o Fórum das Amazônias acontece no Centro de Convivência da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, das 14h às 19h30, e está sendo organizado para reunir o ecossistema cultural amazônico, incluindo artistas, pesquisadores, escritores, comunicadores, lideranças indígenas, mestres da cultura, produtores culturais, gestores e demais agentes que constroem e fortalecem a diversidade cultural da Amazônia.

O encontro visa refletir sobre os caminhos percorridos, celebrar conquistas, ampliar diálogos e, crucialmente, projetar novas possibilidades para 2026. A essência do evento é destacar a riqueza das linguagens e identidades que formam as Amazônias, movimentando a cultura de forma criativa, plural e viva.

Claudia Toledo, coordenação do Comitê de Cultura do Acre, reforça que a presença dos diversos agentes é essencial para fortalecer a rede cultural e enriquecer as discussões sobre cultura, território e identidade.

“Fico muito feliz de poder encontrar com as pessoas, sentarmo-nos numa grande roda de conversa, na qual, com certeza, vão sair muitos desabafos, muitas trocas de energia e de carinho, de afeto e de experiências, vivências, saberes e fazeres. O fórum vem para isso, para nos fortalecer, agregando nove municípios das regionais do Alto Acre, Baixo Acre e Purus. A proposta é discutir esse empreendedorismo cultural dos territórios, das pessoas que trabalham com arte e cultura. Como sobreviver nesse meio? Como ressurgir? Como ressignificar as coisas e continuar mantendo cultura e arte vivas em todos os territórios?”, salienta Claudia.

Programação

A programação do Fórum das Amazônias será estruturada em dois momentos centrais de debate, além de apresentações artísticas:

1. Painel de Abertura: Linguagens e Identidades: Cultura em Movimento Criativo

O tema central aponta para a força dinâmica da Amazônia como território vivo de múltiplas expressões, saberes e modos de existir. O conceito de “Linguagens” abrange não apenas os idiomas, mas as formas de narrar, cantar, escrever, representar, cultivar e vivenciar o mundo — incluindo linguagens corporais, espirituais, artísticas, científicas, tradicionais, urbanas e ancestrais.

“Identidades” aborda as trajetórias individuais e coletivas que emergem desse mosaico diverso, como identidades indígenas, ribeirinhas, negras, periféricas, acadêmicas, artísticas e comunitárias, todas em constante transformação. Já “Cultura em Movimento Criativo” revela a capacidade desse território de reinventar-se, produzir novos sentidos e fortalecer memórias.

O painel contará com a participação de convidados de notório saber e experiência na região:

  • Karla Martins: Contadora de histórias.
  • Raquel Ishii: Doutora em Letras: Linguagem e Identidade pela UFAC (2023) e Professora Adjunta no Curso de Letras/Inglês da UFAC.
  • Toinho Alves: Jornalista e escritor.
  • Francisco Puyanawá: Mestre da medicina da floresta.
  • Claudia Toledo – coordenadora geral e pedagógica do Comitê de Cultura do Acre

2. Roda de Conversa: Autogestão em Linguagens e Identidades

O segundo momento promoverá um diálogo vivo e horizontal sobre como as práticas de autogestão fortalecem identidades, dinamizam as linguagens artísticas e ampliam a autonomia e a sustentabilidade das iniciativas criativas na Amazônia, envolvendo artistas, coletivos, mestres tradicionais e organizações culturais.

Participam do bate-papo: a presidente da Federação de Teatro do Acre (Fetac), Brenn Souza, a produtora e cineasta Isa Amsterdam, a presidente da Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), Xiú Shanenawá, a socióloga Jayce Brasil, artista de Hip Hop Mag Da Lina e o Movimento de Artistas Huni Kuin (Mahku).

Realização

O evento contará ainda com diversas apresentações artísticas que incluem poesia, slam e música, destacando a participação de artistas indígenas. O projeto é uma realização do Comitê de Cultura do Acre, com financiamento do Governo Federal, por meio do Programa Nacional dos Comitês de Cultua (PNCC), e conta com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac) e da Semana Varadouro, promovida pela Eita Pau Produções.

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