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Economia e Empreender

China suspende exportações de três frigoríficos brasileiros após irregularidades sanitárias

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A China suspendeu temporariamente as exportações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias em cargas enviadas ao país. A medida, divulgada neste sábado (23), atinge a unidade da JBS em Pontes e Lacerda (MT), a planta da PrimaFoods em Araguari (MG) e o frigorífico da Frialto em Matupá (MT). O bloqueio foi tratado pelo setor como preventivo e temporário, enquanto as empresas rastreiam a origem dos lotes e adotam correções para tentar reverter a restrição.

No caso da Frialto, a empresa informou que a fiscalização chinesa encontrou acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético, em uma das cargas exportadas. Depois da suspensão, a companhia reduziu em 40% a produção da unidade de Matupá e passou a redirecionar parte da carne para mercados como Estados Unidos, México, União Europeia e países árabes e asiáticos. A empresa abriu uma investigação técnica sobre os lotes envolvidos e trabalha com a expectativa de retomar as operações antes do início do ciclo de exportações da cota chinesa de 2027.

A suspensão ocorre poucos dias depois de a China reabilitar outras três plantas brasileiras que estavam embargadas desde março de 2025. Na quarta-feira (20), voltaram a ser autorizadas as unidades da JBS em Mozarlândia (GO), da Frisa em Nanuque (MG) e da Bon-Mart Frigorífico em Presidente Prudente (SP). O movimento mostra que o fluxo comercial segue sensível ao cumprimento dos protocolos sanitários exigidos por Pequim.

Mesmo com o novo bloqueio, a China segue como principal destino internacional da carne bovina brasileira. O setor afirma que o Brasil mantém monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização federal sobre os embarques destinados ao mercado externo. Até a publicação da notícia original, o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Embaixada da China no Brasil não haviam se manifestado.

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Sebrae lança página especial para apoiar afroempreendedores no país

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O Sebrae lançou nesta quarta-feira (8) uma página especial sobre afroempreendedorismo no Portal Sebrae para reunir capacitações, conteúdos e soluções voltadas a negócios liderados por pessoas negras em todo o país. O novo canal busca facilitar o acesso a informações de gestão, inovação, diversidade e projetos de apoio a um público que já representa mais da metade dos donos de pequenos negócios no Brasil.

Os empreendedores negros, grupo formado por pessoas pretas e pardas, somam 15,8 milhões de donos de pequenos negócios, o equivalente a 52% do total nacional. Em dez anos, esse contingente cresceu 17%. No mesmo período, os empreendedores brancos chegaram a 14 milhões, com alta de 12,9%.

A criação do espaço ocorre em meio à diferença de renda entre empreendedores no país. A renda média dos homens brancos empreendedores é de R$ 5.144, enquanto a dos homens negros é de R$ 2.868. Entre mulheres negras empreendedoras, o valor cai para R$ 2.090.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, disse que a entidade trabalha para mudar esse cenário e ampliar o crescimento do empreendedorismo nesse segmento da população. “Ainda há uma grande disparidade do rendimento médio”, afirmou.

A página reúne ebooks, artigos, trilhas de capacitação para diferentes fases do negócio e acesso a iniciativas do Sebrae ligadas ao tema. O canal também traz histórias de empreendedores negros que desenvolveram seus negócios com apoio da instituição.

A iniciativa reforça a estratégia de atendimento segmentado do Sebrae e amplia a oferta de ferramentas para formalização, gestão e crescimento de pequenos negócios. A proposta é concentrar, em um único ambiente, conteúdos que antes ficavam dispersos no portal e facilitar a navegação de empreendedores que buscam orientação para abrir, manter ou expandir empresas.

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Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

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Confiança dos MEIs cresce em maio e volta a passar de 100 pontos

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A confiança dos microempreendedores individuais brasileiros cresceu em maio e voltou a ficar acima dos 100 pontos, puxada pelos setores de serviços e indústria. O Índice de Confiança dos MEIs subiu 3,5 pontos em relação a abril e chegou a 100,2 pontos, de acordo com o Boletim Mensal Sondagem Econômica do Sebrae, divulgado nesta segunda-feira, 6.

O avanço recoloca o indicador em patamar positivo, após melhora na avaliação dos empreendedores sobre o momento atual dos negócios e nas expectativas para os próximos meses. Na composição do índice, o Indicador de Situação Atual subiu 3,7 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas teve alta de 3,2 pontos na comparação mensal.

Entre os setores avaliados, serviços registrou a maior alta, com avanço de 5,7 pontos. A indústria também contribuiu para o resultado, com crescimento de 3,4 pontos. Na divisão regional, o Sul teve o desempenho mais forte, com aumento de 7,3 pontos no índice de confiança.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a melhora entre os empreendedores da indústria tem peso para a leitura do cenário econômico. “Esse é um forte sinalizador de uma economia fortalecida. O setor da indústria tem um olhar de mais longo prazo”, disse. Ele também defendeu que o debate sobre o futuro do país passe por temas como inovação, industrialização e inclusão produtiva.

A alta na confiança dos MEIs ocorre em um segmento que concentra parte relevante da atividade empreendedora no país e funciona como porta de entrada para trabalhadores que buscam formalização, acesso a direitos previdenciários, emissão de nota fiscal e possibilidade de vender para empresas e órgãos públicos.

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