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MEIO AMBIENTE

Chuvas intensas no Acre elevam níveis dos rios

Assis Brasil e Brasileia enfrentam riscos com níveis críticos dos rios; Autoridades monitoram situação em todo o estado.

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Desde a última terça-feira, 21, a Bacia do Rio Acre registrou um aumento no volume de chuvas, elevando os níveis dos rios em diversas localidades. O foco das atenções concentra-se na cidade de Assis Brasil, onde as últimas 96 horas acumularam 199mm de chuva, nos últimos 48 horas foram 177mm, e nas últimas 24 horas, 17,8mm. Nesta quarta-feira, 22, a cota atingiu 12,05m, ultrapassando 31cm a cota de alerta estabelecida em 11,30m

Em Brasileia, os acumulados também são expressivos, com 112mm nas últimas 96 horas, 85,8mm nas últimas 48 horas e 5mm nas últimas 24 horas. Apesar disso, a cota de 8,55m nesta quinta-feira, 22, ainda está 1,71m abaixo da cota de alerta, fixada em 9,80m.

Nas estações de Brasileia, Xapuri e Rio Branco, embora os rios estejam atualmente abaixo do nível de alerta, o governo intensifica o monitoramento devido à tendência de aumento em todas essas localidades. Na capital, Rio Branco, o rio atingiu 11,02m, ficando abaixo da cota de alerta de 13,50m.

No Vale do Juruá, a situação também demanda atenção, especialmente em Cruzeiro do Sul, onde o Rio Juruá atingiu a cota de 11,32m, aproximando-se da marca de alerta estabelecida em 11,80m. O governo mantém vigilância constante diante da possibilidade de elevação nos níveis dos rios na região.

Fonte Agência de Notícias do Acre Foto: Alexandre Cruz-Noronha/Sema.

Economia e Empreender

Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

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MEIO AMBIENTE

El Niño ganha força e coloca o mundo em alerta para calor, seca e chuvas extremas

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O El Niño voltou ao centro do mapa climático mundial em julho de 2026, com o Pacífico Equatorial mais quente, previsões convergentes de fortalecimento rápido e risco ampliado de eventos extremos em vários continentes. A atualização mais recente da Organização Meteorológica Mundial colocou o fenômeno em uma nova escala de preocupação: as condições já se formaram no Pacífico tropical e devem ganhar força entre julho e setembro, antes de atingir o período de maior influência entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

A mudança nasce longe das cidades, dos roçados, dos portos e das redes elétricas, mas chega a todos esses lugares. No centro e no leste do Pacífico Equatorial, a água mais quente do que o normal altera ventos, desloca áreas de chuva, muda o comportamento de massas de ar e empurra o clima global para um período de maior instabilidade. O El Niño não cria sozinho cada seca, cada enchente ou cada onda de calor, mas aumenta a chance de que esses eventos apareçam com mais força em regiões já vulneráveis.

A Organização Meteorológica Mundial informou em 3 de julho que modelos de centros climáticos internacionais apontam aquecimento consistente do Pacífico Equatorial central e oriental, com anomalias médias sazonais da temperatura da superfície do mar acima de 2°C em áreas-chave de monitoramento. Esse patamar sustenta a previsão de um evento forte. A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, também mantém o sistema em El Niño Advisory, classificação usada quando o fenômeno já está presente e deve continuar. No boletim de junho, o Climate Prediction Center calculou 63% de chance de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

O termo “super El Niño” passou a circular em manchetes, conversas políticas e alertas públicos, mas a expressão não pertence à classificação operacional da Organização Meteorológica Mundial. A categoria técnica trabalha com eventos fracos, moderados, fortes ou muito fortes. Essa distinção evita um erro comum em momentos de alarme climático: transformar probabilidade em sentença. Um El Niño muito forte eleva o risco global, mas seus impactos mudam conforme a região, a estação do ano, a duração do fenômeno e a interação com outros sistemas, como o Dipolo do Oceano Índico, o Atlântico Tropical e padrões atmosféricos locais.

Ainda assim, o recado global é direto. A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, afirmou que as condições de El Niño já estão em curso e devem se fortalecer rapidamente. “Isso vai intensificar as chances de seca e chuva intensa, além do risco de ondas de calor em terra e ondas de calor marinhas em muitas regiões do mundo”, disse. A frase resume o tamanho do problema: o mesmo fenômeno pode deixar uma área sem chuva e empurrar outra para precipitações acima do normal.

Entre julho e setembro, a previsão global aponta maior probabilidade de chuva acima da média no Pacífico Equatorial central e oriental. Ao mesmo tempo, partes do Oceano Índico tropical, do subcontinente indiano e da Austrália aparecem sob risco maior de chuva abaixo do normal. Na África Equatorial, o desenho é desigual: áreas próximas ao norte do Golfo da Guiné tendem a receber mais chuva, enquanto o Chifre da África aparece em cenário mais seco. Na América Central, no Caribe e no noroeste da América do Sul, a previsão favorece chuva abaixo da média. No sudoeste dos Estados Unidos, o sinal aponta maior chance de um período mais úmido.

A Europa entra no boletim com um padrão menos seguro, mas também dividido. As projeções sugerem maior possibilidade de chuva acima da média no sul do continente e chuva abaixo da média no norte. A própria Organização Meteorológica Mundial trata a confiança para a Europa como menor do que em outras regiões, um lembrete de que a influência do El Niño não se espalha pelo planeta em linha reta. O fenômeno conversa com oceanos, relevo, frentes frias, massas de ar e sistemas regionais que podem reforçar ou suavizar seus efeitos.

O calor aparece como a ameaça mais ampla. A atualização global prevê probabilidade muito alta de temperaturas acima da média na maior parte das áreas terrestres entre 60 graus sul e 60 graus norte, faixa que concentra quase toda a população mundial fora das regiões polares. Nos oceanos, o Pacífico Equatorial carrega a marca principal do El Niño, mas o Índico e o Atlântico Tropical também aparecem mais quentes do que o normal. Esse detalhe pesa porque mares aquecidos alimentam umidade, calor e energia nos sistemas meteorológicos.

Na prática, o novo alerta desloca o debate climático para a preparação. Agricultura, saúde pública, abastecimento de água, geração de energia, transporte, defesa civil e segurança alimentar entram na mesma equação. Em países dependentes de regimes regulares de chuva, um El Niño forte pode mexer no calendário de plantio, no preço dos alimentos e na pressão sobre reservatórios. Em áreas urbanas, ondas de calor aumentam internações, sobrecarregam redes elétricas e atingem com mais violência trabalhadores expostos, idosos, crianças e moradores de bairros com pouca arborização.

No Brasil, o boletim conjunto de Inmet, Inpe, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil e Defesa Civil Nacional coloca o país dentro desse tabuleiro global. A previsão para julho, agosto e setembro aponta, de forma geral, chuva acima da média em áreas do Sul e chuva abaixo da média no centro-norte. O documento também trabalha com alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, quadro que pode ampliar ondas de calor e incêndios florestais.

A Amazônia aparece em uma zona sensível desse mapa. O risco não se resume ao termômetro. Em áreas do centro-norte brasileiro, menos chuva e calor persistente podem alongar a estiagem, reduzir níveis de rios, dificultar transporte fluvial, pressionar comunidades ribeirinhas, ampliar queimadas e espalhar fumaça sobre cidades. Quando o El Niño se fortalece, a crise não chega apenas pelo céu sem nuvens. Ela passa pela água que baixa, pelo solo que resseca, pela floresta que perde umidade e pelo ar que se torna mais pesado.

O alerta de julho também muda a responsabilidade política. O fenômeno ainda deve atingir o pico entre o fim de 2026 e o início de 2027, mas os efeitos preparatórios já batem à porta de governos, produtores, serviços de saúde e sistemas de proteção civil. Esperar o auge para reagir significa administrar a emergência quando a margem de manobra já ficou pequena. A atualização global deixa uma mensagem incômoda: o mundo sabe com meses de antecedência que o risco está aumentando. A diferença entre alerta e desastre dependerá da velocidade com que essa informação sair dos boletins técnicos e entrar no planejamento real das cidades, dos campos e das comunidades mais expostas.

Imagem de capa: Mapa da temperatura média global para maio. Crédito: Berkeley Earth

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MEIO AMBIENTE

Plano de Uso da Resex Chico Mendes testa legado de Chico Mendes no Acre, por Rogério Mendes

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A revisão do Plano de Uso da Reserva Extrativista Chico Mendes abriu, no Acre, uma disputa que vai muito além de uma mudança de regra: ela coloca frente a frente a sobrevivência econômica das famílias extrativistas e o risco de a maior referência da luta pela floresta em pé virar passagem para derrubada, grilagem, queimadas, invasões e pecuária ilegal. O alerta ganhou voz nas redes de Rogério Mendes, fundador do Eco Tour Resex, ambientalista, fotógrafo da reserva e jovem que construiu sua identidade pública dentro da floresta, entre trilhas, comunidades, memória seringueira e defesa da Amazônia viva.

Rogério não fala da floresta como cenário. Ele vive dela, fotografa suas trilhas, conduz visitantes, apresenta a rotina dos seringais e tenta fazer do turismo de base comunitária uma renda possível para quem quer permanecer no território sem trocar castanha, borracha, roçado, memória e cultura por pasto. Não é a fala distante de quem observa a Reserva Chico Mendes pelo mapa, mas de quem enxerga no Plano de Uso uma regra capaz de mudar a vida concreta de uma colocação inteira.

“Não podemos aceitar que uma mudança tão importante seja usada para atender interesses políticos, abrir caminho para irregularidades ou permitir que a destruição avance sobre áreas que pertencem à floresta, às famílias extrativistas e às futuras gerações”, escreveu Rogério. Em outra passagem, ele resumiu o sentido profundo da reserva: “A floresta não é um obstáculo: ela é vida, alimento, cultura, trabalho, memória e fonte de renda para milhares de famílias.”

A Resex Chico Mendes nasceu em 12 de março de 1990, pouco mais de um ano depois do assassinato de Chico Mendes, como resposta concreta à luta dos seringueiros contra a expulsão das famílias da mata e contra a transformação dos seringais em fazendas. A unidade federal administrada pelo ICMBio ocupa mais de 930 mil hectares no Acre e se tornou uma das referências mais conhecidas do Brasil quando o assunto é conservação com presença humana, trabalho tradicional e uso sustentável dos recursos naturais.

A importância da reserva está no que ela representa. Ali, a floresta não foi pensada como lugar vazio, trancado contra gente pobre, mas como casa, trabalho, cultura e sustento de populações tradicionais. A ideia de reserva extrativista nasceu da percepção de Chico Mendes e dos seringueiros de que preservar a Amazônia exigia manter vivas as pessoas que sabiam viver dela sem destruí-la. Por isso, mexer no Plano de Uso da Resex Chico Mendes não é apenas revisar um documento administrativo. É tocar no pacto político, social e ambiental que deu origem a uma das maiores conquistas dos povos da floresta no Brasil.

O Plano de Uso é a regra de convivência desse território. Ele define o que pode, o que não pode, como se produz, como se protege, como se evita que a necessidade de renda vire licença para devastar. O primeiro Plano de Utilização da Resex foi aprovado em 1995, quando associações, sindicatos, cooperativas e lideranças extrativistas ainda buscavam transformar em norma aquilo que já existia como acordo comunitário. Em 2006, uma nova etapa de revisão passou por oficinas nas comunidades e tentou atualizar a vida real dos moradores dentro das exigências de proteção da unidade.

Essa memória importa porque a revisão atual não pode nascer apenas de pressão política, medo ou improviso. Ela precisa começar pela pergunta que Chico Mendes deixou como herança: como garantir renda para quem vive na floresta sem destruir a base que sustenta essa vida? Rogério reconhece a necessidade de alternativas econômicas. Ele fala em valorização do extrativismo, produção sustentável, turismo de base comunitária, artesanato, agroflorestas, manejo responsável e políticas públicas que cheguem aos moradores. Mas traça uma linha que não pode ser apagada: nenhuma saída pode ser construída à custa de mais derrubada, invasões, queimadas, grilagem ou práticas ilícitas.

A tensão não é imaginária. A Resex Chico Mendes aparece há anos entre as áreas protegidas mais pressionadas pelo desmatamento na Amazônia. O avanço de pastagens, a presença de gado em áreas irregulares, a dificuldade de fiscalização, os conflitos fundiários e a ausência de alternativas econômicas suficientes criaram um cenário em que a floresta em pé precisa disputar espaço todos os dias com interesses que enxergam a reserva como terra disponível para ocupação, exploração e lucro rápido.

A Operação Suçuarana tornou essa ferida mais visível. A retirada de gado criado ilegalmente dentro da reserva expôs uma disputa que já estava instalada no território havia anos. De um lado, órgãos ambientais e decisões judiciais cobrando o cumprimento das regras de proteção. De outro, produtores, ocupantes e lideranças políticas pressionando por mudanças no Plano de Uso. No meio, famílias extrativistas que precisam viver, produzir, circular, escoar sua produção, educar os filhos e garantir renda sem serem confundidas com invasores ou usadas como escudo por quem quer enfraquecer a reserva.

Há ainda um problema antigo no chão da Resex: a falta de delimitação clara das colocações. Sem mapa, o morador tradicional fica inseguro, o invasor ganha brecha, a fiscalização se torna mais conflituosa e a regra perde força exatamente onde deveria proteger. O mapeamento das áreas de uso e ocupação, com participação comunitária, pode reduzir conflitos, separar direito de abuso e dar mais segurança às famílias que vivem no território de forma legítima.

Rogério toca nesse ponto quando defende que a revisão não seja feita contra quem mora na reserva, mas com quem carrega a floresta nas costas todos os dias. “Reajustar o Plano de Uso deve significar melhorar as condições de vida das famílias sem destruir nenhum palmo de floresta”, escreveu. A frase tem o peso de uma cobrança simples: regra nova só faz sentido se trouxer mais segurança, mais renda e mais presença do poder público, não se servir para apagar limites, enfraquecer acordos comunitários ou transformar irregularidade em direito adquirido.

No manifesto, ele amarra a revisão do plano à defesa direta do território. “Deve significar fortalecer a fiscalização, garantir participação popular, respeitar os acordos comunitários e proteger o território contra qualquer tentativa de enfraquecer sua função socioambiental.” É uma fala que corta o caminho do falso dilema. Rogério não nega que a vida na Resex precisa melhorar. Ao contrário, cobra alternativas econômicas reais. Mas coloca a floresta como limite inegociável, porque sem ela desaparecem também a renda, a cultura e a memória que sustentam as famílias extrativistas.

A defesa dele ganha força quando deixa de tratar a reserva como abstração e a chama pelo nome mais íntimo. “Defender a Reserva é defender a nossa casa. Defender a floresta em pé é defender renda, dignidade, cultura, clima e futuro.” Nessa formulação, a discussão deixa de ser apenas técnica. O Plano de Uso passa a carregar uma pergunta concreta: que tipo de casa o Acre quer deixar para as famílias que permaneceram no território depois de décadas de conflito, abandono e resistência?

Rogério fecha o manifesto sem margem para ambiguidade. “Não queremos uma reserva enfraquecida. Queremos uma reserva viva, protegida, respeitada e capaz de gerar renda para as famílias sem abandonar o compromisso maior: manter a floresta em pé!” A frase resume o ponto central da revisão. O problema não é atualizar a norma. O risco é usar a atualização para trocar o projeto histórico da Resex por um arranjo de ocasião, feito para acomodar pressão política, ocupação irregular e destruição já consumada.

É defesa de casa. A Resex Chico Mendes não é um pedaço qualquer do Acre. É um território nascido do sangue de uma geração que enfrentou pistoleiro, fazendeiro e abandono para provar que desenvolvimento não precisa ser sinônimo de devastação. Se a revisão do Plano de Uso fortalecer as comunidades e fechar a porta para invasão, grilagem, fogo e gado ilegal, ela honrará Chico Mendes. Se fizer o contrário, trocará uma história mundial por uma conta curta demais para o futuro da Amazônia.

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