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Notícias

Criminosos invadem Parque Chico Mendes e furtam Jabutis

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O Parque Chico Mendes, localizado em Rio Branco, foi alvo de uma invasão criminosa que resultou no furto de diversos jabutis. A diretora do Parque, Josilene Guimarães, tomou conhecimento do ocorrido quando um visitante informou ter encontrado um jabuti solto, o que chamou sua atenção, já que esses animais costumam ficar escondidos. Após uma busca, apenas 11 jabutis foram encontrados, dos 26 que habitavam o local.

Ao lamentar o episódio, Josilene Guimarães destacou que, infelizmente, há uma demanda na região amazônica pelo consumo de jabutis, o que sugere que os animais provavelmente foram vendidos para alguém interessado em consumi-los. A situação revela a triste realidade do tráfico de animais silvestres, uma prática ilegal que ameaça a fauna local.

Diante do ocorrido, a polícia foi acionada e o coronel Ezequiel Bino, do Gabinete Militar da Prefeitura de Rio Branco, juntamente com o secretário de Meio Ambiente, Carlos Nasserala, dirigiram-se ao Parque para investigar o caso e obter informações. O furto foi registrado na delegacia de Polícia Civil local.

É importante ressaltar que o Parque Chico Mendes conta com um sistema de vigilância composto por dez câmeras de segurança, instaladas por meio do projeto “Rio Branco Mais Segura”, da prefeitura. Essas câmeras foram essenciais para flagrar a ação dos criminosos. Nas imagens capturadas, é possível observar três indivíduos, sendo um deles menor de idade, carregando os jabutis pela parte mais isolada do Parque, adentrando a mata para fugir dos vigilantes.

O furto de jabutis no Parque Chico Mendes evidencia a necessidade de reforçar a segurança e intensificar as ações de combate ao tráfico de animais silvestres. O trabalho conjunto entre as autoridades, a população e os gestores ambientais é fundamental para garantir a proteção da fauna e da biodiversidade amazônica, assim como a punição dos responsáveis por esses crimes contra o meio ambiente.

Fotos: Val Fernandes/Assessoria Prefeitura de Rio Branco

Acre

Governo prorroga emergência fitossanitária no Acre por ameaça ao cacau

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O Ministério da Agricultura e Pecuária prorrogou por mais um ano o estado de emergência fitossanitária no Acre, Amazonas, Pará e Rondônia por causa da monilíase, doença provocada pelo fungo Moniliophthora roreri que ataca plantações de cacau e cupuaçu. A medida foi formalizada nesta sexta-feira, 24 de julho, e começa a valer em 5 de agosto de 2026.

A Portaria nº 939 mantém os mecanismos usados pelo governo federal para reforçar a vigilância, monitorar áreas vulneráveis e adotar medidas rápidas de controle diante de novos focos da doença. A emergência fitossanitária permanecerá válida por 12 meses nos quatro estados.

A monilíase atinge diretamente os frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro. O fungo pode provocar deformações, manchas escuras, apodrecimento da polpa e destruição das amêndoas, tornando o produto impróprio para consumo e industrialização.

A doença possui alta capacidade de disseminação. Um fruto contaminado pode produzir bilhões de esporos, espalhados pelo vento ou pelo transporte de sementes, frutos, roupas, ferramentas e outros materiais infectados. Os esporos também podem permanecer ativos por meses, o que dificulta a erradicação.

Em áreas atingidas, as perdas podem comprometer grande parte da produção. Além da redução da colheita, produtores podem enfrentar aumento dos custos com podas, retirada de frutos doentes, desinfecção de equipamentos e controle do trânsito de materiais vegetais.

No Acre, os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter permanecem em área sob quarentena fitossanitária. O monitoramento também alcança fronteiras, portos, aeroportos e regiões produtoras, com atenção especial ao transporte irregular de frutos e mudas.

A primeira emergência relacionada à monilíase foi declarada em 2021, após a detecção da doença em Cruzeiro do Sul. Desde então, as autoridades sanitárias mantêm ações de fiscalização, orientação aos produtores e controle da circulação de materiais que possam carregar o fungo.

A manutenção do estado de emergência permite a mobilização de equipes, recursos e medidas administrativas específicas para proteger as lavouras e reduzir o risco de disseminação da doença para outras regiões produtoras do país.

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Rio Branco

Rio Branco leva campanha contra queimadas à comunidade da APA Raimundo Irineu Serra

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Alunos, professores e moradores da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra participam, nesta semana, de uma campanha de prevenção às queimadas promovida pela Prefeitura de Rio Branco. As atividades ocorrem nos dias 21 e 24 de julho, na Escola Municipal Mestre Irineu Serra, em meio ao avanço da estiagem e ao aumento do risco de incêndios na capital acreana.

A programação é conduzida pela Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal e trata dos danos provocados pelo fogo à vegetação, aos animais, à qualidade do ar e à saúde da população. A iniciativa também orienta os participantes sobre atitudes que ajudam a evitar queimadas dentro e no entorno da unidade de conservação.

O primeiro encontro ocorreu na terça-feira (21). A programação será retomada nesta sexta-feira (24), com a palestra “O impacto das queimadas na dinâmica climática da Amazônia”, voltada à compreensão das causas dos incêndios e de seus efeitos sobre o equilíbrio ambiental da região.

Para facilitar o aprendizado, os educadores utilizam um flanelógrafo, material visual que permite a interação dos estudantes durante a apresentação. A proposta é aproximar o conteúdo da realidade da comunidade e estimular mudanças de comportamento no uso do fogo.

A gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, afirmou que a proteção da APA depende do envolvimento dos moradores. “Nosso objetivo é sensibilizar a comunidade sobre a corresponsabilidade na proteção do meio ambiente, especialmente em áreas sensíveis como a APA Raimundo Irineu Serra, onde os impactos das queimadas podem comprometer a biodiversidade, a qualidade do ar e a saúde da população”, declarou.

As ações fazem parte do Plano de Prevenção, Controle e Combate às Queimadas de Rio Branco, que reúne campanhas educativas, visitas às comunidades e orientações direcionadas a regiões com maior exposição ao fogo durante o período seco.

A prefeitura pretende ampliar a participação da população nas medidas preventivas e reduzir ocorrências que possam atingir a APA Raimundo Irineu Serra e outras áreas verdes do município.

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Acre

DNIT inicia estudos para nova ponte sobre o Rio Juruá entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes iniciou levantamentos topográficos e ensaios técnicos para definir o projeto da nova ponte sobre o Rio Juruá, entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, no interior do Acre. Os trabalhos devem estabelecer o local, o modelo construtivo e as dimensões da travessia, levando em conta a erosão das margens, os balseiros formados durante as cheias e a movimentação do leito do rio.

As equipes foram mobilizadas após uma reunião técnica que definiu as primeiras etapas do projeto. Os dados coletados em campo servirão para calcular a extensão da estrutura, o número de pilares, o tipo de fundação e as características dos acessos rodoviários.

“A equipe já está mobilizada em campo realizando a topografia e os ensaios necessários para definir o formato e as características da ponte. Nossa expectativa é elaborar o projeto ainda este ano”, afirmou o coordenador de Engenharia do DNIT no Acre, João Unicácio.

Os estudos precisam considerar condições próprias do Vale do Juruá. Entre elas estão as “terras caídas”, como são conhecidos os desmoronamentos provocados pela erosão das margens, e os balseiros, grandes conjuntos de troncos e vegetação arrastados pela correnteza nos períodos de cheia.

A movimentação do leito do rio e os pequenos sismos registrados na região também serão analisados. Esses fatores interferem na escolha do ponto de implantação, na profundidade das fundações e na quantidade de pilares que poderão ser instalados dentro do Juruá.

Duas alternativas estruturais estão em avaliação. Uma delas é a ponte construída pelo método de balanços sucessivos, no qual os trechos avançam a partir dos pilares. A outra é o modelo estaiado, sustentado por cabos ligados a torres. A escolha dependerá das condições geológicas e hidrológicas, da segurança da navegação e do custo da obra.

“O formato será escolhido com base nas condições do local, na quantidade de pilares necessária e também nos custos, buscando a melhor solução técnica e econômica”, explicou João Unicácio.

Os dados preliminares apontam que a travessia poderá superar em extensão a atual ponte sobre o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, e se tornar a maior do Acre. A medida final só será conhecida após a conclusão dos levantamentos.

O contrato para a elaboração dos estudos preliminares e dos projetos básico e executivo foi assinado pelo DNIT em 5 de maio de 2026. O serviço, no valor de R$ 1.997.005,87, está sob responsabilidade do Consórcio Engeplus-Projecta e inclui o projeto do contorno rodoviário de Rodrigues Alves, na BR-364. A vigência contratual termina em julho de 2027.

A fase inicial dos levantamentos deve durar cerca de oito meses. Depois, o material passará por análise técnica antes da conclusão dos projetos básico e executivo. O início dos estudos não representa o começo da construção, que ainda dependerá da aprovação dos documentos, da disponibilidade de recursos e de uma nova licitação.

O planejamento de contratações do DNIT prevê R$ 220 milhões para a futura implantação da ponte e do contorno rodoviário. O valor é uma estimativa administrativa e poderá ser alterado após a definição das características da estrutura e a conclusão do orçamento detalhado.

Enquanto a obra não avança, a ligação entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul continua dependente da travessia por balsa. O transporte é usado diariamente por moradores que precisam chegar a unidades de saúde, escolas, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais, além de produtores e transportadores de mercadorias.

A nova ponte deverá criar uma ligação rodoviária permanente entre os dois municípios e reduzir os impactos provocados pelas variações do nível do Rio Juruá. A estrutura também deverá manter espaço suficiente para a passagem de embarcações que atendem comunidades ribeirinhas do Vale do Juruá.

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