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Cultura

Cruzeiro do Sul realiza escutas sobre para tratar da Lei Paulo Gustavo

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A Secretaria Municipal de Cultura de Cruzeiro do Sul, cidade do estado do Acre, tem promovido uma série de escutas para tratar da Lei Paulo Gustavo. Na terça-feira, dia 11 de abril, foi a vez dos profissionais da área da música participarem das discussões. A cidade terá R$ 715 mil destinados por meio da lei para a execução de projetos nos diversos segmentos culturais, e todos os setores da cultura deverão participar das discussões que antecedem a liberação do edital, que tem previsão de ser publicado em maio.

Durante a reunião, que contou com a presença de mais de 100 pessoas, o secretário municipal de Cultura, Aldemir Maciel, explicou todas as etapas da Lei Paulo Gustavo, orientou sobre a elaboração de projetos, informou os valores que a Lei vai disponibilizar para cada segmento e tirou todas as dúvidas da plateia. 

A secretaria já havia realizado uma primeira escuta sobre a Lei Paulo Gustavo junto às comunidades indígenas de Cruzeiro do Sul, no dia 30 de março. O objetivo era levar informações que facilitassem o acesso dos indígenas aos recursos previstos na Lei Paulo Gustavo, cujo edital deve sair em breve. A prefeitura, por meio da secretaria, irá enviar equipes até as aldeias para facilitar a escrita dos projetos. O povo Noke Koi, que é uma das comunidades indígenas da região, também irá indicar dois conselheiros para o Conselho Municipal de Cultura.

Adriano Katukina, cacique geral do povo Noke Koi, afirmou que a Lei Paulo Gustavo pode ser uma ferramenta importante para incentivar a cultura indígena da região. Segundo ele, o povo Noke Koi trabalha em várias áreas de cultura, como música, dança e medicinas tradicionais, e essa é a primeira vez que as 11 aldeias serão contempladas. Carlos Katukina, Shaná (cantor) e articulador da secretaria municipal de cultura junto ao povo Noke Koi, destacou que estão se preparando para entrar no edital com um projeto para jovens lideranças Shaná.

A prefeitura vem buscando ampliar cada vez mais a participação do povo Noke Koi junto à gestão, com destaque nas áreas de produção e cultura. Reconhecendo a comunidade indígena como importantes produtores culturais de Cruzeiro do Sul, a secretaria irá facilitar o acesso aos recursos previstos na Lei Paulo Gustavo, trazendo informações e enviando equipes para ajudar na escrita dos projetos.

As próximas escutas da Lei Paulo Gustavo em Cruzeiro do Sul já estão agendadas e prometem ser ricas em variedade artística. No dia 18 de abril, os segmentos contemplados serão a dança, o teatro, as artes integradas, as artes visuais e audiovisuais. Já no dia 25 de abril, será a vez do ponto de cultura, da literatura, do patrimônio histórico e do artesanato. Sem dúvida, essas escutas serão importantes para a avaliação e seleção dos projetos que irão receber incentivo da Lei Paulo Gustavo.

Cultura

Lei Rouanet cresce 12,7% e capta R$ 355,4 milhões no 1º trimestre de 2026; Acre segue com participação baixa, mas tenta ampliar presença

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A Lei Rouanet registrou captação de R$ 355,4 milhões entre janeiro e março de 2026, alta de 12,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o volume foi de R$ 315,1 milhões. O resultado mantém o incentivo em trajetória de expansão após 2025 encerrar com R$ 3,41 bilhões captados ao longo do ano, em meio à retomada do fluxo de patrocínios culturais via renúncia fiscal.

O avanço do trimestre foi acompanhado por aumento de projetos em execução e por uma estratégia do governo federal de ampliar a participação de estados historicamente menos contemplados pelo mecanismo. No discurso oficial, a meta é reduzir a concentração regional sem diminuir o fomento em praças que já captam volumes maiores, com estímulos para aumentar a presença de propostas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Nesse contexto, o Acre segue com participação pequena no bolo nacional de captação, mas tem buscado ampliar a carteira de projetos aptos a receber patrocínio. Em recortes recentes de mercado, o estado aparece entre os que movimentam menos recursos na Lei Rouanet, quadro associado à baixa presença de grandes patrocinadores locais e à dificuldade de converter projetos aprovados em captação efetiva.

Mesmo assim, iniciativas com foco em formação e valorização de identidades amazônicas vêm ganhando espaço. Entre os projetos autorizados nos últimos meses, há propostas voltadas a audiovisual e ações formativas, incluindo atividades com comunidades indígenas no interior do estado, além de iniciativas desenhadas para circulação e registro de saberes tradicionais. Em paralelo, programas temáticos ligados ao incentivo, como editais voltados à juventude e a ações fora dos grandes centros, têm aberto novas portas para proponentes acrianos ampliarem a presença no sistema.

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Cultura

Caravana Phomentando a Cultura leva dois dias de oficinas gratuitas a Rio Branco em abril

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Rio Branco recebe em 23 e 24 de abril a Caravana Phomentando a Cultura, com dois dias de oficinas e formação presencial voltadas a coletivos, organizações da sociedade civil, pontos e pontões de cultura. A programação é gratuita, ocorre no Auditório da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e tem inscrições abertas até 23 de abril.

A caravana integra o programa Phomentando a Cultura, apresentado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Instituto Phomenta e o Nubank, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa reúne atividades voltadas ao fortalecimento da gestão de projetos culturais, com conteúdos práticos sobre organização administrativa, planejamento e estratégias para ampliar a sustentabilidade de iniciativas nos territórios.

O diretor executivo do Instituto Phomenta, Rodrigo Cavalcante, afirma que o foco do projeto é ampliar o alcance da formação fora dos grandes centros. “Nosso objetivo enquanto instituto é descentralizar as oportunidades e nos aproximar ainda mais das regiões norte e nordeste”, disse.

Com agenda em diferentes cidades do Norte e Nordeste, a caravana busca aproximar profissionais e iniciativas culturais de ferramentas de capacitação e de caminhos para estruturar projetos, incluindo orientação sobre credenciamento na Lei de Incentivo à Cultura e qualificação técnica para ampliar a participação em editais. Em Rio Branco, a expectativa é reunir agentes culturais locais em dois dias de atividades concentradas, com troca de experiências e formação aplicada ao dia a dia de quem atua no setor.

Box – Caravana Phomentando a Cultura

Caravana Phomentando a Cultura

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Cultura

Cruzeiro do Sul abre seis editais da Aldir Blanc 2026 e coloca R$ 634 mil em disputa para a cultura

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Cruzeiro do Sul lançou na sexta-feira (28) um pacote de seis editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2026, com R$ 634 mil destinados ao financiamento de projetos culturais no município. O anúncio foi feito no Museu José de Alencar e reuniu fazedores de cultura, produtores, representantes de segmentos artísticos e autoridades locais, marcando o início de uma nova etapa de investimentos públicos no setor.

A seleção será conduzida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, dentro da política nacional que financia ações culturais em parceria com estados e municípios. A proposta é atender diferentes áreas e perfis de proponentes, combinando apoio a eventos, apresentações, manutenção de espaços e reconhecimento de grupos e lideranças culturais.

Durante o lançamento, o secretário municipal de Cultura, Flávio Rosas, afirmou que os editais ampliam o acesso aos recursos e incentivam o fortalecimento da produção cultural local. “Estamos lançando seis editais voltados aos fazedores de cultura, para que possam inscrever seus projetos, acessar os recursos e desenvolver ainda mais a cultura local”, disse.

O calendário prevê inscrições abertas desde 20 de março, com prazo até 20 de abril, pelo site oficial da prefeitura. A produtora cultural Rose Ferreira de Araújo afirmou que o fomento ajuda a impulsionar novos nomes e linguagens artísticas no município. “Temos uma nova geração chegando com linguagens atuais, e esse incentivo ajuda a mostrar o que sabemos fazer de melhor”, declarou.

No conselho municipal, a avaliação é de que o programa consolida uma política contínua de apoio. O presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Ismael Matos, afirmou que a iniciativa entra no segundo ciclo com perspectiva de permanência. “A Política Nacional Aldir Blanc veio para ficar”, disse. Egino da Silva, ligado ao segmento musical e ao conselho de patrimônio, apontou que o volume de recursos e a estrutura de editais mudam o patamar do incentivo cultural na cidade. “Há alguns anos isso era impensável”, afirmou.

Os editais contemplam premiação para Mestres da Cultura Popular, com seis projetos de R$ 5.165 cada, somando R$ 31 mil, além de uma premiação voltada a Povos Originários, com 10 projetos e total de R$ 30 mil. A maior fatia é destinada ao Festival de Arte e Cultura, dividido em três categorias, com R$ 248.091,96. Há ainda um edital para Apresentações Artísticas, com R$ 50 mil e propostas de R$ 2.500, subsídios para Espaços Culturais, no valor de R$ 85 mil, e premiação para Pontos de Cultura, com até nove entidades previstas.

Para ampliar a participação, a Secretaria Municipal de Cultura programou oficinas de capacitação para elaboração de projetos entre 23 de março e 8 de abril, com atividades nas zonas urbana, rural e ribeirinha, incluindo comunidades indígenas e localidades como Rio Valparaíso, Rio Juruá Mirim e Rio Croa. A expectativa é que a formação ajude proponentes a estruturar propostas e aumente a competitividade local antes do encerramento das inscrições, em 20 de abril.

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