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Notícias

Desbarrancamento interrompe abastecimento de água em Rio Branco

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A captação de água da Estação de Tratamento de Água (ETA 1), em Rio Branco, foi paralisada na madrugada desta segunda-feira (16) após um desbarrancamento comprometer a estrutura responsável pelo transporte de água até a estação de tratamento. O incidente ocorreu por volta da meia-noite e levou à interrupção total do sistema.

De acordo com a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Assecom, o abastecimento deve ser retomado de forma parcial a partir do meio-dia desta segunda-feira. A previsão é que a normalização completa ocorra até a manhã de terça-feira (17).

Bairros afetados pela interrupção:

CR Central – Parte Baixa: Ivete Vargas, Preventório, Palheiral, Baixada, parte do João Eduardo I, Bosque, Cohab do Bosque, Aviário, Base, Morada do Sol, Tropical, Cadeia Velha, Habitasa e Adalberto Aragão.

CR Horto Florestal: Conjunto Solar, Conjunto Procon, Vila Ivonete, Conquista, Manoel Julião, Nova Estação, Geraldo Fleming, Jardim América, Avenida Antônio da Rocha Viana, Conjunto Vilage e parte da Avenida Getúlio Vargas.

CR Placas: Placas, Raimundo Melo, Reserva do Bosque, Vila Nova, Loteamento Novo Horizonte, Santa Mônica, Tancredo Neves, Alto Alegre, Adalberto Sena, Xavier Maia, Vanderlei Dantas, Loteamento Céu Azul, Residencial Juruá, Residencial Envira, Bairro Novo Cruzeiro, Conjunto Mulateiro e Residencial Rio Verde.

Equipes técnicas estão no local trabalhando para solucionar o problema e restabelecer o fornecimento de água o mais rápido possível.

Fonte: Prefeitura de Rio Branco / Assecom.

Economia e Empreender

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% e abre mercado para microcervejarias

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A produção de cerveja sem glúten cresceu mais de 400% no Brasil em um ano e abriu novas possibilidades de negócio para microcervejarias. A expansão acompanha a procura por bebidas associadas à saúde, ao bem-estar e à qualidade dos ingredientes, além de atender consumidores com doença celíaca ou intolerância ao glúten.

O movimento também alcança pessoas sem restrições alimentares, mas interessadas em produtos diferenciados. Para as pequenas cervejarias, a mudança no comportamento do público permite ampliar o portfólio, alcançar novos consumidores e trabalhar com rótulos de maior valor agregado.

Um dos desafios é manter o sabor e as características sensoriais das versões tradicionais. A fabricação exige controle rigoroso dos processos para evitar contaminação, além do uso de técnicas e enzimas específicas para reduzir ou eliminar o glúten.

A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista, em São Paulo, lançou em 2019 versões de IPA sem glúten e sem álcool. A empresa investiu nos novos rótulos após identificar a procura do público por opções mais inclusivas. A manutenção do sabor da bebida convencional passou a ser um dos principais atrativos para consumidores com ou sem restrições de saúde.

Em Porto Alegre, a Cervejaria Alcapone lançou em 2017 uma IPA sem glúten, apresentada como a primeira do estilo produzida no país, além de uma Premium Lager. A empresa ampliou o catálogo em 2025 com uma Red Ale sem glúten e mantém a estratégia concentrada na qualidade dos insumos e na criação de estilos diferentes das cervejas Pilsen encontradas em maior escala no mercado.

A expansão desse nicho ocorre enquanto o número total de cervejarias brasileiras permanece praticamente estável. O país encerrou 2025 com 1.954 estabelecimentos registrados, cinco a mais do que em 2024. São Paulo liderou o levantamento, com 452 cervejarias, enquanto o Rio Grande do Sul registrou 36 encerramentos.

O número de marcas de cerveja chegou a 56.170, crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior. As exportações também alcançaram o maior valor da série histórica, com US$ 218,3 milhões e superávit comercial de US$ 195 milhões. A bebida brasileira chegou a 77 países.

O avanço das cervejas sem glúten reforça a busca das microcervejarias por segmentos específicos em um mercado com crescimento limitado no número de estabelecimentos. A diversificação, o controle da produção e a capacidade de preservar sabor e qualidade devem definir quais empresas conseguirão transformar a mudança de consumo em vendas recorrentes.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Economia e Empreender

Nova tarifa dos EUA eleva cobrança sobre quase 4 mil produtos brasileiros para 37,5%

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Quase 4 mil produtos brasileiros passam a pagar uma tarifa total de 37,5% para entrar nos Estados Unidos a partir desta sexta-feira (24). A cobrança resulta da nova sobretaxa de 12,5% imposta pelo governo norte-americano, somada à alíquota adicional de 25% que já atingia essas mercadorias.

O levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que 4.060 produtos serão alcançados pela nova medida. Desse total, 3.985 já estavam submetidos à tarifa anterior e terão a tributação elevada para 37,5%.

As mercadorias sujeitas à cobrança mais alta respondem por US$ 10,8 bilhões em vendas e representam 80,7% das exportações afetadas. Outros 75 produtos, responsáveis por US$ 1,6 bilhão, pagarão somente a nova alíquota de 12,5%.

A sobretaxa alcançará US$ 12,4 bilhões em exportações, valor equivalente a 29,4% de todas as vendas brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. Com a mudança, 48,7% das exportações do Brasil para os Estados Unidos ficam submetidas a algum tipo de tarifa adicional.

A decisão foi tomada após uma investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial do país. O processo envolveu 60 parceiros e avaliou os mecanismos adotados para impedir a entrada de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.

O Brasil foi incluído entre os países que, na avaliação norte-americana, não aplicam de maneira eficaz a proibição dessas importações. A CNI contesta a conclusão e afirma que a legislação brasileira possui mecanismos de fiscalização, responsabilização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, pediu a ampliação das negociações entre Brasília e Washington para reduzir os efeitos da medida sobre a indústria. “É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, afirmou.

A confederação mantém conversas com o governo federal e com os setores atingidos para elaborar medidas de curto prazo destinadas às empresas afetadas pela elevação das tarifas.

Fonte: Agência Brasil.

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Acre

Governo prorroga emergência fitossanitária no Acre por ameaça ao cacau

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O Ministério da Agricultura e Pecuária prorrogou por mais um ano o estado de emergência fitossanitária no Acre, Amazonas, Pará e Rondônia por causa da monilíase, doença provocada pelo fungo Moniliophthora roreri que ataca plantações de cacau e cupuaçu. A medida foi formalizada nesta sexta-feira, 24 de julho, e começa a valer em 5 de agosto de 2026.

A Portaria nº 939 mantém os mecanismos usados pelo governo federal para reforçar a vigilância, monitorar áreas vulneráveis e adotar medidas rápidas de controle diante de novos focos da doença. A emergência fitossanitária permanecerá válida por 12 meses nos quatro estados.

A monilíase atinge diretamente os frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro. O fungo pode provocar deformações, manchas escuras, apodrecimento da polpa e destruição das amêndoas, tornando o produto impróprio para consumo e industrialização.

A doença possui alta capacidade de disseminação. Um fruto contaminado pode produzir bilhões de esporos, espalhados pelo vento ou pelo transporte de sementes, frutos, roupas, ferramentas e outros materiais infectados. Os esporos também podem permanecer ativos por meses, o que dificulta a erradicação.

Em áreas atingidas, as perdas podem comprometer grande parte da produção. Além da redução da colheita, produtores podem enfrentar aumento dos custos com podas, retirada de frutos doentes, desinfecção de equipamentos e controle do trânsito de materiais vegetais.

No Acre, os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter permanecem em área sob quarentena fitossanitária. O monitoramento também alcança fronteiras, portos, aeroportos e regiões produtoras, com atenção especial ao transporte irregular de frutos e mudas.

A primeira emergência relacionada à monilíase foi declarada em 2021, após a detecção da doença em Cruzeiro do Sul. Desde então, as autoridades sanitárias mantêm ações de fiscalização, orientação aos produtores e controle da circulação de materiais que possam carregar o fungo.

A manutenção do estado de emergência permite a mobilização de equipes, recursos e medidas administrativas específicas para proteger as lavouras e reduzir o risco de disseminação da doença para outras regiões produtoras do país.

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