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Política

Gladson diz que vai recorrer ao STF após condenação no STJ

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O ex-governador Gladson Cameli divulgou nota nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, após ser condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e 9 meses de prisão em ação penal ligada à Operação Ptolomeu.

No texto, Gladson afirmou que recebeu o resultado “com serenidade e absoluto respeito” e disse que recorrerá da decisão ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o recurso é uma prerrogativa assegurada pela legislação brasileira.

A manifestação foi divulgada após o presidente da Corte Especial proclamar o resultado do julgamento. Foram oito votos, incluindo o da relatora, ministra Nancy Andrighi, pela condenação nos termos do voto dela, e outros três votos também pela condenação, mas com divergência em relação à dosimetria da pena.

Com o resultado, prevaleceu o voto da relatora. Nancy Andrighi havia fixado pena de 25 anos e 9 meses de reclusão, além de multa, indenização ao Estado do Acre e perda do cargo. O processo apurou crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

Na nota, Gladson tentou dar tom político à resposta. Ele afirmou que a decisão do STJ não altera sua confiança no resultado final da Justiça e disse que o episódio “renova” sua disposição de representar os acreanos. O ex-governador também declarou que “o eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada” e encerrou dizendo que “ninguém pode ganhar no tapetão”.

Apesar da possibilidade de recurso, a condenação por órgão colegiado abre um novo efeito político-eleitoral para Gladson. Pela Lei da Ficha Limpa, ficam inelegíveis os condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens, crimes contra a administração pública e crimes contra o patrimônio público.

Na prática, assim que o acórdão da condenação for publicado, a situação de Gladson passa a ser enquadrada na regra da Ficha Limpa para fins eleitorais. A legislação prevê inelegibilidade desde a condenação por órgão colegiado até oito anos após o cumprimento da pena, sem necessidade de trânsito em julgado para incidência da regra.

Isso não impede a defesa de buscar medidas no STF, inclusive para tentar suspender os efeitos da decisão. Mas, sem uma decisão superior que afaste ou suspenda os efeitos eleitorais da condenação, Gladson passa a enfrentar um obstáculo direto para disputar mandato nas próximas eleições.

Antes da condenação, Gladson aparecia na liderança da disputa ao Senado nas duas pesquisas mais recentes publicadas no Acre. No levantamento Veritá, divulgado em 5 de maio, ele tinha 25,1% das intenções de voto no cenário estimulado para o Senado. Já na pesquisa Delta/Notícias da Hora, divulgada em 4 de maio, Gladson aparecia com 26,79%.

Foto: Sérgio Vale

Política

Aleac avança com comissão externa para acompanhar apuração sobre ponte de Sena Madureira

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A Assembleia Legislativa do Acre avançou nesta quarta-feira, 17 de junho, na criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. A articulação foi puxada pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e ganhou apoio acima do mínimo regimental depois do colapso da estrutura, registrado em 5 de junho, sobre o Rio Iaco.

A proposta não tem formato de CPI. A ideia é montar uma Comissão de Representação Externa para que o Legislativo acompanhe perícias, fiscalizações, contratos e documentos ligados à obra, com participação de um integrante da Mesa Diretora na presidência do colegiado. Nos últimos dias, parlamentares de diferentes bancadas passaram a defender publicamente a presença da Aleac no acompanhamento do caso.

A movimentação ocorre enquanto o governo do Acre mantém duas frentes oficiais de apuração. Uma delas é o Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., responsável pelo projeto e pela execução da ponte. A outra é a Comissão Especial de Análise Técnica, criada para investigar as causas do desabamento e produzir um relatório sobre falhas estruturais, fiscalização, manutenção e execução contratual. Paralelamente, a Polícia Civil informou que só vai apontar responsabilidades após a conclusão das perícias.

Inaugurada em dezembro de 2023, a ponte ligava o primeiro ao segundo distrito de Sena Madureira e atendia moradores da região que dependem da travessia para deslocamentos diários. Desde a queda da estrutura, o caso passou a pressionar o governo estadual, a empresa responsável pela obra e os órgãos de controle, além de abrir uma nova frente de cobrança política dentro da Assembleia.

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Política

Câmara de Rio Branco aprova reajuste de 5% para servidores da Prefeitura

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A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.

Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.

Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.

O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.

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Política

Câmara destrava pauta após governo retirar urgência de projeto que acaba com escala 6×1

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O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.

Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.

O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.

A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.

Fonte e foto: Agência Brasil

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