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Política

Gladson fica inelegível após condenação por órgão colegiado no STJ

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A condenação de Gladson Cameli pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça colocou o ex-governador do Acre sob o alcance da Lei da Ficha Limpa e criou um obstáculo direto para uma eventual candidatura nas eleições de 2026.

A regra é clara: condenados por decisão transitada em julgado ou por órgão judicial colegiado ficam inelegíveis quando a condenação envolve crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública, crimes contra o patrimônio público e organização criminosa.

É o caso de Gladson. A condenação foi proferida por um órgão colegiado, a Corte Especial do STJ, em ação penal ligada à Operação Ptolomeu. O processo envolve crimes graves, como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

Na prática, a inelegibilidade não depende do trânsito em julgado. Ou seja, Gladson ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal, mas o simples recurso não suspende automaticamente os efeitos eleitorais da condenação. Para voltar a ter condição jurídica de disputar uma eleição, ele precisaria obter uma decisão suspendendo a inelegibilidade.

O ponto agora passa a ser o calendário eleitoral. Para registrar candidatura em 2026 em situação regular, Gladson teria que conseguir o efeito suspensivo antes do prazo final de registro das candidaturas, marcado para 15 de agosto de 2026, às 19h.

Sem essa decisão, o pedido de candidatura poderia até ser apresentado, mas já nasceria vulnerável a impugnação pelo Ministério Público Eleitoral, por partidos, federações, coligações ou adversários.

Ainda há uma segunda janela possível. Caso não consiga suspender a inelegibilidade até 15 de agosto, Gladson poderia tentar obter uma decisão posterior e apresentá-la durante a tramitação do registro como fato jurídico superveniente. Mas, nesse cenário, o prazo prático passa a ser 14 de setembro de 2026, data em que os pedidos de registro de candidatura devem estar julgados e com decisões publicadas nas instâncias ordinárias da Justiça Eleitoral.

Depois disso, a situação entraria em uma zona de maior insegurança jurídica, já que o primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.

Por isso, o quadro jurídico-eleitoral é direto: Gladson está inelegível pela condenação colegiada no STJ, mas pode tentar suspender esse efeito no STF. Sem uma decisão superior que suspenda os efeitos da condenação, ele chega ao calendário eleitoral impedido pela Lei da Ficha Limpa.

Em nota, Gladson disse que recebeu a decisão com serenidade, afirmou que vai recorrer ao STF e declarou que “ninguém pode ganhar no tapetão”. A governadora Mailza Assis Cameli também se manifestou após a condenação. Ela declarou apoio e solidariedade a Gladson, classificou o ex-governador como “um dos maiores líderes” eleitos pelo povo acreano e afirmou que seguirá com “fé, serenidade e confiança na Justiça”.

Política

Aleac avança com comissão externa para acompanhar apuração sobre ponte de Sena Madureira

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A Assembleia Legislativa do Acre avançou nesta quarta-feira, 17 de junho, na criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. A articulação foi puxada pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e ganhou apoio acima do mínimo regimental depois do colapso da estrutura, registrado em 5 de junho, sobre o Rio Iaco.

A proposta não tem formato de CPI. A ideia é montar uma Comissão de Representação Externa para que o Legislativo acompanhe perícias, fiscalizações, contratos e documentos ligados à obra, com participação de um integrante da Mesa Diretora na presidência do colegiado. Nos últimos dias, parlamentares de diferentes bancadas passaram a defender publicamente a presença da Aleac no acompanhamento do caso.

A movimentação ocorre enquanto o governo do Acre mantém duas frentes oficiais de apuração. Uma delas é o Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., responsável pelo projeto e pela execução da ponte. A outra é a Comissão Especial de Análise Técnica, criada para investigar as causas do desabamento e produzir um relatório sobre falhas estruturais, fiscalização, manutenção e execução contratual. Paralelamente, a Polícia Civil informou que só vai apontar responsabilidades após a conclusão das perícias.

Inaugurada em dezembro de 2023, a ponte ligava o primeiro ao segundo distrito de Sena Madureira e atendia moradores da região que dependem da travessia para deslocamentos diários. Desde a queda da estrutura, o caso passou a pressionar o governo estadual, a empresa responsável pela obra e os órgãos de controle, além de abrir uma nova frente de cobrança política dentro da Assembleia.

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Política

Câmara de Rio Branco aprova reajuste de 5% para servidores da Prefeitura

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A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.

Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.

Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.

O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.

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Política

Câmara destrava pauta após governo retirar urgência de projeto que acaba com escala 6×1

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O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.

Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.

O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.

A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.

Fonte e foto: Agência Brasil

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