Mailza assume, Gladson sonha com o Senado e Márcio Bittar pega carona: a direita acreana tenta reeditar a Frente Popular — sem ter Jorge Viana nem Marina no elenco.
O Acre já viu esse filme. E, como toda reprise política, ele volta com elenco diferente, roteiro adaptado e a mesma ambição de sempre: fazer “cabelo e barba” — eleger governador e dois senadores numa tacada só. Foi assim – apenas uma vez – na era da Frente Popular, quando Jorge Viana surfava a reeleição, Marina Silva estava no auge simbólico das pautas ambientais e Geraldinho Mesquita – nenhum eleitor se lembra mais dele – completava a trinca vitoriosa. Deram certo. Elegeram os três. Depois, Geraldinho evaporou do mapa acreano como quem perde o voo e decide morar no espaço.
Agora, duas décadas depois, tenta-se reeditar a façanha com nova embalagem: Mailza para reeleição ao governo, Gladson Cameli para o Senado — se a Justiça deixar — e Márcio Bittar buscando a reeleição para o Senado sob a bênção do PL comandado por ele mesmo no estado. A coreografia aparentemente é vistosa. A música, nem tanto.
Mailza assume o governo em abril, herda a caneta e o carimbo. Gladson, com prestígio pessoal inegável, tende a ser um puxador de votos – pra ele – robusto caso confirme a candidatura ao Senado. Já Bittar entra na chapa com um objetivo cristalino: colar na máquina estadual para turbinar a própria sobrevivência política. A questão é que máquina pública não é Uber político — não aceita corrida compartilhada apenas por conveniência politica. A máquina vai onde o líder mandar. E esse líder – Gladson – não costuma dividir protagonismo em campanha.
A diferença estrutural entre ontem e hoje é brutal. Jorge Viana era um governador forte, centralizador de narrativa e dominava a base. Marina despontava como fenômeno nacional no Meio Ambiente. Havia coerência estratégica e densidade eleitoral. Hoje, a engrenagem é mais pragmática que orgânica. Gladson puxa para si. Mailza depende dele. Bittar depende de ambos — mas não necessariamente será carregado por eles.
O senador, aliás, cultiva um perfil curioso: representa o Acre, mas tem raízes familiares e empresariais fincadas no Mato Grosso. Vive entre Brasília e outras paragens. Se reeleito, tudo indica que manterá o estilo itinerante. O Acre, com ele, novamente, pode continuar como endereço secundário. A história, às vezes, não se repete como farsa; repete-se como tragédia.
Há ainda um detalhe logístico relevante: a máquina da prefeitura de Rio Branco dificilmente entrará inteira nesse arranjo. Tião Bocalom deve trilhar caminho próprio na disputa ao governo, e seu sucessor, Alysson, vai pedir voto para Bocalom e Gladson, condições já pactuadas com o atual prefeito da capital, mas não indica que moverá uma palha por Bittar. Pode até apoiar protocolarmente. Mas, em política, apoio protocolar e nada é a mesma coisa.
No fim, a chapa é vistosa no papel, rende tempo de televisão, produz fotografia de unidade e manchetes otimistas. Mas campanha não se faz só com desejo eleitoral. Se Gladson quiser mesmo se eleger e levar consigo o trio completo, vai precisar de mais que discurso — talvez de um espinafre temperado com jambu para ganhar força extra e sair carregando o peso do senador debaixo do braço. É isso nos faz lembrar Jorge Viana candidato ao senado suando bicas para tentar carregar Edvaldo para o senado em 2010, lembram? Terminou elegendo Petecão e o hoje deputado estadual Edvaldo terminou em quarto lugar atrás do ex-deputado João Correia, considerado na época um cavalo paraguaio.
Porque, sem tração real da máquina e sem engajamento visceral da base governista, Márcio Bittar corre o risco de ser o elo frágil da corrente. E no Acre, como já ensinou a história, basta um elo frouxo para a tal “façanha” virar apenas mais um experimento arrojado nas prateleiras da memória política.
A ausência de uma candidatura identificada com a esquerda expõe uma crise de representação. O PT foi, por mais de três décadas, o único partido competitivo desse campo.
No Acre, nas eleições para o governo estadual, a esquerda nunca construiu uma alternativa eleitoral relevante fora do PT. A frase pode soar dura, mas a série histórica de 1990 a 2022 demonstra claramente e lhe dá sustentação. Não se trata de negar a existência de outros partidos, militantes ou tradições progressistas. Trata-se de reconhecer que, na disputa pelo Palácio Rio Branco, somente o PT conseguiu transformar identidade de esquerda em voto competitivo, organização duradoura e vitória.
O movimento começou antes da primeira vitória. Em 1990, Jorge Viana recebeu 28,34% dos votos válidos no primeiro turno, avançou à etapa decisiva e terminou com 45,39%. Quatro anos depois, Tião Viana alcançou 24,68%. O PT ainda não governava, mas já ocupava um espaço político reconhecível. Havia nome, partido, oposição e um eleitorado capaz de identificar quem representava aquele campo.
A virada veio em 1998, quando Jorge Viana venceu no primeiro turno com 57,70%. Em 2002, chegou a 63,58%, o ponto mais alto da série. Depois vieram Binho Marques, em 2006, e duas vitórias de Tião Viana, em 2010 e 2014. Foram cinco eleições consecutivas vencidas por candidatos do PT e vinte anos de governo. Todas as vitórias classificadas pelo relatório como de esquerda tiveram a mesma sigla.
Reprodução do gráfico “Esquerda x centro/direita”, do relatório Eleições para o Governo do Acre — análise histórica e ideológica, 1990 a 2022. (Elaborado por André Cajarana) O levantamento mostra a participação dos dois campos nos votos válidos do primeiro turno ao longo de 32 anos.
A dependência fica ainda mais clara quando se observam as demais candidaturas desse campo. O PSOL obteve 0,34% em 2006, 0,56% em 2014 e 0,26% em 2022. A REDE registrou 0,66% em 2018. Em 2022, Jorge Viana teve 24,21%, enquanto a soma de todas as candidaturas classificadas como de esquerda foi de 24,47%. Por cálculo, o PT respondeu por aproximadamente 98,9% desse voto. Eleitoralmente, na disputa pelo governo, o PT não foi apenas o maior partido da esquerda acreana: foi quase toda a sua expressão.
A série histórica pode ser resumida em quatro números: cinco vitórias consecutivas do PT, vinte anos de governo, um pico de 63,58% em 2002 e uma participação de 24,47% em 2022.
Isso não significa que a identidade petista permaneceu intacta. Depois do auge de 2002, a curva recuou. O campo de esquerda somou 50,29% no primeiro turno de 2014, caiu para 35,21% em 2018 e chegou a 24,47% em 2022, uma perda de 39,11 pontos percentuais desde o pico. A retração também foi territorial: em 2002, a esquerda superava 50% em 19 municípios; em 2022, não alcançou maioria agregada em nenhum. Naquele último pleito, ficou abaixo de 26% tanto em Rio Branco quanto no conjunto do interior.
Há, portanto, uma corrente histórica de eleitores que votou na esquerda, ou naquilo que reconhecia como esquerda, durante mais de três décadas. Essa corrente não surgiu de uma abstração. Ela foi organizada por candidaturas, símbolos, lideranças e uma narrativa de pertencimento. Pode ter diminuído, mas não pode ser declarada extinta apenas porque deixou de encontrar uma oferta eleitoral equivalente.
É justamente aí que 2026 adquire importância. No cenário político apresentado até agora, o PT não pretende lançar candidatura ao governo, e nenhum outro partido de esquerda ocupa esse espaço. Thor Dantas, por sua vez, não reivindica a representação desse campo e afirma não se alinhar nem à esquerda nem à direita. Se esse quadro chegar às urnas, a eleição não terá apenas uma esquerda enfraquecida: terá uma esquerda sem candidato que se apresente como tal.
A pesquisa Delta encomendada pela TV Gazeta, divulgada nesta sexta-feira, 17 de julho, registra o senador Alan Rick com 38,27% no cenário estimulado. A Governadora Mailza Assis aparece com 19,48% e Tião Bocalom com 19,28%, tecnicamente empatados. Thor Dantas tem 1,79%; brancos e nulos somam 4,08%, e 17,10% não sabem ou não responderam. Na espontânea, Thor é citado por 0,10%, enquanto 71,37% não sabem ou não respondem. O levantamento ouviu 1.006 pessoas nos municípios acreanos entre 11 e 15 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Esses números não provam que Thor tem baixo desempenho porque rejeita uma identidade ideológica. A pesquisa mede intenção de voto, não as causas de cada escolha. Seria imprudente transformar correlação em explicação. Mas o levantamento permite uma pergunta legítima: quem conversa hoje com o eleitor que, em 2022, ainda entregou quase um quarto dos votos válidos às candidaturas classificadas como de esquerda?
Dizer que não se é de esquerda nem de direita pode parecer uma tentativa de ampliar o eleitorado. Contudo, neutralizar a identidade não cria automaticamente uma síntese; às vezes apenas deixa órfãos os que procuravam representação. Eleição não é um seminário de teoria política, mas tampouco é uma disputa sem memória. O eleitor vota em pessoas, governos e circunstâncias, porém também vota em pertencimentos acumulados ao longo do tempo.
Identidade ideológica, sozinha, não garante vitória. O próprio declínio do PT demonstra isso. São necessários liderança, estrutura, credibilidade, programa e capacidade de interpretar o presente. Mas a ausência de identidade cobra um preço: dificulta explicar a razão de existir de uma candidatura, distingui-la das demais e conservar uma base quando o ambiente se torna adverso. Sem identidade, uma força política pode até receber votos; dificilmente constrói continuidade.
Para o PT, abrir mão da candidatura ao governo não seria apenas uma decisão tática. Significaria renunciar ao principal palco em que o partido construiu sua história no Acre. Um partido pode apoiar aliados, disputar cargos proporcionais e sobreviver institucionalmente. Ainda assim, quando deixa de apresentar ao eleitor uma interpretação própria do Estado, perde centralidade, voz e capacidade de formar novas lideranças.
Por isso, falar agora em fim definitivo do PT seria precipitado. Mas é possível dizer que politicamente: o ciclo iniciado em 1998 já terminou, e 2026 pode marcar o desaparecimento do PT como competitivo na eleição para o Governo do Acre.
A possível pá de cal não está apenas na derrota passada, mas na ausência presente. Em 2018 e 2022, a esquerda perdeu nas urnas; em 2026, corre o risco de nem disputar sua própria identidade. Para um campo político que já governou o Acre por vinte anos e chegou a reunir 63,58% dos votos válidos, esse vazio merece mais do que silêncio.
Merece uma reflexão direta: quando uma corrente de eleitores continua existindo, mas ninguém aceita representá-la pelo nome, o problema não é somente eleitoral. É uma crise de identidade, organização e futuro.
Cruzeiro do Sul é uma cidade singular. É a capital do Juruá, o segundo maior colégio eleitoral do Acre e um território que costuma exercer papel decisivo na política estadual. Foi nesse cenário que, em 2024, acompanhei de perto uma das eleições municipais mais disputadas da história recente do município.
Vi o esforço das pessoas, a mobilização das lideranças, a militância nas ruas e a construção de uma frente política ampla. Por isso, ao observar o cenário atual, às portas de uma nova eleição estadual, é impossível não questionar o significado das escolhas que estão sendo feitas.
Zequinha Lima foi reeleito com 24.478 votos, equivalentes a 50,20% dos votos válidos. Jéssica Sales recebeu 24.281 votos, ou 49,80%. A diferença foi de apenas 197 votos. Não foi uma vitória folgada, individual ou construída isoladamente. Foi uma vitória coletiva, alcançada no limite e decidida por uma margem menor do que a população de muitas comunidades rurais de Cruzeiro do Sul.
Agora, em 29 de junho de 2026, Zequinha anunciou apoio ao senador Alan Rick na disputa pelo governo do Acre. Com isso, afastou-se do projeto eleitoral da governadora Mailza Assis, embora ambos filiados ao Progressistas. Zequinha afirmou que Alan representa o melhor projeto para o estado, alegou que vinha sofrendo tentativas de isolamento e declarou que não recebeu de Mailza o mesmo respeito que teria oferecido a ela. Ao mesmo tempo, manteve seu apoio a Gladson Cameli para o Senado.
Todo agente político possui liberdade para mudar de posição. Lealdade democrática não significa obediência cega, submissão permanente ou impossibilidade de discordar. O problema não está apenas em mudar de caminho. Está em esclarecer por que o caminho anterior, apresentado ao eleitor como uma união em defesa de Cruzeiro do Sul, deixou de ser adequado menos de dois anos depois da eleição.
A justificativa de que determinado candidato representa “o melhor projeto” é insuficiente quando não vem acompanhada de propostas, compromissos públicos e resultados esperados para a população.
Na política, gratidão não pode significar dependência eterna. Mas também não pode ser tratada como uma palavra descartável depois que a eleição termina.
Quem vence por apenas 197 votos precisa reconhecer que cada apoio foi determinante. Nenhuma liderança, partido, militante ou profissional pode reivindicar sozinho a propriedade daquela vitória. Da mesma maneira, o prefeito não pode ser tratado como propriedade do grupo que o apoiou.
Existe, porém, uma diferença entre independência e apagamento da história.
A autonomia política permite que Zequinha escolha outro palanque. A responsabilidade pública exige que ele reconheça as mãos que ajudaram a sustentá-lo quando sua reeleição estava ameaçada. Confiança não se rompe apenas quando alguém muda de candidato. Rompe-se principalmente quando as razões da mudança não são apresentadas com clareza suficiente.
A ironia política é evidente: a candidata derrotada por Zequinha passou a ocupar espaço justamente no grupo do qual o prefeito decidiu se afastar.
Enquanto as lideranças organizam seus palanques, a população continua avaliando ruas, unidades de saúde, escolas, limpeza pública, ramais e serviços básicos.
Reportagens locais vêm registrando reclamações sobre infraestrutura urbana, manutenção das vias e diferença entre anúncios e entregas. Esses registros não substituem uma pesquisa completa de opinião pública, mas mostram que existe cobrança social e que ela não pode ser ignorada.
Os 197 votos de diferença demonstram que quase metade do eleitorado preferia outra administração. Isso, por si só, deveria impor humildade, diálogo permanente e atenção redobrada às cobranças da sociedade.
Quem é, afinal, a grande liderança do Juruá?
Parte da imprensa política local apresenta Gladson Cameli como a principal liderança regional e atribui a ele papel decisivo na reta final da eleição de 2024. Sua participação foi relevante, mas a vitória de Zequinha Lima não pode ser creditada a uma única liderança. A campanha reuniu a então vice-governadora Mailza Assis, deputados federais e estaduais, entre eles Clodoaldo Rodrigues, Pedro Longo e Nicolau Júnior, além da vice Delcimar Leite, de Valéria Lima (eleita a vereadora mais votada do município) e de uma extensa rede de aliados dos setores político, empresarial e religioso, bem como lideranças comunitárias de bairros, ramais e comunidades. A lista de apoios é ampla e praticamente interminável, o que reforça um fato incontestável: a vitória foi resultado de uma construção coletiva, e não da força isolada de qualquer liderança.
Por fim, pude constatar, sem recorrer ao clichê, que a maior liderança do Juruá é o próprio eleitorado. Foram os eleitores que decidiram a eleição por uma diferença de apenas 197 votos. São eles que utilizam os serviços públicos, enfrentam diariamente os problemas da cidade e arcam com as consequências das alianças e das rupturas políticas. Lideranças passam por partidos, mudam de palanque e organizam seus interesses. A população permanece.
Zequinha tem o direito de escolher seu palanque. A população tem o direito de perguntar quais compromissos, interesses e projetos estão por trás dessa escolha. E, principalmente, tem o direito de decidir se o novo caminho representa Cruzeiro do Sul ou apenas só uma movimentação no tabuleiro eleitoral.
Por isso, o debate não deve ser apenas sobre quem Zequinha apoiará em 2026. A questão central é saber se ele está honrando a confiança recebida em 2024.
A política permite novos caminhos. Mas lealdade, compromisso, transparência, confiança e gratidão exigem que ninguém apague as pontes depois de atravessá-las.
Aos pré-candidatos e aos que já se consideram eleitos, fica o lembrete: todos têm a sua chance. Entre traídos, traidores, promessas e interesses, existe uma força maior, o povo. E, no fim, é o povo quem decide.
Todo ciclo eleitoral tem suas etapas. Há a das filiações, a das pesquisas, a das convenções e, antes de todas elas, a mais divertida: a temporada dos profetas eleitorais.
É quando surgem as análises definitivas, as sentenças irrefutáveis e as certezas absolutas sobre uma eleição que ainda nem começou de verdade. Basta um café, uma roda de conversa ou um artigo mais inspirado para decretar: “a eleição será decidida em Cruzeiro do Sul.” Ainda mais quando decisões recentes entram no roteiro, como o anúncio de apoio de Zequinha Lima a Alan Rick e as movimentações que colocam Jéssica Sales como provável vice na chapa de Mailza, como se essas definições fossem suficientes para encerrar o debate antes mesmo de ele começar.
Será?
Cruzeiro do Sul é, sem dúvida, um dos maiores colégios eleitorais do Acre. Tem peso político, tradição e lideranças influentes. Mas reduzir o resultado de uma eleição à vontade de um único município é uma simplificação que nem a matemática eleitoral consegue explicar.
Aliás, se a tese estiver correta, surge um pequeno problema: quem exatamente influencia e decide em Cruzeiro do Sul? Zequinha Lima e Jéssica Sales?
E Nicolau Júnior? E Gladson Cameli? E Delcimar Leite? E Clodoaldo Rodrigues?
E a vereadora Valéria Lima, a mais votada da última eleição municipal? E o presidente da Câmara, Elter Nóbrega? Eles deixaram de influenciar o eleitorado? Ou simplesmente desapareceram porque alguém resolveu resumir a política de Cruzeiro do Sul a um ou dois sobrenomes?
A verdade é que Cruzeiro do Sul não tem uma única liderança. Tem um alfabeto inteiro delas. Deputados, vereadores, ex-parlamentares, lideranças comunitárias, empresariais, religiosas e políticas formam um mosaico que nunca coube em uma manchete.
Quem enxerga apenas uma letra provavelmente ainda não aprendeu a ler a política do Juruá.
E isso vale para qualquer município do Acre. Toda eleição produz a tentação de encontrar um “dono” dos votos, um “grande eleitor” ou um atalho para explicar o comportamento do eleitorado. Mas a política real é muito menos conveniente do que as teorias prontas.
As eleições de 2026 não serão decididas por um artigo, por uma pesquisa isolada, por uma roda de conversa ou pela vontade de um único grupo político. Serão decididas nas urnas, voto a voto, em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Brasileia, Feijó, Xapuri, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e em todos os demais municípios acreanos.
Existe um detalhe que continua escapando a todas as profecias: o eleitor acreano não usa cabresto, não gosta de “já ganhou” e costuma reagir mal a qualquer tentativa de traição ou imposição.
Até lá, os profetas continuarão fazendo previsões. Faz parte do jogo. Só esqueceram de combinar com o eleitor.