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Política

Lula chama guerra dos EUA contra o Irã de inconsequente, critica ameaças de Trump e apoia papa Leão XIV

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, em Brasília, que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã é “inconsequente” e disse que Donald Trump “não precisava ficar ameaçando o mundo”. Na mesma entrevista, concedida aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM, Lula também declarou apoio ao papa Leão XIV após a troca de críticas entre o pontífice e o presidente norte-americano nesta semana.

Lula afirmou que Trump tenta sustentar narrativas para agradar à população e vender a ideia de que os Estados Unidos seriam um país “onipotente” e de um povo “superior”. O presidente disse que admira os Estados Unidos como maior economia do mundo e associou esse resultado à capacidade de trabalho da população do país. “Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo”, disse.

O presidente brasileiro afirmou que as ameaças de Trump “não fazem bem para a democracia” e voltou a classificar o conflito com o Irã como inconsequente. Lula também citou impactos econômicos, sobretudo na alta dos combustíveis, ao comentar as consequências da guerra.

A crise com o Vaticano ganhou força no domingo, 12, quando Trump reagiu a críticas do papa às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela. Trump afirmou que Leão XIV é “terrível em política externa” e pediu que o pontífice deixasse de agradar a “esquerda radical”. O papa respondeu que não tem medo do presidente norte-americano e reafirmou a mensagem de paz do Evangelho.

Lula disse que esteve com Leão XIV e que saiu “bem-impressionado” do encontro. Em seguida, declarou solidariedade ao pontífice. “Quero ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, afirmou.

Na mesma entrevista, Lula comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos (ICE), em Orlando, na Flórida, e mencionou a recente parceria entre Brasil e Estados Unidos para combater o tráfico internacional de armas e drogas. Ele disse que Ramagem deve voltar ao Brasil e contestou a versão de que a detenção teria ocorrido por uma infração de trânsito. “A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso por uma multazinha, mas não. Ele foi preso, ele já estava condenado a 16 anos nesse país, ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena”, declarou.

A Polícia Federal informou que a prisão ocorreu a partir de cooperação policial internacional com autoridades norte-americanas. Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), havia deixado o Brasil em setembro do ano passado após condenação no Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito. Proibido de sair do país, ele cruzou a fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido, e passou a constar na lista de foragidos da Interpol. A expectativa agora é que o caso avance na via diplomática e judicial para viabilizar o retorno do ex-parlamentar e o cumprimento da pena no Brasil.

Fonte e foto: Agência Brasil

Direto ao ponto

Comunicação digital vira aposta no debate político do Acre

Lideranças políticas ocupam plataformas digitais, mas desafio é falar para além da própria bolha

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A comunicação política já não passa apenas por palanques, entrevistas, rádio e televisão. Nos últimos anos, setores da direita ocuparam com força redes sociais, canais de vídeo e aplicativos de mensagem, criando uma relação direta com suas bases e influenciando o debate público fora dos espaços tradicionais da imprensa. Diante desse cenário, lideranças do campo progressista passaram a investir mais em podcasts, lives e plataformas digitais, não apenas para marcar presença, mas para tentar disputar interpretação, audiência e vínculo social em um território onde a ausência também tem custo político.

No Acre, o ex-governador Jorge Viana estreou o “Aqui Tem Acre Cast”, projeto em formato de podcast que pretende discutir temas ligados à história recente do estado, aos desafios atuais e às perspectivas para o futuro.

O primeiro episódio foi ao ar no YouTube e contou com a participação do ex-governador Binho Marques, do jornalista Toinho Alves e da jornalista Marcela Jansen. A conversa abordou temas como política, desenvolvimento, educação, saúde, juventude, economia e os caminhos possíveis para o Acre nos próximos anos.

A iniciativa acompanha uma mudança na forma como figuras públicas se comunicam com a população. Em vez de depender apenas dos espaços tradicionais da imprensa, podcasts e canais próprios têm permitido conversas mais longas, com menos interrupções e maior liberdade para contextualizar temas complexos.

Apesar do potencial desses formatos, a simples presença nas plataformas digitais não garante, por si só, ampliação real de audiência nem construção de influência política. Um dos riscos é transformar podcasts, lives e canais próprios em espaços de reafirmação, voltados quase exclusivamente para quem já acompanha, concorda ou faz parte do mesmo campo político. Nesse caso, o formato muda, mas a lógica continua antiga: fala-se muito, escuta-se pouco e a comunicação passa a circular dentro da própria bolha.

Esse debate é recorrente entre profissionais da comunicação política. Marcelo Vitorino, especialista em marketing político digital, costuma chamar atenção para o equívoco de tratar a internet apenas como um novo canal para distribuir mensagens antigas. A crítica é pertinente: no ambiente digital, não basta levar para as redes o mesmo discurso pensado para televisão, palanque ou reunião política. É preciso adaptar linguagem, ritmo, público, território e forma de circulação.

Na mesma direção, o publicitário Juarez Guedes tem defendido que presença e relacionamento são elementos centrais para gerar validação social. A presença digital, portanto, só ganha sentido quando constrói conexão. Estar no YouTube, no Instagram ou em qualquer outra plataforma não significa, necessariamente, dialogar com a sociedade. Pode significar apenas falar para os mesmos grupos, com os mesmos argumentos e para uma audiência que já está previamente convencida.

Em recente publicação em suas redes sociais, o marqueteiro Zé Américo resume bem esse desafio: “O que ganha eleição é transformar história em confiança, experiência em solução e presença em voto.” No contexto da comunicação digital, a ideia ajuda a separar visibilidade de influência. Um podcast pode registrar memória, organizar narrativas e apresentar ideias, mas só se torna politicamente relevante quando consegue traduzir trajetória em confiança, experiência em resposta concreta e presença em vínculo real com o público.

A crítica, portanto, não diminui a importância dos podcasts e canais próprios. Ao contrário, reforça que esses espaços podem ser relevantes quando não se limitam à autopromoção ou à defesa de trajetórias pessoais. Para alcançar públicos mais amplos, é preciso combinar conteúdo, escuta, linguagem, cortes, distribuição, presença nas redes e capacidade de falar também com quem não acompanha diariamente o debate político. No ambiente digital, curtida não é voto, visualização não é adesão e engajamento, sozinho, não garante construção de reputação. Essa distinção entre métrica de rede e força política real também aparece em análises recentes sobre campanhas que confundem produção de conteúdo com comunicação política. 

Durante o episódio, Jorge Viana e os convidados falaram sobre experiências de gestão, mudanças vividas pelo Acre nas últimas décadas e questões que continuam presentes no cotidiano da população. A proposta do programa é reunir diferentes vozes para discutir o estado a partir de sua história, de seus problemas e de suas possibilidades.

O “Aqui Tem Acre Cast” está disponível no canal Jorge Viana Acre, no YouTube.

📍 Assista ao episódio:


Foto: Marcos Vicentti/Secom

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Política

Comissão aprova parecer e pauta do fim da escala 6×1 avança na Câmara

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A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o parecer da proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho sem corte de salário. O relatório foi aprovado por 34 votos a 4 e agora segue para análise do plenário da Casa, etapa decisiva para o avanço da proposta no Congresso.

O texto aprovado estabelece uma transição para a mudança. A escala 6×1 deixa de valer 60 dias depois da promulgação da emenda constitucional. Nessa primeira fase, a jornada máxima semanal cai de 44 para 42 horas. Doze meses depois, o limite passa para 40 horas. A proposta também assegura dois dias de descanso remunerado por semana, com um deles preferencialmente aos domingos.

A votação desta quarta consolidou um dos principais movimentos recentes da pauta trabalhista no Legislativo. A proposta ganhou força após pressão de trabalhadores, mobilização nas redes sociais e articulação de parlamentares favoráveis à revisão da jornada atual. O parecer aprovado manteve a proibição de redução salarial e abriu espaço para compensações por acordo ou convenção coletiva, desde que seja preservada a nova lógica de descanso semanal.

Durante a discussão, deputados da oposição criticaram o impacto da medida sobre empresas e pequenos negócios. O argumento apresentado por esse grupo é que a mudança pode elevar custos de contratação e pressionar setores com menor capacidade de adaptação. Já os defensores do texto afirmaram que a proposta corrige um modelo considerado desgastante, amplia a proteção ao trabalhador e alinha o debate brasileiro a mudanças já discutidas em outros países sobre qualidade de vida e produtividade.

A tramitação na comissão também expôs a disputa política em torno da proposta. Houve manobras regimentais para liberar a votação ainda hoje, depois do pedido de vista apresentado anteriormente. Com a aprovação do parecer, o foco agora passa a ser a contagem de votos no plenário, onde a matéria precisará de apoio amplo por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição.

Mesmo com o avanço, a mudança ainda não entra em vigor de imediato. A PEC precisa ser aprovada em dois turnos pela Câmara e, depois, passar também pelo Senado. Até a conclusão desse caminho, seguem valendo as regras atuais da jornada de 44 horas semanais.

O resultado desta quarta coloca o fim da escala 6×1 em um novo patamar político. A proposta saiu do campo da pressão social e entrou de vez na fase de decisão legislativa. A partir de agora, o debate deixa de ser apenas sobre intenção e passa a ser sobre prazo, votos e capacidade de o Congresso transformar a reivindicação em mudança constitucional.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Política

Acórdão do STJ contra Gladson abre fase de recursos e amplia impacto político no Acre

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A publicação do acórdão da Ação Penal 1.076 colocou em nova etapa o processo que condenou Gladson Cameli, ex-governador do Acre, a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção passiva majorada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O julgamento ocorreu no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e agora a íntegra da decisão passa a contar para os próximos movimentos da defesa, do Ministério Público Federal e dos tribunais.

O acórdão é a versão oficial e completa da decisão colegiada. Nele estão os fundamentos usados pelos ministros, as teses rejeitadas, os crimes reconhecidos e os efeitos da condenação. No caso de Gladson, o STJ também fixou indenização por danos materiais de R$ 11.785.020,31 e decretou a perda do cargo de governador, embora ele já tivesse renunciado ao mandato em 2 de abril de 2026 para cumprir prazo de desincompatibilização eleitoral.

A condenação nasce da Operação Ptolomeu e envolve o contrato nº 010/2019 da Seinfra, firmado com a empresa Murano. Para o STJ, o esquema tinha núcleos político, familiar, empresarial e operacional, com o objetivo de desviar recursos públicos do Estado do Acre. A Controladoria-Geral da União apontou sobrepreço de 51,65%, equivalente a R$ 8.875.292,68, em um contrato que recebeu R$ 17.183.528,91.

A Corte Especial entendeu que Gladson liderava a organização criminosa e era beneficiário central das vantagens indevidas. O acórdão relata desvios por meio de subcontratações, transferências para empresas ligadas ao esquema e operações usadas para esconder a origem do dinheiro. Parte dos valores, segundo a decisão, passou por empresas como Rio Negro e Seven e teria sido usada no pagamento de parcelas de apartamento de luxo em São Paulo e de veículo de alto padrão.

Com a publicação, começam a correr os prazos processuais a partir da intimação formal no sistema do tribunal. O primeiro caminho da defesa são os embargos de declaração, com prazo de 2 dias corridos em matéria penal. Esse recurso serve para apontar omissão, contradição, obscuridade ou erro material no acórdão. Não é, em regra, um novo julgamento sobre as provas.

Depois dos embargos, ou caso eles não sejam apresentados, a defesa pode tentar levar o caso ao Supremo Tribunal Federal por recurso extraordinário. O prazo aplicado a esse recurso é de 15 dias corridos, contado da publicação do acórdão ou da nova intimação após o julgamento dos embargos. No STF, a discussão precisa envolver matéria constitucional. O Supremo não funciona como uma nova instância para reexaminar todo o conjunto de provas.

O acórdão mostra que o STJ rejeitou as principais teses preliminares da defesa, como nulidade da Operação Ptolomeu, uso irregular de relatório financeiro do Coaf, usurpação de competência da Justiça Eleitoral, violação de domicílio, nulidade de busca e apreensão e quebra da cadeia de custódia de provas digitais. Para a Corte Especial, as provas eram válidas e suficientes para sustentar a condenação.

O impacto político é imediato. Mailza Assis assumiu o governo do Acre após a renúncia de Gladson, o que reduz o efeito administrativo da perda do cargo decretada pelo STJ. Mesmo assim, a condenação pesa diretamente sobre o futuro político do ex-governador. Uma decisão colegiada por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro tende a abrir debate sobre inelegibilidade, embora qualquer decisão sobre candidatura dependa da Justiça Eleitoral no momento de eventual pedido de registro.

A partir de agora, o caso entra em uma etapa mais estreita. A condenação está definida no STJ, mas ainda pode ser questionada por recursos. Os prazos mais imediatos são de 2 dias corridos para embargos de declaração e, depois, de 15 dias corridos para eventual recurso extraordinário ao STF.

Foto: Secom/AC

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