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MEIO AMBIENTE

Observatório Socioambiental do Acre lança portal de informações

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Visando difundir materiais de pesquisa, relatórios, monitoramento de atos públicos, reportagens e outros temas, o Observatório Socioambiental do Acre lançou nesta sexta-feira (3), o seu site próprio, durante uma live em suas redes sociais. Participaram da live a coordenadora do Observatório Observatório Daniela Dias, Maira Borges coordenadora de iniciativa da Amazônia Legal representando o Instituto Clima e Sociedade (iCs) e Taciana Stec Analista de políticas públicas e coordenadora do Foco Amazônia no projeto política por inteiro.

O Observatório é uma iniciativa da SOS Amazônia, tendo enquanto parceiro direto o Instituto Clima e Sociedade (iCS), com objetivo de colaborar para o fortalecimento do papel político e enfrentamento ao modelo de desestruturação e enfraquecimento das políticas públicas socioambientais.

O projeto tem como objetivo fazer o monitoramento de atos públicos enquanto instrumento de incidir em Políticas Públicas Socioambientais para subsidiar o fortalecimento da participação social nos espaços de governança, especialmente ao nível estadual, sempre a partir da perspectiva de um desenvolvimento sustentável justo na Amazônia acriana. Para isso, conta com a produção de materiais técnicos e informativos, além de, construir posicionamentos sobre as políticas públicas mais atuais do Estado, ao informar a população geral sobre os efeitos das decisões dos gestores públicos.

Acesse o site https://observaacre.org.br/

MEIO AMBIENTE

Previsão segue com 81% de chance de El Niño muito forte no fim de 2026

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A previsão climática para o fim de 2026 segue com alerta para a intensificação do El Niño, que tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro. O fenômeno ganhou força no Oceano Pacífico equatorial e pode se tornar o mais intenso desde 1950, quando começaram as medições regulares.

O boletim mais recente mudou o nível de atenção sobre o fenômeno. Antes, já havia expectativa de fortalecimento ao longo do ano, mas ainda não estava definida a intensidade que o El Niño poderia alcançar. Agora, a projeção aponta um cenário mais severo para o último trimestre de 2026.

A tendência é de continuidade do fenômeno em 2027. A chance de o El Niño seguir ativo entre março e junho do próximo ano chega a 97%, período que corresponde ao outono no Hemisfério Sul. A permanência por vários meses aumenta a atenção para possíveis mudanças no regime de chuvas e temperaturas.

O El Niño ocorre quando a superfície do Pacífico equatorial fica mais quente que a média. Em junho, áreas do Pacífico central e leste registraram aumento superior a 1ºC, alteração suficiente para interferir na circulação dos ventos e no comportamento das chuvas.

Um El Niño mais forte não provoca, de forma automática, eventos climáticos graves. A intensidade maior, no entanto, eleva a probabilidade de tempestades, ondas de calor e mudanças no padrão de precipitação em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, o fenômeno costuma afetar a distribuição das chuvas, com possibilidade de estiagem em áreas do Norte e do Nordeste e maior volume de chuva no Sul. Os impactos dependem da duração, da intensidade e da interação com outros sistemas atmosféricos.

Foto e foto: Agência Brasil.

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Economia e Empreender

Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

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MEIO AMBIENTE

El Niño ganha força e coloca o mundo em alerta para calor, seca e chuvas extremas

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O El Niño voltou ao centro do mapa climático mundial em julho de 2026, com o Pacífico Equatorial mais quente, previsões convergentes de fortalecimento rápido e risco ampliado de eventos extremos em vários continentes. A atualização mais recente da Organização Meteorológica Mundial colocou o fenômeno em uma nova escala de preocupação: as condições já se formaram no Pacífico tropical e devem ganhar força entre julho e setembro, antes de atingir o período de maior influência entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

A mudança nasce longe das cidades, dos roçados, dos portos e das redes elétricas, mas chega a todos esses lugares. No centro e no leste do Pacífico Equatorial, a água mais quente do que o normal altera ventos, desloca áreas de chuva, muda o comportamento de massas de ar e empurra o clima global para um período de maior instabilidade. O El Niño não cria sozinho cada seca, cada enchente ou cada onda de calor, mas aumenta a chance de que esses eventos apareçam com mais força em regiões já vulneráveis.

A Organização Meteorológica Mundial informou em 3 de julho que modelos de centros climáticos internacionais apontam aquecimento consistente do Pacífico Equatorial central e oriental, com anomalias médias sazonais da temperatura da superfície do mar acima de 2°C em áreas-chave de monitoramento. Esse patamar sustenta a previsão de um evento forte. A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, também mantém o sistema em El Niño Advisory, classificação usada quando o fenômeno já está presente e deve continuar. No boletim de junho, o Climate Prediction Center calculou 63% de chance de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

O termo “super El Niño” passou a circular em manchetes, conversas políticas e alertas públicos, mas a expressão não pertence à classificação operacional da Organização Meteorológica Mundial. A categoria técnica trabalha com eventos fracos, moderados, fortes ou muito fortes. Essa distinção evita um erro comum em momentos de alarme climático: transformar probabilidade em sentença. Um El Niño muito forte eleva o risco global, mas seus impactos mudam conforme a região, a estação do ano, a duração do fenômeno e a interação com outros sistemas, como o Dipolo do Oceano Índico, o Atlântico Tropical e padrões atmosféricos locais.

Ainda assim, o recado global é direto. A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, afirmou que as condições de El Niño já estão em curso e devem se fortalecer rapidamente. “Isso vai intensificar as chances de seca e chuva intensa, além do risco de ondas de calor em terra e ondas de calor marinhas em muitas regiões do mundo”, disse. A frase resume o tamanho do problema: o mesmo fenômeno pode deixar uma área sem chuva e empurrar outra para precipitações acima do normal.

Entre julho e setembro, a previsão global aponta maior probabilidade de chuva acima da média no Pacífico Equatorial central e oriental. Ao mesmo tempo, partes do Oceano Índico tropical, do subcontinente indiano e da Austrália aparecem sob risco maior de chuva abaixo do normal. Na África Equatorial, o desenho é desigual: áreas próximas ao norte do Golfo da Guiné tendem a receber mais chuva, enquanto o Chifre da África aparece em cenário mais seco. Na América Central, no Caribe e no noroeste da América do Sul, a previsão favorece chuva abaixo da média. No sudoeste dos Estados Unidos, o sinal aponta maior chance de um período mais úmido.

A Europa entra no boletim com um padrão menos seguro, mas também dividido. As projeções sugerem maior possibilidade de chuva acima da média no sul do continente e chuva abaixo da média no norte. A própria Organização Meteorológica Mundial trata a confiança para a Europa como menor do que em outras regiões, um lembrete de que a influência do El Niño não se espalha pelo planeta em linha reta. O fenômeno conversa com oceanos, relevo, frentes frias, massas de ar e sistemas regionais que podem reforçar ou suavizar seus efeitos.

O calor aparece como a ameaça mais ampla. A atualização global prevê probabilidade muito alta de temperaturas acima da média na maior parte das áreas terrestres entre 60 graus sul e 60 graus norte, faixa que concentra quase toda a população mundial fora das regiões polares. Nos oceanos, o Pacífico Equatorial carrega a marca principal do El Niño, mas o Índico e o Atlântico Tropical também aparecem mais quentes do que o normal. Esse detalhe pesa porque mares aquecidos alimentam umidade, calor e energia nos sistemas meteorológicos.

Na prática, o novo alerta desloca o debate climático para a preparação. Agricultura, saúde pública, abastecimento de água, geração de energia, transporte, defesa civil e segurança alimentar entram na mesma equação. Em países dependentes de regimes regulares de chuva, um El Niño forte pode mexer no calendário de plantio, no preço dos alimentos e na pressão sobre reservatórios. Em áreas urbanas, ondas de calor aumentam internações, sobrecarregam redes elétricas e atingem com mais violência trabalhadores expostos, idosos, crianças e moradores de bairros com pouca arborização.

No Brasil, o boletim conjunto de Inmet, Inpe, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil e Defesa Civil Nacional coloca o país dentro desse tabuleiro global. A previsão para julho, agosto e setembro aponta, de forma geral, chuva acima da média em áreas do Sul e chuva abaixo da média no centro-norte. O documento também trabalha com alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, quadro que pode ampliar ondas de calor e incêndios florestais.

A Amazônia aparece em uma zona sensível desse mapa. O risco não se resume ao termômetro. Em áreas do centro-norte brasileiro, menos chuva e calor persistente podem alongar a estiagem, reduzir níveis de rios, dificultar transporte fluvial, pressionar comunidades ribeirinhas, ampliar queimadas e espalhar fumaça sobre cidades. Quando o El Niño se fortalece, a crise não chega apenas pelo céu sem nuvens. Ela passa pela água que baixa, pelo solo que resseca, pela floresta que perde umidade e pelo ar que se torna mais pesado.

O alerta de julho também muda a responsabilidade política. O fenômeno ainda deve atingir o pico entre o fim de 2026 e o início de 2027, mas os efeitos preparatórios já batem à porta de governos, produtores, serviços de saúde e sistemas de proteção civil. Esperar o auge para reagir significa administrar a emergência quando a margem de manobra já ficou pequena. A atualização global deixa uma mensagem incômoda: o mundo sabe com meses de antecedência que o risco está aumentando. A diferença entre alerta e desastre dependerá da velocidade com que essa informação sair dos boletins técnicos e entrar no planejamento real das cidades, dos campos e das comunidades mais expostas.

Imagem de capa: Mapa da temperatura média global para maio. Crédito: Berkeley Earth

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