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Operação Ícaro leva atendimento inédito a Jordão e aciona apoio aéreo durante a vazante

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A Operação Ícaro vai levar atendimento de saúde a Jordão, no interior do Acre, pela primeira vez no roteiro ligado ao Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, em uma ação montada para contornar a vazante do Rio Juruá e evitar que comunidades do Alto Juruá fiquem sem consultas, exames e procedimentos básicos no período em que o nível da água cai e encurta a janela de navegação. A chegada a Jordão está prevista para 4 de abril, dentro de uma etapa em que aeronaves passam a transportar equipes e insumos, com o navio funcionando como base de comando.

A missão foi reorganizada após sucessivos adiamentos e reavaliações de rota provocados pelo baixo volume de água no Juruá, que atingiu trechos críticos nas últimas semanas e deixou o deslocamento do navio mais lento e mais arriscado. O comandante Marcelo Camerino, responsável pela embarcação, atribuiu a mudança ao comportamento do rio: “O Rio Juruá é um dos rios mais sinuosos do mundo e também muito sensível às variações do nível da água. Assim como ele enche rápido, também seca muito rápido”. A previsão de avanço para áreas mais distantes, como Marechal Thaumaturgo, passou a depender da segurança do trajeto e de janelas curtas de navegabilidade.

O plano operacional foi dividido em duas frentes. A fase “Rio e Terra” começa em 24 de março em Mâncio Lima, segue para Rodrigues Alves em 25 de março e concentra atendimentos em Porto Walter de 26 a 28 de março, com deslocamentos complementares por estrada onde o rio não permite avanço. Depois, a equipe segue para Miritizal em 30 de março e retorna ao porto do Abraão em 31 de março. Na sequência, entre 1º e 5 de abril, entra a fase “Céu”, com atendimento em Marechal Thaumaturgo de 1º a 3 de abril e, no dia 4, a inclusão de Jordão no roteiro, em um deslocamento planejado para superar exatamente as limitações impostas pela seca.

A Operação Ícaro ocorre dentro da 26ª Operação Acre, ação mantida pela Marinha ao longo de meses no Rio Juruá para atender populações ribeirinhas e indígenas em municípios do Acre e do Amazonas. O Doutor Montenegro atua como hospital flutuante, com estrutura para consultas médicas e odontológicas, apoio de exames e pequenos procedimentos, além de ações de prevenção e promoção da saúde. Em etapas recentes, a programação passou a incluir exames voltados à saúde da mulher e triagens com encaminhamentos para investigação de casos suspeitos, com previsão de continuidade dos atendimentos em Cruzeiro do Sul após o ciclo do início de abril e articulação com a rede local para procedimentos cirúrgicos.

O governo do Acre reforçou a logística na região com apoio do Deracre, que acompanha a missão e atua na sustentação de trechos terrestres e pontos de operação durante o período de vazante. A presidente do órgão, Sula Ximenes, afirmou que “ver esses atendimentos chegando às comunidades ribeirinhas, onde muitas vezes o acesso é difícil, mostra a importância de levar o poder público cada vez mais perto de quem precisa”, e vinculou o reforço à orientação do Palácio Rio Branco para ampliar o alcance das ações no Vale do Juruá.

A entrada de Jordão no planejamento, associada ao uso de aeronaves como ponte para equipes e insumos, passa a funcionar como teste de um modelo que combina base fluvial e alcance aéreo para manter a assistência quando o rio deixa de ser a principal rota de deslocamento. O resultado esperado é reduzir a pressão sobre o sistema local durante a seca, encurtar o caminho até atendimentos que exigem deslocamentos longos e garantir que a queda do Juruá não interrompa o acesso a serviços essenciais nas áreas mais isoladas do Alto Juruá.

Justiça do Acre

Lois Arruda assume presidência do TRE-AC e TJAC defende equilíbrio nas eleições de 2026

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O desembargador Lois Arruda assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) para o biênio 2026-2028 durante sessão solene realizada na noite de sexta-feira (18). Samoel Evangelista tomou posse como vice-presidente e corregedor regional eleitoral. A nova administração ficará à frente da Corte durante as Eleições Gerais de 2026, cujo primeiro turno será realizado em 4 de outubro.

Durante a cerimônia, o presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, defendeu equilíbrio, proporcionalidade e serenidade na atuação da Justiça Eleitoral diante do ambiente político e dos novos desafios tecnológicos.

Nogueira citou a polarização política, a velocidade das redes sociais e o uso de inteligência artificial para a produção de imagens, vozes e vídeos como fatores que ampliam as responsabilidades da Justiça Eleitoral. Para o magistrado, a atuação institucional deve preservar a liberdade de escolha do eleitor. “A Justiça Eleitoral não existe para escolher pelo cidadão. Existe para garantir que ninguém escolha por ele”, afirmou.

Antes da eleição da nova direção, Samoel Evangelista tomou posse como membro efetivo da Corte Eleitoral na classe de desembargador. Ele foi escolhido por maioria pelo Pleno Administrativo do TJAC para ocupar a vaga deixada pela desembargadora Waldirene Cordeiro, cujo biênio no tribunal terminou em 17 de setembro.

Na definição da nova administração, Evangelista propôs que Lois Arruda fosse eleito presidente por aclamação. A proposta foi aceita pelos integrantes da Corte. Arruda assumiu a presidência, enquanto Evangelista passou a acumular a vice-presidência e a Corregedoria Regional Eleitoral.

Em seu primeiro pronunciamento no cargo, Samoel Evangelista afirmou que a Justiça Eleitoral deve garantir eleições livres, legítimas, transparentes e confiáveis. Ele também falou sobre o papel dos servidores na execução das decisões e no funcionamento dos serviços prestados à população.

Lois Arruda afirmou que a presidência representa uma responsabilidade temporária colocada a serviço da Justiça e defendeu a cooperação entre os integrantes do tribunal. A gestão recém-empossada comandará o TRE-AC na reta final da preparação para as eleições e durante as etapas de votação, apuração e demais procedimentos eleitorais no estado.

As Eleições Gerais de 2026 terão primeiro turno em 4 de outubro. Um eventual segundo turno para presidente da República e governador será realizado em 25 de outubro.

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Economia e Empreender

FMI diz que IA pode elevar produtividade na Europa, mas ampliar desigualdade

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A inteligência artificial pode aumentar a produtividade da Europa em cerca de 1% nos próximos cinco anos, mas a expansão da tecnologia também pode ampliar a desigualdade, pressionar as redes de energia e aumentar a dependência de soluções desenvolvidas no exterior. O alerta faz parte de uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) preparada para a reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia, realizada em Dublin, na Irlanda, nos dias 18 e 19 de setembro.

Os efeitos econômicos da IA devem variar entre países, regiões e trabalhadores. O FMI avalia que uma maior integração econômica entre os 27 países da União Europeia poderia acelerar a adoção da tecnologia e distribuir seus ganhos de forma mais ampla.

A fragmentação dos mercados europeus de capital, trabalho e energia aparece como um dos obstáculos ao avanço dos investimentos e da inovação. A avaliação acompanha preocupações já levantadas no continente sobre a capacidade da Europa de competir em áreas tecnológicas dominadas principalmente pelos Estados Unidos e pela China.

No mercado de trabalho, cerca de 60% dos trabalhadores das economias europeias avançadas estão empregados em ocupações consideradas altamente expostas à inteligência artificial. Parte desses profissionais poderá produzir mais com o apoio de ferramentas de IA, enquanto outros poderão perder espaço com a automatização de tarefas.

O risco é maior nas atividades em que a tecnologia pode substituir diretamente funções desempenhadas por pessoas, em vez de atuar como complemento ao trabalho humano. As diferenças na qualificação profissional e na capacidade de adaptação das empresas também podem fazer com que os benefícios da transformação tecnológica se concentrem em determinados grupos.

A expansão da inteligência artificial ainda deve aumentar o consumo de eletricidade. Os centros de dados europeus já respondem por cerca de 3% da energia elétrica consumida no continente, e essa demanda tende a crescer conforme serviços e aplicações baseados em IA se tornem mais difundidos.

Grandes polos tecnológicos, como Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin, estão entre as regiões mais sujeitas à pressão sobre as redes locais de energia devido à concentração de centros de dados. Para enfrentar o problema, o FMI defende investimentos em infraestrutura elétrica entre países e uma integração maior do mercado europeu de energia.

Outro desafio envolve a dependência tecnológica. Estados Unidos e China concentram boa parte do desenvolvimento dos principais modelos de inteligência artificial, situação que pode criar uma nova vulnerabilidade estratégica para a Europa. A redução dessa dependência exigiria investimentos de grande escala na própria indústria europeia de IA.

As diferenças entre os países também podem aumentar. Economias mais avançadas e preparadas para incorporar a tecnologia têm maior possibilidade de aproveitar os ganhos de produtividade, enquanto regiões com menor capacidade de investimento, infraestrutura e formação profissional podem avançar em ritmo mais lento.

O debate coloca a inteligência artificial no centro das decisões econômicas da União Europeia. O potencial de aumento da produtividade vem acompanhado da necessidade de ampliar investimentos em energia, tecnologia e qualificação profissional para reduzir o risco de que os benefícios da nova geração de sistemas de IA fiquem concentrados em poucos países, empresas e trabalhadores.

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Rio Branco

Alysson acompanha obras do 1001 Dignidade no Santo Afonso

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, acompanhou neste sábado (19) o andamento das obras do programa habitacional 1001 Dignidade, no bairro Santo Afonso. A visita teve como foco a evolução da construção das moradias destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social na capital acreana.

Durante a vistoria, Alysson percorreu a área do empreendimento e acompanhou os serviços executados no conjunto habitacional. As primeiras unidades no Santo Afonso chegaram ao segundo semestre em fase avançada de construção, com trabalhos concentrados nos acabamentos e na infraestrutura necessária para receber os futuros moradores.

“Cada etapa dessa obra nos aproxima de um futuro com mais dignidade, segurança e qualidade de vida para a nossa população”, afirmou o prefeito ao divulgar imagens da visita.

O núcleo do programa no Santo Afonso prevê 110 moradias destinadas principalmente a famílias que vivem em áreas de risco e enfrentam os impactos das enchentes em Rio Branco. As unidades são construídas com recursos municipais.

O 1001 Dignidade integra a política habitacional do município e prevê a construção de moradias em diferentes áreas da cidade. No Plano Plurianual de Rio Branco para o período de 2026 a 2029, o programa possui previsão de R$ 120 milhões em investimentos e estabelece como meta a entrega de 1.768 unidades habitacionais ao longo do período.

Além da construção das casas, o projeto no Santo Afonso envolve serviços de infraestrutura urbana, como drenagem e implantação de redes de água e esgoto, necessários para a ocupação da área pelas famílias beneficiadas.

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