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Política

Petecão confirma candidatura ao Senado e comenta cenário político de 2026

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O senador Sérgio Petecão (PSD) confirmou que será candidato à reeleição ao Senado nas eleições de 2026. Em entrevista à TV Gazeta, Petecão afirmou que o PSD não lançará candidatura ao governo do Acre, concentrando esforços nas eleições proporcionais e em sua própria campanha ao Senado.

Petecão declarou que não existe possibilidade de aliança com o Partido dos Trabalhadores e que também não há tratativas em andamento para composição com o PSDB. Segundo o senador, a federação entre os dois partidos foi discutida anteriormente, mas não avançou. Ele mencionou ainda que lideranças do PSDB estão migrando para o PSD, como a governadora de Pernambuco e o governador do Rio Grande do Sul.

A declaração do senador ocorre em meio à divulgação de dados da pesquisa Delta, encomendada pelo MDB. O levantamento, feito com 800 eleitores entre os dias 19 e 25 de março de 2025, aponta Petecão como o nome mais rejeitado para o Senado, com 25,31% de rejeição. Em segundo lugar aparece Jorge Viana (PT), com 19,52%.

Na pesquisa espontânea, o nome de Petecão recebeu menos de 1% das intenções de voto, atrás de Gladson Cameli (13,12%), Jorge Viana (3,25%), Márcio Bittar (1,75%), Jéssica Sales (1,75%) e Mara Rocha (1,37%).

Gladson Cameli aparece como o nome mais bem posicionado no levantamento estimulado, com 34,97% das intenções de voto para o Senado. A pesquisa também apontou que Gladson é o nome com menor rejeição entre os pré-candidatos, com 7,04%, seguido por Jéssica Sales (8,17%).

As eleições de 2026 terão duas vagas para o Senado no Acre. Petecão busca renovar seu mandato em um cenário marcado pela alta rejeição e por mudanças nas articulações partidárias.

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Política

Pré-campanha ao governo do Acre ganha ritmo com BR-364, alianças e drenagem urbana no centro da disputa

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A pré-campanha ao governo do Acre entrou em modo de estrada nesta semana, de 12 a 18 de abril, com Tião Bocalom abrindo a maratona no Vale do Juruá e colocando a BR-364 como vitrine do discurso, Mailza Assis acelerando a montagem de alianças e a costura de uma chapa com o MDB enquanto ainda ajusta a engrenagem do Palácio Rio Branco, Alan Rick levando a pauta de infraestrutura urbana ao plenário do Senado após alagamentos em Rio Branco e ampliando o gesto político no campo da direita em Brasília, e Thor Dantas concentrando a movimentação em defesa pública da própria imagem e na organização do bloco que tenta dar musculatura à candidatura pelo PSB.

No domingo, 12 de abril, Bocalom escolheu o Juruá para marcar o início da agenda como pré-candidato e sinalizou que a campanha vai buscar lastro fora da capital, com foco em temas que dialogam com o interior, como produção, escoamento e obras estruturantes. A semana avançou com a visita de Bocalom à BR-364, transformada em palco do primeiro grande recado sobre logística e integração regional. Na quinta-feira, 16, ele percorreu trechos da rodovia, ouviu relatos de motoristas e moradores e, já em Cruzeiro do Sul, tratou a ponte prevista para ligar o município a Rodrigues Alves como peça estratégica para a mobilidade do Vale do Juruá.

A passagem pelo Juruá não ficou restrita ao roteiro de fotos e encontros. Na sexta-feira, 17, em entrevista a uma emissora local, Bocalom amarrou o discurso de campanha à ideia de “gestão” e de ampliação do que afirma ter feito em Rio Branco e em Acrelândia, repetindo um argumento que aparece como eixo central da sua pré-candidatura: experiência administrativa e agenda pró-setor produtivo. Ao explicar a saída da Prefeitura de Rio Branco, ele resumiu a decisão com uma frase que pretende funcionar como assinatura política: “estou aqui para servir”. Na mesma conversa, citou infraestrutura, creches, reformas em unidades de saúde e reforço do atendimento médico para sustentar a tese de continuidade e de capacidade de entrega. No sábado, 18, a agenda em Cruzeiro do Sul começou cedo, com visita ao mercado municipal e conversa com produtores da agricultura familiar, reforçando a costura do candidato com a pauta de campo e abastecimento, que ele tenta transformar em narrativa de desenvolvimento regional.

Enquanto Bocalom ocupava o interior, Mailza Assis atravessou a semana equilibrando a agenda institucional de quem assumiu o governo há pouco com a necessidade de dar forma política à candidatura. Na sexta-feira, 16, ela reuniu prefeitos no Palácio Rio Branco para reafirmar o compromisso de “gestão municipalista” e abriu espaço para demandas levadas pelos municípios, num movimento que mira apoio regional e capilaridade. “Reunir os prefeitos dos municípios acreanos é reafirmar o compromisso do nosso governo com uma gestão municipalista, baseada na união de esforços”, disse. A reunião também expôs o peso do tema climático e seus impactos nas prefeituras, com o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, citando extremos do inverno e do verão e a necessidade de ações coordenadas diante de enchentes e eventos severos.

No sábado, 18, Mailza levou a conversa para dentro da engenharia eleitoral e tratou publicamente do encaixe do MDB na composição. Em um evento com a família Sales, no Juruá, a ausência da médica Jéssica Sales — cotada para vice — virou sinal de que a definição segue em aberto. Antônia Sales justificou: “Ela não veio porque trabalha como médica”. Mailza, por sua vez, reforçou que a indicação deve sair do MDB, com ou sem Jéssica: “a vaga de vice está disponível ao MDB, estamos conversando, o MDB vai indicar o nosso vice ou a Jessica ou outro”. O mesmo dia também teve um movimento que conecta governo e pré-campanha: Assurbanipal Mesquita, o Assur, deixou o comando da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia após troca no comando da pasta e declarou que a saída foi articulada com setores empresariais para levar ao debate eleitoral uma pauta de indústria, inovação e emprego. “Recebi um convite de vários empresários… que me convenceram que poderíamos também fortalecer a campanha ajudando a nossa governadora Mailza”, disse.

Alan Rick concentrou o noticiário da semana em Brasília, com um discurso que tentou ligar diretamente o episódio de alagamentos em Rio Branco ao déficit histórico de infraestrutura urbana. Na terça-feira, 14, ele foi à tribuna do Senado para defender mais investimentos em saneamento, drenagem, água tratada, esgoto e manejo de resíduos sólidos, citando a recorrência do problema ano após ano. No pronunciamento, levou ao plenário uma conta que costuma aparecer em campanhas quando o assunto é obra pública: “Cada R$ 1 que se investe em saneamento, você economiza R$ 5 em saúde”, afirmou, atribuindo o dado à Organização Mundial da Saúde e conectando a urgência à realidade amazônica, das cidades maiores às áreas mais distantes do interior.

No dia seguinte, 15, Alan ampliou o gesto político em outra frente: publicou uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro e Márcio Bittar, chamou Flávio de “nosso futuro presidente” e afirmou que o grupo trabalha na construção do “Brasil que queremos”. O registro ganhou peso no Acre porque Bittar está alinhado ao grupo de Mailza, enquanto Alan se apresenta como alternativa na disputa estadual, num cenário em que a direita acreana tenta acomodar, ao mesmo tempo, competição local e sinalização nacional. Ainda nesta semana, Alan também apareceu ligado à pauta ambiental no Congresso, com parecer favorável a um projeto que permite abatimento, no Imposto de Renda, de gastos do produtor rural com preservação ambiental, iniciativa que mira o eleitorado do campo e tenta associar conservação a incentivo econômico.

Thor Dantas, por outro lado, teve a semana marcada menos por agenda territorial e mais por articulações e reação pública. Na sexta-feira, 17, ele se manifestou em defesa própria após circular uma nota crítica em sites locais, em movimento que expôs o ambiente de ataque e contra-ataque típico do início de campanha. Paralelamente, o bloco político que tenta sustentar sua candidatura discutiu ajustes de organização, com mudanças na definição de quem coordenaria campanhas ligadas ao grupo — um sinal de que, além da disputa majoritária, a montagem das chapas proporcionais e das estruturas de coordenação também entrou no radar desta fase.

O recorte da semana deixa um mapa relativamente claro dos temas e das estratégias que cada pré-candidato tenta impor antes do calendário oficial: Bocalom aposta na estrada e na vitrine de obras e logística, com a BR-364 como símbolo e o setor produtivo como base; Mailza investe em municipalismo e costura de alianças, com a vice e o MDB como peça central, ao mesmo tempo em que incorpora ao discurso a agenda de emprego e indústria; Alan Rick tenta se apropriar do tema saneamento em meio a eventos climáticos e enchentes, e amplia sinais nacionais para consolidar posição no campo da direita; Thor Dantas trabalha para consolidar o próprio espaço como opção do bloco liderado pela esquerda no estado, enfrentando o desgaste inicial e buscando estrutura política para sustentar competitividade.

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Política

Passagens aéreas para municípios isolados do Acre entram em debate na Aleac

Deputado Edvaldo Magalhães cobra explicações sobre reajuste nas tarifas e pede discussão com órgãos de fiscalização

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O aumento no valor das passagens aéreas para municípios isolados do Acre passou a ser tema de debate na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A discussão foi levada à tribuna pelo deputado estadual Edvaldo Magalhães, que questionou os critérios adotados para o reajuste das tarifas em rotas que atendem cidades de difícil acesso.

De acordo com o parlamentar, os novos valores atingem trechos operados entre Rio Branco e municípios do interior, como Santa Rosa do Purus, Jordão e Tarauacá. O tema ganhou repercussão por envolver deslocamentos considerados essenciais para moradores dessas localidades.

Na Assembleia, Edvaldo Magalhães defendeu que sejam apresentados esclarecimentos públicos sobre a composição dos preços cobrados. Ele também citou a necessidade de participação de órgãos de controle e fiscalização na análise do caso, além de representantes da empresa responsável pelos voos e de setores do poder público ligados ao transporte regional.

“Estamos cobrando explicações sobre o aumento das passagens porque esse reajuste afeta diretamente a população dos municípios isolados.” — Deputado Edvaldo Magalhães / Foto: Sérgio Vale

O deputado argumenta que a discussão envolve não apenas a política de preços praticada pela empresa, mas também o impacto do reajuste sobre a mobilidade da população de municípios isolados. Segundo ele, o aumento pode comprometer o acesso a serviços e programas públicos voltados ao deslocamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta apresentada na Aleac é a realização de uma reunião para discutir os critérios do reajuste e os efeitos da medida para os usuários do serviço. O caso também mobiliza órgãos de defesa do consumidor e instituições de fiscalização, que buscam informações sobre a justificativa para a alteração nos valores.

Imagem: Governo do Acre / Aleac

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Política

Bocalom inicia agenda pelo Juruá e relembra eleição de 2010: “Sentimento de compensação”

Em entrevista ao jornalista Chico Melo, o ex-prefeito de Rio Branco explicou por que escolheu a região para abrir sua pré-campanha ao Governo

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O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Estado, Tião Bocalom, iniciou nesta semana uma agenda estratégica pela região do Juruá. Em entrevista concedida ao jornalista Chico Melo, na rádio Integração, Bocalom detalhou os motivos que o levaram a começar sua jornada pelo Vale do Juruá, relembrou a histórica eleição de 2010 e rebateu análises sobre sua saída da prefeitura da capital.

“BR-364, é um trabalho que não prestou… vou fazer de concreto”

A viagem até Cruzeiro do Sul foi de carro pela BR-364. Bocalom fez questão de percorrer o trajeto por terra, enfrentando quase 14 horas de estrada, para segundo ele “sentir o que o povo sente”. Ele classificou a situação da rodovia como uma “tristeza” e afirmou que a obra, entregue há 15 anos, nunca teve uma solução definitiva, exigindo reparos anuais que não resolvem o problema estrutural. “É um trabalho que não prestou”. O prefeito defendeu que sua experiência administrativa o qualifica para buscar uma solução final para o isolamento terrestre da região.

Para o pré-candidato, o Juruá foi o divisor de águas na eleição de 2010, quando perdeu a disputa estadual por apenas 0,5% dos votos. Segundo ele, há um sentimento de mudança na região. “Muitas pessoas me dizem: ‘Bocalom, aquela vez você perdeu por causa de nós’. Existe um desejo da população de compensar o que aconteceu no passado, agora que viram o que fiz em Acrelândia e o que estou fazendo em Rio Branco”, afirmou.

Bocalom relatou que, em suas conversas com a população, é comum ouvir relatos de arrependimento. Ele destacou que, na época, muitos eleitores foram influenciados por pesquisas que apontavam a vitória de seu adversário, o que gerou o receio de “perder o voto”. O ex-prefeito fez uma distinção sobre o comportamento do eleitorado na época, afirmando que, conforme os relatos que ouve, as mulheres foram mais ousadas e mantiveram o voto em seu projeto. Segundo a conclusão de Bocalom, os homens têm mais tendência a seguir as pesquisas, enquanto as mulheres arriscam mais e são mais fiéis.”

Para ele, o cenário agora é outro, pois o eleitor pode comparar o que foi prometido no passado com os resultados que ele apresenta hoje na capital e, anteriormente, em Acrelândia.

Apostando no “sentimento de reparação” do Juruá para consolidar projeto estadual, Bocalom escolhe a região como ponto de partida de sua caminhada por uma questão histórica: a eleição de 2010. Segundo o pré-candidato, existe hoje no eleitorado local um desejo latente de compensar a derrota sofrida há mais de uma década, quando ele perdeu o governo por uma margem de apenas 0,5% dos votos, diferença essa decidida justamente na região.

Questionado por Chico Melo sobre a divulgação das declarações do ex-governador Tião Viana que chamou Bocalom de “fenômeno político” e alertou seus aliados dizendo “cuidado com esse homem”, lembrando que em 2010 Bocalom quase venceu a máquina pública “apenas na sola do sapato”, o ex-prefeito recebeu o comentário como um reconhecimento de sua força popular.

Bocalom pontuou que, se naquela época, sem estrutura e contra o governo federal, ele foi competitivo, hoje o cenário é de maior maturidade política e entregas administrativas.

Sobre as críticas de que seria “loucura” deixar a Prefeitura de Rio Branco em um momento de alta aprovação e obras em andamento, Bocalom defendeu sua decisão. Ele garantiu que deixa a capital com “dinheiro em caixa”, mais de 2 mil unidades habitacionais encaminhadas e servidores valorizados.

“O Bocalom não deixa a prefeitura de qualquer jeito. Deixo uma gestão organizada para o Alisson Bestene dar continuidade. Saio para um projeto maior pelo estado do Acre”, concluiu Bocalom

Fonte: Entrevista ao Jornalista Chico Melo/Rádio Integração

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