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Política

Prefeito Tião Bocalom e deputado José Adriano discutem avanço de obras e novos investimentos para Rio Branco

Gestão municipal busca garantir continuidade de projetos estruturantes e acompanha impacto de medidas federais nos repasses

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (24) com o deputado federal José Adriano para tratar do andamento de obras na capital acreana e prospectar novos investimentos. Entre os temas abordados, estiveram a construção do viaduto da ABB, a reforma do Mercado Elias Mansour e a futura licitação do viaduto do Horto Florestal.

Durante o encontro, foi destacado que, apesar da suspensão temporária de recursos federais em determinado período, as obras continuaram com recursos próprios do município. Agora, com o fluxo de investimentos retomado, a expectativa é garantir a execução dos projetos sem interrupções.

Outro ponto discutido foi o impacto de possíveis medidas do governo federal sobre o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O deputado José Adriano enfatizou a importância de um mecanismo de compensação caso haja redução nos repasses, especialmente diante da possibilidade de isenção de impostos sobre salários. “Algumas medidas que o governo federal está querendo tomar, como a isenção do imposto sobre salários, são boas para os trabalhadores. No entanto, é necessário garantir uma compensação, pois essa redução impacta diretamente os repasses aos municípios”, afirmou.

O prefeito Tião Bocalom destacou a relevância da articulação política para assegurar avanços na infraestrutura da cidade e elogiou a atuação do deputado José Adriano, ressaltando sua experiência no setor empresarial. “Fico muito feliz com a visita do deputado Adriano, um parceiro da iniciativa privada que tem nos ajudado muito na gestão do município”, declarou o prefeito.

A gestão municipal segue acompanhando os desdobramentos das propostas em discussão no âmbito federal e trabalha para garantir que as obras e investimentos planejados para Rio Branco se concretizem, fortalecendo a infraestrutura da capital acreana.

Política

Lula tem 48% de aprovação e 44% de desaprovação na primeira pesquisa Quaest após reeleição

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Levantamento mostra que aprovação do presidente supera a desaprovação por quatro pontos percentuais; 94% dos brasileiros torcem pelo sucesso do novo mandato.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 48% dos brasileiros e desaprovado por 44%, de acordo com pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). O levantamento é o primeiro realizado pelo instituto após a reeleição do petista para seu quarto mandato presidencial. Outros 8% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Os números mostram estabilidade na avaliação do governo em relação à pesquisa anterior, divulgada em 24 de outubro. Na ocasião, a aprovação também era de 48%, enquanto a desaprovação estava em 45%. Com a oscilação de um ponto percentual na rejeição, a diferença entre os dois índices passou de três para quatro pontos.

Apesar da divisão na avaliação da gestão, 94% dos entrevistados afirmaram torcer para que Lula faça um bom governo nos próximos quatro anos. O percentual é o mesmo registrado em dezembro de 2022, após a eleição presidencial daquele ano.

A pesquisa também revela as principais expectativas da população para o novo mandato. O fim da escala de trabalho 6×1 aparece como prioridade para 17% dos entrevistados, seguido pela isenção de impostos sobre os produtos da cesta básica, mencionada por 16%. A valorização do salário mínimo foi citada por 11%, enquanto 10% apontaram a necessidade de um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio.

A economia continua entre as maiores preocupações dos brasileiros. Para 27% dos entrevistados, questões relacionadas aos gastos públicos, à dívida e aos juros são os principais motivos de apreensão. A segurança pública aparece em seguida, com 17% das respostas.

Quanto ao futuro do país, 48% afirmaram estar preocupados, enquanto 44% disseram estar otimistas. O nível de preocupação é menor que o registrado em dezembro de 2022, quando alcançava 54%.

O levantamento também aponta desafios na relação entre o Executivo e o Legislativo. Para 70% dos entrevistados, o próximo mandato de Lula terá mais conflitos com o Congresso Nacional do que o atual.

A Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Política

Reeleita governadora, Mailza lidera Acre na COP31 e leva redução de 70% no desmatamento à agenda internacional

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Recém-reeleita para governar o Acre até 2030, Mailza Assis (PP) embarca para uma agenda internacional na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antalya, na Turquia. A governadora liderará a delegação acreana entre os dias 9 e 13 de novembro, apresentando resultados ambientais, entre eles a redução de 70% no desmatamento, e buscando investimentos para projetos de desenvolvimento sustentável.

A participação ocorre duas semanas depois de Mailza conquistar um mandato próprio à frente do governo estadual. Eleita no segundo turno, em 25 de outubro, com 272.635 votos, equivalentes a 66,21% dos votos válidos, a governadora passa a representar o Acre no principal encontro internacional sobre mudanças climáticas com a perspectiva de continuidade da gestão pelos próximos quatro anos.

Um dos principais resultados apresentados será a queda do desmatamento registrada entre os períodos de 2021/2022 e 2025/2026. Os dados mostram uma redução de 840 para 252 quilômetros quadrados de floresta derrubada, resultado associado às medidas de monitoramento, fiscalização e prevenção previstas no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ).

“Estamos felizes de levar à COP31 resultados tão positivos. Com planejamento e ações integradas atingimos as metas do Plano de Combate ao Desmatamento e Queimadas de forma antecipada e vamos compartilhar com todos como atingimos esse objetivo”, afirmou Mailza.

Além de apresentar os indicadores ambientais, a governadora terá uma agenda voltada à aproximação com investidores e organismos internacionais. O objetivo é ampliar o financiamento de atividades econômicas sustentáveis, fortalecer a bioeconomia e criar alternativas de geração de renda associadas à conservação da floresta.

Mailza participará do painel “Pro Acre Avançar: projetos e investimentos para uma Amazônia sustentável”, que reunirá representantes do governo estadual para apresentar iniciativas e oportunidades de investimento. A programação integra as atividades do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, realizadas no Hub Amazônia, na Zona Azul da conferência.

A delegação acreana também levará ao debate a participação dos povos indígenas nas políticas climáticas, a proteção dos territórios tradicionais e as possibilidades de financiamento para atividades produtivas que mantenham a floresta preservada.

A viagem acontece em um momento de reorganização das prioridades do governo para o mandato de 2027 a 2030. Com a reeleição, Mailza terá a oportunidade de dar continuidade aos projetos apresentados na conferência e buscar parcerias internacionais que possam resultar em investimentos no estado.

A COP31 seguirá até 20 de novembro, reunindo representantes de diferentes países para discutir compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa, financiamento climático e medidas de enfrentamento às mudanças climáticas.

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Política

Lula sanciona lei que torna exame obrigatório para novos médicos e amplia fiscalização das faculdades de medicina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (6), a lei que torna obrigatória a aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para o exercício da medicina no Brasil. A medida estabelece avaliações durante a graduação, cria critérios nacionais de qualificação profissional e amplia a fiscalização sobre a qualidade dos cursos oferecidos pelas instituições de ensino.

Pela nova legislação, os estudantes serão avaliados em três etapas, ao final do segundo, quarto e sexto anos da graduação. A pontuação será acumulada, com maior peso para o exame realizado no último ano. Para obter o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), o futuro profissional deverá comprovar o desempenho mínimo exigido.

A obrigatoriedade vale para estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como os médicos que já possuem diploma reconhecido no país.

Os estudantes que não alcançarem a pontuação mínima poderão realizar novas avaliações, mas ficarão impedidos de exercer a medicina até conseguirem aprovação. A legislação permite que esses profissionais atuem em atividades técnico-científicas, sem atendimento direto a pacientes.

Durante a cerimônia de sanção, em Brasília, Lula afirmou que a iniciativa busca assegurar melhores condições de atendimento à população e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais”, declarou o presidente.

Além da avaliação dos estudantes, a lei estabelece mecanismos de acompanhamento das faculdades. Instituições com resultados insatisfatórios poderão passar por processos de supervisão do Ministério da Educação (MEC), incluindo medidas como redução de vagas e suspensão temporária de novos processos seletivos.

A preocupação com a formação médica ganhou força após os resultados da primeira edição do Enamed, realizada em 2025. Dos 351 cursos avaliados, 107 receberam conceitos insatisfatórios. Aproximadamente 13 mil participantes que concluíam a graduação não atingiram o nível mínimo de proficiência.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a mudança permitirá acompanhar a evolução dos estudantes e estabelecer um padrão nacional de conhecimentos necessários ao exercício da profissão. Já o Ministério da Educação será responsável pela aplicação das provas, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com participação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A nota do Enamed também poderá ser utilizada na seleção para programas de residência médica. A nova legislação integra a avaliação da graduação aos mecanismos de formação de especialistas e de fiscalização das instituições.

A lei foi sancionada com veto parcial. Lula retirou do texto a previsão de contrapartidas obrigatórias, limitadas a 2% do faturamento líquido, para faculdades que utilizam a estrutura do SUS em atividades práticas e estágios. O governo argumentou que o limite uniforme não considerava as diferenças entre os serviços utilizados e as necessidades de cada região.

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