O prefeito Zequinha Lima esteve na Vila Santa Luzia para conferir o andamento das obras do Centro Administrativo da Prefeitura municipal de Cruzeiro do Sul, de banheiros públicos, caixa d’água e arquibancadas.
Estiveram presentes o vereador, Betão da BR, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras, Josinaldo Batista, o Secretário Municipal de Gestão Estratégica, Orçamento e Finanças, Matheus Lima.
O centro administrativo da Prefeitura na Vila será um espaço para facilitar o atendimento para a população e será inaugurado no final do mês. “Estamos concluindo o centro administrativo da prefeitura, e esse era um desejo da nossa gestão que os secretários estivessem aqui e o prefeito atendendo a população”, destacou o prefeito Zequinha Lima.
O prefeito juntamente com a equipe da prefeitura e o vereador Betão também estiveram vistoriando o banheiro público que já está pronto na Vila.
“Fico muito satisfeito com essa notícia maravilhosa. O banheiro, estava em estado precário e aqui tem uma movimentação muito grande por causa dos eventos e as pessoas usavam de forma parcial,então eu só tenho a agradecer“, pontuou o vereador, Betão da BR.
A continuidade da obra do campo de futebol seguirá com a emenda parlamentar do deputado federal Zezinho Barbary de R$ 1 milhão de reais, conquistada no Ministério do Esporte.
“Quero hoje anunciar que o Deputado federal, Zezinho Barbary, conseguiu R$ 1 milhão no Ministério do Esporte que será destinado para a comunidade Santa Luzia. A ideia é trocar o gramado, fazer drenagem, cobrir a arquibancada, ampliar e fazer vestiário para que nós possamos está oferecendo um conforto melhor para as pessoas que praticam futebol, temos muitos atletas, que todo fim de semana estão no campo de futebol.
Hoje estou acompanhado do vereador Betão e a pessoa que há muito tempo vinha reivindicado a reforma desse banheiro e da caixa d’água, Vai ter uma pessoa para cuidar dessa reforma, para controlar e para limpar. Obrigado Betão por você estar atento a essas questões daqui da Santa Luzia”, pontou o gestor municipal.
Na oportunidade, foi anunciada que a Vila também receberá a construção do Mercado Público, na semana que vem, para atender a população local.
“Vamos iniciar a construção do Mercado Público aqui da Santa Luzia. Nós já demos a ordem de serviço, porque estávamos aguardando só a definição do terreno. Então decidimos que aqui no antigo campo de futebol, na semana que vem, vamos dar início a essa obra importante que é o Mercado Público da Vila Santa Luzia”, enfatizou ele.
Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo convocaram para terça-feira, 30 de junho, uma mobilização nacional em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem corte de salário. O objetivo dos atos, marcados em capitais de diferentes regiões do país, é pressionar o Senado a colocar em votação a PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, que prevê jornada máxima de 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado.
A convocação reúne centrais sindicais, movimentos sociais e militantes que defendem a mudança como uma pauta de qualidade de vida e ampliação de direitos. Entre os atos anunciados estão manifestações em Maceió, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Porto Alegre, Florianópolis, Chapecó e São Paulo. Dirigentes petistas reforçaram o chamado para participação nas ruas e para a pressão sobre os senadores.
No Congresso, a proposta avançou após a aprovação na Câmara em 27 de maio. O texto prevê uma transição: dois meses depois da promulgação, trabalhadores regidos pela CLT passariam a ter dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 42 horas. Após 14 meses, o limite cairia para 40 horas semanais. A proposta chegou ao Senado em 28 de maio e ainda não tem data fechada para votação.
A tramitação abriu uma disputa política e econômica. O Senado aprovou a realização de uma sessão temática para discutir os impactos sociais e econômicos da medida, enquanto representantes do setor produtivo pedem mais tempo para análise e afirmam que a mudança pode elevar custos e preços. A definição do cronograma depende agora das negociações entre a presidência da Casa e os líderes partidários.
Movimentos sociais, organizações feministas e representantes da Universidade Federal do Acre se reuniram na manhã deste sábado, 27 de junho, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital acreana, em um ato unificado contra o PDL 3/2025 e em defesa do fim da escala 6×1. Com o nome “Nenhuma a Menos | Tempo é Vida”, a mobilização levou para a praça duas discussões que atravessam a vida cotidiana de mulheres, crianças, adolescentes e trabalhadores: a proteção institucional às vítimas de violência sexual e o tempo disponível para descanso, cuidado, convivência familiar e participação social.
A manifestação foi convocada inicialmente pelo Levante Feminista Acre, pelo Instituto Mulheres da Amazônia e pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre. Ao longo da articulação, outras organizações aderiram ao ato, que ocupou um dos pontos mais simbólicos do poder estadual, em frente ao Palácio Rio Branco. A escolha do local deu peso político à cobrança. No centro da cidade, as falas públicas ligaram a pauta nacional à realidade das famílias acreanas, onde a sobrecarga do trabalho remunerado e do trabalho doméstico recai, com mais frequência, sobre as mulheres.
O PDL 3/2025 susta os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conanda. A resolução tratava de diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, incluindo procedimentos de escuta especializada, notificação, atendimento sigiloso e proteção contra revitimização em serviços de saúde, assistência social e justiça. O Senado aprovou a sustação no dia 2 de junho de 2026, depois de a proposta ter passado pela Câmara dos Deputados, e o texto seguiu para promulgação.
Para as entidades presentes no ato, a derrubada da resolução reduz a força de uma política pública construída para orientar o atendimento de meninas e meninos em situação de violência. A crítica não se limita ao debate sobre aborto legal, embora esse ponto esteja no centro da disputa nacional. A preocupação das organizações envolve também o caminho percorrido por uma criança ou adolescente depois da denúncia: quem acolhe, quem ouve, quem registra, quem encaminha, quem protege e como impedir que a vítima precise repetir a violência sofrida diante de várias instituições.
A segunda pauta do protesto, o fim da escala 6×1, entrou na mobilização como parte da mesma leitura sobre cuidado e tempo de vida. A proposta em debate no Congresso reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado por semana. A Câmara aprovou a PEC em dois turnos no dia 27 de maio de 2026, e o texto chegou ao Senado no dia seguinte. Pela versão aprovada, a transição ocorreria em 14 meses, sem redução salarial, mas a tramitação no Senado passou a depender da definição de rito e envio às comissões.
Na avaliação das organizadoras, a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pesa de forma desigual sobre as mulheres porque se soma à rotina de cuidado com filhos, idosos, casa e deslocamentos. A crítica aparece em um ponto concreto da vida de trabalhadoras do comércio, dos serviços, da limpeza, da alimentação e de outras áreas em que a folga única da semana muitas vezes é consumida por tarefas que ficaram acumuladas. O ato tratou o tempo livre não como privilégio, mas como condição mínima para saúde, participação familiar e presença na vida pública.
Durante a mobilização, Jade resumiu o sentido político do encontro ao defender a união de diferentes setores em torno das duas pautas. “O ato foi um momento de chamar várias áreas da esquerda para falar sobre esses dois temas que são fundamentais para todos nós!”, afirmou.
A presença de entidades feministas, docentes e movimentos sociais mostrou que as duas pautas, embora tramitem por caminhos diferentes em Brasília, foram lidas em Rio Branco como parte de uma mesma disputa sobre direitos. De um lado, a rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. De outro, a organização do trabalho e o direito ao descanso. No Acre, onde as distâncias sociais aparecem na rotina de quem depende de serviço público, transporte, escola, unidade de saúde e salário mensal, o debate saiu do vocabulário técnico do Congresso e ganhou forma de cobrança na rua.
O ato também mostrou a tentativa das organizações de impedir que temas nacionais fiquem restritos aos plenários de Brasília. Ao levar o PDL 3/2025 e a escala 6×1 para o Centro de Rio Branco, os grupos buscaram transformar decisões legislativas em assunto de conversa pública, pressão política e mobilização local. A mensagem central foi direta: direitos de crianças e adolescentes e tempo de vida das trabalhadoras não devem ser tratados como pautas separadas da realidade das famílias.
O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom recebeu, nesta terça-feira (23), alunos concluintes do Curso Técnico em Agronegócio do Ieptec de Acrelândia e Plácido de Castro em sua propriedade rural, no Sítio Paraná, no Ramal do Bigode, em Acrelândia, para um dia de campo voltado à produção de café. A atividade teve como objetivo aproximar os estudantes da rotina da lavoura, com acompanhamento de técnicas de manejo, irrigação, colheita, pós-colheita e gestão rural.
Bocalom apresentou aos alunos áreas do plantio em diferentes fases de produção e defendeu a cafeicultura como alternativa econômica para produtores do Acre. “É um prazer muito grande receber esses alunos do Ieptec de Plácido de Castro e Acrelândia. Eles vieram observar na prática o que é realmente o plantio de café. Estão se preparando para serem gestores do agronegócio, e nós precisamos muito disso. Gostaria de ver cada um gerindo o seu próprio negócio. O café é uma grande saída para o Acre”, afirmou.
Durante a visita, o ex-prefeito falou sobre os resultados alcançados na lavoura e relacionou a produtividade ao cuidado com o solo, à adubação, ao controle de pragas e doenças e ao manejo adequado. “Quando você cuida bem da lavoura, faz a adubação correta, o controle de pragas e doenças e executa o manejo de forma adequada, a produtividade aparece. Esta lavoura produziu 50 sacas por hectare no primeiro ciclo, depois chegou a 140 sacas e agora a expectativa é ultrapassar 180 sacas por hectare, podendo chegar a mais de 200 sacas”, explicou.
Bocalom também apresentou práticas usadas na propriedade, entre elas a cobertura plástica no solo, técnica comum em outras culturas e aplicada no café como forma de melhorar o desempenho da plantação. “Estamos fazendo algumas coisas diferentes aqui. O uso do plástico, por exemplo, é muito comum em outras culturas, mas estamos aplicando também no café. Inovar o tempo todo faz parte do processo e ajuda a alcançar resultados cada vez melhores”, disse.
A programação reuniu estudantes e professores em uma atividade de imersão no campo. Para o professor Hadamés Wilson, a visita ajudou a conectar a formação técnica à realidade produtiva do estado. “Eu sempre digo aos alunos que o Acre é um lugar de oportunidades. Muitos sonham em sair daqui, mas existem condições para crescer e se desenvolver no nosso estado. Estar em uma propriedade que é referência na produção de café mostra que é possível construir uma carreira de sucesso no campo e contribuir para o desenvolvimento do Acre”, afirmou.
Os alunos também acompanharam a colheita e ouviram explicações sobre custos, produtividade e renda. Bocalom apresentou números da produção de 2025 e disse que a lavoura gerou lucro líquido de cerca de R$ 400 mil em quatro hectares de café. Ele afirmou que a produtividade maior deve compensar a queda no preço da saca neste ano. “Só que como a minha produtividade aumentou muito, evidentemente que meus lucros também não serão iguais ao ano passado, mas serão muito parecidos, porque nós tivemos produtividade a maior”, declarou.
Para os estudantes, a visita serviu como complemento às aulas do curso técnico. O aluno Jason Segóbia, de Plácido de Castro, afirmou que a experiência ampliou a visão sobre o setor. “Eu nunca tinha visitado um plantio como este. Está sendo uma experiência excelente. Pelo que foi explicado para nós, o café é uma boa fonte de renda e mostra que existe um grande potencial para quem deseja investir no setor”, comentou.