Connect with us

Política

Prefeitura de Cruzeiro do Sul vacina 539 pessoas contra a gripe no fim de semana

A campanha de vacinação contra a Influenza já imunizou mais de 12 mil pessoas e segue até 31 de janeiro com ações em postos de saúde e busca ativa em escolas, empresas e comércios

Published

on

A prefeitura de Cruzeiro do Sul intensificou os esforços na campanha de vacinação contra a Influenza, aplicando 539 doses durante o último fim de semana, na rotatória da Avenida 25 de Agosto. A ação, realizada na sexta-feira (22) e sábado (23), faz parte de uma mobilização que se estenderá até 31 de janeiro, com postos de vacinação abertos das 7h às 19h na zona urbana e até as 13h na zona rural.

Segundo o secretário municipal de saúde, Áureo Neto, a procura tem sido significativa. “Estamos empenhados em atingir nossa meta. Além dos postos fixos, estamos realizando ações itinerantes, como visitas ao centro da cidade, escolas, empresas e comércios”, destacou. As equipes também intensificaram as “buscativas” para alcançar quem ainda não se vacinou.

A campanha busca vacinar 32 mil pessoas. Até agora, mais de 12 mil doses já foram aplicadas, e os esforços continuam para atingir a meta e proteger a população contra o vírus da gripe.

Política

Jorge Viana na ApexBrasil: da posse contestada ao último ato com o Acre em cena

Nomeado por Lula no início de 2023, Jorge Viana enfrentou uma crise judicial na chegada, reposicionou a ApexBrasil com metas, expansão institucional e presença internacional e encerra sua passagem pela agência de volta ao tabuleiro eleitoral, com o Acre no centro da cena final.

Published

on

Jorge Viana foi nomeado e empossado em 3 de janeiro de 2023 para a presidência da Diretoria Executiva da ApexBrasil, com mandato de quatro anos, por deliberação do Conselho Deliberativo da agência, a partir de indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato marcou a volta do ex-governador, ex-prefeito e ex-senador acreano ao primeiro escalão de um dos principais instrumentos federais de promoção de exportações e atração de investimentos.

A largada, porém, foi turbulenta. Em março de 2023, a ApexBrasil alterou o estatuto e retirou a obrigatoriedade da fluência em inglês para a presidência, mudança que abriu uma crise pública em torno da nomeação de Viana. Em 22 de maio, a Justiça Federal anulou sua posse e determinou prazo para comprovação do requisito. Três dias depois, a Advocacia-Geral da União obteve no TRF1 a suspensão da decisão, sob o argumento de que o estatuto previa formas alternativas de comprovação de aptidão para o cargo, como experiência internacional ou profissional com uso do idioma.

Superada a fase mais aguda da controvérsia, a gestão passou a se apresentar como parte de uma nova etapa da agência. No Plano Estratégico 2024-2027, a ApexBrasil vinculou sua atuação à “retomada do desenvolvimento econômico, social e ambiental” do país e ao reposicionamento internacional do Brasil, num movimento que procurou associar a presidência de Jorge Viana menos ao ruído da nomeação e mais a uma agenda de reconstrução institucional e presença externa.

Os números oficiais passaram a sustentar essa virada. No relatório anual de 2024, a ApexBrasil informou 22.141 empresas apoiadas, 54,2% delas micro e pequenas, além de US$ 8,6 bilhões em investimentos anunciados com apoio da agência. No relatório anual de 2025, os totais subiram para 23.386 empresas apoiadas, 4.859 exportadoras acompanhadas, 3.605 compradores internacionais mobilizados, 69 investimentos anunciados e 365 investidores em atendimento.

A agenda internacional também ganhou corpo. Em fevereiro de 2026, durante missão presidencial à Índia, a Apex inaugurou seu primeiro escritório em Nova Délhi, apresentado pelo governo como o 11º posto internacional da agência. No balanço de 2025, a Apex destacou ainda a execução do Pavilhão do Brasil na Expo Osaka, com mais de 1,5 milhão de visitantes e prêmio Silver na categoria “Conceito”, além do reconhecimento internacional do programa Mulheres e Negócios Internacionais, vencedor do WTPO Awards 2024.

Ao longo de toda a passagem pela Apex, o Acre permaneceu visível. Já em janeiro de 2023, em agenda com o governo estadual, Viana afirmava que o estado poderia se tornar “referência de Estado exportador”. No fim do mesmo ano, a Apex levou o Exporta Mais Amazônia a Rio Branco, reunindo 20 compradores internacionais, 35 empresas do Norte e expectativa de R$ 50 milhões em negócios. Mais do que uma referência regional, o Acre passou a aparecer como parte recorrente da narrativa pública da gestão.

Ao lado do presidente Lula, Jorge Viana participa de agenda oficial no Acre marcada pelo anúncio de investimentos federais no estado. Foto: Sérgio Vale.

Essa presença também surgiu no discurso do próprio Viana. Em julho de 2025, ao comentar sua atuação à frente da Apex e seu futuro político, resumiu a lógica que guiava sua passagem pela agência numa frase curta: “Onde eu estiver, tem Acre.” A declaração ajuda a explicar o desenho da gestão: uma presidência construída sob contestação no plano jurídico, mas também marcada por uma tentativa permanente de manter o estado natal visível dentro de agendas de exportação, bioeconomia, sociobiodiversidade e atração de investimentos.

Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, a trajetória de Jorge Viana na ApexBrasil passou a ser lida também sob chave política. Em 19 de março, Jorge Viana oficializou em Rio Branco sua pré-candidatura ao Senado e disse que a decisão havia sido tomada a pedido de Lula. A partir dali a permanência na Apex deixou de ser apenas um dado administrativo e passou a conviver abertamente com a volta do ex-senador à disputa eleitoral.

O desfecho ocorreu em 1º de abril, em Brasília, numa agenda acompanhada pela imprensa acreana, que funcionou como uma demonstração de capital político voltada ao seu reduto. A cena final foi montada com anúncios que extrapolaram o escopo tradicional de promoção de exportações da agência. O principal deles foi a liberação de mais de R$800 milhões em investimentos para a BR−364 e a BR−317, feita ao lado do ministro dos Transportes Renan Filho. Jorge Viana anunciou, também, obras no acesso ao aeroporto de Rio Branco, reconstrução de mais de 100 quilômetros da rodovia entre Sena Madureira e Manoel Urbano, retomada do contorno de Brasiléia e novos investimentos no trecho entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Também participou, com o BNDES, do lançamento do projeto “Cooperar com a Floresta”, com R$69 milhões do Fundo Amazônia para cadeias agroextrativistas e previsão de beneficiar 1.500 famílias no Acre ao longo de 48 meses.

Para consolidar esse roteiro, a cerimônia contou com o endosso direto de aliados do governo. O então ministro Carlos Fávaro utilizou o evento para atestar o sucesso internacional das exportações acreanas, citando a inserção da empresa Dom Porquito no mercado do Peru, enquanto o sucessor no comando da agência, Laudemir Müller, assumiu o compromisso de dar continuidade à estratégia focada na Amazônia.

Se a passagem de Jorge Viana pela ApexBrasil começou sob contestação jurídica, ela se encerra como uma gestão que resistiu à crise inicial, acumulou resultados de forte visibilidade institucional e inegavelmente manteve o Acre como presença constante do primeiro ao último capítulo.

Jorge Viana e integrantes da ApexBrasil em agenda que marcou a transição no comando da agência, em meio à sua saída para disputar o Senado pelo Acre – Fotos Cedidas: Aarão Prado / Assessoria

Continue Reading

Direto ao ponto

O maior problema de Maílza não é político. É de liderança

Sua chegada ao governo expõe um desafio que o poder não resolve: liderança não se constrói em seis meses

Published

on

Assumir o governo de um estado, ainda que de forma circunstancial, costuma ser visto como uma oportunidade decisiva para quem pretende disputar uma eleição majoritária. A visibilidade aumenta, a presença institucional se fortalece e o acesso à máquina pública cria a sensação de que o jogo pode ser reorganizado a favor de quem está no poder. Mas há um limite claro nesse raciocínio: nem todo cargo produz liderança.

É exatamente esse desafio que se impõe à vice-governadora Maílza Assis ao assumir o governo do Acre neste momento decisivo do calendário eleitoral. Depois de já ter ocupado posições relevantes, como suplente de senadora, exercício de mandato no Senado e a própria vice-governadora, Maílza chega ao posto mais alto do Executivo estadual com a oportunidade de se projetar politicamente. O problema é que ocupar espaços não é o mesmo que construir liderança.

Liderança exige algo que não vem com a caneta nem com o cargo. Ela depende de trajetória reconhecida, identidade política clara e capacidade de se afirmar como referência perante seus pares e principalmente diante da população. E esses elementos, quando não são construídos ao longo do tempo, dificilmente surgem em poucos meses, por mais favorável que seja o contexto institucional.

Ao assumir o governo, Maílza tende a buscar ancoragem no capital político do atual governador Gladson Cameli, que deixa o cargo para disputar o Senado. Trata-se de um movimento natural do ponto de vista estratégico, mas que também evidencia uma fragilidade: quando a força política precisa ser transferida, é sinal de que ela ainda não se consolidou de forma autônoma.

O tempo, nesse caso, é um fator decisivo e adverso. São poucos meses até a eleição de outubro, um intervalo insuficiente para construir aquilo que, em regra, demanda anos de presença pública consistente. A disputa se desenha, ainda, em um cenário competitivo, no qual os principais adversários chegam com atributos que Maílza ainda tenta consolidar.

Tião Bocalom, atual prefeito de Rio Branco, é um nome conhecido, testado e reconhecido como liderança por parcela significativa do eleitorado. Alan Rick, por sua vez, construiu popularidade na comunicação antes de ingressar na política institucional e reforçou sua presença ao longo do mandato no Senado. Ambos entram na disputa com um ativo essencial em eleições majoritárias: reconhecimento.

E é justamente aí que reside o ponto central dessa eleição. O eleitor não escolhe apenas um projeto administrativo ou uma proposta de governo. Ele escolhe, sobretudo, quem considera capaz de liderar.

Nesse tipo de disputa, o marketing político tem um papel importante, mas limitado. Ele pode organizar a comunicação, ajustar a narrativa e ampliar a visibilidade do candidato. O que não pode fazer é criar, em curto prazo, densidade política, identidade pública e liderança reconhecida. Esses atributos não são produtos de campanha; são resultados de construção ao longo do tempo.

O risco, portanto, é evidente. A ampliação da exposição institucional pode não ser acompanhada pela consolidação de uma imagem de liderança. O eleitor passa a ver mais a candidata, mas não necessariamente passa a reconhecê-la como líder. E, em política, essa diferença é decisiva.

Maílza Assis entra na disputa com estrutura, apoio político e o peso do governo nas mãos. Mas enfrenta um desafio que não pode ser resolvido apenas com estratégia de campanha: transformar uma posição circunstancial de poder em liderança efetiva.

Em recente publicação nas redes sociais, o publicitário e profissional de marketing político Zé Américo resumiu assim o desafio da liderança: “No fim das contas, eleição majoritária não é apenas sobre quem ocupa o cargo. É sobre quem o eleitor acredita que pode exercê-lo com autoridade. E liderança, como a política costuma demonstrar, não se improvisa.”

Foto: Sérgio Vale

Continue Reading

Política

“Saio com a felicidade de deixar um legado importante”: prestação de contas de Bocalom ocorre nesta quinta

Published

on

A prestação de contas dos cinco anos de gestão do prefeito Tião Bocalom (PSDB) ocorre nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, às 16h30, no AFA Jardim, no bairro Bosque, em Rio Branco, com a apresentação de resultados do período e a previsão de assinatura de termo de compromisso para novas intervenções na capital.

Na reta final do mandato, Bocalom tem ancorado o discurso no que chama de legado administrativo, com ênfase na reestruturação da capacidade operacional do município e na entrega de máquinas e equipamentos para a manutenção urbana e de ramais. Na segunda-feira, 30 de março, durante um ato em frente à sede do Executivo municipal, ele afirmou que deixará “um grande legado” e disse que a prefeitura precisava se tornar “verdadeiramente sustentável nos serviços que ela presta”.

No mesmo evento, Bocalom retomou o diagnóstico do início da gestão e disse que encontrou a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) “simplesmente quebrada”. “O próprio procurador disse um dia na reunião comigo, acabe com isso. Eu falei, negativo, nós vamos recuperar a Emurb”, declarou. Em outra fala, reforçou a narrativa de estruturação para o pós-mandato: “Eu saio da gestão com a felicidade de poder deixar um legado importante. Estamos preparando a prefeitura para cuidar melhor dos bairros, dos ramais e da cidade como um todo”, afirmou.

A prestação de contas desta quinta acontece às vésperas da renúncia formalizada por Bocalom, com efeitos a partir de 3 de abril, em movimento ligado ao calendário eleitoral de 2026. Na carta encaminhada à Câmara, ele disse que deixa o cargo após “muita reflexão” e afirmou que sai com “sentimento de missão cumprida”. Ao fazer o balanço do período, escreveu que entrega uma cidade “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”, e declarou confiança de que o vice-prefeito Alysson Bestene dará continuidade às políticas adotadas na gestão.

Com a troca de comando marcada para a sexta-feira, a agenda de prestação de contas ganha peso político: encerra um ciclo e concentra a disputa de versões sobre entregas, prioridades e resultados do mandato, num ambiente em que a atuação de Bocalom à frente da capital passa a ser usada como credencial para o próximo movimento eleitoral no Estado.

Continue Reading

Tendência