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Prefeitura de Rio Branco recebe mais de 11 mil peças de roupas da Receita Federal para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, recebeu uma doação de 11.277 peças de roupas da Receita Federal do Acre. Os itens, oriundos de apreensões de mercadorias que entraram ilegalmente no país, serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social no município.

A entrega foi realizada na sede da Receita Federal e contou com a presença do coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, e da equipe da Comdec. As peças incluem blusas de modelos variados, como gola polo e gola simples.

A ação faz parte de uma parceria entre a Prefeitura de Rio Branco e a Receita Federal. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, já está prevista uma nova remessa de doações, que pode incluir outros tipos de itens apreendidos.

O delegado adjunto da Receita Federal, Gerri Giorgi Nascimento da Silva, destacou que a legislação permite que produtos apreendidos sejam destinados a órgãos que prestam atendimento à comunidade, especialmente em contextos emergenciais, como os provocados por alagamentos.

A Defesa Civil Municipal está organizando a logística de distribuição para garantir que os itens cheguem às famílias que mais precisam.

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Governo do Acre convoca aprovados no concurso do ISE para inspeção médica e entrega de documentos

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O governo do Acre convocou candidatos aprovados no concurso do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE) para a realização de inspeção médica e entrega de documentos, etapas obrigatórias para o andamento do processo de nomeação e posse. O chamamento foi publicado no Diário Oficial e envolve aprovados para o cargo de agente socioeducativo, com prazos definidos para atendimento em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

A convocação segue a ordem de classificação e lista os candidatos por cargo, colocação final, número de inscrição, nome e nota. Para a etapa de saúde, os convocados precisam providenciar, por conta própria, exames e laudos emitidos nos últimos 90 dias. Entre as avaliações exigidas estão cardiologia, com eletrocardiograma e raio-X de tórax com laudo, além de exames nas áreas de neurologia, oftalmologia, infectologia, psiquiatria e ortopedia, esta última com raio-X da coluna total. A lista inclui ainda exames laboratoriais, como hemograma completo e glicemia em jejum.

Com os laudos em mãos, os candidatos devem comparecer à Junta Médica Oficial munidos de documento de identificação original. Em Rio Branco, o atendimento ocorre até 9 de abril, das 8h às 11h, no Acreprevidência, na Rua Benjamin Constant, 351, no bairro Cerâmica. Em Cruzeiro do Sul, as datas previstas são 19 e 26 de março e 9 de abril, das 8h às 12h, na Rua Félix Gaspar, 3806, no Centro. Durante a inspeção, a Junta Médica pode solicitar exames complementares para a emissão do Atestado de Sanidade e Capacidade Física e Mental.

A entrega de documentação deve ser feita até 10 de abril, das 7h às 13h. Em Rio Branco, o recebimento ocorre no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública e Justiça (Cieps), na Via Verde, BR-364, Km 2, no bairro Jardim Europa. Em Cruzeiro do Sul, a entrega é no Centro Socioeducativo, na Rua Pedro Teles, 596, no bairro Manoel Terças. As declarações exigidas no edital ficam disponíveis no site oficial da Secretaria de Estado de Administração (Sead).

O prazo final para conclusão de todas as etapas encerra em 16 de abril. Dúvidas podem ser esclarecidas com o Instituto Socioeducativo pelo telefone (68) 99224-2327 ou com a Secretaria de Estado de Administração pelo e-mail concursos.gov@gmail.com. O cumprimento dos prazos definidos no edital condiciona o avanço do processo para as próximas fases.

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Cultura

Documentário de estudantes resgata história do Palácio da Justiça do Acre

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Estudantes do 6º período de História lançaram na quarta-feira (25), em Rio Branco, um documentário sobre o Palácio da Justiça, primeira sede do Tribunal de Justiça do Acre, durante a mostra Acre em Cena. A produção, assinada por Manoela Brandolim e João Batista, revisita a trajetória do prédio no Centro da capital e a relação do espaço com a memória institucional e urbana da cidade.

O filme percorre a história do edifício desde a construção, no fim dos anos 1950, quando o Acre ainda era Território Federal, e segue até o período em que o local passou a abrigar o Poder Judiciário estadual, a partir de 1963, com a elevação do Acre à condição de Estado. O documentário também aborda o tombamento do Palácio da Justiça como patrimônio histórico e cultural, em 2002.

Com arquitetura neoclássica, o prédio foi projetado para transmitir solidez, ordem e imparcialidade e está entre os poucos exemplares desse estilo no Acre, ao lado do Palácio Rio Branco. Atualmente, o espaço funciona como centro cultural, com acervo de documentos e decisões históricas, além de peças como togas e outros artefatos. A estrutura reúne ainda obras de marchetaria, incluindo uma peça exposta no auditório assinada pelo artista plástico Maqueson Pereira.

Manoela Brandolim contou que a ideia surgiu em uma disciplina sobre Patrimônio, ministrada pelo professor João Pacheco, que propôs a produção de um minidocumentário. “Tudo começou com a nossa disciplina sobre Patrimônio, do professor João Pacheco. Ele criou o projeto para fazermos um minidocumentário. Meu colega, com quem faço dupla, João Batista, achou interessante o Palácio da Justiça e eu também gostei”, disse. Ela afirmou que o trabalho trouxe descobertas durante a pesquisa. “Eu posso dizer que são muitas. É um pedaço da história acreana. Surge quando o Acre ainda não era um Estado. Todo o Judiciário acreano começa a partir dele, algo que eu acredito que muitas pessoas não sabem”, declarou.

João Batista relacionou a conclusão do documentário à experiência prática de pesquisa e à vivência no espaço histórico e falou do significado pessoal do processo. “Aprendemos que foi ali que tudo começou no Judiciário acreano, naquele espaço no centro da cidade, que inicialmente abrigou não só o Tribunal de Justiça, mas o MP e outros órgãos ligados às questões judiciais”, afirmou.

A mostra de minidocumentários foi idealizada por João Pacheco, coordenador do curso de bacharelado em História e professor da disciplina Patrimônio Histórico-Cultural, com apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o professor, a produção durou quatro meses e buscou aproximar ensino, pesquisa e extensão da comunidade. O documentário sobre o Palácio da Justiça, disse ele, apresenta uma cronologia do patrimônio e deve ficar disponível em breve no canal do Iphan no YouTube.

Com a publicação online prevista, a produção amplia o acesso ao acervo e à história do Palácio da Justiça e reforça iniciativas de preservação e educação patrimonial, ao levar para fora dos arquivos a memória de um prédio que marcou a formação do sistema de Justiça e a própria ocupação do Centro de Rio Branco.

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Prefeitura de Rio Branco acelera instalação de complexo para processar arroz, feijão e milho com investimento acima de R$ 20 milhões

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, visitou nesta terça-feira (24) o Complexo de Agricultura Familiar, estrutura montada para beneficiar arroz, feijão e milho e que, segundo a prefeitura, recebeu investimento superior a R$ 20 milhões com recursos próprios. A unidade concentra, em um mesmo espaço, equipamentos e galpões voltados a dar escala e padrão industrial à produção de pequenos agricultores da capital.

Na vistoria, Bocalom acompanhou o funcionamento da linha de arroz, que já opera no local, e verificou o andamento das etapas de implantação das linhas de feijão e milho, ainda em fase de instalação. A prefeitura aposta que a combinação de processamento, seleção e padronização vai elevar o valor comercial do que é colhido na zona rural de Rio Branco e reduzir perdas no pós-colheita, ampliando a renda de quem produz.

O prefeito afirmou que o arroz processado no complexo terá seleção eletrônica por cor para uniformizar o produto e melhorar a qualidade final. “Nosso produto vai sair com qualidade equivalente — ou até superior — à que vem de fora, com o diferencial de ter menos agrotóxicos”, disse.

De acordo com a prefeitura, o feijão passará por polimento para melhorar a apresentação e a regularidade do grão, enquanto o milho terá diferentes possibilidades de transformação, como moagem para fubá e xerém. A gestão também prevê ampliar a capacidade de produção com novos equipamentos, incluindo uma máquina para fabricação de flocos, para diversificar os itens que podem sair da unidade.

O pacote de investimentos inclui a construção de galpões, compra de máquinas, instalação de secadores e áreas de armazenamento, além de estruturas como o galpão de calcário. A unidade também deve contemplar o beneficiamento de leite de soja, inserido em ações associadas à segurança alimentar e ao abastecimento de programas públicos.

A prefeitura sustenta que a conclusão das linhas de processamento fortalece a agricultura familiar ao permitir que a produção local chegue ao consumidor com padrão de mercado, além de apoiar iniciativas voltadas a públicos atendidos por políticas sociais, como famílias em situação de vulnerabilidade, crianças em creches e pessoas em tratamento de saúde. Com a operação completa, a administração municipal espera ampliar emprego e renda no campo e diminuir a dependência de alimentos trazidos de outros estados.

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