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Notícias

Programa habitacional em Rio Branco recebe apoio do Governo Federal para beneficiar famílias em áreas de risco

Parceria entre governo municipal e federal viabiliza projeto habitacional em Rio Branco

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Durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira, dia 10, o prefeito de Rio Branco destacou o progresso do Programa 1.001 Dignidades, enfatizando o apoio do Governo Federal. Ele explicou que, das 1.873 unidades habitacionais planejadas, 686 são provenientes do governo central, apresentou os avanços na iniciativa de proporcionar moradias adequadas para famílias afetadas por alagações e que vivem em áreas de risco.

Das 1.873 unidades habitacionais planejadas para entrega, 333 casas do Programa 1.001 Dignidades e 352 apartamentos do Minha Dignidade integram o programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, cujo financiamento possibilita a entrega dessas unidades ainda neste ano.

A seleção das famílias beneficiárias será conduzida pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e pela Defesa Civil Municipal, que detêm o cadastro das pessoas aptas a receberem o benefício.

O prefeito enfatizou que das unidades habitacionais provenientes do Governo Federal, 685 já estão em processo de viabilização junto à Caixa Econômica Federal. Com documentações de terrenos devidamente encaminhadas, a financiadora está prestes a autorizar as primeiras construções. Estas, se concluídas ainda este ano, poderão ser entregues sem contratempos, representando uma parceria eficaz entre a prefeitura e o Governo Federal.

Para o próximo ano, está prevista a ordem de serviço para mais 1.188 unidades habitacionais, entre apartamentos e casas, beneficiando ainda mais famílias em Rio Branco. Além disso, todos os bairros contemplados pelos programas habitacionais receberão investimentos em infraestrutura, como pavimentação e saneamento básico, totalizando aproximadamente R$ 40 milhões provenientes dos recursos próprios da prefeitura.

O programa Minha Dignidade reserva metade de seus 416 apartamentos para funcionários municipais que ganham até três salários mínimos e não possuem residência própria. A outra metade será disponibilizada para a população em geral, podendo a alocação ser decidida por meio de sorteio caso haja demanda superior à prevista.

A iniciativa destaca a importância da parceria entre os governos municipal e federal para garantir moradias dignas e melhorias significativas na qualidade de vida dos cidadãos de Rio Branco.

Acre

Acre tem menor cobertura vacinal contra HPV do país, aponta estudo

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O Acre tem a menor cobertura vacinal contra o HPV no Brasil, com 43% das meninas e 36% dos meninos imunizados, de acordo com estudo conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (22), analisou dados de mais de 16 mil brasileiros de 16 a 25 anos e comparou informações coletadas entre 2016 e 2017 com dados de 2020 a 2023.

A cobertura acreana está abaixo da média nacional, que chega a cerca de 86% entre meninas. O cenário preocupa porque o HPV está ligado a vários tipos de câncer, principalmente o de colo do útero. Especialistas relacionam a baixa adesão no estado à circulação de informações falsas sobre a vacina entre 2018 e 2019, período após o qual os índices locais não voltaram ao patamar anterior.

A pesquisa mostrou que a vacina reduziu a presença dos tipos de HPV combatidos pelo imunizante também entre pessoas não vacinadas. Entre mulheres vacinadas, a presença desses tipos do vírus caiu 81%, de 15,6% para 3,1%. Entre as que nunca foram vacinadas, a redução foi de 33%, efeito associado à proteção coletiva quando a cobertura vacinal é elevada.

Rio Branco também aparece abaixo de municípios com perfil semelhante. Em comparação com Ariquemes, em Rondônia, a capital acreana registrou cobertura de aproximadamente 52%, enquanto o município rondoniense passou de 90%. A vacinação em escolas aparece como uma das estratégias que explicam a diferença entre os dois resultados.

O estudo também mostrou desigualdade entre os sexos. Entre as mulheres participantes, 61,8% haviam sido vacinadas. Entre os homens, o índice foi de 31,1%. A diferença acompanha o histórico da campanha no país: a vacinação para meninas começou em 2014, enquanto os meninos entraram no programa em 2017. As faixas etárias foram igualadas apenas em 2022.

O Ministério da Saúde adotou a dose única contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. A vacina está disponível gratuitamente no SUS e também atende grupos específicos, como pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, usuários de PrEP, pessoas com papilomatose respiratória recorrente e pacientes com lesões pré-cancerosas de alto grau.

A dose única foi reforçada pelos resultados do estudo, que apontaram proteção semelhante à obtida com duas ou três aplicações. A estratégia busca ampliar o alcance da imunização, reduzir a circulação do vírus e aumentar a proteção contra cânceres associados ao HPV, especialmente em estados com baixa cobertura, como o Acre.

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Editorial

Editorial — Violência contra o jornalista Chico Melo acende alerta sobre a liberdade de imprensa

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Autoridades devem esclarecer a invasão, identificar os responsáveis e apurar se o crime teve relação com o trabalho da vítima

O ataque sofrido pelo jornalista Chico Melo, na madrugada desta quarta-feira, 22 de julho, em Cruzeiro do Sul, exige uma resposta rápida das autoridades. Quatro homens armados invadiram sua residência, agrediram e ameaçaram o jornalista e vasculharam o imóvel. Chico permaneceu sob o domínio dos invasores por quase 30 minutos e precisou levar pontos na cabeça.

O Épop manifesta solidariedade a Chico Melo, à sua família e aos profissionais do Sistema Integração. Nenhum jornalista pode ser perseguido, ameaçado ou agredido por exercer seu trabalho. A violência contra um profissional da imprensa atinge toda a sociedade, pois ameaça o direito da população de receber informações e fiscalizar os atos do poder público.

Segundo Chico, os invasores procuravam documentos, uma pasta e seu telefone celular. Um deles teria colocado uma arma em sua cabeça, enquanto outro falava em matá-lo. Dinheiro e objetos de valor, conforme o relato, não seriam o principal interesse do grupo. “Eles estavam, muito claramente, procurando documentos”, declarou durante o Jornal da Manhã, poucas horas depois do ataque.

A motivação do crime ainda precisa ser esclarecida. O jornalista relaciona o episódio ao trabalho desenvolvido pela Rádio Integração, às críticas feitas pela emissora e a documentos que pretendia entregar à Polícia Federal. Essas declarações são graves e devem ser verificadas durante a investigação, sem que responsabilidades sejam atribuídas antes da apresentação de provas.

A Polícia Civil deve identificar os invasores, apurar se houve planejamento, verificar se Chico estava sendo monitorado e esclarecer por que documentos e aparelhos eletrônicos teriam sido procurados. Também é necessário investigar a possível participação de intermediários ou mandantes, caso essa hipótese encontre respaldo em depoimentos, perícias e outros elementos de prova.

Dias antes da invasão, Chico afirmou ter percebido um veículo parado em frente à sua residência. O episódio aumentou sua preocupação, pois ele e seus colegas já vinham relatando ameaças e pressões relacionadas às publicações e aos comentários feitos nos programas da emissora. Esses fatos precisam ser examinados de maneira técnica, transparente e independente.

A defesa da liberdade de imprensa não depende de concordância política ou editorial. Jornalistas podem ser criticados, contestados e responsabilizados judicialmente quando cometem erros. Autoridades, empresas e cidadãos têm direito de resposta e podem recorrer à Justiça. O que não cabe em uma democracia é o uso da violência, da ameaça ou da intimidação para silenciar perguntas, opiniões e denúncias.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre e a Federação Nacional dos Jornalistas cobraram uma apuração rápida e independente. A manifestação das entidades reforça a necessidade de investigar, com especial atenção, a possível relação entre o crime e a atividade profissional da vítima. Divergências entre veículos e jornalistas fazem parte do ambiente democrático; agressões jamais podem ser aceitas como instrumento de disputa.

Chico afirmou temer pela própria vida e pela segurança de sua família. Depois de três décadas de atuação profissional, disse nunca ter enfrentado situação semelhante. Cabe ao Estado garantir proteção à vítima e aos familiares, preservar as provas, conduzir uma investigação sem interferências e manter a sociedade informada sobre os resultados.

Defender Chico Melo não significa concordar com tudo o que ele publica ou declara. Significa defender o direito de fazer jornalismo sem violência. O Épop espera uma resposta objetiva das instituições: proteção à vítima, esclarecimento da motivação, identificação dos responsáveis e aplicação da lei. A impunidade representaria não apenas uma falha do Estado, mas um perigoso estímulo a novas tentativas de intimidação da imprensa.

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Rio Branco

Rio Branco amplia consultas de urologia para atender cerca de 3,5 mil pacientes

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A Prefeitura de Rio Branco ampliou a oferta de consultas especializadas em urologia na rede municipal de saúde. A medida, divulgada nesta segunda-feira (20), prevê o atendimento gradual dos pacientes regulados e busca reduzir a fila de espera, que reúne cerca de 3,5 mil pessoas.

A força-tarefa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e segue critérios técnicos e assistenciais definidos pelo setor de regulação. Os pacientes são chamados conforme a organização da fila e as necessidades identificadas pela rede pública.

A previsão é atender entre 20 e 24 pessoas por semana. O diretor de Regulação, Controle e Avaliação, Emerson Bezerra, afirmou que a ampliação facilita o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento especializado.

“Em média, são atendidos de 20 a 24 pacientes por semana. A iniciativa fortalece o atendimento especializado, amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e garante mais qualidade de vida aos usuários do Sistema Único de Saúde”, declarou.

O serviço recebe homens e mulheres com diferentes problemas urológicos. A maior parte dos atendimentos envolve pacientes com cálculos renais e urinários, além de casos relacionados à próstata e a alterações no sistema urinário.

O médico urologista Cláudio Freire explicou que os pacientes passam por consultas e avaliações para a definição da conduta necessária. Os casos que podem ser resolvidos no atendimento ambulatorial permanecem sob acompanhamento. Quando há indicação de cirurgia ou necessidade de assistência de maior complexidade, o paciente é encaminhado para a continuidade do tratamento.

“Quando há indicação cirúrgica ou necessidade de assistência de maior complexidade, o paciente é encaminhado para a continuidade do tratamento. O objetivo é garantir um cuidado completo, com mais acesso e agilidade para a população”, afirmou o médico.

Entre os pacientes chamados está o aposentado Denis Morais, de 67 anos, que aguardou cerca de três anos e meio pela consulta. Ele recebeu uma ligação para confirmar se ainda tinha interesse no atendimento e deu continuidade ao acompanhamento de um problema na próstata.

“Já faço tratamento da próstata há três anos e meio e vou continuar o acompanhamento com o médico. É importante cuidar da saúde e manter esse acompanhamento”, relatou.

A ampliação pretende acelerar o diagnóstico, evitar o agravamento de doenças e garantir tratamento no momento adequado. A ação também integra o trabalho da administração municipal para reduzir o tempo de espera por serviços especializados no Sistema Único de Saúde.

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