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Projeto Cidadão encerra 2025 com casamento coletivo de 15 casais e orientação contra a violência doméstica em Santa Rosa do Purus

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Quinze casais formalizaram a união na sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, durante casamento coletivo realizado na Escola Estadual Padre Paolino Baldassari, em Santa Rosa do Purus, no Acre, em cerimônia promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre no encerramento das atividades do Projeto Cidadão no município, com foco na regularização civil e na orientação sobre respeito e prevenção à violência doméstica.

O ato reuniu 30 pessoas e integrou a última edição do Projeto Cidadão em 2025, iniciativa que leva serviços jurídicos e sociais a municípios de difícil acesso no estado. Durante a cerimônia, representantes do Judiciário destacaram a importância do diálogo, da igualdade e da convivência sem violência nas relações familiares. O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou aos noivos que a família é base da sociedade e que o casamento não estabelece posse entre as pessoas. “Vocês não se tornam donos um do outro porque casaram. São companheiros e companheiras de vida, em uma caminhada que deve ser sempre de respeito e não de posse”, disse.

O desembargador Samoel Evangelista, coordenador do Projeto Cidadão, dirigiu-se especialmente aos homens e orientou sobre a necessidade de manter distância da violência e fortalecer relações baseadas no cuidado. “Jamais sejam clientes das nossas delegacias, dos nossos necrotérios. Cultivem o amor, afastem-se da violência”, afirmou, ao defender um pacto social contra a violência doméstica e o feminicídio. O casamento foi celebrado pelo juiz de Direito Zacarias Neto, titular da Comarca de Manoel Urbano, que também atende Santa Rosa do Purus, e que reforçou a necessidade de que a união não reproduza ciclos de violência. “O casamento é uma construção”, afirmou.

Entre os casais que oficializaram a união está Manoel Batista, de 85 anos, e Josefa Batista, indígenas da etnia Huni Kuin, que vivem juntos há mais de 30 anos e têm três filhos. Para Manoel, a formalização no cartório representa segurança jurídica para a companheira. “Quero casar no cartório para isso. Eu casei aqui porque quero isso, quero mais segurança para a mulher”, disse.

O encerramento do casamento coletivo também marcou o fim do calendário anual do Projeto Cidadão, que em 2025 atendeu 12 municípios: Tarauacá, Feijó, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rio Branco, Manoel Urbano, Porto Acre, Plácido de Castro, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Santa Rosa do Purus, além de comunidades ribeirinhas e de difícil acesso, como a Aldeia São Vicente, no Rio Humaitá. No mesmo ano, o projeto completou 30 anos de atuação, com oferta de registros civis, atendimentos jurídicos e ações voltadas à cidadania, em parceria com instituições públicas e organizações locais, ampliando o acesso a direitos básicos para populações do interior do estado.

Informações: TJAC – Foto: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Justiça do Acre

Projeto do TJAC promove acolhimento a crianças do Educandário Santa Margarida em Rio Branco

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, na manhã deste sábado (24), uma ação de acolhimento a crianças do Educandário Santa Margarida, em Rio Branco. A atividade integra o projeto Colo de Amor, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), e marcou as ações do Mês das Crianças, com a participação de magistradas e servidores do Judiciário acreano.

A iniciativa atende crianças em situação de vulnerabilidade, especialmente na faixa etária de zero a seis anos, que vivem em instituições de acolhimento. Durante as visitas, os voluntários dedicam tempo à convivência, oferecendo atenção individualizada, carinho e atividades voltadas ao fortalecimento de vínculos afetivos.

A programação deste sábado foi conduzida pela vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, e contou com a presença da juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, das juízas Isabele Sacramento e Mirella Ribeiro, da juíza substituta Hellen Oliveira e de servidores da instituição.

Durante a atividade, Regina Ferrari falou sobre a importância do acompanhamento emocional de crianças afastadas temporariamente do convívio familiar. “Cada criança precisa se sentir amada, protegida e acolhida”, afirmou a desembargadora, ao defender ações que contribuam para o desenvolvimento infantil.

A juíza Louise Santana também abordou a necessidade de ampliar os cuidados para além das necessidades materiais. Para a magistrada, a convivência e a atenção oferecidas pelos voluntários ajudam a proporcionar segurança emocional às crianças atendidas.

O projeto Colo de Amor realiza visitas a instituições de acolhimento de Rio Branco e mobiliza integrantes do Judiciário e voluntários da sociedade civil. As atividades buscam ampliar as experiências de cuidado e convivência durante a primeira infância, período fundamental para o desenvolvimento emocional e social.

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Rio Branco

Mulheres concluem curso de qualificação profissional na Casa Rosa Mulher, em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco realizou, nesta sexta-feira (23), o encerramento de um curso de bolos de padaria destinado a mulheres atendidas pela Casa Rosa Mulher. A capacitação, desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), busca ampliar as oportunidades de trabalho, empreendedorismo e geração de renda para as participantes.

O curso foi promovido por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e contou com o acompanhamento da primeira-dama Roberta Lins, que participou do encerramento das atividades. A formação ofereceu conhecimentos e técnicas de produção de bolos, que podem ser utilizados tanto na busca por emprego quanto na abertura de pequenos negócios.

Entre as participantes está Raimunda Oliveira, que relatou a importância da experiência para sua trajetória pessoal. Ela contou que encontrou na Casa Rosa Mulher um espaço de acolhimento e aprendizado, além da possibilidade de conquistar independência financeira.

“Aprender algo novo me dá esperança e a certeza de que novas portas podem se abrir”, afirmou Raimunda, ao comentar as oportunidades que a qualificação poderá proporcionar.

Durante a atividade, Roberta Lins falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para conciliar trabalho, família e responsabilidades domésticas. A primeira-dama defendeu a continuidade de iniciativas que ofereçam formação profissional e contribuam para a autonomia das participantes.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, também participou do encerramento. Ele afirmou que a administração pretende dar continuidade às ações de capacitação e ampliar o acesso das mulheres a cursos profissionalizantes.

A Casa Rosa Mulher integra as iniciativas municipais voltadas ao atendimento e fortalecimento da autonomia feminina. Por meio das atividades de qualificação, as participantes têm acesso a conhecimentos que podem contribuir para a inserção no mercado de trabalho e a geração de renda própria.

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Acre

Farmácia Popular amplia atendimento no Acre e supera em 25% número de beneficiários de 2025

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O programa Farmácia Popular atendeu 18.011 pessoas no Acre entre janeiro e setembro de 2026, superando em quase 25% o total de beneficiários registrado durante todo o ano passado. Atualmente, a iniciativa do governo federal está presente em dez municípios acreanos e oferece gratuitamente 41 produtos, entre medicamentos e insumos de saúde.

O crescimento ocorreu de forma contínua nos últimos anos. Em 2023, o programa contabilizou 1.319 beneficiários no estado. Em 2024, o número subiu para aproximadamente 11,2 mil e chegou a 14.446 em 2025. Nos primeiros nove meses deste ano, o total já ultrapassou a marca de 18 mil pessoas atendidas.

Entre os produtos disponíveis estão medicamentos utilizados no tratamento de hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma. O programa também disponibiliza fraldas geriátricas e absorventes higiênicos, reduzindo os gastos das famílias com produtos de saúde.

A economia pode chegar a R$ 8,8 mil por ano para uma família de quatro pessoas que utilize medicamentos e insumos oferecidos pela iniciativa. No caso de pacientes com Parkinson, a redução das despesas pode alcançar R$ 1,5 mil anuais. Já o fornecimento gratuito de fraldas geriátricas pode representar uma economia de até R$ 3.240 por ano.

Em todo o Brasil, o Farmácia Popular está presente em cerca de cinco mil municípios, que concentram 97,1% da população nacional. Na Região Norte, 282 cidades contam com estabelecimentos participantes do programa em 2026.

O Ministério da Saúde também iniciou mudanças na regulamentação do Farmácia Popular em agosto, com medidas voltadas à modernização dos serviços e ao controle da distribuição dos produtos.

Entre as propostas em avaliação está a Farmácia 4.0, que prevê a possibilidade de ampliar os serviços oferecidos, incluindo a realização de exames e a utilização de biometria para identificação dos beneficiários na retirada de medicamentos.

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