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Educação

Resultados do Enade 2022 apontam desempenho de Instituições de Ensino Superior do Acre

Destaque para o Curso de Direito na UFAC Rio Branco com Nota Máxima

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Os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2022 foram recentemente divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), trazendo à luz uma análise minuciosa do desempenho dos cursos de Instituições de Ensino Superior no Acre. Neste ano, a atenção se volta para o notável desempenho do curso de Direito na UFAC no Campus Rio Branco, que obteve a nota máxima de 5, mantendo sua excelência em relação à edição anterior. Contudo, a avaliação também revela variações, com o curso de Direito no Campus Cruzeiro do Sul, da mesma instituição, conquistando uma nota 4, enquanto o curso de Psicologia sofreu uma queda significativa, passando de 5 para 3 no último exame.

O Enade não apenas fornece resultados das provas, mas também oferece informações detalhadas sobre o desempenho de cada instituição em cursos específicos, o que permite uma análise mais profunda. A seguir, apresentamos algumas das principais notas e desempenhos destacados:

UFAC:

  • Jornalismo: 3
  • Direito – Campus Rio Branco: 5
  • Direito – Campus Cruzeiro do Sul: 4
  • Psicologia: 3

Centro Universitário Uninorte:

  • Administração: 3
  • Ciências Contábeis: 4
  • Direito: 3
  • Psicologia: 1
  • Tecnologia em Gestão Comercial: SEM NOTA
  • Tecnologia em Gestão Financeira: 2
  • Tecnologia em Gestão Pública: 2
  • Tecnologia em Logística: SEM NOTA
  • Tecnologia em Logística: SEM NOTA
  • Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos: 3

Centro Universitário U:VERSE:

  • Ciências Contábeis: 3
  • Direito: 3
  • Serviço Social: SEM NOTA
  • Psicologia: 2
  • Administração: 2
  • Tecnologia em Gestão Pública: SEM NOTA

Centro Universitário Estácio Unimeta:

  • Administração: 3
  • Ciências Contábeis: 2
  • Psicologia: 1
  • Publicidade e Propaganda: SEM NOTA
  • Tecnologia em Gastronomia: SEM NOTA

Essa avaliação minuciosa dos resultados do Enade desempenha um papel fundamental ao guiar as instituições de ensino em sua busca constante por melhorias na qualidade educacional e no aprimoramento de seus processos pedagógicos, alinhando-se ao objetivo primordial do exame.

Educação

MEC abre consulta de vagas do Sisu+ para o segundo semestre de 2026

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O Ministério da Educação liberou nesta terça-feira, 9 de junho, a consulta às vagas do Sisu+, etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada criada para ocupar vagas disponíveis no ensino superior público no segundo semestre de 2026. A pesquisa já pode ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com filtros por curso, instituição, estado e município.

A nova etapa reúne vagas remanescentes de 34 instituições públicas de educação superior. Além da oferta de cursos, a plataforma mostra detalhes como turno, local de funcionamento e modalidades de concorrência, o que permite ao candidato verificar com antecedência as condições de disputa antes da abertura das inscrições.

Poderão participar os estudantes que concorreram na etapa regular do Sisu 2026 e fizeram ao menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio. Cada candidato poderá escolher até duas opções de curso.

As inscrições para o Sisu+ vão de 15 a 19 de junho. O resultado da chamada regular única será divulgado em 24 de junho. Na mesma data, será aberto o prazo para manifestação de interesse na lista de espera, que segue até 26 de junho. As matrículas da chamada regular começam em 25 de junho, e as convocações da lista de espera terão matrícula a partir de 1º de julho, conforme o edital de cada instituição.

Com a etapa complementar, o MEC tenta ampliar as chances de ingresso no ensino superior público dentro do mesmo processo seletivo e reduzir a sobra de vagas no segundo semestre.

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Educação

MEC lança plataforma gratuita de idiomas com acesso por portal e aplicativo

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O Ministério da Educação colocou no ar o MEC Idiomas, plataforma gratuita de ensino de inglês e espanhol voltada a estudantes e professores de todo o país. O acesso é feito pelo portal oficial do programa (https://www.gov.br/mec/pt-br/mec-idiomas) e pelo aplicativo da ferramenta, com login pela conta Gov.br. Depois de entrar, o usuário escolhe o idioma, faz o teste de nível e segue para a trilha de aprendizagem.

A plataforma reúne aulas para diferentes níveis de proficiência, exercícios, avaliações ao fim dos módulos e recursos de prática oral. Na fase inicial, o MEC abriu turmas de inglês e espanhol e anunciou a ampliação da oferta nos próximos anos. A proposta é alcançar principalmente alunos da rede pública e professores que já atuam com ensino de línguas.

Na prática, o programa tenta ocupar um espaço que, por anos, ficou concentrado em cursos pagos. Com acesso gratuito e remoto, o governo aposta em ampliar o alcance do ensino de idiomas sem depender de mensalidade, deslocamento ou matrícula em escola privada. O foco está em levar a formação para quem já estuda na rede pública ou precisa reforçar a qualificação para seleção acadêmica e oportunidades profissionais.

O funcionamento foi desenhado para ser direto: o usuário entra com a conta oficial do governo, escolhe o idioma e começa o percurso de aprendizagem a partir do nível indicado pela própria plataforma. A aposta do MEC é transformar esse modelo em porta de entrada para uma política mais ampla de formação em línguas, com uso contínuo e alcance nacional.

Foto: Paulo Francis

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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