Na manhã de quinta-feira, 19 de dezembro, o Sesc Bosque, em Rio Branco, foi palco de uma das mais significativas ações de inclusão social promovidas pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Acre. Em um evento que reuniu mais de 2 mil crianças de comunidades e instituições sociais, a proposta era clara: proporcionar um dia de lazer, alegria e, principalmente, reforçar o compromisso do Sistema com o bem-estar e a inclusão social. Durante a realização do evento, foram entregues 3.924 brinquedos, um gesto simbólico de carinho e solidariedade para aqueles que, muitas vezes, têm suas necessidades mais básicas em segundo plano diante das dificuldades financeiras enfrentadas por suas famílias.
O evento foi um sucesso, com a participação de 2.101 crianças de 21 instituições parceiras, selecionadas pelo programa Sesc Mesa Brasil. Entre elas, destaca-se a Escolinha Estrelinha, que levou 36 crianças, e a Escola Professora Mauricília Sant’Ana, com 380 crianças, além de outras organizações como a Associação Cidade do Povo, que teve 250 crianças contempladas. O projeto também alcançou instituições com um trabalho consolidado na cidade, como a Paróquia Divino Espírito Santo, com 181 crianças, e o Projeto Social Ray Perez, que envolveu 75 crianças em sua programação.
Além das tradicionais brincadeiras e jogos, a ação contou com um farto apoio de alimentação e, claro, com a entrega dos tão esperados presentes de Natal, trazendo para cada criança o sorriso e a alegria que um brinquedo pode proporcionar. As 3.924 unidades de brinquedos adquiridos pelo Sistema Fecomércio-AC foram distribuídas, atendendo às expectativas das crianças, muitas das quais em situação de vulnerabilidade social. Ao longo do evento, não faltaram momentos de descontração e confraternização entre os pequenos e seus familiares, que se sentiram acolhidos em uma grande festa solidária.
O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Acre, Leandro Domingos, enfatizou a relevância do evento, que, para ele, vai além da entrega de presentes. “Organizamos uma festa com toda a estrutura do Sesc, incluindo alimentação e a distribuição de presentes. Sabemos que muitas crianças esperam ansiosas por um presente de Natal, mas suas famílias, por dificuldades financeiras, priorizam outras necessidades. Por isso, para nós, a realização deste evento é uma forma de retribuir à comunidade com um gesto de solidariedade”, afirmou Leandro Domingos.
Ao final do evento, Leandro Domingos revelou planos de expandir o projeto em 2025 para outros municípios do Acre. “Neste ano, a decisão foi tomada no final, e realizamos a ação apenas em Rio Branco. Mas, no próximo ano, queremos levar essa festa para mais municípios, especialmente aqueles com unidades do Sesc e do Senac, porque sabemos que a necessidade no interior é ainda maior”, anunciou.
O evento contou com a presença do governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, que em seu discurso ressaltou a importância de iniciativas como essa para o futuro das crianças e da sociedade. “Acredito na força do amor e da solidariedade. A própria palavra de Deus diz que a fé sem obras é morta. Por isso, agradeço por este momento em que os corações se voltam para fazer o bem. Quando dizemos que as crianças são o futuro, devemos preparar um presente que construa esse futuro. É uma questão de prevenir, renovar sentimentos e deixar uma herança. Que nossos atos de amor, fé e esperança continuem, sempre colocando a bondade acima de tudo. Parabéns ao Sistema Fecomércio, Sesc e Senac!”, declarou o governador.
O Superintendente da Fecomércio Acre, Luiz Pontes, destacou a importância da realização de projetos como estes, com ações voltadas ao bem-estar social. “Queremos levar alegria a essas crianças e suas famílias, promovendo momentos que vão além do lazer, fortalecendo valores como solidariedade e esperança. É extremamente gratificante ver a felicidade no rosto de cada criança e saber que estamos contribuindo para um futuro mais acolhedor e inclusivo. Nosso objetivo é continuar impactando positivamente a vida das pessoas, especialmente das crianças, que são o futuro da nossa sociedade”, destacou.
A diretora regional do Sesc Acre, Débora Dantas, demonstrou sua satisfação ao observar a felicidade das crianças, ressaltando que ações como essa não são apenas um presente material, mas um bálsamo emocional para as famílias que, muitas vezes, não têm a oportunidade de oferecer um Natal digno a seus filhos. “Toda criança merece ser feliz todos os dias, mas hoje resolvemos proporcionar um dia especial. É gratificante ver a alegria das crianças e perceber como isso enche nossos corações”, declarou.
O diretor regional do Senac Acre, Deywerson Galvão, também comentou sobre o impacto da ação. “Estamos trazendo crianças para que tenham um Natal e um final de ano mais felizes. Essa ação é um verdadeiro presente para todos nós”, disse.
O projeto Criança Feliz, realizado pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Acre, é, sem dúvida, um exemplo de como o compromisso com o social pode transformar realidades. Não se trata apenas de distribuir brinquedos ou promover um dia de lazer, mas de construir laços mais fortes entre a comunidade e o Sistema, fomentando a inclusão, a solidariedade e a esperança em um futuro mais justo. O evento foi uma prova de que, mais do que nunca, o poder da união e da solidariedade é capaz de criar um impacto duradouro na vida de muitas famílias, especialmente durante a época natalina. O projeto Criança Feliz foi mais uma das várias ações realizadas durante o ano de 2024 pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Acre, que ao longo de todo o ano demonstra, com gestos de carinho, o seu compromisso com a construção de um Acre mais unido e próspero, onde a dignidade e o respeito às crianças e suas famílias sejam sempre prioridades.
A Prefeitura de Rio Branco promove neste sábado (7) uma ação de saúde destinada ao público masculino na Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Maria Barroso, no bairro Sobral. A iniciativa faz parte da programação do Novembro Azul e reúne consultas médicas, exames e serviços gratuitos de prevenção e acompanhamento da saúde.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, a atividade busca incentivar os homens a procurar atendimento médico regularmente, mesmo quando não apresentam sintomas. A programação inclui exames laboratoriais, eletrocardiograma, coleta de sangue para avaliação do PSA, retinografia, teledermatologia e atendimento odontológico.
Além dos procedimentos clínicos, serão oferecidas práticas de bem-estar, como massagens, aromaterapia, ventosaterapia e ozonioterapia, além de atividades recreativas.
A campanha também chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças. Um dos focos do Novembro Azul é o câncer de próstata, que está entre os tipos de câncer mais frequentes na população masculina brasileira. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 77.920 novos casos da doença por ano no país entre 2026 e 2028.
Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, a mobilização é uma oportunidade de aproximar os homens dos serviços públicos de saúde e enfrentar a resistência que ainda existe em relação aos cuidados preventivos.
A orientação é que a população masculina mantenha o acompanhamento médico ao longo do ano, sem limitar a procura por consultas e exames ao período da campanha.
Os atendimentos deste sábado serão realizados na Urap Maria Barroso, localizada na Estrada da Sobral, nº 1547, bairro Sobral.
O jovem líder extrativista de Xapuri, Rian Barros, está levando a experiência de turismo comunitário da Reserva Extrativista Chico Mendes para o 1º Congresso Pan-Americano de Trilhas, realizado entre os dias 5 e 8 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Representando a Trilha Chico Mendes, Rian participa dos debates sobre conservação ambiental, turismo sustentável e desenvolvimento econômico, defendendo que a floresta preservada pode gerar renda e melhores condições de vida para as famílias que vivem na reserva.
O encontro acontece no Parque Nacional do Iguaçu, simultaneamente ao 4º Congresso Brasileiro de Trilhas e ao 3º Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas. A programação reúne representantes de diferentes países, entre gestores públicos, pesquisadores, organizações ambientais, empreendedores e comunidades que desenvolvem atividades ligadas ao turismo de natureza.
Em entrevista ao Epop, Rian falou sobre a importância de participar do congresso, apresentou produtos do Ateliê da Floresta, iniciativa ligada à economia comunitária, e compartilhou sua visão sobre o futuro do turismo na Resex Chico Mendes.
Filho de Raimundo Mendes de Barros, o Raimundão, uma das lideranças históricas do movimento seringueiro, Rian considera sua presença no congresso uma continuidade da luta de Chico Mendes e das famílias que enfrentaram o desmatamento e defenderam a criação das reservas extrativistas no Acre.
“É uma luta que muitos tiveram, perderam o sono, sangraram, perderam vidas para a gente chegar onde chegou hoje. Eu estar aqui agora não é uma conquista individual minha, mas uma conquista que vem comigo Chico Mendes, meu pai e tantos outros companheiros que lutaram para defender a floresta”, afirmou.
Para ele, a defesa da Amazônia nunca esteve limitada à proteção das árvores. O movimento seringueiro também lutou pelo direito das populações tradicionais de permanecer em seus territórios, trabalhar e construir uma vida digna a partir dos recursos naturais.
“Eles não queriam só proteger a floresta como um santuário, mas como um modo de vida sustentável. Mostrar para o mundo que é possível que a floresta permaneça em pé e as pessoas que vivem nela também tenham dignidade e qualidade de vida”, explicou.
Essa perspectiva orienta a defesa que Rian faz do turismo como uma das atividades capazes de diversificar a economia da Resex Chico Mendes. Na avaliação do jovem, a visitação organizada pode movimentar diferentes setores da produção comunitária, criando oportunidades que vão além da condução de visitantes pelas trilhas.
Durante o congresso, ele apresentou peças produzidas pelo Ateliê da Floresta, incluindo artesanatos que utilizam elementos naturais e valorizam os conhecimentos das comunidades. Os produtos representam uma das possibilidades de geração de renda associadas ao turismo e ao aproveitamento sustentável dos recursos florestais.
“Quando a gente fomenta a trilha, a gente também fomenta a economia local. O Ateliê da Floresta, com os artesanatos, as pessoas que produzem alguma coisa nas suas casas, como doces, outros artesanatos, comida caseira regional. Tudo isso é uma forma também de trazer renda para as comunidades”, afirmou.
A proposta é fazer com que a atividade turística beneficie diferentes famílias. A chegada de visitantes pode criar demanda por alimentação, hospedagem, serviços de condução, transporte e produtos artesanais, permitindo que o dinheiro circule entre os moradores da reserva.
A Trilha Chico Mendes já integra iniciativas de promoção do turismo de natureza no Acre. O percurso combina a experiência de caminhar pela floresta com o conhecimento da história dos seringueiros, das atividades extrativistas e das mobilizações que deram origem à reserva, criada em março de 1990.
Em 2025, o Ministério do Turismo incluiu a Trilha Chico Mendes no catálogo de experiências turísticas brasileiras divulgado durante a COP30. O roteiro apresenta atividades como a extração da castanha e do látex, o contato com famílias extrativistas, a culinária regional e a produção de artesanato.
Para Rian, essa combinação entre natureza, cultura e memória também oferece uma maneira de ampliar a proteção ambiental. Ele acredita que a existência de alternativas econômicas sustentáveis pode reduzir a pressão sobre os recursos naturais e fortalecer o compromisso dos moradores com a conservação.
O jovem define a Trilha Chico Mendes como um percurso que constrói “caminhos de cura”, expressão utilizada para representar os benefícios que atribui à atividade tanto para a floresta quanto para as pessoas que a visitam.
“É cura para nossa floresta, para nossa Amazônia, para nossa biodiversidade. Porque, no momento em que a gente fomenta essa atividade, é uma forma também de proteção. As pessoas vão deixar de desmatar, de caçar os animais”, defendeu.
Ele também considera importante a experiência proporcionada a quem deixa os centros urbanos para conhecer o cotidiano das famílias extrativistas e os caminhos associados à trajetória de Chico Mendes.
O potencial econômico, entretanto, depende de organização comunitária, estrutura de atendimento aos visitantes e respeito às regras de conservação da reserva. A expansão do turismo precisa ocorrer sem comprometer as atividades tradicionais e garantindo a participação dos moradores nas decisões e nos benefícios econômicos.
Essa discussão faz parte dos desafios enfrentados pela nova geração de extrativistas. Em fevereiro deste ano, Rian já havia abordado, em entrevista ao Epop, a necessidade de criar oportunidades para que os jovens possam permanecer na floresta, combinando atividades tradicionais com tecnologia, organização comunitária e novas possibilidades de trabalho.
A participação em Foz do Iguaçu amplia esse debate ao colocar a experiência da Resex Chico Mendes em contato com projetos turísticos de diferentes regiões do Brasil e de outros países das Américas.
Para Rian, o futuro da reserva passa pela capacidade de transformar o patrimônio ambiental e a história de resistência das comunidades em oportunidades concretas para seus moradores. É uma continuidade do projeto defendido por Chico Mendes: conservar a floresta sem separar a proteção ambiental das condições de vida de quem mora nela.
Três pequenos negócios brasileiros que desenvolvem alternativas para reduzir impactos ambientais foram selecionados para apresentar suas soluções na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antalya, na Turquia. Com apoio do Sebrae, os empreendimentos do Maranhão, Pará e Minas Gerais trabalham com bioeconomia, reciclagem e aproveitamento sustentável de recursos naturais.
As empresas Bioassu, Plaspop e Tekohá foram escolhidas por meio do programa Empreender Clima, que oferece capacitação, assistência técnica e preparação para acesso a financiamentos voltados à economia verde. A iniciativa selecionou inicialmente 20 negócios, dos quais três conquistaram a oportunidade de participar presencialmente da conferência internacional.
No Maranhão, a Bioassu desenvolveu um bioaditivo produzido a partir do babaçu, capaz de reduzir o consumo de diesel sem necessidade de alterações nos motores. Em testes realizados em 2025, a empresa registrou economia de 920 litros de combustível, equivalente a uma redução de 12,6% no consumo, conforme os resultados apresentados pelo empreendimento.
Além dos benefícios ambientais, a atividade movimenta a economia de comunidades extrativistas. Desde 2021, aproximadamente 55 fornecedores participaram da comercialização do babaçu, com R$ 57,6 mil destinados à compra dos frutos. A empresa pretende captar cerca de R$ 981 mil para ampliar sua produção mensal de uma para quatro toneladas.
Em Minas Gerais, a Plaspop criou o projeto Estação Circular, que recebe materiais recicláveis e oferece benefícios aos consumidores que participam da coleta. Os resíduos são encaminhados para reaproveitamento industrial, enquanto organizações de catadores recebem oportunidades de trabalho e geração de renda.
Na primeira unidade do projeto, instalada em Betim, foram recolhidas 72,4 toneladas de materiais recicláveis entre setembro de 2024 e setembro de 2025. A operação beneficiou 1.631 usuários e movimentou R$ 161 mil em receita para catadores, além de evitar, segundo estimativas da empresa, a emissão de 117,2 toneladas de dióxido de carbono.
A biodiversidade amazônica estará representada pela Tekohá, de Belém, no Pará. Criada pela empreendedora Danielle Amaral, a marca produz cosméticos com ingredientes naturais da região e utiliza embalagens biodegradáveis ou recicláveis.
O negócio também mantém atividades com comunidades locais e iniciativas de agricultura regenerativa. Entre os resultados apresentados estão aproximadamente 35 hectares sob manejo regenerativo, capacitação de mais de 60 mulheres e participação de 48 famílias em quatro comunidades.
A empresa busca investimentos de R$ 250 mil para ampliar sua estrutura, fortalecer a comercialização e alcançar mercados internacionais.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirma que a iniciativa busca preparar pequenos empreendedores para participar da transição econômica associada à sustentabilidade, combinando geração de renda, preservação ambiental e oportunidades comerciais.
O programa Empreender Clima foi estruturado em parceria com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). A plataforma foi lançada durante a COP30, em Belém, e disponibiliza cursos gratuitos, orientação empresarial e ferramentas de preparação para financiamento climático.
A participação das três empresas na COP31 abre oportunidades de contato com investidores e instituições internacionais, além de colocar experiências brasileiras de bioeconomia e economia circular nas discussões sobre desenvolvimento sustentável e enfrentamento das mudanças climáticas.