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Economia e Empreender

Artigo de Décio Lima aponta Carnaval como motor de renda e fortalecimento dos pequenos negócios no Brasil

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O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Décio Lima, afirmou que o Carnaval exerce papel central na geração de renda e no fortalecimento do empreendedorismo no Brasil, ao ampliar oportunidades de trabalho e movimentar milhões de pequenos negócios em todo o país. Em artigo publicado nesta semana, ele destacou que a festa ultrapassa o campo cultural e se consolida como um dos principais períodos de dinamização econômica, especialmente para micro e pequenos empreendedores.

Segundo Décio Lima, o Carnaval representa, para muitos trabalhadores e empreendedores, uma oportunidade concreta de ampliar o faturamento e garantir recursos para manter suas atividades ao longo do ano. “Para muitos brasileiros, o Carnaval representa mais do que festa, é complemento de renda. É o momento de colocar o negócio para girar, vender mais, ampliar serviços e garantir um fôlego financeiro importante para o início do ano”, escreveu o presidente do Sebrae.

O dirigente destacou que o impacto econômico da festa é resultado da mobilização de diferentes setores produtivos, que incluem comércio de vestuário e acessórios, alimentação, transporte e hospedagem. Levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, aponta que cerca de 12% dos pequenos negócios do país, o equivalente a aproximadamente 2,9 milhões de empreendimentos, estão diretamente ligados às atividades relacionadas ao Carnaval, evidenciando a relevância da festa na estrutura econômica nacional.

No artigo, Décio Lima também ressaltou que a movimentação gerada pelo Carnaval contribui para a criação de empregos e para a inclusão produtiva. Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que o período deve gerar 39,2 mil vagas temporárias em todo o Brasil, com possibilidade de efetivação de parte desses trabalhadores após o encerramento das festividades. Esse processo, segundo ele, reforça a capacidade dos pequenos negócios de responder rapidamente às oportunidades econômicas e gerar emprego nas comunidades onde atuam.

Décio Lima afirmou ainda que o Carnaval representa um patrimônio cultural e econômico, ao conectar tradição popular e atividade produtiva. Para ele, o período demonstra a capacidade de trabalhadores e empreendedores de transformar cultura em fonte de renda e sustento. “O Carnaval é patrimônio cultural reconhecido internacionalmente. Mas é também patrimônio econômico e social do nosso povo. Ele potencializa o ecossistema de pequenos negócios, fortalece o empreendedorismo e reafirma que desenvolvimento e cultura caminham juntos”, escreveu.

O presidente do Sebrae concluiu que a festa tem papel estratégico na economia brasileira, ao estimular a circulação de recursos, ampliar oportunidades e fortalecer negócios de pequeno porte, que representam parte significativa da geração de emprego e renda no país.

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Semana do MEI 2026 terá capacitações gratuitas em todo o país a partir de segunda-feira

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A Semana do MEI 2026 começa nesta segunda-feira, 25 de maio, com uma programação gratuita voltada a microempreendedores individuais em todo o Brasil. A mobilização vai até 29 de maio e reúne palestras, oficinas, consultorias e atendimentos presenciais e online para quem já atua como MEI e para quem pretende abrir o próprio negócio.

A expectativa do Sebrae é alcançar 1,5 milhão de atendimentos nesta edição, acima do resultado registrado no ano passado. A programação foi montada para orientar empreendedores em temas ligados à rotina dos pequenos negócios, como finanças, vendas, marketing, inovação, formalização e relacionamento com clientes.

A agenda nacional chega em um momento de forte presença do microempreendedor individual no ambiente de negócios do país. O público de MEIs já representa a maior fatia dos empreendimentos enquadrados no Simples Nacional, o que reforça o peso desse segmento na economia e na geração de renda.

Antes da abertura oficial, a organização promoveu entre 19 e 22 de maio uma etapa preparatória com conteúdos digitais. A ação antecipou orientações e serviu como aquecimento para a maratona principal de capacitações, que agora passa a concentrar as atividades oferecidas nos estados.

A proposta da Semana do MEI é ampliar o acesso à informação e melhorar a gestão dos pequenos negócios, num cenário em que muitos empreendedores buscam mais preparo para vender, organizar as contas e manter a empresa ativa. Com alcance nacional, a iniciativa tenta transformar orientação prática em ferramenta de sobrevivência e crescimento para quem empreende por conta própria.

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IR 2026: mais de 30% ainda não enviaram declaração a seis dias do prazo final

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Mais de 30% dos contribuintes ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda 2026 a seis dias do fim do prazo. Até 17h57 de sábado, 23 de maio, 30.694.236 declarações haviam sido enviadas, o equivalente a 69,8% do total esperado neste ano, estimado em 44 milhões. O prazo termina às 23h59min59s de 29 de maio.

Entre os documentos já entregues, 62,3% têm direito à restituição, 20,9% terão imposto a pagar e 16,8% não terão valores a pagar nem a receber. A maior parte dos envios foi feita pelo programa de computador, responsável por 77,2% das declarações. O preenchimento on-line responde por 15,8%, enquanto o aplicativo Meu Imposto de Renda concentra 7,1%.

A declaração pré-preenchida foi usada por 59,4% dos contribuintes. Já o modelo simplificado aparece em 55,4% dos envios registrados até agora.

Quem perder o prazo estará sujeito a multa de R$ 165,74 ou de 1% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor. Devem declarar as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de contribuintes com receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920. Quem recebeu até dois salários mínimos mensais no ano passado está dispensado, desde que não se enquadre em outras regras de obrigatoriedade.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Exportações do Acre crescem 35,6% em março e superávit no trimestre chega a US$ 27,96 milhões

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As exportações do Acre somaram US$ 11,42 milhões em março de 2026, alta de 35,6% na comparação com fevereiro, e levaram o saldo comercial do estado a um superávit de US$ 27,96 milhões no primeiro trimestre. No acumulado de janeiro a março, as vendas externas chegaram a US$ 28,94 milhões, avanço de 9,8% sobre o mesmo período de 2025.

A pauta exportadora acreana seguiu concentrada em produtos do agronegócio e do extrativismo. No trimestre, a carne bovina respondeu por 34% das exportações, seguida pela castanha, com 28,6%, e pela soja, com 14%. Em março, a carne bovina liderou as vendas externas, com US$ 3,78 milhões e participação de 33,1%, à frente da soja, com 29,3%, e da castanha, com 15,6%.

O Peru continuou como principal destino dos produtos acreanos em março, com 25,7% das exportações do mês, mas perdeu participação em relação a fevereiro, quando concentrava mais de 60% das compras. Ao mesmo tempo, Emirados Árabes Unidos, Turquia e México ampliaram as aquisições, sobretudo de carne bovina e soja, movimento que amplia a presença do Acre em novos mercados e reduz a dependência de um número restrito de parceiros comerciais.

Na logística, a via marítima voltou a ser a principal rota de escoamento, com 72,2% do total exportado, com destaque para o Porto de Santos. A saída por rodovia, especialmente pela unidade alfandegária de Assis Brasil, manteve peso nas vendas para países andinos, principalmente o Peru. Entre os municípios, Brasileia liderou o ranking de exportações, com US$ 3,36 milhões, puxados pela comercialização de carne suína e castanha. Senador Guiomard apareceu na sequência, com US$ 1,85 milhão, impulsionado pelas vendas de carne bovina.

Foto: Paulo Murilo

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