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Política

Bocalom diz que deve anunciar candidatura ao governo do Acre até a próxima semana

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que deve anunciar até o início da próxima semana se colocará seu nome à disposição para disputar o governo do Acre nas eleições de 2026, após meses evitando antecipar o debate eleitoral e priorizando a execução de obras tanto na capital quanto no interior do estado. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Patrulha Cidade, da TV Amazônia, afiliada da RedeTV nesta quarta-feira, 14, em que o gestor explicou que, ao longo do último ano, optou por não entrar em discussões políticas por considerar o período como momento de trabalho administrativo, mas reconheceu que o calendário eleitoral agora impõe a abertura do debate.

Segundo Bocalom, a decisão de avaliar uma candidatura passou a ser considerada após ouvir manifestações recorrentes da população em diferentes regiões do estado, incluindo Rio Branco e municípios do interior. Ele relatou que, mesmo com outros nomes já colocados no cenário político, como o do senador Alan Rick e da vice-governadora Mailza Assis, tem sido cobrado por eleitores para participar da disputa. “Eu tenho andado o Estado inteiro e ouvido o apelo das pessoas, dizendo para colocar o nome”, afirmou, ao destacar que esses pedidos estão associados à sua trajetória administrativa, tanto no município de Acrelândia quanto na atual gestão em Rio Branco.

O prefeito também ressaltou que, até o momento, não há decisão formalizada, mas confirmou que o anúncio deve ocorrer em breve para permitir que a população avalie seu nome ao longo do prazo legal. “Tenha paciência, que no início da semana que vem a gente faz o anúncio”, disse, acrescentando que o período até 4 de abril será suficiente para que o eleitorado manifeste se deseja ou não sua candidatura. Para ele, o processo deve ser conduzido de forma aberta, com espaço para debate público e acompanhamento das pesquisas de opinião.

Durante a fala, Bocalom citou levantamentos eleitorais recentes nos quais aparece entre os primeiros colocados, mesmo sem ter oficializado a intenção de concorrer. De acordo com ele, esse cenário reforça a percepção de que há demanda popular por sua participação no pleito. “Hoje o nome do Bocalom não foi colocado ainda, e mesmo assim aparece como segundo colocado, muito próximo do primeiro”, afirmou, ao defender que a inclusão formal do nome nas pesquisas permitirá uma avaliação mais precisa do cenário eleitoral.

O prefeito também retomou sua trajetória política, mencionando a eleição de 2010, quando concorreu ao governo do estado e foi derrotado após um desempenho desfavorável na região do Juruá. Segundo ele, atualmente tem ouvido manifestações de apoio naquela região, indicando uma mudança de cenário em relação ao passado. “Hoje o que eu escuto no Juruá é que agora pode contar com a gente”, disse, ao afirmar que essas sinalizações têm pesado na reflexão sobre atender ao que chamou de “chamado da população”.

Ao tratar de suas motivações, Bocalom afirmou que sua atuação política está vinculada a um projeto voltado à produção e à geração de emprego no Acre, linha que, segundo ele, continua presente no debate público. Também destacou que sua trajetória na gestão pública não registra escândalos relacionados ao uso de recursos públicos, ponto que considera relevante no diálogo com os eleitores. “Estou na política para servir, não para ganhar dinheiro ou enganar as pessoas”, declarou, ao associar sua conduta à atuação pautada pela legalidade.

Política

Senado pode votar fim da escala 6×1 em dois turnos nesta quarta-feira

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O Senado Federal poderá votar, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 no Brasil. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta terça-feira (13) que um requerimento para acelerar a tramitação da proposta já reúne o número necessário de assinaturas para ser analisado pelos senadores.

A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança será implementada gradualmente, com prazo total de transição de 14 meses.

“Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã”, afirmou Alcolumbre, ao anunciar a possibilidade de antecipação da segunda votação.

Pelas regras do Senado, uma proposta de emenda constitucional precisa passar por cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno. Para o segundo turno, é necessário aguardar mais três sessões. O calendário especial poderá eliminar esse intervalo, permitindo que as duas votações ocorram no mesmo dia.

Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada turno.

Se a proposta entrar em vigor, as empresas terão 60 dias para adotar a escala 5×2, com dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 42 horas. Após mais 12 meses, o limite será reduzido para 40 horas semanais.

O texto também mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas para regulamentar situações específicas de determinadas categorias profissionais.

A proposta já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em maio deste ano. No Senado, passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de setembro e foi encaminhada ao plenário.

Caso os senadores aprovem o texto sem alterações, a emenda seguirá diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial. Se houver mudanças no conteúdo, a proposta precisará retornar à Câmara para nova análise.

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Política

Kassio Nunes Marques manda suspender jornal de sindicato após pedido de Flávio Bolsonaro

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Decisão do presidente do TSE atinge publicação com 30 mil exemplares que defendia a reeleição de Lula; sindicato denuncia censura e ataque à liberdade de expressão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da circulação de um jornal produzido pelo Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado), após pedido da campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, tomada sob sigilo na semana passada, foi divulgada nesta segunda-feira (12).

A publicação, que teve aproximadamente 30 mil exemplares impressos, apresentava argumentos do sindicato sobre os motivos pelos quais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria mais favorável aos trabalhadores da Petrobras.

A campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral sob a alegação de que a estrutura sindical estaria sendo utilizada para promover propaganda eleitoral, o que configuraria uso de recursos de fonte vedada pela legislação.

Kassio Nunes Marques acolheu os argumentos e ordenou a interrupção imediata da distribuição do jornal, tanto na versão impressa quanto na digital. O ministro também determinou o recolhimento dos exemplares que ainda não haviam sido entregues.

Na decisão, o presidente do TSE sustentou que a medida era necessária para interromper a circulação de propaganda eleitoral considerada irregular e evitar os efeitos do possível emprego de recursos sindicais na disputa presidencial.

O descumprimento da determinação poderá resultar em multa de R$ 10 mil.

O Sindipetro Unificado reagiu à decisão e classificou a proibição como censura e um “ataque à liberdade de expressão”. Em nota, a entidade afirmou que impedir a circulação do jornal compromete o direito dos trabalhadores de discutir os rumos da Petrobras e as propostas dos candidatos à Presidência.

O episódio ocorre durante a disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, em meio a uma série de ações judiciais envolvendo a propaganda eleitoral e os limites da manifestação política.

A decisão também coloca em discussão a diferença entre a manifestação de posicionamentos políticos por entidades representativas dos trabalhadores e a utilização de estruturas sindicais para financiar propaganda eleitoral, prática proibida pela legislação.

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Política

TSE derruba suspensão do Exército do Lula e restabelece canal com mais de 3,4 milhões de seguidores

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O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A plataforma, criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reúne mais de 3,4 milhões de seguidores.

A decisão de Cueva restabelece provisoriamente o funcionamento do canal, permitindo novas publicações e a entrada de seguidores. A palavra final sobre a suspensão caberá ao plenário do TSE, que ainda não tem data definida para analisar o caso.

A suspensão havia sido determinada por Kassio Nunes Marques após um pedido da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados do candidato acusam o canal de disseminar informações falsas sobre propostas atribuídas ao senador, incluindo supostos cortes no Bolsa Família e redução do valor das aposentadorias.

O presidente do TSE justificou a medida afirmando que o canal reproduzia conteúdos já considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral. A defesa de Flávio também apresentou uma ação contra Janones, solicitando a cassação de seu mandato parlamentar.

A decisão de Kassio, entretanto, ocorreu quando o mesmo assunto já estava sob análise do corregedor-geral eleitoral. No sábado (10), Cueva havia solicitado informações complementares sobre as acusações, sem determinar a suspensão do canal.

Na nova decisão, o corregedor apontou que a campanha de Flávio Bolsonaro apresentou um pedido à presidência do tribunal apenas 41 minutos depois de sua determinação, acompanhado de documentos que não haviam sido incluídos no processo original.

Para Cueva, a atuação administrativa da presidência do TSE não deve antecipar decisões sobre questões que já estão submetidas à análise judicial de outro órgão competente da Corte. O ministro também considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar uma restrição tão abrangente.

A suspensão provocou reação de André Janones, que classificou a medida como censura. “A censura já começou”, declarou o parlamentar nas redes sociais.

Lula também criticou a decisão durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, e anunciou que o PT recorreria à Justiça Eleitoral.

“Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou o presidente.

O canal “Exército do Lula” ganhou milhões de seguidores após o primeiro turno e passou a ser utilizado para distribuir vídeos, mensagens e orientações de mobilização política para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Com a decisão do corregedor, o canal poderá continuar funcionando enquanto o plenário do TSE não apresentar uma definição sobre o caso. A manutenção do espaço não impede a análise de publicações específicas consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral.

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