A BR-364 foi interditada após um igarapé romper um trecho da rodovia entre Tarauacá e Feijó, no Acre. O incidente ocorreu após fortes chuvas na região, que elevaram o nível da água e comprometeram a estrutura da estrada.
De acordo com relatos, o trecho atingido fica depois do bairro Corcovado, em Tarauacá, na ladeira do Goiabal. A interdição impede a passagem de veículos, afetando a circulação entre os municípios da região do Juruá.
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, Ricardo Araújo, informou que equipes já estão mobilizadas para restabelecer o tráfego. Segundo ele, providências estão sendo tomadas para a instalação de um bueiro no local, com o objetivo de liberar a rodovia no menor tempo possível e minimizar os impactos no trânsito.
Ainda não há previsão exata para a conclusão dos trabalhos e a liberação da rodovia. A recomendação é que condutores evitem a área até que a situação seja normalizada.
O nível do Rio Acre chegou a 15,14 metros às 15h deste sábado (31), em Rio Branco, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. O manancial segue em elevação e permanece acima da cota de transbordo, fixada em 14,00 metros.
De acordo com o monitoramento, o rio apresentou estabilidade durante a madrugada e início da manhã, com 14,99 metros registrados às 5h20 e às 9h. Ao longo do dia, houve nova elevação, atingindo 15,09 metros ao meio-dia e avançando para 15,14 metros no período da tarde.
Mesmo com o baixo volume de chuvas nas últimas 24 horas — apenas 0,40 milímetros — o Rio Acre continua em situação de cheia, mantendo-se também acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros.
A Defesa Civil Municipal segue com o acompanhamento técnico permanente do nível do rio e permanece adotando as medidas preventivas necessárias, com foco na segurança da população e no monitoramento das áreas mais suscetíveis.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Defesa Civil Municipal, intensificou neste sábado (31) o monitoramento do Rio Juruá após o manancial voltar a transbordar e alcançar a marca de 13,09 metros, ultrapassando a cota de segurança do município.
Esta é a segunda vez apenas no mês de janeiro que o nível do rio excede o limite considerado seguro. No último dia 21, o Juruá chegou a 13,46 metros, provocando alagamentos em diversos bairros da cidade.
De acordo com o coordenador de desastres da Defesa Civil, Iranilson Nery, as equipes permanecem em alerta máximo, com acompanhamento contínuo do nível do rio em toda a bacia do Vale do Juruá e emissão de alertas preventivos à população ribeirinha.
A Defesa Civil também monitora a situação em municípios vizinhos que influenciam diretamente o volume do rio em Cruzeiro do Sul. Em Porto Walter, por exemplo, o nível do Juruá continua em elevação e marcou 10,16 metros na manhã deste sábado.
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Segundo Iranilson, historicamente, as primeiras famílias costumam deixar suas residências quando o rio atinge níveis a partir de 13,50 metros. A tendência, conforme o monitoramento técnico, é de que o nível continue subindo pelos próximos dois dias, com possibilidade de recuo em seguida.
Em relação às condições climáticas, a previsão indica cerca de 75 milímetros de chuva, volume considerado abaixo da média esperada para o período.
A Prefeitura segue acompanhando a situação de forma permanente e mantém as equipes de apoio de prontidão para atender eventuais ocorrências.
Com a chegada da estação chuvosa no estado do Acre, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou a operação especial do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da bacia do Rio Acre, visando o monitoramento contínuo dos níveis fluviais para antecipar cenários de risco. A medida, que concentra atenção no período compreendido entre dezembro e abril, tem como objetivo fornecer dados técnicos e previsões hidrológicas para subsidiar as ações das defesas civis estaduais e municipais, além de outros órgãos públicos, na proteção das populações de municípios como Brasiléia, Epitaciolândia, Rio Branco e Xapuri.
A Bacia do Rio Acre é classificada tecnicamente como uma das mais vulneráveis a eventos hidrológicos extremos no território nacional, apresentando histórico tanto de cheias severas quanto de secas críticas. Para mitigar os impactos desses fenômenos, o SGB mantém uma articulação direta com as salas de situação e a Defesa Civil do estado, estabelecendo um fluxo de troca de informações que ocorre ao longo de todo o ano. Durante os eventos extremos, essa cooperação é intensificada com a disponibilização de dados em tempo real, fornecendo suporte técnico para a tomada de decisão por parte dos gestores locais.
O monitoramento realizado pelo SGB envolve a operação de nove estações fluviométricas, responsáveis por medir os níveis e vazões dos rios, em conjunto com estações pluviométricas que registram os índices de chuva. A infraestrutura de coleta de dados integra ainda informações obtidas via satélite, referentes à precipitação e evapotranspiração. As equipes de campo coletam e transmitem esses dados em tempo real, alimentando modelos matemáticos que permitem não apenas a observação do cenário atual, mas a projeção futura do comportamento dos rios.
A dinâmica de divulgação das informações segue protocolos estabelecidos conforme a gravidade da situação hidrológica. Durante a operação padrão na estação chuvosa, o acompanhamento resulta na emissão de boletins semanais. No entanto, quando os níveis dos rios ultrapassam as cotas de alerta ou quando as equipes técnicas identificam risco iminente de inundação, a frequência de emissão dos documentos aumenta, passando a incluir previsões de níveis. Nessas situações críticas, os boletins são enviados pelo menos duas vezes ao dia às autoridades competentes.
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As previsões geradas pelo sistema variam de acordo com a localidade monitorada. O horizonte de previsão pode ser de até um dia para determinados pontos, chegando a até 15 dias de antecedência para a capital, Rio Branco. Segundo técnicos do SGB, a capacidade de antever o comportamento do rio permite que a população e os órgãos gestores identifiquem áreas de risco e planejem ações de resposta com maior antecedência.
O acesso público às informações é viabilizado por meio da plataforma do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), onde os dados das estações podem ser acompanhados em tempo real. A ferramenta disponibiliza também os boletins detalhados, contendo o monitoramento hidrológico e as previsões atualizadas. A iniciativa busca alinhar o conhecimento geocientífico à gestão pública, fornecendo base técnica para reduzir prejuízos materiais e aumentar a segurança das comunidades ribeirinhas frente às oscilações do regime hídrico da região.