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Covid-19: Queda no Centro-Sul, aumento no Nordeste e estabilidade no Acre

Boletim Fiocruz: Centro-Sul em queda, Nordeste crescente; Acre estabilizado, Rio Branco possibilidade de crescimento breve

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O boletim InfoGripe da Fiocruz revela um quadro heterogêneo de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) por Covid-19 no Brasil. O Centro-Sul indica queda nos casos, incluindo estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. No Nordeste, mais estados sinalizam início de aumento de casos, como Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Piauí. No Acre, os casos se estabilizaram, com possibilidade de crescimento em Rio Branco a curto prazo, mas previsão de estabilidade a longo prazo.

Nordeste: Aumento de Casos em Diversos Estados

Esse movimento sugere uma preocupação crescente com a possibilidade de um aumento significativo nessas localidades, demandando atenção redobrada para conter e gerenciar a propagação do vírus.

Acre: Estabilização e Perspectivas Futuras em Rio Branco

No Acre, os casos atingiram um ponto de estabilização. Contudo, especificamente em Rio Branco, a capital do estado, existe uma probabilidade menor que 75% de crescimento nos próximos três semanas. No entanto, as previsões a longo prazo indicam um cenário de estabilidade ou oscilação, oferecendo um panorama que requer monitoramento contínuo e estratégias de prevenção para manter o controle da situação epidemiológica.

Direito do Consumidor

Operação “De Olho no Combustível” fiscaliza 59 postos no Acre e reprova 14 bicos de abastecimento

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O Procon do Acre divulgou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, o balanço parcial da operação “De Olho no Combustível”, força-tarefa que passou por nove municípios para fiscalizar postos e combater práticas abusivas contra o consumidor. No levantamento consolidado até o momento, 59 postos foram fiscalizados no estado e 356 bicos de abastecimento foram inspecionados.

A atuação do Procon somou 26 fiscalizações, que resultaram em 20 autos de constatação por irregularidades encontradas durante as ações. Além das autuações, parte das visitas teve caráter educativo, com orientações aos estabelecimentos sobre regras de atendimento e deveres previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Na frente metrológica, o Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem), vinculado ao Inmetro, avaliou os 356 bicos e reprovou 14 equipamentos por inconformidades. Já a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou 13 fiscalizações, com duas autuações e três notificações, além da coleta de amostras de combustíveis para análise.

A operação reuniu ainda a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O chefe do setor de fiscalização do Procon, John Lynneker Rodrigues, afirmou que a iniciativa reforça a necessidade de presença contínua dos órgãos de controle no mercado de combustíveis, “como forma de prevenir abusos e promover o equilíbrio nas relações de consumo”.

Com a continuidade das vistorias e o andamento das análises técnicas, a expectativa é ampliar a capacidade de resposta a irregularidades e reduzir o risco de prejuízo ao consumidor, especialmente em períodos de maior pressão sobre preços e demanda por abastecimento no estado.

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Economia e Empreender

Norte ganha espaço no mapa das agtechs e pressão por tecnologia no campo acelera expansão pelo Brasil

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Da Amazônia às áreas de fronteira agrícola, o avanço de tecnologia aplicada ao agro vem deixando de ser um fenômeno restrito aos grandes centros do Sudeste e do Sul. Um levantamento da Embrapa mostra que as startups agropecuárias passaram a aparecer com mais força fora do eixo tradicional e que o Norte ampliou participação no ecossistema de agtechs, puxado por novos negócios e por uma presença maior de soluções voltadas a desafios locais, como logística, conectividade e produção em ambientes mais complexos.

A sexta edição do Radar Agtech Brasil mapeou 2.075 startups agropecuárias em atividade em 2025, alta de 5% em relação a 2024, num ritmo mais moderado do que o registrado nos anos de expansão acelerada do setor. No recorte regional, o estudo apontou aumento proporcional no Norte, que passou a concentrar 7,6% das agtechs do País. Em 2019, Norte e Nordeste somavam 5% do total; em 2025, a presença do Norte e do Nordeste aparece mais alta, com 7,6% e 6,5%, respectivamente, enquanto o Centro-Oeste ficou com 7,1%, sinalizando um espalhamento mais amplo do empreendedorismo do agro.

O detalhamento por Estados reforça a tendência. O Amazonas apareceu com 17 agtechs no levantamento, número que chama atenção pela distância histórica dos principais polos de inovação do setor. A distribuição, embora ainda pequena quando comparada à concentração do Sudeste e do Sul, indica um ecossistema em formação e mais conectado ao campo, com startups buscando operar mais perto do produtor e de cadeias produtivas regionais.

Mesmo com a expansão para novas áreas, o mapa segue concentrado: Sudeste e Sul reúnem 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Ainda assim, a dispersão territorial é um dos sinais de mudança apontados pelo Radar, que também registrou redes de apoio e ambientes de inovação em transformação. O estudo contabilizou 390 ambientes de inovação no Brasil e mostrou que o Sul ultrapassou o Sudeste nessa métrica, com 37,18% contra 32,82%, impulsionado pelo avanço de incubadoras, especialmente no Rio Grande do Sul.

O coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa, Aurélio Favarin, associou o crescimento das incubadoras à construção da base do ecossistema. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras”, afirmou. No Sudeste, o Radar apontou maior presença de hubs, aceleradoras e estruturas com governança, que costumam aparecer quando o mercado já tem empresas mais maduras e maior densidade de capital e conexões.

A desaceleração no crescimento do número total de startups foi atribuída ao amadurecimento do setor após o salto de 2019 a 2021. O pesquisador da Embrapa Vitor Mondo relacionou o novo ritmo ao ciclo de consolidação. “Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimentos, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs… É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, disse. Ele também apontou que a expansão territorial acompanha um movimento de maior atuação dentro das fazendas, com startups mais presentes no dia a dia do produtor.

No recorte por áreas de atuação, as agtechs se concentram principalmente em soluções “dentro da fazenda” (41,1%) e “depois da fazenda” (40,5%). “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” liderou com 15% das startups, seguido por “Sistemas de gestão da propriedade rural” (8%) e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” (7,5%). O levantamento também registrou a disseminação de inteligência artificial: 83% das agtechs usam IA em processos ou produtos e 35% têm a tecnologia como base central do negócio. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a construir camada estrutural do modelo de negócio”, afirmou Favarin.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, definiu o Radar como um instrumento de articulação do setor. “O Radar Agtech Brasil funciona como um mapa vivo da inovação no campo brasileiro. Ele revela talentos, conecta ideias e orienta investimentos”, disse. A leitura de investidores reforçou um cenário mais seletivo para capital. “Nos últimos dois ou três anos, o ambiente para captação de recursos ficou mais desafiador… vemos hoje startups sendo construídas com uma mentalidade mais focada em eficiência e rentabilidade desde os estágios iniciais”, afirmou Pedro Jábali, da SP Ventures.

Com o Norte ampliando presença e Estados como o Amazonas aparecendo com mais startups no mapeamento, a tendência é que a inovação no agro avance por rotas menos óbvias, impulsionada por demandas locais e por soluções que precisam funcionar longe dos grandes polos. O próximo passo do Radar mira uma vitrine maior: o projeto prepara uma edição para América Latina e Caribe, com lançamento previsto para junho, e a versão brasileira de 2025 deve ganhar publicações em inglês e espanhol, ampliando o alcance do retrato do setor.

Fonte: Embrapa

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Economia e Empreender

Prefeitura de Rio Branco inaugura Fábrica de Leite de Soja com capacidade para 4 mil litros diários

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A Prefeitura de Rio Branco inaugurou na manhã desta terça-feira (31) a Fábrica de Leite de Soja, localizada na Rodovia Transacreana, nas proximidades da Ceasa. A unidade integra a estratégia municipal de segurança alimentar e destinará sua produção para estudantes da rede pública de ensino e famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

A estrutura demandou um investimento de R$ 1,75 milhão e possui capacidade operacional para processar até 4 mil litros da bebida por dia. Na fase inicial, o maquinário envasará cerca de 2 mil litros diários do produto, que será distribuído em embalagens e versões saborizadas, como morango e chocolate. O empreendimento compõe o Complexo de Agricultura Familiar, um polo agroindustrial recém-construído que recebeu mais de R$ 20 milhões em recursos próprios do município para modernizar o beneficiamento de arroz, feijão e milho cultivados na região.

O projeto de processamento do grão remonta a planos desenhados na década de 1990 pelo atual chefe do Executivo municipal, quando administrava a cidade de Acrelândia. Durante a cerimônia de entrega, o prefeito Tião Bocalom mencionou a concretização da proposta e a necessidade de reter os recursos na economia local. “Não há como melhorar a vida das pessoas sem trabalho e geração de renda. Queremos consumir o arroz do Acre, o feijão do Acre, ampliar a produção local e evitar que o dinheiro saia do estado”, declarou.

A operação da nova agroindústria modifica a composição nutricional da merenda escolar da capital e cria uma demanda fixa de compra institucional para os produtores rurais. A absorção governamental das safras locais garante previsibilidade de receita para a agricultura familiar e fomenta a expansão das lavouras no entorno de Rio Branco, diminuindo a dependência de produtos alimentícios importados de outras regiões do país.

Foto: Sérgio Vale

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