Nesta terça-feira (3), 22 deputados estaduais do Acre marcaram presença na abertura da 27ª Conferência Nacional da União Nacional das Assembleias Legislativas (UNALE), realizada no Rio de Janeiro. Liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), deputado Luiz Gonzaga, e pelo secretário Nicolau Júnior, a delegação acreana reforça o compromisso do estado com o aprimoramento do legislativo estadual.
Um dos destaques do evento é a candidatura do Acre ao prêmio nacional Assembleia Cidadã, na categoria Projetos Especiais. O reconhecimento pela iniciativa da ALEAC evidencia a capacidade técnica e criativa dos parlamentares acreanos e sua contribuição para o fortalecimento do Legislativo.
Durante a solenidade de abertura, Luiz Gonzaga foi recebido pelo presidente da UNALE, deputado Sérgio Aguiar (CE), e pela deputada fluminense Tia Jú, anfitriã da conferência. O evento conta com uma programação diversificada, focada na troca de experiências, debates sobre políticas públicas, e capacitação dos parlamentares estaduais.
A deputada Tia Jú, que será aclamada como futura presidente da UNALE na próxima quinta-feira, destacou a importância da presença do Acre na disputa. “O Acre disputando esse prêmio nos traz uma imensa alegria. O Norte é especial. O Acre, um estado em território pequeno, mas uma potência de força de intelectualidade. Tem muito a nos apresentar e muito a nos ensinar. Fico super feliz e a gente vai aí correr para buscar voto para o Acre, porque nosso Acre querido merece esse prêmio”, afirmou.
A UNALE é uma entidade nacional que reúne deputados estaduais de todo o país, promovendo a integração entre os legislativos estaduais e incentivando o intercâmbio de boas práticas parlamentares. A participação ativa da ALEAC na conferência demonstra o empenho do parlamento acreano em se qualificar, aprimorando sua atuação e garantindo que as demandas da população sejam tratadas com competência e eficácia.
Eventos como a Conferência da UNALE são fundamentais para o desenvolvimento institucional, proporcionando aos parlamentares novas perspectivas e ferramentas para legislar com excelência. Essa qualificação reflete diretamente na qualidade do trabalho prestado à sociedade, fortalecendo o papel do legislativo estadual como um pilar essencial para o desenvolvimento do Acre.
Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que a cultura “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou a ligação antiga com essa bandeira ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e acrescentou que “ainda temos potencial para muito mais”.
A declaração foi feita em meio ao avanço da cafeicultura no estado, que passou a ocupar espaço maior no debate sobre geração de renda, fortalecimento do campo e diversificação da produção. Ao resumir a gravação com a frase “coisa boa é a roça”, Bocalom manteve o discurso de defesa da atividade rural como eixo de desenvolvimento e colocou o café no centro dessa estratégia.
O setor cresceu nos últimos anos e já sustenta parte desse discurso com números mais robustos. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. O avanço da cadeia também já ultrapassa a lavoura e alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, ampliando o peso econômico da atividade.
O movimento também ganhou respaldo nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.
A pasta comandada pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, contestou a versão divulgada pelo deputado federal Nikolas Ferreira sobre a ponte de Marechal Thaumaturgo, no Acre, e afirmou que a obra não saiu do papel por pendências da prefeitura, não por repasse já feito pela União. Em nota publicada na sexta-feira, 22 de maio de 2026, o ministério informou que os recursos federais ainda não foram liberados porque o município não comprovou o depósito da contrapartida obrigatória prevista no contrato.
Segundo o MDA, a obra não integra o Novo PAC e está vinculada ao Contrato de Repasse nº 925082/2021, assinado em 31 de dezembro de 2021, ainda no governo anterior. O ministério informou que a execução cabe à Prefeitura de Marechal Thaumaturgo, responsável pela licitação, contratação da empresa e apresentação da documentação necessária para o repasse do dinheiro federal.
A pasta afirmou ainda que a contrapartida municipal exigida é de R$ 939.964,24 e que, sem a comprovação desse depósito, o repasse não pode ser efetuado. De acordo com o ministério, o processo licitatório só foi apresentado pela prefeitura em 7 de abril de 2025, mais de três anos depois da assinatura do contrato, e foi aprovado pela Caixa Econômica Federal em 23 de julho do mesmo ano.
No vídeo, Nikolas aparece diante da placa da obra, questiona onde teriam ido os R$ 2,8 milhões e atribui o atraso ao governo Lula. A resposta do MDA contradiz essa versão ao informar que o valor global do empreendimento é de R$ 2.849.964,24, somando verba federal e contrapartida municipal, e que o dinheiro da União ainda não havia sido liberado. Com isso, o foco da paralisação sai do governo federal e recai sobre as exigências legais que ainda dependem do município.
O vice-prefeito de Assis Brasil, Reginaldo Bezerra Martins, morreu nesta sexta-feira, 22, aos 61 anos. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Assis Brasil, que divulgou nota oficial de pesar em nome do prefeito Jerry Correia. Reginaldo ocupava a vice-prefeitura no mandato 2025-2028 e seguia em atuação na gestão municipal.
A morte de Reginaldo encerra a trajetória de um dos nomes mais presentes na vida pública do município nas últimas décadas. Além do cargo de vice-prefeito, ele também teve atuação na Secretaria Municipal de Obras, foi vereador por três mandatos, professor de Matemática e militar do Exército Brasileiro, onde se aposentou como sargento.
Após a confirmação da morte, lideranças políticas e instituições do Acre divulgaram manifestações públicas de pesar. O Partido dos Trabalhadores do Acre destacou a trajetória de Reginaldo na política de Assis Brasil e a ligação dele com as comunidades do município. O ex-senador Jorge Viana afirmou ter recebido a notícia com tristeza e lembrou a atuação de Reginaldo em ações voltadas à infraestrutura e às famílias da zona rural.
Na nota da Prefeitura de Assis Brasil, a gestão afirmou que Reginaldo deixa um legado de serviços prestados ao município. A administração também ressaltou a participação dele nas ações da Secretaria de Obras e na condução de frentes importantes da gestão.